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21 de Janeiro: Não, não andamos a dormir! Estamos prontas para agir!

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Testemunhámos no sábado passado um dia histórico. No seguimento da eleição de Donald Trump e marcando-se o dia da sua tomada de posse, mais de 5 milhões de pessoas responderam ao apelo por uma marcha mundial das mulheres e saíram à rua em todo o mundo para manifestar-se contra o recém-eleito presidente dos EUA. Este foi o maior dia de protesto que a história do Estados Unidos já viu.

A mobilização em massa das mulheres deu-se em várias cidades do globo e veio gritar ao mundo que estamos conscientes da realidade em que vivemos e queremos agir para travar o rumo que a classe dominante está a dar ao mundo. A força que se sentiu ontem nas ruas, a energia e disposição para a mudança fez com certeza tremer a minoria cujas contas bancárias rebentam pelas costuras enquanto nós, mulheres trabalhadoras, continuamos a viver para o trabalho e a sermos oprimidas e exploradas.

Este dia de manifestação nos EUA foi despoletado pela consciência de que a eleição de Trump e as medidas que promete aplicar ao nível dos serviços públicos como a assistência à saúde, a debilitação da escola pública assim como a estagnação salarial, representam uma regressão directa do processo de emancipação da mulher na sociedade. O apelo das mulheres à greve, ao trabalho pago e não pago, é um sinal claro de que a mobilização das mulheres trabalhadoras pode ter um forte impacto ao nível mundial.

Marca-se este ano os 100 anos da Revolução Russa e não se poderia ter imaginado melhor homenagem a tão importante data. Será importante recordar que, previamente ao grandioso Outubro de 1917, a força das massas fez-se sentir e ameaçou a ordem pela agitação de mulheres trabalhadoras têxteis que entraram em greve e incentivaram outros trabalhadores de fábricas próximas a elevarem as suas vozes. Assim se deu o pontapé de saída a 23 de Fevereiro de 1917 (8 de Março no calendário gregoriano) para aquela que viria a ser a revolução mais falada e estudada a nível mundial, a Revolução Russa.

Companheiras de todo o mundo, este é um sinal de que não podemos ficar paradas e teremos de continuar nas ruas. Que este dia 21 de Janeiro sirva de impulso para fazermos um grande dia de luta a 8 de Março, de organização e reivindicação por um mundo onde a opressão das mulheres, negros ou LGBT seja apenas uma memória escrita nos livros de história. Em Portugal muito está por fazer relativamente aos direitos das mulheres e não parece haver novas medidas do actual governo para alterar esta situação. Por isso, é tão urgente e importante nos juntarmos cá também a esta luta internacional.

 
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