Depois da tragédia provocada pelo terramoto e o tsunami, o povo japonês é acossado por outro grande desastre, o acidente nuclear de Fukushima. Este acidente demonstra mais uma vez o perigo representado pela energia nuclear para a humanidade. Portugal, apesar de não ter centrais nucleares, não está imune aos seus efeitos. Basta lembrar que na Europa vários países, em especial o vizinho Estado Espanhol, adoptam esse tipo de energia. Qualquer acidente nuclear nesse país poderia nos afectar. Reproduzimos, a seguir, vários artigos sobre o acidente nuclear de Fukushima e o perigo do nuclear. O primeiro, escrito por Corriente Roja, a denunciar o programa nuclear espanhol; o segundo, do jornal Opinião Socialista, do PSTU, Brasil, país onde existem duas centrais nucleares e estão a construir outra; e o terceiro, do sindicato japonês de ferroviários Doro-Chiva, a responsabilizar o governo do Japão e a exigir o fim das usinas nucleares.
O acidente de Fukushima nos recorda: Nucleares não!
O que aconteceu na central nuclear de Fukushima?
O terremoto e posterior tsunami que afectaram o Japão provocaram o segundo pior acidente nuclear da história na central de Fukushima. Até agora, ocorreram 3 fusões parciais do núcleo, quatro explosões, vários incêndios radiológicos e emissões de gases radioactivos; a Autoridade de Segurança Nuclear francesa classificou a gravidade do acidente em 6 num máximo de 7.
Apesar de as autoridades japonesas e da TEPCO (a empresa que explorava a central) estarem a reter muita informação para tentar minimizar o acidente, há factos comprovados que demonstram a sua gravidade: foram evacuadas 185 mil pessoas, pediu-se à população que não saia de suas casas e sele portas e janelas, foram distribuídas 230 mil doses de iodo para evitar a contaminação radiológica, o director da Agência de Segurança Nuclear japonesa admitiu que está a ser emitida radiação suficiente para que seja mortal, o Conselho de Segurança Nuclear espanhol admitiu que os níveis de radiação são muito altos junto à central de Fukushima (até 1000 millisieverts /hora quando o máximo legal permitido é de 1 millisieverts /ano), detectou-se um nível de radioactividade acima do normal em Tóquio (a 240 km de distância), há água e alimentos contaminados com radioactividade e, até agora, há cerca de 20 pessoas afectadas muito gravemente e uns 150 hospitalizados.
O lobby nuclear tenta maquilhar o acidente
Como já dissemos, tentata-se minimizar a gravidade do acidente. Basta que o governo japonês descarte que algo possa acontecer para que ocorra. Como quando havia 4 reactores controladas… que de repente saltaram pelos ares. Inclusive os Conselhos de Segurança Nuclear francês e norte-americano denunciaram que eram-lhes ocultadas informações.
Mas esta manipulação não é nem de agora nem só do Japão. Em 2002, as autoridades japonesas reconheceram haver alterado um informe de segurança de várias centrais… entre as quais a de Fukushima. Como exemplo espanhol, podemos recordar que em 2007 houve uma fuga de partículas radioactivas da central de Ascó, em Tarragona, que teve que ser denunciada pelas organizações ecologistas. Pudemos também observar o ministro Miguel Sebastián mentir deliberadamente ao qualificar as nucleares de renováveis e capazes de romper a dependência energética espanhola, quando o urânio também é importado.
As nucleares são máquinas de fazer dinheiro para as empresas eléctricas
As centrais nucleares são as campeãs da rentabilidade para as empresas de energia eléctrica, principalmente quando são antigas e têm pouco investimento em segurança. A sua construção e desmantelamento são assumidos pela administração pública, assim como o tratamento e recolha de resíduos nucleares. Também costumam ter directamente subvenções públicas (no Estado Espanhol tiveram subvenções a partir da moratória nuclear de Felipe González (PSOE).
