{"id":2151,"date":"2016-07-10T10:30:38","date_gmt":"2016-07-10T09:30:38","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2016\/07\/10\/manifesto-pela-construcao-de-uma-nova-organizacao-socialista-e-revolucionaria-no-brasil\/"},"modified":"2016-07-10T10:30:38","modified_gmt":"2016-07-10T09:30:38","slug":"manifesto-pela-construcao-de-uma-nova-organizacao-socialista-e-revolucionaria-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2016\/07\/10\/manifesto-pela-construcao-de-uma-nova-organizacao-socialista-e-revolucionaria-no-brasil\/","title":{"rendered":"Manifesto pela constru\u00e7\u00e3o de uma nova organiza\u00e7\u00e3o socialista e revolucion\u00e1ria no Brasil"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p> O presente  manifesto \u00e9 assinado por algumas centenas de companheiras e  companheiros que no passado fizeram uma aposta militante no PSTU.   <!--more-->  <\/p>\n<p>Temos  orgulho de ter dedicado o melhor de nossas for\u00e7as para essa organiza\u00e7\u00e3o,  mas hoje vimos a p\u00fablico comunicar que esta experi\u00eancia chegou ao fim e  que decidimos trilhar um novo caminho. Pertencemos a diferentes  gera\u00e7\u00f5es, somos veteranos e jovens, mulheres e negros, LGBT\u2019s,  professores e ind\u00edgenas, oper\u00e1rios industriais e da constru\u00e7\u00e3o civil,  petroleiros e estudantes, ativistas e dirigentes sindicais que constroem  a CSP-Conlutas, trabalhadores da sa\u00fade e do transporte, desempregados e  intelectuais, funcion\u00e1rios p\u00fablicos e terceirizados.<\/p>\n<p>H\u00e1  cerca de oito meses, come\u00e7amos uma batalha por nossas ideias dentro da  LIT (Liga Internacional dos Trabalhadores) e sua se\u00e7\u00e3o brasileira, o  PSTU. Por meio deste manifesto, queremos expressar nossas posi\u00e7\u00f5es e as  conclus\u00f5es a que chegamos ao longo desse debate.<\/p>\n<p><strong>O que pensamos?<\/strong><br \/> Acreditamos que as dificuldades enfrentadas pelos revolucion\u00e1rios neste  in\u00edcio de s\u00e9culo 21 encontram sua explica\u00e7\u00e3o mais profunda no impacto  reacion\u00e1rio da restaura\u00e7\u00e3o capitalista na URSS, leste europeu, sudeste  asi\u00e1tico e Cuba. A ofensiva pol\u00edtica, econ\u00f4mica, social, militar e  ideol\u00f3gica do imperialismo, os discursos sobre \u201co fim da hist\u00f3ria\u201d e a  adapta\u00e7\u00e3o da esquerda reformista \u00e0 ordem burguesa n\u00e3o passaram sem  consequ\u00eancias. O movimento de massas retrocedeu em sua consci\u00eancia e  organiza\u00e7\u00e3o. E os revolucion\u00e1rios sofreram os efeitos desses anos de  confus\u00e3o e crise.<\/p>\n<p>Mas  a hist\u00f3ria n\u00e3o acabou. A crise econ\u00f4mica mundial de 2007-2008 abriu uma  nova situa\u00e7\u00e3o internacional marcada pela instabilidade e pela  polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, social e militar. Nesse marco, surgiram fen\u00f4menos  altamente contradit\u00f3rios, como a Primavera \u00c1rabe, a crise econ\u00f4mica  europeia, o conflito militar na Ucr\u00e2nia, os indignados da Espanha, a  ascens\u00e3o de partidos neo-reformistas como Syriza e Podemos, a crise dos  refugiados na Europa, o fortalecimento da direita em v\u00e1rias partes do  mundo, as manifesta\u00e7\u00f5es na Gr\u00e9cia, as lutas antiproibicionistas e pelo  direito \u00e0 cidade encabe\u00e7adas pela juventude, o decl\u00ednio dos governos de  colabora\u00e7\u00e3o de classes na Am\u00e9rica Latina, o avan\u00e7o do fundamentalismo  isl\u00e2mico e crist\u00e3o, o ascenso da luta antirracista, feminista e  antilgbtf\u00f3bica no mundo inteiro, as jornadas de Junho de 2013 no Brasil,  a guerra civil na S\u00edria, a crise do euro e da Uni\u00e3o Europeia, o atual  ascenso franc\u00eas e tantos outros.