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Fora Mubarak! Pelo triunfo da revolução egípcia e árabe!

Fora Mubarak! Pelo triunfo da revolução egípcia e árabe!

Há um processo revolucionário que se expande em todos os países árabes. A partir da Tunísia, onde a mobilização popular derrubou o ditador Ben Alí, depois de 23 anos no poder, foi-se estendendo como um rastilho de pólvora, provocando mobilizações contra governos ditatoriais em vários países árabes, laicos ou religiosos, "republicanas" ou monárquicas, desde a Mauritânia até o Iémene, passando pela Argélia e Jordânia.

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Revolução no Egipto: Mubarak fora, já!

Revolução no Egipto: Mubarak fora, já!

Há quase 30 anos que o ditador Hosni Mubarak domina o Egipto através de uma política de medo, polícia secreta e perseguição. Fraudes eleitorais, prisões e mortes de todos os que contestassem o regime, tudo vale para manter o poder. Apadrinhado pelo imperialismo, numa área chave do Médio Oriente, o regime de Mubarak cumpre na perfeição o papel de cão de fila numa área tão delicada. É preciso não esquecer que o Egipto é, a seguir a Israel, o país que mais ajuda financeira e militar recebe dos Estados Unidos da América. Pela sua colocação geográfica, o Egipto é um tampão fundamental no conflito palestiniano, arrastando os países vizinhos para o domínio imperialista.

 

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Povo na rua derruba ditador na Tunísia

Povo na rua derruba ditador na Tunísia

Uma revolução sacode o Magrebe e o mundo árabe, com o centro na Tunísia, onde o povo conseguiu uma primeira grande vitória ao derrubar, no dia 14 de Janeiro, o presidente Ben Ali, o ditador que há 23 anos se mantinha no poder. Durante mais de um mês, a população tunisina, em especial a juventude, vítima de um índice de desemprego de mais de 30%, mobilizou-se nas ruas de Tunes contra o aumento de preço dos alimentos, a corrupção e a falta de liberdade no país. As manifestações, a exigir também a renúncia do presidente - "Ben Ali para a rua" ou "Ben Ali assassino", eram algumas das palavras de ordem gritadas pelos manifestantes -, foram reprimidas com extrema violência pelo exército e pela polícia, provocando mais de 70 mortes.

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De quem a culpa pela tragédia no Brasil?

De quem a culpa pela tragédia no Brasil?

Uma tragédia anunciada. Essa é a constatação que a maioria faz das tragédias causadas pelas chuvas em São Paulo, Minas Gerais e, especialmente, no Rio de Janeiro. As incontáveis mortes (quase 400 mortes no momento em que escrevo esse artigo) na região Serrana do Rio comovem o país, mas também provocam dor e revolta contra os governantes que nada fizeram para evitá-la.

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Uma insurreição de hackers?

Uma insurreição de hackers?

A revelação de centenas de milhares de documentos secretos norte-americanos suscitou, entre várias outras, uma objecção mais difundida: não será tudo isto um grande quixotismo, quando é sabido que não há guerra nem política sem segredos, e que uma fuga de informação, mesmo a maior da História universal, nunca irá mudar a natureza profunda da diplomacia? Pior ainda: não se arrisca Wikileaks a entravar negociações de paz, que só podem ser conduzidas a bom porto enquanto houver confiança e cumplicidade entre os interlocutores?

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Greve Geral Europeia Já!

Greve Geral Europeia Já!

Como se vê pela tabela no final do texto, a guerra social dos planos de austeridade, ajuste ou PEC's alastra por todo o continente e com receitas muito semelhantes. Todos eles se constroem e aplicam segundo os ditames da União Europeia, ansiosa para que as dívidas soberanas à banca  (sobretudo a francesa e a alemã) possam ser pagas a tempo e horas. Todos eles exigem aos trabalhadores do continente que paguem a factura dos 700 000 milhões de euros que foram desbaratados dos orçamentos públicos para acudir aos bancos quando estes estavam à beira do colapso. Todos eles respondem à necessidade de recuperar lucro do grande capital europeu, sedento de desmantelar o que resta do bem-estar dos trabalhadores que o alimentam, impondo um retrocesso histórico que nos traga de volta às condições de trabalho e de vida dos nossos avós.

