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Março de 2012

O que propomos: Um programa socialista de resgate dos trabalhadores e da juventude

O capitalismo sem saída

   Uma crise sem fim à vista

   A Europa desmorona-se

   Portugal, um dos elos mais fracos da cadeia

Os povos levantam-se em resposta à crise

   A esquerda não passa a prova da crise

A esquerda tradicional em crise

Que partido queremos?

   Um partido de combate, não um partido eleitoralista

   Um partido enraizado e dirigido pelos explorados

   Um regime centralizado e democrático

   Uma moral revolucionária contra a corrupção e divisão de quem luta

   Uma esquerda que dependa apenas dos trabalhadores e militantes

   Um partido pela unidade, contra o sectarismo

   Um partido organizado à escala mundial, como a revolução socialista

   Revolucionar também o mundo sindical

   Um partido que resgate o marxismo

   Um partido para retomar a revolução de Abril

Aos que despertam hoje para a luta, aos que se desiludem com os velhos partidos: façamos juntos esta experiência!

Hoje, há muitos jovens e trabalhadores que despertam para a necessidade de nos empenharmos em revolucionar a sociedade. Alguns vêm de outros partidos, com os quais se desiludiram. Outros não, despertam agora para a política e nunca lutaram organizados colectivamente. Outros acham inclusivamente que os partidos fazem parte do problema e não da solução. Porém, é urgente criar uma organização que una em redor de um programa aqueles que querem uma solução anti-capitalista para a trágica agonia do sistema.

Os que nos querem fazer pagar a crise estão fortemente organizados e sabem bem qual é o seu programa. Os semeadores de ilusões que propagandeiam uma saída à esquerda sem derrubar o sistema também têm os seus partidos, causando estragos, desilusões e confusões. Não podem ser os militantes anti-capitalistas, os trabalhadores e a juventude os únicos a enfrentarem esta batalha desarmados.

Sabemos que há muitos activistas que viram o Bloco de Esquerda como a oportunidade de erguer uma esquerda diferente e que foram defraudados. Conhecemos muitos comunistas que, desiludidos com os métodos do PCP e o seu conservadorismo, abandonaram a batalha. Temos a noção de que muitos sindicalistas estão cansados de um trabalho rotineiro e cansativo sem perspectiva de alteração política.

Vemos todos os dias novos activistas que ocupam praças e saem em manifestações, mas que procuram uma alternativa para se organizarem de forma mais consequente. O que mais temos a temer é a desorganização, a desilusão e a passividade.

É com todos estes que queremos discutir e construir um novo partido de esquerda, um novo movimento por uma alternativa socialista. Convidamo-los a todos a aproximarem-se de nós com as suas ideias, dúvidas e críticas. E, sobretudo, com a energia necessária para um novo 25 de Abril que se impõe. Enquanto o sistema se desmorona sobre nós e os povos se levantam, há uma batalha a vencer, há que tomar partido!


 
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