<\/p>\n<p>Assim,  a nova situa\u00e7\u00e3o mundial abre importantes perspectivas aos socialistas.  Mas \u00e9 preciso saber atuar. Acreditamos que a postura dos revolucion\u00e1rios  diante da reorganiza\u00e7\u00e3o da esquerda deve ser firme, por\u00e9m, paciente.  Porque o caminho da autoproclama\u00e7\u00e3o nos condenaria \u00e0 marginalidade.  Porque sabemos que o isolamento, a condi\u00e7\u00e3o de minoria e a luta contra  vento e mar\u00e9 durante tantas d\u00e9cadas deixaram em todos n\u00f3s cicatrizes,  reflexos sect\u00e1rios que devemos ter a coragem de superar.<\/p>\n<p>Pensamos  que a simples apresenta\u00e7\u00e3o de um programa revolucion\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 o  bastante para construir uma organiza\u00e7\u00e3o marxista. O decisivo \u00e9 que esse  programa seja ouvido, que lutemos por ele em cada espa\u00e7o, que ele seja  compreendido e aceito pelas massas e sua vanguarda. N\u00e3o superaremos a  marginalidade com um programa ultraesquerdista, que os trabalhadores n\u00e3o  est\u00e3o dispostos a abra\u00e7ar, ou que, \u00e0s vezes, nem sequer compreendem.<\/p>\n<p>No  terreno da pol\u00edtica nacional, por sua vez, as diferen\u00e7as n\u00e3o foram  menores. H\u00e1 mais de um ano v\u00ednhamos afirmando que era preciso enfrentar,  com centralidade, a pol\u00edtica de ajuste fiscal do governo Dilma, mas  combater tamb\u00e9m a oposi\u00e7\u00e3o burguesa que queria derrub\u00e1-la apoiando-se em  mobiliza\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias. Para esta luta, acredit\u00e1vamos que era  necess\u00e1rio construir a mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o com todos os setores  que estivessem na oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ao governo e, se poss\u00edvel, dar a  esta unidade uma forma organizativa: uma frente de luta ou terceiro  campo alternativo ao governo e \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o de direita.<\/p>\n<p>Depois  que a maioria da burguesia se unificou em torno \u00e0 proposta de  impeachment, a partir de fevereiro de 2016, defendemos internamente que  era vital lutar contra esta manobra parlamentar, sem que isso  significasse, evidentemente, prestar qualquer apoio pol\u00edtico a Dilma.  Porque avali\u00e1vamos que a derrubada do governo do PT s\u00f3 teria um sentido  progressivo se realizada pelas m\u00e3os da pr\u00f3pria classe trabalhadora, por  meio de suas pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio, se liderada pela  oposi\u00e7\u00e3o de direita, a derrubada de Dilma seria uma sa\u00edda reacion\u00e1ria  para a crise pol\u00edtica; deseducaria os trabalhadores em sua tarefa de  autoemancipa\u00e7\u00e3o. A segunda hip\u00f3tese foi exatamente a que ocorreu.<\/p>\n<p>Debatemos  estas e outras diferen\u00e7as lealmente durante quase um ano. N\u00e3o obstante,  foi atingido um ponto de satura\u00e7\u00e3o. Quando as diferen\u00e7as se fazem  insol\u00faveis, quando a possibilidade de s\u00edntese se esgota, quando as  discuss\u00f5es se tornam intermin\u00e1veis e as pol\u00eamicas improdutivas, o perigo  da desagrega\u00e7\u00e3o passa a ser maior que tudo. Chegamos \u00e0 conclus\u00e3o que o  prosseguimento do combate amea\u00e7ava com uma ruptura abrupta e  desorganizada. Para preservar o maior patrim\u00f4nio de qualquer  organiza\u00e7\u00e3o, seus militantes, optamos por encerrar a luta e oferecer uma  sa\u00edda organizada para a crise. Deixamos o PSTU.