Calcula-se que uma central nuclear de 1.000 Mw produza em média 1 milhão de euros por dia de lucro. Isto é o que permite a Ignacio Sánchez Galán, dono de várias centrais nucleares espanholas, ganhar 1.826 euros a cada hora. Conhecendo esses números torna-se evidente porque se esforçam tanto na defesa das centrais nucleares.
No Estado Espanhol também existe risco nuclear
Apesar de o governo espanhol afirmar que as usinas nucleares espanholas são seguras (assim como eram todas as centrais, como Chernobyl, Three Mile Island ou Fukushima, antes que ocorressem acidentes), os números falam por si. Há um acidente nuclear muito grave a cada 20 anos, e há centenas de acidentes de gravidade média ou pequena a cada ano (registam-se em média 7 ocorrências por reactor no Estado Espnhol e 10 em França).
Zapatero está a brincar com o fogo quando amplia, descumprindo uma promessa eleitoral, a vida das centrais nucleares acima dos 40 anos. Este acidente volta a recordar que sempre existe a possibilidade de um acidente nuclear de consequências imprevisíveis. Arriscam nossas vidas para manter os seus lucros, já que por muito que o neguem a energia nuclear não é necessária. O caso paradigmático é a central de Garoña, de características similares à de Fukushima, uma central velha e insegura, cuja energia produzida é excedente e só usada para ser vendida a países estrangeiros, mas que continua aberta por ordem expressa do governo espanhol.
É preciso lutar por uma política energética diferente
Tanto o Greenpeace como Ecologistas em Acção apresentaram propostas para acabar com as usinas nucleares de forma progressiva nos próximos anos. O motivo para não implementá-las não é técnico, mas sim político. Mantêm-se abertas as nucleares para continuar gerando obscenos lucros para os donos das empresas eléctricas, ainda que com isso ponham em risco a vida e a saúde do povo trabalhador. É necessário acabar com as centrais nucleares (começando por fechar imediatamente a de Garoña), aplicando um plano de redução, poupança e eficiência do consumo energético como os propostos pelas associações ecologistas. Para que isto seja possível, primeiro é preciso nacionalizar as empresas eléctricas. Corriente Roja apoia todas as lutas que caminhem nesse sentido.
Escrito por Corriente Roja (Estado Espanhol)
23 de Março de 2011
Inércia do governo pode aumentar tragédia no Japão
Depois do terremoto e das tsunamis, japoneses estão ameaçados de sofrer um desastre nuclear
Na última sexta-feira, dia 11, o Japão foi atingido por um dos maiores terramotos já registados no mundo, chegando a uma magnitude de 9 pontos na escala Richter. Na sequência do terremoto, o país sofreu também com um tsunami que devastou algumas cidades da costa nordeste do país. As imagens do tsunami destruindo casas, carros, aviões e da pilha de destroços sendo arrastados pela força das ondas são impressionantes.
Antes de tudo, queremos mandar nosso mais profundo sentimento de solidariedade a todos os japoneses e seus familiares. Pela intensidade do terremoto, o desastre poderia ser ainda maior, caso se abatesse em outro país e não no rico Japão. Para efeito de comparação, o tremor que matou mais de 230 mil pessoas no Haiti, em Janeiro de 2010, foi 900 vezes menor do que o tremor japonês. Ou seja, se o mesmo terremoto, seguido por um tsunami, ocorresse em algum país pobre como Haiti ou a Indonésia, o número de vítima certamente estaria na casa de centenas de milhares. É importante lembrar que Indonésia e Sumatra sequer foram alertados do tsunami que devastou esses países em 2004.
Desastre nuclear
No entanto, a tragédia japonesa agora ameaça a se transformar numa grande catástrofe nuclear. A usina nuclear Fukushima 1, cerca de 250 quilómetros a nordeste de Tóquio, sofreu pelo menos cinco explosões por conta do terremoto e há vazamento de radiação ao redor da usina. Outra usina que o governo decretou sob estado de urgência foi a de Onagawa.
A possibilidade de um desastre nuclear surpreende muita gente, pois o Japão sempre foi considerado um modelo de prevenção a desastres naturais, com experiência em sismos. Biliões foram gastos em planeamento para o desenvolvimento de tecnologia para limitar os danos de tremores e tsunamis. A pergunta é: como o governo japonês deixou de fora deste planeamento as usinas nucleares? A resposta a essa questão evidencia uma grande negligência dos governantes do país.