          A resistência que começou há cerca de um ano atrás na Grécia com uma série de manifestações e greves gerais alastrou e pode-se dizer que a Europa, mais do que nunca nos últimos tempos, está hoje a ferro e fogo.

         Em França começa em Setembro uma monumental mobilização contra os planos do governo Sarkozy de aumentar a idade de reforma, com mais de um mês de greves muito participadas nas refinarias, transportes e outros sectores que praticamente pararam o pais.  Três milhões e meio de pessoas nas ruas em centenas de manifestações e quase mil escolas secundárias encerradas pelos alunos, que sairam à luta temendo que no futuro lhes sobre ainda menos emprego se os mais velhos forem obrigados a trabalhar até mais tarde.

            Em Itália, começaram por ser os metalúrgicos e mais tarde gigantes grupos de diversos operários - cerca de meio milhão - que sairam às ruas de Roma no dia 16 de Outubro. Mas ultimamente têm sido os estudantes e investigadores universitários, que em resposta aos planos do governo de deixar as universidades sem fundos, precarizando investigadores e abrindo as portas à rapina dos privados, se têm empenhado numa luta radicalizada com vista à derrota do projecto de Berlusconi e companhia. Entre ocupações de inúmeras escolas e faculdades, pontes ou até a Câmara Municipal de Turim, no final de Novembro dava-se uma verdadeira batalha nas ruas de Roma, inclusivamente com uma tentativa de invasão do Senado italiano.

 

            Em Espanha a 29 de Setembro e em Portugal a 24 de Novembro, participadíssimas greves gerais com ambos os países paralisados. A 24 de Novembro, fazem-se em Madrid e Sevilha concentrações de solidariedade com a greve em Portugal.

            Mais recentemente, o maior foco tem estado no Reino Unido com os universitários a ver o governo de coligação conservadores/liberais-democratas a acenar com a triplicação do valor máximo das propinas para mais de 10500 euros! No dia 24 de Novembro Londres vê uma massa de 130000 estudantes e professores nas suas ruas, dando-se inclusivamente a ocupação da sede do partido conservador. Pelo caminho, e com múltiplas faculdades ocupadas, dá-se a mega-manifestação de 9 de Dezembro, data em que o parlamento vota a favor do aumento abrindo-se uma crise no governo, enquanto lá fora os manifestantes enchiam as ruas de ruído e protesto, acabando os futuros reis em fuga no seu Rolls-Royce com os vidros partidos pela fúria dos estudantes.

            A Europa vive o momento da verdade no qual se determinará o futuro de quem trabalha. Como se pode ver pela luta que grassa pelo continente, acabarmos a viver pior para satisfazer a ganância dos patrões e dos banqueiros não é inevitável, pois potencial de movimento não nos falta - é só preciso que este seja canalizado para vencer. Antes de mais, há que ir muito além do programa mínimo de quem dirige as centrais sindicais, como Carvalho da Silva ao dizer que a greve geral apenas “serve para castigar uma certa burguesia” ou como Toxo e Mendez (Espanha) para “recuperar o diálogo social”. Não, as greves e todos os demais instrumentos de luta de que dispomos servem acima de tudo para derrotar os ataques que nos querem fazer e não podemos desarmar enquanto isso não acontecer. Aprendamos uns com os outros as experiências que mais hipóteses de sucesso nos trazem, como por exemplo as greves recondutíveis em França: ao final do dia faz-se uma assembleia e vota-se a continuidade ou não da greve. Por último, se os planos da burguesia e governos europeus são coordenados e unificados, a nossa resposta também tem de o ser. A Confederação Europeia de Sindicatos convocou a tímida jornada de luta de 15 de Dezembro que inclui apenas protestos pouco divulgados em alguns países e uma greve geral na Grécia. No mesmo sentido sentido, mas muito mais além e na perspectiva de que podemos ganhar, há que quebrar o isolamento e estabelecer uma coordenação internacional com base num programa claro contra os governos de turno exigindo a retirada dos planos de austeridade. Já muitos em muitos sítios, dizem o bem alto o mesmo: façamos uma greve geral europeia!

