bandeira_lgbtx500

Ataque em Orlando é um ataque às LGBT

O ataque do passado Domingo foi um ataque a todas as Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans. O MAS condena totalmente este acto bárbaro e solidarizamos-nos com as vítimas, suas famílias e todos e todas que sentiram “podia ter sido eu”.

A LGBTfobia mata todos os dias pelo mundo fora, combate-la é urgente, uma luta diária. O autor dos ataques cresceu, estudou, trabalhou e viveu toda a vida nos EUA. O pai à NBC News associou o ataque do filho a um crime de ódio, depois de meses antes ter visto “dois homens a beijarem-se em frente à sua mulher e filho e ficou muito zangado”. Muitos ficam zangados a ver duas pessoas do mesmo sexo juntas…

Não podemos mais tolerar qualquer tipo de LGBTfobia. Basta! Os discursos em nome da família, das crianças, da religião, do “normal”, da natureza, etc. sustentam a ideia de que ser LGBT é negativo, inferior e que em última instância não deviam existir. Esta ideia mata!

Este Sábado o MAS junta-se à marcha do orgulho LGBT de Lisboa e chama todos e todas a saírem à rua pelo direito a Ser LGBT, em todos os lugares, livremente. Chamamos também a participar em todas as marchas em Portugal e no mundo, a condenar este ataque e a exigir mais direitos e medidas concretas de combate à discriminação para com as LGBT. Não basta discursos! O governo Costa, o Bloco e o PCP têm que implementar com urgência um plano nacional de combate à LGBTfobia, que forme os mais novos e ganhe os mais velhos para uma sociedade melhor, onde se possa amar livremente.

Por fim, não aceitamos a campanha racista e xenófoba em resposta ao ataque. Recordamos que o Daesh (ou Estado Islamico), que reivindica o ataque e mata as LGBT dos territórios que controla, é filho da “democratização” imposta à bomba pelos governos dos EUA, da União Europeia e da NATO, justo com Assad e companhia. A barbárie da guerra e do roubo durante décadas abriu as portas ao Daesh, LGBTfóbico, machista, fascista.

Vamos pegar nesta raiva e transforma-la em luta. Não nos derrotaram, continuamos vivos e a querer viver. Participa nas marchas e em todos os protestos, vigílias, concentrações contra a LGBTfobia. Lutemos todos os dias por uma sociedade livre.

 

Anterior

Parlamento vira costas aos 17 ativistas condenados em Angola

Próximo

Governo nega autorização de residência a imigrantes com contrato de trabalho