O Japão tem 55 usinas deste tipo, fundamentais para alimentar uma das maiores economias capitalista do mundo. Entre elas a maior usina nuclear do mundo, a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa. Por incrível que possa parecer essa usina foi construída sob uma falha geológica. Em julho de 2007, a usina de Kashiwazaki-Kariwa estava a 19 quilómetros do epicentro de um terremoto de 6,8 graus de magnitude na escala Richter, o que causou alguns danos à planta. Hoje a usina se encontra em funcionamento, depois de sofrer obras de reparação que custaram US$1,6 bilião.
O que as autoridades não falam
Após o anúncio do vazamento radioactivo na usina nuclear de Fukushima, o balanço dos fatos já assusta. Mais de 210 mil moradores da região onde fica a planta tiveram de ser evacuados e outros 160 estão sendo mantidos em quarentena pelas autoridades, que receiam o risco de contaminação por radiação. Uma zona de exclusão aérea de 30 quilómetros de diâmetro já foi criada na região. Dentro dela, os moradores estão proibidos de saírem de suas casas. Apesar de tudo isso, o governo do país demorou em alertar sobre a gravidade da situação.
Numa reportagem do jornal norte-americano New York Times, especialistas já haviam alertado que a usina não estava funcionando adequadamente logo depois do terremoto. Segundo o jornal, as quantidades de césio que foram detectadas indicavam claramente que o combustível que alimenta a planta já estava danificado. Contudo, as autoridades japonesas se mantiveram inertes por horas até ordenarem a evacuação da área. Agora, fornecem informações a conta-gotas à população. Segundo informações do governo japonês, a usina não foi planeada para aguentar tremores superiores a 7,9 graus na escala Richter, bem abaixo da intensidade do terremoto que atingiu o Japão.
“A situação se tornou tão crítica que não tem mais, ao que parece, a capacidade de fazer ingressar água doce para resfriar o reactor e estabilizá-lo, e agora, como recurso último e extremo, recorrem à água do mar”, disse Robert Alvarez, especialista em desarmamento nuclear do Instituto de Estudos Políticos de Washington. Mas enquanto o governo do Japão se apressa em acalmar a população, minimizando os impactos da tragédia, explosões continuam atingindo os reactores da usina. Tudo indica que o acidente nuclear pode ser mais grave do que dizem as autoridades japonesas.
Segundo o jornal espanhol El País, André-Claude Lacoste, da Autoridade de Segurança Nuclear francesa, informou que o acidente na usina nuclear de Fukushima está “mais além de Three Miles Island, sem chegar [ao nível de] Chernobyl”. A autoridade se refere aos dois mais importantes acidentes nucleares da história recente.
Em 1979, o acidente de Three Miles Island, próximo da cidade de Harrisburg, alcançou o nível 5, isto é, um acidente com consequências de maior alcance. Pouco antes de divulgar sua avaliação sobre o acidente nuclear no Japão, o governo da França orientou seus cidadãos a se retirarem imediatamente do país. Para os franceses esse nível já foi atingido pelo acidente de Fukushima I e caminha para o nível 6. A declaração contradiz a versão oficial do governo japonês que até agora qualificou o acidente em nível 4, com consequências e alcance locais.
A escala dos níveis de gravidade com acidentes nucleares vai até 7 (acidente grave), nível que foi atingido apenas pela catástrofe da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Na época, o regime stalinista da União Soviética ocultou de todo o mundo e da população ucraniana as reais consequências do desastre. Até hoje, não se sabe exactamente quantas pessoas morreram.
O terremoto no Japão foi a maior tragédia do país já registrada desde a Segunda Guerra Mundial. No entanto, a tragédia pode ser ainda pior devido à falta de ação do governo. Investir em usinas nucleares sempre foi perigoso, mas construí-las sobre falhas geológicas é mais do que mera imprudência: simboliza o desprezo dos governantes com milhares de vidas e mostra a fragilidade da operação de usinas de energia nuclear no sistema capitalista.