 

LISTA DOS PRINCIPAIS CORTES POR PAÍS

 

Funcionários públicos

Impostos

Educação e apoios sociais

Reformas e pensões

Outros

Portugal

- Redução dos salários acima dos 1500 euros de 3.5% a 10%

- Congelamento dos salários abaixo dos 1500 euros

- Congelamento da progressão na carreira

- Subida do IVA de 21% para 23%

- Redução das deduções fiscais (IRS) com saúde, educação e habitação

- Cortes no abono de família, no susídio de desemprego e rendimento social de inserção

- Corte nas bolsas a universitários

- Subida da idade da reforma dos funcionários públicos para os 65 anos

- Privatização de empresas públicas e semi-públicas como Galp, EDP, CTT, TAP ou REN

- Corte massivo nas verbas do Serviço Nacional de Saúde com redução da comparticipação de medicamentos e redução do orçamento dos hospitais

Espanha

- Redução média de salários na ordem dos 5%

- Eliminação de 13000 postos de trabalho

- Entrada das empresas de trabalho temporário no recrutamento de trabalhadores para funções públicas

-Subida do IVA de 16% para 18%

- Subida do imposto sobre o tabaco em 28%

- Corte nos subsídios à habitação

- Corte no abono de família

- Corte no subsídio aos desempregados de longo termo

- Congelamento das pensões em 2011

- Subida da idade de reforma dos 65 para os 67 anos

- Redução do valor das reformas por invalidez

- Reforma do código laboral com introdução do despedimento preventivo (se uma empresa alegar futuros problemas de rentabilidade) e redução drástica das indemnizações aos despedidos (de 45 dias de salário por cada ano de trabalho até um máximo total de 3 anos e meio de salário, para 20 dias por ano até um máximo de 1 ano total)

Itália

- Congelamento de salários durante os próximos 3 anos e redução de salários até 10% para os funcionários públicos melhor remunerados

- Admissão de apenas 1 trabalhador para cada 5 que se reformem ou terminem os seus contratos

 

- Corte drástico no financiamento do estado às Universidades públicas

- Congelamento da contratação definitiva de investigadores

- Entrada de privados nos Conselhos de Administração das Universidades

 

- Aumento da idade da reforma em 6 meses para os que a atingirem a partir de 2011

- Redução de 13 mil milhões de euros nas verbas para as autarquias e regiões

- Redução dos gastos públicos com a saúde em mais de 400 milhões de euros

Reino Unido

• Cortes generalizados nos Ministérios prevêm que haja uma redução de 500 mil empregos públicos

 

- Redução de cerca de 20% da despesa do estado na educação

- Triplicação do valor da propina máxima para £9000 (mais de 10500 de euros)

- Tectos para os apoios sociais das famílias

- Redução dos subsídios atribuidos às crianças e adolescentes pobres para transportes e alimentação

- Subida da idade de reforma para os 66 anos em 2020

- Reforço do papel dos seguros privados no Sistema Nacional de Saúde

Grécia

- Corte de 5% a 20% nos salários dos funcionários públicos

- Congelamanto de salários e pensões nos próximos 3 anos

- Subida do IVA de 19% para 23%

- Aumento dos impostos sobre os combustíveis, alcool e tabaco em 10%

 

 

- Subida da idade média de reforma de reforma dos 61.4 para os 63.5 anos

- Abolição do 13º mês de salário

- Privatização dos caminhos-de-ferro, portos, correios e água

Irlanda

- Redução média dos salários na ordem dos 5%

- Eliminação de 25000 postos de trabalho

- Subida progressiva do IVA de 21% para 24% em 2014

- Aumento do preço dos combustíveis em 4 cêntimos por litro

- Corte de 7% no abono de família

- Redução das reformas dos pensionistas da função pública em 4%

- Redução do salário mínimo em 12% (menos 1 euro por hora)

