No próximo domingo, dia 12 de outubro, realizam-se eleições autárquicas. Se no panorama nacional enfrentamos um ataque violento aos direitos laborais e democráticos, e um aumento exponencial do orçamento para armas por parte do governo PSD/CDS, com o apoio da extrema-direita neoliberal, Iniciativa Liberal, e da extrema-direita autoritária, Chega, no plano internacional, vivemos um momento de importante mobilização pelo fim do genocídio de Israel sobre os palestinianos e pela paz para uma palestina única e interconfessional, com direito de regresso dos palestianos às suas terras que lhe foram expoliadas por quase 80 anos de apartheid israelita.
Mesmo considerando as características específicas destas eleições locais, cremos que o panorama acima referido deve nortear o voto para derrotar os partidos da direita e da extrema-direita que, atualmente, compõem ou apoiam (ainda que subrepticiamente) o governo da AD, que tem como estratégia central o aumento dos ganhos dos grupos económicos, boa parte deles em mãos estrangeiras, à custa da degradação das condições da população trabalhadora em geral e suas famílias. Ao mesmo tempo, deve-se demarcar do PS, de forma geral, que estando no executivo durante 7 anos não tratou de resolver ou de melhorar o acesso e a qualidade dos serviços públicos, como por exemplo, na saúde, na educação, na habitação, nas pensões e nos transportes.
O Movimento Alternativa Socialista apela a que o voto nas autarquias seja em candidaturas independentes ou partidárias fora da influência governamental, da direita e extrema-direita, e que se demarquem do PS, e que, à esquerda, englobem as candidaturas autónomas do Livre, da CDU e do BE, bem como, as coligações existentes entre estes. No caso específico de Lisboa o voto deve ser no sentido de derrotar o candidato da direita, Carlos Moedas, e o Chega.
Que seja possível sair das eleições com algum alento extra para a necessária mobilização popular para enfrentar os ataques anti-democráticos e anti-trabalhadores que o governo da AD irá tentar implementar.