15 de Março de 2011
Escrito por Jeferson Choma – PSTU
Sindicato japonês responsabiliza governo e exige o fim das usinas nucleares
Leia abaixo a mensagem divulgada pelo Doro-Chiva, sindicato japonês de ferroviários que esteve presente no Congresso da Conlutas em 2010, sobre a tragédia no país
Organizemos actividades de alívio para as áreas afectadas pela unidade e solidariedade dos trabalhadores! Parem todas as plantas nucleares imediatamente! Nenhuma demissão sob o pretexto do terremoto! Vamos lutar para viver!
O enorme terremoto em 11 de Março trouxe um desastre de larga escala ao nordeste do Japão e o resto de toda a área do leste do Japão. Ainda não temos todo o quadro do que ocorreu e do que realmente está acontecendo: quantas vidas foram perdidas, quantas pessoas estão procurando resgate, etc. Neste exacto momento, muitas vidas estão sendo perdidas. Poucos abrigos foram providenciados com água, comida, electricidade ou tratamento médico. Mais ainda, as plantas nucleares de Fukushima estão saindo do controle por conta da falha fatal dos sistemas de resfriamento e precipitando à catástrofe após duas explosões das instalações nucleares.
O plano de resgate do governo faliu. Organizemos acções de auxílio às pessoas e áreas afectadas pela unidade e solidariedade dos trabalhadores
Obviamente, o enorme terremoto no leste do Japão e o consequente tsunami estavam além de qualquer antecipação. É evidente, no entanto, que não foram tomadas medidas suficientes para enfrentar o terremoto mesmo já tendo sido advertido que um grande terremoto poderia ocorrer em 10 dias com 99% de certeza. A realidade é que a agenda neoliberal fez prevalecer o princípio da “competição e auto-responsabilidade” sobre o sacrifício das comunidades locais e as vidas dos trabalhadores. Governos locais estavam em dificuldades financeiras críticas e em uma situação longe de estarem preparados para o possível terremoto. A expansão do desastre do terremoto é um resultado inevitável disso.
O que está havendo agora em Fukushima é um exemplo típico de bancarrota das comunidades locais. Habitantes da área de um raio de 20 quilómetros da usina nuclear estão sendo removidos para fora de suas casas, que já haviam escapado por pouco do terremoto, no frio e sob o céu do inverno. Muitas pessoas estão contaminadas pelas explosões das instalações nucleares. Essas plantas foram construídas nos “ninhos de terremoto” pelo governo e pelas corporações de energia elétrica, que insistiam que as usinas eram absolutamente seguras e ofereciam energia limpa. Isso se provou uma mentira flagrante. A planta nuclear significava aos capitalistas um instrumento milagroso de trazer lucros enormes e para o governo uma ferramenta vital para o armamento nuclear. O desastre expôs da pior forma possível o que essas políticas realmente significavam.
É relatado que as tropas das Forças de Auto-Defesa irão pôr sob seu controle as principais rodovias que seguem rumo às regiões afectadas. O trabalho de resgate de um grande número de pessoas ansiosas com a situação dos habitantes afectados está bloqueado pelas FAD em nome de “proteger as rotas de resgate”. Mesmo a distribuição física mínima está parada: três dias após o terremoto, alimentos desapareceram dos supermercados não somente nas regiões afectadas, mas também na área metropolitana de Tokyo. Enquanto as FAD dominam tudo, o resgate, o transporte e a distribuição de bens de resgate encontram problemas. Surpreendentemente, o porta-aviões nuclear americano Ronald Reagan chegou a um porto local, juntando-se às áreas afectadas. Mesmo em face à realidade, em que dezenas de milhares de pessoas seguem soterradas em destroços ou esperando regaste ilhadas, a segurança pública é a agenda prioritária para o governo e a classe dominante. Há uma tentativa em curso de estabelecer um sistema de mobilização de guerra sob o slogan “unidade nacional para superar a crise nacional”.