Rebelião dos estudantes em Inglaterra e Itália

Rebelião dos estudantes em Inglaterra e Itália

A Inglaterra vive dias de fúria. No dia 9 de Dezembro, em meio a grandes e radicais protestos estudantis (ver galeria de fotos na secção Imagens e o vídeo), duramente reprimidos pela polícia, o governo britânico conseguiu aprovar no Parlamento, por 323 votos contra 302, uma medida que permite aumentar as propinas cobradas pelas universidades do país. Actualmente, a propina é de cerca de 3 mil libras, mas, com a medida, vai passar para até 9 mil libras, isto é, triplicar o seu valor.

 

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WikiLeaks, mais uma dor de cabeça para o imperialismo

WikiLeaks, mais uma dor de cabeça para o imperialismo Vazamento de documentos secretos mostra os detalhes da política externa norte-americana e revela ingerência nos países.

A secretária de Departamento dos EUA, Hillary Clinton, antecipou-se ao que viria e passou a disparar telefonemas a embaixadores de todo o mundo. O temor não era infundado. Dias depois, a partir de 27 de Novembro, o site WikiLeaks passou a divulgar documentos secretos da diplomacia norte-americana, revelando segredos de Estado do Império.

São mais de 251 mil telegramas de 274 embaixadas norte-americanas em todo o planeta, grande parte deles confidenciais, que datam de 1966 a Fevereiro último. São revelações como as caracterizações de governos e políticos pelos EUA, assim como a descrição detalhada das actividades dos diplomatas norte-americanos, que transcendem em muito as tarefas quotidianas das embaixadas.

Se é verdade que até agora não apareceu nenhum documento realmente revelador contra os EUA, é também verdade que o vazamento teve efeito devastador sobre a diplomacia norte-americana. As relações dos EUA com uma série de países, que já estavam estremecidas com a crise financeira, tendem a ficar ainda mais complicadas diante do escândalo gerado pelo WikiLeaks.

Entre fofocas e lobbies em favor dos interesses americanos, ficamos sabendo, por exemplo, que a Inglaterra não acredita mais numa eventual vitória militar no Afeganistão, e que se ainda mantém soldados por lá é unicamente em "deferência" aos EUA. Aliás, grande parte das revelações se refere aos países e as suas relações mais que incestuosas com o Império. Inclusive o Brasil.

Relações perigosas

De todos os arquivos abertos, 2.855 são da embaixada dos EUA no Brasil. As primeiras divulgações já foram feitas, e muito mais está por vir. Segundo a coordenadora do WikiLeaks no Brasil, Natália Viana, os arquivos "vão mostrar ao público brasileiro histórias pouco conhecidas de negociações do governo por debaixo do pano, informantes que costumam visitar a embaixada norte-americana, propostas de acordo contra vizinhos, o trabalho de lobby na venda dos caças para a Força Aérea Brasileira e de empresas de segurança e petróleo".

Os telegramas da embaixada no Brasil mostram uma relação bastante estreita entre o Império e sectores da Polícia Federal e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Mostram, por exemplo, como os órgãos no Brasil agem a mando do Departamento de Estado norte-americano, vigiando e prendendo suspeitos de terrorismo. A fim de não prejudicar o turismo e a imagem do país, tais prisões são feitas sempre de forma disfarçada.

Os documentos expõem ainda as relações mais que amistosas entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o ex-embaixador Clifford Sobel. Tal relação chegava a ser de delação, já que Jobim, de acordo com os documentos dos EUA, confidenciava segredos ao embaixador e criticava colegas de governo, como o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, chamado de "antinorteamericano".

Outro telegrama deixa explícita a condição do Brasil de bombeiro dos EUA na América Latina. Nele, o assessor de relações exteriores de Lula, Marco Aurélio Garcia, se dispõe a ajudar os EUA na "moderação" do governo com a Bolívia de Evo Morales, quando do conflito entre o governo e a burguesia da região da Meia-Lua, em 2008.

