{"id":308,"date":"2010-10-04T01:39:14","date_gmt":"2010-10-04T00:39:14","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2010\/10\/04\/professores-contratados-um-protesto-contra-a-passividade\/"},"modified":"2010-10-04T01:39:14","modified_gmt":"2010-10-04T00:39:14","slug":"professores-contratados-um-protesto-contra-a-passividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2010\/10\/04\/professores-contratados-um-protesto-contra-a-passividade\/","title":{"rendered":"Professores contratados: um protesto contra a passividade"},"content":{"rendered":"<p>No dia da abertura oficial do corrente ano lectivo, 13 de Setembro, a ministra da Educa\u00e7\u00e3o, Isabel Al\u00e7ada, intercalou na sua propaganda risonha alguns avisos sobre a sua resposta \u00e0 precariedade no sector docente e, em particular, sobre a promessa acordada com as direc\u00e7\u00f5es sindicais a 8 de Janeiro de realiza\u00e7\u00e3o de um concurso em 2011 com abertura de vagas nos quadros: &#8220;Nas negocia\u00e7\u00f5es sindicais abrimos essa hip\u00f3tese, mas temos que analisar e ver se vai ser poss\u00edvel. Ainda n\u00e3o est\u00e1 fechado [com o Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as] e n\u00e3o h\u00e1 um compromisso [governamental]. Vamos ver se ser\u00e1 realizado&#8221;. <\/p>\n<p>Ou seja, a ministra usa mais uma vez a ambiguidade: sugere, mas n\u00e3o se compromete. E pelo meio lan\u00e7a um sorriso \u00e0s direc\u00e7\u00f5es sindicais, que, por via das negocia\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas como foi o Acordo de 8 de Janeiro, t\u00eam desperdi\u00e7ado e dissolvido em banho-maria a combatividade e resist\u00eancia da classe.<br \/>O governo conta com as negocia\u00e7\u00f5es e a colabora\u00e7\u00e3o das direc\u00e7\u00f5es sindicais para desarmar o potencial de mobiliza\u00e7\u00e3o e radicaliza\u00e7\u00e3o que pode gerar a precariedade docente. De facto, neste momento, uma semana depois da abertura do ano lectivo, j\u00e1 h\u00e1 mais de 20 mil professores contratados, faltando ainda contratar mais alguns milhares, inclusive para as AECs, Novas Oportunidades, etc., o que poder\u00e1 atingir um total de 30% da classe.<br \/>O governo poupa milh\u00f5es com esta m\u00e3o-de-obra barata que est\u00e1 impedida de ingressar nos quadros e na carreira e, consequentemente, de progredir para n\u00edveis salariais mais elevados. \u00c9 mais um &#8220;imposto&#8221;, este pago pelos professores contratados e prec\u00e1rios, para o PEC infinito em que se transformou a governa\u00e7\u00e3o capitalista da crise.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Movimento 3Rs sai \u00e0 rua&#8230;<\/strong><br \/>Perante esta situa\u00e7\u00e3o, o governo e a ministra bem &#8220;mereceram&#8221; o protesto, e ainda o &#8220;ru\u00edd\u00e3o&#8221; com vuvuzelas que o acompanhou, que o Movimento 3Rs (Renovar, Refundar e Rejuvenescer o Movimento Reivindicativo) impulsionou, com o apoio de outros movimentos, em Lisboa, no pr\u00f3prio dia 13, \u00e0 frente do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<br \/>Participaram 50 professores e activistas que, apesar do seu n\u00famero ainda insuficiente devido \u00e0 desmobiliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 situa\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel em que se encontra o sector \u2013 tamb\u00e9m fruto da pol\u00edtica de acordos e recuos burocr\u00e1ticos das principais direc\u00e7\u00f5es sindicais \u2013, assim se destacaram contra a aus\u00eancia de qualquer outra iniciativa. Iniciativa que seria mais que oportuna e obriga\u00e7\u00e3o daquelas estruturas, para mais num momento em que Isabel Al\u00e7ada pressionava a classe e a opini\u00e3o p\u00fablica com a sua propaganda sobre a &#8220;normalidade&#8221; nas escolas.<br \/>Recorde-se, ainda, que, ap\u00f3s o Acordo de 8 de Janeiro, a ministra imp\u00f4s aos professores outras &#8220;prendas&#8221;, como a inclus\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o de desempenho nos concursos e o encerramento de 700 escolas com o argumento que t\u00eam poucos alunos. Somadas com as escolas encerradas por Lurdes Rodrigues, s\u00e3o j\u00e1 2 mil.<br \/>O protesto foi marcada pelas exig\u00eancias de abertura de vagas nos quadros para os professores contratados, subs\u00eddio de alojamento e transporte, menos alunos por turma, reconhecimento dos direitos da classe aos colegas das AECs e das Novas Oportunidades, fim da actual avalia\u00e7\u00e3o de desempenho e dos estrangulamentos e quotas na carreira, etc.<br \/>Para os activistas do Ruptura que participam no Movimento 3Rs e ajudaram a dinamizar o protesto do dia 13 de Setembro, este deve ser inserido num outro objectivo que ultrapassa a pr\u00f3pria iniciativa: \u00e9 preciso impulsionar, nas pequenas ou nas grandes ac\u00e7\u00f5es, a organiza\u00e7\u00e3o de base e democr\u00e1tica dos pr\u00f3prios professores contratados e construir um &#8220;movimento nacional de professores contratados&#8221;, que amplie e organize a revolta do sector e as suas justas reivindica\u00e7\u00f5es, de forma coerente e consequente e, acima de tudo, independente dos velhos dirigentes sindicais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia da abertura oficial do corrente ano lectivo, 13 de Setembro, a ministra da Educa\u00e7\u00e3o, Isabel Al\u00e7ada, intercalou na sua propaganda risonha alguns avisos sobre a sua resposta \u00e0 precariedade no sector docente e, em particular, sobre a promessa acordada com as direc\u00e7\u00f5es sindicais a 8 de Janeiro de realiza\u00e7\u00e3o de um concurso em 2011 com abertura de vagas nos quadros: &#8220;Nas negocia\u00e7\u00f5es sindicais abrimos essa hip\u00f3tese, mas temos que analisar e ver se vai ser poss\u00edvel. Ainda n\u00e3o est\u00e1 fechado [com o Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as] e n\u00e3o h\u00e1 um compromisso [governamental]. Vamos ver se ser\u00e1 realizado&#8221;. Ou seja,<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-308","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ruptura-111"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=308"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/308\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}