<\/p>\n<p>Reconhecemos  o PSTU como uma organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria. N\u00e3o pensamos que \u00e9 menos  revolucion\u00e1rio agora do que antes. Mas \u00e0s vezes \u00e9 imposs\u00edvel aos  revolucion\u00e1rios pertencer a uma mesma organiza\u00e7\u00e3o. Apostamos na  possibilidade de uma separa\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel, e portanto exemplar, muito  diferente das rupturas explosivas e destrutivas que o passado tanto viu.  Mantemo-nos, por isso, nos marcos da Liga Internacional dos  Trabalhadores, na qualidade de se\u00e7\u00e3o simpatizante.<\/p>\n<p><strong>O que queremos?<\/strong><br \/> Ao mesmo tempo em que nos desligamos do PSTU, reafirmamos nossa  disposi\u00e7\u00e3o em continuar a luta pela revolu\u00e7\u00e3o socialista em uma nova  organiza\u00e7\u00e3o nacional. Reconhecemos a a\u00e7\u00e3o consciente e organizada como a  mais eficaz. Sobre a base do marxismo, da teoria leninista de  organiza\u00e7\u00e3o e de toda a experi\u00eancia hist\u00f3rica do movimento oper\u00e1rio e  socialista mundial, queremos construir algo novo. Admitimos sem soberba,  com sincera humildade e respeito, que n\u00e3o somos os \u00fanicos  revolucion\u00e1rios no Brasil ou no mundo.<\/p>\n<p>Somos  um pequeno ramo da grande \u00e1rvore do marxismo revolucion\u00e1rio mundial.  Reivindicamos as resolu\u00e7\u00f5es dos quatro primeiros congressos da III  Internacional; defendemos a teoria da revolu\u00e7\u00e3o permanente e o Programa  de Transi\u00e7\u00e3o de Leon Trotski; nos colocamos a servi\u00e7o da reconstru\u00e7\u00e3o da  IV Internacional; abra\u00e7amos a heran\u00e7a do trotskismo latino-americano  que teve em Nahuel Moreno seu principal dirigente e organizador;  defendemos um marxismo ao mesmo tempo rigoroso na utiliza\u00e7\u00e3o dos  conceitos e aberto na interpreta\u00e7\u00e3o dos novos fen\u00f4menos; acreditamos que  os socialistas devem estar na primeira fileira do combate ao machismo, \u00e0  lgbtfobia e ao racismo, principalmente num pa\u00eds que traz na sua  hist\u00f3ria a triste marca de quatro s\u00e9culos de escravid\u00e3o e que \u00e9 um dos  que mais mata mulheres e LGBT\u2019s no mundo; vemos a revolu\u00e7\u00e3o socialista,  em primeiro lugar, como processo de autoemancipa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores,  com a classe oper\u00e1ria \u00e0 sua frente; entendemos que o revolucion\u00e1rio \u00e9,  em primeiro lugar, um rebelde, e por isso o regime interno de uma  organiza\u00e7\u00e3o marxista deve se caracterizar tanto pela disciplina na a\u00e7\u00e3o,  quanto pela ampla liberdade de discuss\u00e3o, e que esses dois aspectos n\u00e3o  s\u00e3o contradit\u00f3rios, mas sim complementares e insepar\u00e1veis.<\/p>\n<p>Rejeitamos  qualquer tentativa de reeditar, trinta anos depois, a experi\u00eancia  reformista do PT, como faz hoje a dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria do PSOL. A redu\u00e7\u00e3o  da luta de classes \u00e0 luta parlamentar, as alian\u00e7as com os setores  supostamente progressivos da burguesia nacional, a transforma\u00e7\u00e3o dos  deputados, senadores e prefeitos em figuras todo-poderosas, que s\u00f3 devem  satisfa\u00e7\u00f5es a si mesmos \u2013 tudo isso j\u00e1 foi feito. E fracassou. N\u00e3o  trilharemos este caminho.