Terrorismo

Um dos telegramas divulgados pelo site revela a pressão dos EUA para que o Brasil adopte uma legislação específica para o crime de "terrorismo". O informe, de Novembro de 2008, relembra que o governo, a partir do Gabinete de Segurança Institucional, havia iniciado um movimento nesse sentido em 2004, mas que foi abandonado para evitar desgaste político.

O documento descreve uma conversa entre o embaixador Sobel e o analista da Escola Superior de Guerra André Luis Woloszyn, que teria lhe dito ser impossível detalhar o crime de terrorismo sem que se exclua o MST (Movimento dos Sem Terra). "Não existe maneira de redigir uma legislação antiterrorismo que exclua as acções do MST", teria dito Woloszyn, segundo o telegrama.

O estabelecimento de critérios para a tipificação do crime de "terrorismo" poderia ser utilizado para criminalizar os movimentos sociais, a exemplo do que já vem ocorrendo no Equador, onde o governo de Rafael Correa processa pelo menos 286 pessoas por terrorismo, grande parte delas dirigentes sindicais e de movimentos indígenas e sociais de oposição ao governo.

Perseguição

O WikiLeaks e o seu fundador, o jornalista australiano Julian Assange (na foto, manif em solidariedade a Assange na Austrália, uma das centenas realizadas em todo o mundo), vêm enfrentando uma dura perseguição liderada pelos EUA. Acusado de agressão sexual na Suécia, Assange tem contra si um mandado de prisão expedido pela Interpol. Além disso, os EUA pressionam os países para que não dêem asilo ao jornalista. Mais recentemente, Assange vem recebendo até ameaças de morte a ele e a sua família.

Ainda sob pressão norte-americana, o site foi obrigado a sair dos EUA para procurar hospedagem na Europa. O WikiLeaks é obrigado a pular de provedor em provedor para escapar da perseguição dos governos e de hackers de todo o mundo. Perseguição, porém, tão brutal quanto inútil, pois é praticamente impossível censurar completamente o conteúdo da rede. Milhares de voluntários já se dispuseram a arquivar e disponibilizar os arquivos secretos.

Por enquanto, os EUA vão se queimando a cada dia. A tentativa de censura e perseguição aberta, com políticos de direita pedindo até a execução de Assange, mostra o verdadeiro carácter da "maior democracia do mundo". E muita coisa ainda vem por aí.

Os bolcheviques e a diplomacia secreta

O vazamento de informações secretas das embaixadas dos EUA lembra uma antiga reivindicação dos bolcheviques. Logo após a Revolução Russa de 1917 e a tomada do Palácio de Inverno, os bolcheviques revelaram os tratados secretos firmados pela Rússia czarista com as potências durante a Primeira Guerra Mundial.

Com a burocratização do Estado soviético, foi retomada a prática dos tratados confidenciais. Trotsky citou no Programa de Transição o fim da diplomacia secreta como uma das tarefas do internacionalismo proletário. "A política internacional conservadora da burocracia deve ceder lugar à política do internacionalismo proletário. (...) Abaixo a diplomacia secreta!".

Diego Cruz, do Opinião Socialista (PSTU/Brasil)

Governo espanhol tenta criminalizar a luta contra os planos de austeridade

Governo espanhol tenta criminalizar a luta contra os planos de austeridade

A greve dos controladores de voo espanhóis, nos dias 3 e 4 de Dezembro, contra medidas do governo Zapatero que atacam as suas condições de trabalho deve ter a solidariedade de todos os trabalhadores portugueses e europeus. O governo espanhol quer aumentar o horário de trabalho desses profissionais, assim como cortar-lhes o pagamento de horas extraordinárias e o abono de faltas em caso de morte de familiares, entre outras medidas. Esses ataques têm como pano de fundo a privatização da AENA, a empresa que gere os aeroportos do Estado Espanhol.