É evidente que toda informação essencial, em particular sobre o acidente nuclear, é manipulada e os fatos são cuidadosamente ocultados. Mesmo as violentas explosões das unidades 1 e 3 da usina nuclear de Fukushima Daiichi são descritas como um problema não tão sério e nós não somos em nada informados de como realmente está evoluindo o problema no local do acidente, ao passo que um amplo volume de material radioactivo está vazando dos reatores e seu derretimento é iminente.
Neste momento crítico, quando todos os esforços deveriam ser feitos para prevenir o derretimento do reactor, a única preocupação do governo e da TEPCO (Companhia de Energia Elétrica de Tokyo) é como manter sua política de promover a energia nuclear.
Todas as forças políticas, o Partido Democrata da administração Kan, o Partido Democrático Liberal, o Partido Komei, e outros, estão se juntando em uma “política de trégua” frente ao enorme terremoto e apresentando medidas de resgate, incluindo a “taxa de caminhada para a restauração”, “revisão do orçamento pelo corte do subsídio de assistência infantil”, “fundo para corporações prejudicadas”, “fundo para apoio à restauração”, etc. O objectivo é recompor a presente crise social via a superexploração e a pilhagem dos trabalhadores, tirando vantagem da horrível situação das pessoas e regiões atingidas.
A necessidade urgente dos trabalhadores, agricultores, pescadores e pequenos negociantes, que perderam tudo com o terremoto e o tsunami, não é ajuda financeira, mas lugar para morar, meios de sobrevivência, tratamento médico incondicionalmente gratuito, etc. Deve-se abolir não a assistência infantil, mas o orçamento de defesa.
Em toda a área do leste do Japão, muitos trabalhadores já perderam seus empregos. Mesmo na prefeitura de Chiba, a 500 km do centro sísmico, a região da baía está afectada pela liquefação: ruas e prédios estão seriamente danificados. Incêndios de larga escala estão acontecendo no complexo industrial. Quase metade do território japonês está sofrendo danos severos e a economia japonesa está atingida pela devastação. O resultado é uma ofensiva contra os trabalhadores; demissão massiva sob o pretexto do terremoto e o desemprego em alta escala. O enorme terremoto do leste do Japão terá o efeito de uma mudança completa da sociedade japonesa.
A situação dos trabalhadores havia acabado de chegar a um ponto crítico quando veio o terramoto. Experimentamos no ano passado a tempestade violenta das demissões em massa: demissões pela privatização da Agência de Seguridade Social, demissões pela JAL, demissão de milhares de trabalhadores irregulares pela JP (Correios do Japão), etc. Um número grande de trabalhadores foi levado à informalidade e à pobreza. Enquanto o sistema de seguridade social era considerado desmantelado, foi ficando mais e mais difícil para a classe trabalhadora sobreviver. Justo nesse momento, o enorme terremoto irrompeu, dando um golpe fatal àquelas pessoas que já estavam no limite da existência.
As classes dominantes de todo o mundo estão assustadas em testemunhar uma situação crítica, em que o colapso da economia está se espalhando do Japão a outros países em meio à crise económica global e enquanto a explosão de vozes raivosas da classe trabalhadora, inflamadas por esses fenómenos, está agitando o mundo inteiro.
Nós já iniciamos a campanha nacional da luta dos ferroviários para combater a ofensiva neoliberal. Esse movimento proclama um grande desafio pela revitalização do movimento operário através da mobilização das vozes raivosas e da organização de poderosas acções. Agora é o preciso momento de promover este esforço com todo o vigor.
Lutemos para viver
Organizar com toda nossa força acções de auxílio pela unidade e solidariedade com as áreas e pessoas atingidas!
Exigimos suficiente e imediata oferta de moradia, alimentos e tratamento médico irrestrito para as pessoas atingidas!
Parem imediatamente todas as plantas nucleares!
Parem as demissões sob o pretexto do terramoto!
Vamos dar um golpe decisivo e final no neoliberalismo!
Abaixo a administração Kan!
Sindicatos devem estar na linha de frente da luta!
14 de Março de 2011
Doro-Chiba