Combater a austeridade, o pacote laboral e a guerra

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A guerra dos EUA/Trump e de Israel contra o Irão já provocou o agravamento da crise económica mundial e as consequências da destruição já recaem sobre os povos e os trabalhadores de mundo, com o custo de vida a subir e os salários a não alcançarem.

Em Espanha, o governo de Pedro Sanchez encabeça a resposta da social-democracia à ‘internacional’ da extrema-direita de Trump, Netanyahu e Milei. A conferência ‘Global Progressive Mobilisation’ reunida a 18 de Abril em Barcelona, com a presença de presidentes como Lula (Brasil), Petros (Colômbia), Claudia Sheinbaum (México), Mandini (Nova Yorque) e Walz o governador do Minnesota, expressou simbolicamente o apoio à posição do governo de Espanha, do PSOE/Sanchez, neste diferendo com Trump. Começamos a assistir a realinhamentos dos vários países imperialistas que procuram melhor posição na disputa pelo controlo dos mercados mundiais e no enfrentamento económico dos EUA com a China.

É neste contexto que o governo de Sanchez  tomou um conjunto de medidas ‘apaziguadoras’ dos efeitos imediatos desta crise, nomeadamente, intervindo nos preços dos combustíveis.

A posição do governo português continua, miseravelmente, subserviente aos EUA e a tornar o nosso país cúmplice na guerra contra o Irão, com a cedência da Base das Lages.

Sabendo que esta política belicista implica grande austeridade e aumento de exploração dos trabalhadores, o governo e os patrões procuram mais instrumentos para dividir os trabalhadores e enfraquecer a sua organização, daí o novo ‘pacote laboral’.

Da parte da classe trabalhadora e do ativismo político e sindical, torna-se urgente uma resposta à situação económica e do custo de vida, exigindo:

  • que o governo português se distancie da política belicista dos EUA e da UE, nem mais um euro para as armas.
  • Interdição aos EUA da utilização base das Lages para a agressão ao Irão.
  • Tabelamento dos preços dos combustíveis e dos bens alimentares (com referência a antes da guerra). Botijas de gás e gasolinas ao preço das de Espanha.
  • Renacionalização do sector estratégico da energia, GALP, EDP e REN para baixa de preços.

Os sindicatos e as centrais sindicais, CGTP e UGT, devem tomar estas reivindicações e no quadro da luta contra o pacote laboral convocar nova Greve Geral, agora de 48 horas.

Para a luta por respostas mais fortes e mobilizadoras é necessário o reforço da organização de uma alternativa de unidade anti-sistémica, revolucionária e internacionalista.

Vamos nesse caminho.

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