{"id":995,"date":"2012-11-25T21:12:00","date_gmt":"2012-11-25T20:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2012\/11\/25\/um-voto-critico-na-cup\/"},"modified":"2012-11-25T21:12:00","modified_gmt":"2012-11-25T20:12:00","slug":"um-voto-critico-na-cup","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2012\/11\/25\/um-voto-critico-na-cup\/","title":{"rendered":"Catalunha: Um voto cr\u00edtico na CUP"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> <\/p>\n<p>Entre as diferentes candidaturas que se apresentam \u00e0s elei\u00e7\u00f5es catal\u00e3s, a CUP-AE  (Candidatura de Unidade Popular \u2013 Alternativa de Esquerda) \u00e9 a mais \u00e0 esquerda. \u00c9 uma candidatura que n\u00e3o carrega o estigma de ter participado em qualquer governo e a que receber\u00e1 o voto radical e combativo de uma parte importante da juventude do pa\u00eds. \u00c9 por isso que Corrent Roig (Corriente Roja), ante a necessidade de repudiar o espanholismo reacion\u00e1rio e de impedir a maioria absoluta de Artur Mas, chama a votar \u201ccontra os cortes e pela autodetermina\u00e7\u00e3o\u201d e, em particular, pela CUP-AE, a candidatura da esquerda independentista [<em>na foto, a assembleia nacional da CUP-AE em Molins de Rei, realizada em outubro deste ano, que decidiu pela participa\u00e7\u00e3o \u00e0 elei\u00e7\u00f5es ao Parlamento da Catalunha<\/em>]<\/p>\n<p><strong>Um voto cr\u00edtico na CUP<\/strong><\/p>\n<p>Temos muitas reivindica\u00e7\u00f5es comuns com os companheiros e companheiras da CUP e um longo percurso para continuar lutando juntos (contra os cortes e em defesa dos servi\u00e7os p\u00fablicos, pela suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica aos banqueiros, pelo direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, em defesa da l\u00edngua, contra a opress\u00e3o patriarcal &#8230;). Damos o nosso voto \u00e0 CUP, mas n\u00e3o queremos deixar de lado as importantes diferen\u00e7as que nos separam.<\/p>\n<p>H\u00e1 companheiros e companheiras que pensam que exageramos nessa demarca\u00e7\u00e3o ou procuramos diferen\u00e7as a qualquer custo. N\u00e3o \u00e9 esta nossa inten\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, se propomos estes pontos \u00e9 porque estamos convencidos que os problemas de programa e de estrat\u00e9gia acabam passando faturas muito pesadas.<\/p>\n<p><strong>A CUP e a Uni\u00e3o Europeia<\/strong><\/p>\n<p>Um primeiro aspeto que acreditamos essencial clarificar \u00e9 a atitude da CUP em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Europeia. Acima de tudo, a soberania catal\u00e3, a atual cat\u00e1strofe social, o futuro da classe trabalhadora e o destino de Europa dependem da sa\u00edda da crise da UE.<\/p>\n<p>Antes de mais nada temos que dizer que nos alegramos muito quando lemos no programa da CUP-AE que a candidatura \u201crecusa fazer parte da Uni\u00e3o Europeia, do Euro, da NATO e do \u201cEuroex\u00e9rcito\u201d. \u00c9 importante esta rejei\u00e7\u00e3o quando Artur Mas n\u00e3o se cansou de repetir que o seu projeto de Estado pr\u00f3prio baseia-se na perman\u00eancia na UE e que sem isso n\u00e3o faz sentido e teria que o revisar. \u00c9 importante porque o Estado pr\u00f3prio de Mas n\u00e3o \u00e9 outra coisa que uma falsa independ\u00eancia, uma mudan\u00e7a de amo, um passar a receber diretamente as ordens de Berlim e Bruxelas. O projeto de Mas s\u00f3 favorece a uma pequena minoria e implica duas coisas: uma, que a soberania catal\u00e3 ficaria anulada, reduzida a uma caricatura grosseira, e duas, que a espiral infernal da atual cat\u00e1strofe social continuaria sem trav\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O referendo de Artur Mas: \u201cA \u00fanica fra\u00e7\u00e3o de segundo em que coincidiremos\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O problema surge quando se trata de concretizar o programa. Estamos a referir-nos \u00e0s declara\u00e7\u00f5es que David Fern\u00e1ndez, cabe\u00e7a de lista da candidatura por Barcelona, fez a 6 de novembro \u00e0 publica\u00e7\u00e3o <em>O singulardigital.cat.<\/em> Quando o jornalista lhe questiona: \u201cSe a pergunta no referendo fala da Catalunha como novo Estado da Uni\u00e3o Europeia, apoiariam o governo na consulta?