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A violência contra a mulher trabalhadora não pára

A violência contra a mulher trabalhadora não páraEm 1981, celebrou-se em Bogotá, Colômbia, o Primeiro Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe. Neste, escolheu-se o 25 de Novembro como o Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres, em homenagem às três irmãs Mirabal, activistas políticas da República Dominicana que foram brutalmente assassinadas em 1960, durante a ditadura de Rafael Leónidas Trujillo. Em 1999, a ONU ratificou esta data para assinalar o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher.

Desde então, em vez de diminuir, a violência contra a mulher tem alcançado níveis de pandemia, conforme análise da própria ONU. Segundo dados de Outubro de 2010, 59% das mulheres "sofrem diferentes tipos de violência física, sexual, psicológica e económica dentro das suas casas". No Brasil, a cada quatro minutos, uma mulher é agredida e golpeada na sua própria casa e, por dia, dez são assassinadas. Quase sempre, o cadáver desaparece, sendo por vezes lançado a um rio, outras vezes escondido ou mesmo atirado aos cães. Em todos os casos, as vítimas já tinham denunciado à polícia a violência de que estavam a ser vítimas e recorreram à lei, mas não obtiveram salvaguardas.

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O Haiti precisa de médicos, não de soldados

O Haiti precisa de médicos, não de soldados

O povo haitiano começou a enfrentar a Minustah, a tropa de ocupação estrangeira liderada pelo Brasil. Depois do desastre causado pelo terramoto de Janeiro e do fracasso da operação de ajuda internacional, os haitianos continuam vivendo em acampamentos em Porto Príncipe. A epidemia de cólera tornou a situação intolerável. Mais ainda ao se saber que foram soldados nepaleses da Minustah que trouxeram o cólera para o país. O povo começou a se rebelar.

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A farsa da pacificação do Estado do Rio de Janeiro, Brasil

A farsa da pacificação do Estado do Rio de Janeiro, Brasil

O Estado do Rio de Janeiro vive uma verdadeira guerra civil, um estado de sítio, que desmascara a demagogia e a incompetência do governador reeleito Sérgio Cabral (PMDB) e seus subordinados. Para ganhar a eleição divulgaram amplamente que a cidade e o estado estavam pacificados, que tinham, através das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), acabado com o tráfico e, consequentemente, com a violência.

 

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Solidariedade à greve geral portuguesa em Madrid, Sevilha e Barcelona

Solidariedade à greve geral portuguesa em Madrid, Sevilha e Barcelona

A Coordenadora Sindical de Madrid, da qual fazem parte várias entidades sindicais, populares e políticas dos trabalhadores da capital do Estado Espanhol, reuniu no dia 24 de Novembro pela manhã 120 trabalhadores numa concentração em frente à Embaixada de Portugal para demonstrar a sua solidariedade à greve geral portuguesa.

 

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Derrota eleitoral de Obama: “É a economia, estúpido”

Derrota eleitoral de Obama: “É a economia, estúpido”O resultado das recentes eleições, nos Estados Unidos (chamadas de "meio turno" porque realizam-se ao meio de um mandato presidencial), confirmou os prognósticos sobre uma possível derrota de Obama e do Partido Democrata.

Efectivamente, perderam 50 membros de sua bancada de deputados (agora ficaram em minoria na Câmara dos Deputados), o governo de 10 dos estados que dominavam (ainda que tenham ganho o da Califórnia) e apenas conseguiram manter uma exígua maioria no Senado. A causa principal desta derrota foi reconhecida pelo próprio Obama: a debilidade da trajectória económica do país e, especialmente, o persistente desemprego.

 

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Dilma ganhou... e agora?

Dilma ganhou... e agora?

Dilma Roussef foi eleita presidente do Brasil. Confirma-se assim o peso da vitória do governo Lula e da frente por ele dirigida. O governo ampliou sua maioria na Câmara, passando a ter 402 deputados de um total de 513 parlamentares. Conseguiu ainda a maioria no Senado, que foi palco de derrotas importantes do governo passado, passando para 59, em um total de 81 senadores. Com isso, o governo passa a ter uma maioria confortável no Congresso, algo que Lula não teve no primeiro nem no segundo mandato.

 

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