<\/p>\n<p>Sabemos  que a degenera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do PT e a corrup\u00e7\u00e3o de seu aparelho  alimentam uma saud\u00e1vel desconfian\u00e7a entre os lutadores jovens que n\u00e3o  querem ser manipulados como a vanguarda da gera\u00e7\u00e3o anterior. Aos  milhares, os ativistas se perguntam como controlar suas pr\u00f3prias  organiza\u00e7\u00f5es. E t\u00eam raz\u00e3o! Porque o tempo da ingenuidade e da  credulidade nos l\u00edderes precisa ficar para tr\u00e1s. Queremos uma  organiza\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o haja lugar para os arrivistas, os oportunistas,  para aqueles que querem obter vantagens e benef\u00edcios pessoais. Queremos  entre n\u00f3s os despojados de pretens\u00e3o, os desapegados de ambi\u00e7\u00e3o, os  desprendidos de vaidade.<\/p>\n<p><strong>A luta \u00e9 aqui e agora<br \/> <\/strong>O  maior desafio de nossas vidas, o sentido de nossa milit\u00e2ncia, \u00e9 a  realiza\u00e7\u00e3o e o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o socialista brasileira. A classe  trabalhadora e o povo oprimido devem se elevar \u00e0 altura do combate que a  hist\u00f3ria convoca. Treze anos de governos do PT demonstraram de forma  irrefut\u00e1vel que a estrat\u00e9gia de regula\u00e7\u00e3o do capitalismo atrav\u00e9s de  min\u00fasculas reformas social-liberais conduziu o pa\u00eds a um verdadeiro  desastre. A dire\u00e7\u00e3o do PT \u00e9 a primeira respons\u00e1vel pela trag\u00e9dia que se  abate hoje sobre a classe trabalhadora brasileira. Lula e Dilma tra\u00edram o  sonho dos trabalhadores, enterraram-se a si pr\u00f3prios e abriram o  caminho para Michel Temer e Henrique Meirelles. A verdadeira liberta\u00e7\u00e3o  dos explorados e oprimidos passa, portanto, pelo combate \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o  de classes promovida pelo PT e pela retomada de uma estrat\u00e9gia de  ruptura revolucion\u00e1ria da ordem.<\/p>\n<p>A  crise e posterior fal\u00eancia estrat\u00e9gica do PT, t\u00e3o evidentemente  demonstrada nas jornadas de Junho de 2013 e no epis\u00f3dio do impeachment,  colocam para a esquerda marxista brasileira o dilema de sua pr\u00f3pria  crise, de sua pr\u00f3pria marginalidade, de sua pr\u00f3pria fragmenta\u00e7\u00e3o. Os  calend\u00e1rios eleitoral e sindical n\u00e3o comportam mais as lutas que v\u00eam  ocorrendo. \u00c9 preciso uma sa\u00edda estrat\u00e9gica. \u00c9 nesse sentido que precisam  trabalhar os marxistas revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Mas  as lutas dos explorados e oprimidos n\u00e3o podem esperar. Elas est\u00e3o  ocorrendo aqui e agora. Para que elas sejam vitoriosas, precisam ser  cercadas da mais profunda solidariedade, em torno a elas deve ser  constru\u00edda a mais ampla unidade.<\/p>\n<p>Essa  unidade na a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, na luta comum, passa hoje, em nossa opini\u00e3o,  pela bandeira do Fora Temer, quer dizer, a luta contra o governo de  plant\u00e3o e suas medidas. Sem a unidade dos movimentos sociais combativos  em torno a essa tarefa decisiva, corremos dois perigos. O primeiro \u00e9 que  o impulso de todos esses enfrentamentos parciais se disperse, pela  aus\u00eancia de uma estrat\u00e9gia geral comum. O segundo \u00e9 que os combates  espec\u00edficos sejam apropriados pela dire\u00e7\u00e3o do PT em seu projeto de  voltar ao poder com uma nova candidatura Lula. Ou seja, a velha  chantagem do mal menor. A maior tarefa da esquerda anticapitalista,  portanto, \u00e9 abrir o caminho para outra sa\u00edda pol\u00edtica. E ela pode ser  constru\u00edda desde j\u00e1. Nenhum dos partidos e organiza\u00e7\u00f5es da esquerda  combativa pode hoje, por si s\u00f3, oferecer esta sa\u00edda.