\u201d, responde: \u201cPrimeiramente, sim, votar\u00edamos que sim, mas n\u00e3o com Mas, mas junto ao nosso povo\u201d.<\/p>\n<p>Poder-se-ia pensar que estas declara\u00e7\u00f5es, contradit\u00f3rias com o programa, significam um lapso do candidato, mas n\u00e3o parece este o caso quando t\u00eam sido reiteradas sem nenhuma retifica\u00e7\u00e3o p\u00fablica. David Fern\u00e1ndez deu a mesma resposta ao di\u00e1rio <em>Ara<\/em> de 22\/10 e repetiu-a quatro dias mais tarde \u00e0 publica\u00e7\u00e3o eletr\u00f3nica <em>sintesisianalisis<\/em>. Nos dois casos assinalou que \u201cser\u00e1 a \u00fanica fra\u00e7\u00e3o de segundo em que coincidiremos com Mas\u201d. Na realidade, a resposta de David Fern\u00e1ndez concretiza de maneira expl\u00edcita o que o di\u00e1rio de campanha da CUP-AE deixa mais nebuloso: \u201cN\u00e3o seremos um obst\u00e1culo para a convoca\u00e7\u00e3o de uma consulta ou referendo ainda que n\u00e3o se fa\u00e7a nos termos de nosso projeto pol\u00edtico, mas n\u00e3o daremos um cheque em branco na forma de um &#8216;Sim&#8217; incondicional\u201d.<\/p>\n<p>David Fern\u00e1ndez fala de uma \u201cfra\u00e7\u00e3o de segundo\u201d, mas \u00e9 justo a que marca a independ\u00eancia pol\u00edtica de uma organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o os ativistas poder-se-\u00e3o perguntar legitimamente qual \u00e9 a utilidade do programa se na hora da verdade, em nome de uma independ\u00eancia formal, a CUP cede no fundamental e acaba cobrindo pela esquerda a falsa independ\u00eancia de Artur Mas. Em vez de votar \u201cSim\u201d com Mas durante essa fat\u00eddica fra\u00e7\u00e3o de segundo n\u00e3o ter-se-ia que denunciar o seu referendo como uma fraude em que a \u00fanica op\u00e7\u00e3o que se oferece \u00e9 continuar como agora ou nos convertermos numa prov\u00edncia de Berlim e Bruxelas?  N\u00e3o poder-se-ia, por exemplo, ir a um grande embate pol\u00edtico e criar um grande movimento pela base, com o sindicalismo combativo, os estudantes, os movimentos sociais, os bairros e povos, para organizar uma consulta alternativa onde o povo pudesse optar realmente entre as diferentes alternativas?<\/p>\n<p>\u201c<strong>Estaremos a favor do novo Estado, pedimo-lo, mas como passo transit\u00f3rio\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Mas o problema vai para al\u00e9m do referendo. De facto, David Fern\u00e1ndez declarou \u00e0 publica\u00e7\u00e3o <em>sintesisanalisis<\/em>: \u201cestaremos a favor do novo Estado, pedimo-lo, mas como passo transit\u00f3rio\u201d. Mas ent\u00e3o como encaixa isso com a \u201crejei\u00e7\u00e3o a fazer parte da Uni\u00e3o Europeia\u201d?<\/p>\n<p>De facto, o pr\u00f3prio confronto com a UE fica muito matizado. H\u00e1 um abismo entre o diagn\u00f3stico (\u201cuma Europa de bandidos com gravata, profundamente antidemocr\u00e1tica\u201d, \u201cuma m\u00e1quina de guerra neoliberal\u201d) e a alternativa que prop\u00f5e: n\u00e3o a sua destrui\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o a sua reforma num sentido democr\u00e1tico: \u201cestamos por outra Uni\u00e3o Europeia que traga a democracia n\u00e3o s\u00f3 aos povos da Europa, mas de todo mundo\u201d,<\/p>\n<p>Mas esta \u00e9, na realidade, a postura tradicional de for\u00e7as como ICV (<em>Iniciativa <\/em>per Catalunya Verds) ou IU (Izquierda Unida), que criticam \u00e0 UE, mas reconhecem sua legitimidade e pedem uma reforma imposs\u00edvel. Desde outro ponto de vista, \u00e9 tamb\u00e9m a posi\u00e7\u00e3o da esquerda abertzale, que reconhece \u00e0 UE e prop\u00f5e o Estado basco como parte integrante (tamb\u00e9m se negou a secundar o 14N, a primeira greve geral com car\u00e1cter europeu). Mas n\u00e3o t\u00eam sido suficientes todos estes anos para deixar em absoluta evid\u00eancia que a UE \u00e9 um arma de guerra do capital imposs\u00edvel de reformar a nosso favor e que tem que ser destru\u00edda se queremos evitar a cat\u00e1strofe e construir uma Europa dos trabalhadores e dos povos?