<\/p>\n<p>Para  ser efetiva, essa sa\u00edda precisa ser constru\u00edda de fato por todas as  correntes e organiza\u00e7\u00f5es combativas do movimento social, por todos que  desejam sinceramente conformar esse terceiro campo alternativo da classe  trabalhadora.<\/p>\n<p>Defendemos  a unidade deste terceiro campo tamb\u00e9m nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 2016.  Propomos ao PSTU, ao PSOL, ao PCB, \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que n\u00e3o  possuem legalidade e aos movimentos sociais a constru\u00e7\u00e3o de uma Frente  de Esquerda e Socialista, com um programa de ruptura com os planos de  ajustes que s\u00e3o aplicados por todos os governos e prefeituras. Nos  colocamos desde j\u00e1 a servi\u00e7o dessas grandiosas tarefas.<\/p>\n<p>Queremos,  enfim, construir uma organiza\u00e7\u00e3o que resgate a grandeza e a integridade  do projeto socialista; uma organiza\u00e7\u00e3o que seja digna da mem\u00f3ria  daqueles que vieram antes de n\u00f3s e entregaram suas vidas na luta pela  igualdade social; uma esquerda revolucion\u00e1ria n\u00e3o-dogm\u00e1tica, que n\u00e3o se  acomode nas poltronas de couro dos gabinetes parlamentares, mas que  combata tamb\u00e9m o corporativismo e o burocratismo dos sindicatos, que  priorize a luta direta das massas, que dialogue com a ampla camada de  ativistas surgida no \u00faltimo per\u00edodo, que seja capaz de influenciar  verdadeiramente os rumos da luta de classes no pa\u00eds, de inspirar  confian\u00e7a e esperan\u00e7a novamente.<\/p>\n<p>O  desafio \u00e9 gigantesco, mas temos confian\u00e7a que podemos, como dizia o  velho poeta Maiakovski, \u201carrancar alegria ao futuro\u201d. \u00c9 chegada a hora  de ousar. Mais do que nunca, \u00e9 preciso lutar, \u00e9 poss\u00edvel vencer.<\/p>\n<p>Os  assinantes do presente manifesto convidam tamb\u00e9m a todas e todos para o  ato nacional de lan\u00e7amento da nova organiza\u00e7\u00e3o, que ocorrer\u00e1 no dia 23  de julho, s\u00e1bado, na cidade de S\u00e3o Paulo. Hor\u00e1rio e local a confirmar.<\/p>\n<p><strong>Viva a luta dos explorados e oprimidos do mundo inteiro!<br \/> Viva a revolu\u00e7\u00e3o! Viva o socialismo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presente manifesto \u00e9 assinado por algumas centenas de companheiras e companheiros que no passado fizeram uma aposta militante no PSTU.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2150,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[20],"tags":[897,185,297,141,296,2,110],"class_list":["post-2151","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil","tag-arrancar-alegria-ao-futuro","tag-brasil","tag-lit-ci","tag-manifesto","tag-pstu","tag-revolucao","tag-socialismo"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/arrancaralegriaaofuturo.jpg?fit=960%2C370&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2151"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2151\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2150"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}