<\/p>\n<p>\u201cDefendemos a perman\u00eancia dentro do euro, mas n\u00e3o a qualquer pre\u00e7o\u201d<\/p>\n<p>Mas a coisa n\u00e3o acaba aqui, porque ao posicionamento sobre a UE se acrescenta outro, sa\u00eddo do mesmo molde, sobre o Euro: \u201cdefendemos a perman\u00eancia dentro do euro, mas n\u00e3o a qualquer pre\u00e7o\u201d (entrevista a <em>sintesisanalisis<\/em>). Tamb\u00e9m neste caso estas declara\u00e7\u00f5es teriam podido vir de pol\u00edticos como Joan Herrera ou Cayo Lara, experientes em jogar com as palavras.<\/p>\n<p>Mas o euro n\u00e3o \u00e9 um instrumento neutro, sen\u00e3o uma pe\u00e7a central da hegemonia do capitalismo alem\u00e3o e do submetimento da periferia europeia. Para o capital financeiro espanhol e catal\u00e3o, o euro \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para manter-se como s\u00f3cios menores e continuar rapinando. Para a classe trabalhadora da periferia, ao contr\u00e1rio, a perman\u00eancia no euro implica um retrocesso social traum\u00e1tico de 50 anos.<\/p>\n<p>Por outro lado, algu\u00e9m pensa que \u00e9 poss\u00edvel avan\u00e7ar numa reivindica\u00e7\u00e3o essencial para parar os cortes, como \u00e9 a suspens\u00e3o do pagamento da D\u00edvida p\u00fablica ileg\u00edtima aos banqueiros, sem se propor a rutura com o euro e a UE? N\u00e3o h\u00e1 taticismo que valha. Tem-se que romper com o euro, e quando dantes o fa\u00e7amos, mais sofrimentos pouparemos.<\/p>\n<p><strong>A alian\u00e7a com os povos do Estado Espanhol, a unidade da classe trabalhadora e e luta por uma Europa socialista<\/strong><\/p>\n<p>Pelo nosso lado, pensamos que a rutura com a UE \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a liberta\u00e7\u00e3o social e nacional, mas n\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o suficiente. E n\u00e3o o \u00e9 porque neste mundo globalizado e sob o dom\u00ednio imperialista, nem um s\u00f3 de nossos grandes problemas t\u00eam sa\u00edda no marco nacional, sen\u00e3o no marco europeu (e mundial). Artur Mas, com seu Estado pr\u00f3prio da UE, expressa-o desde o ponto de vista da burguesia e n\u00f3s o temos que fazer desde o ponto de vista da classe trabalhadora: levantando a bandeira da destrui\u00e7\u00e3o da UE e a constru\u00e7\u00e3o de uma Europa socialista dos trabalhadores e dos povos. S\u00f3 em seu seio o povo catal\u00e3o poder\u00e1 desfrutar de soberania real, progresso e uma vida social plena.<\/p>\n<p>Mas esta n\u00e3o \u00e9 nenhuma tarefa \u00e0 margem da classe trabalhadora e dos povos do resto do Estado espanhol. A batalha pelo direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o e a Rep\u00fablica Catal\u00e3 \u00e9 parte da luta comum para derrubar o regime surgido da Transi\u00e7\u00e3o e por levantar uma Uni\u00e3o de Rep\u00fablicas ib\u00e9ricas, comprometida na batalha por uma Europa Socialista.<\/p>\n<p>A luta pelo direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o (isto \u00e9, pelo direito \u00e0 secess\u00e3o) n\u00e3o \u00e9 um elemento separador sen\u00e3o a base democr\u00e1tica sobre a qual construir a unidade dos trabalhadores catal\u00e3es e do resto do Estado e assegurar a fraternidade entre os povos.<\/p>\n<p>Confundir \u00e0 classe trabalhadora e os povos do Estado com a classe dirigente espanhola, esquecer os v\u00ednculos de luta tecidos ao longo da hist\u00f3ria e a pr\u00f3pria origem da maioria da classe trabalhadora catal\u00e3, desconhecer a necessidade vital de combater unidos contra aqueles que nos condenam \u00e0 mis\u00e9ria social, seria uma aberra\u00e7\u00e3o imperdo\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Debates fundamentais que \u00e9 preciso aprofundar<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que sectores da CUP defensores da Frente Patri\u00f3tico com a burguesia catal\u00e3 considerem que estas aprecia\u00e7\u00f5es n\u00e3o merecem maior considera\u00e7\u00e3o. Pensamos, no entanto, que n\u00e3o ser\u00e1 o caso daqueles que se reivindicam da tradi\u00e7\u00e3o comunista.<\/p>\n<p>Cremos, al\u00e9m disso, que desde esta tradi\u00e7\u00e3o h\u00e1 toda uma s\u00e9rie de pontos que merecem debate e reflex\u00e3o. Antes de mencion\u00e1-los, queremos esclarecer que quando dizemos tradi\u00e7\u00e3o comunista nos referimos \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o de Lenine e da Terceira Internacional enquanto ele viveu e n\u00e3o \u00e0 brutal degenera\u00e7\u00e3o estalinista posterior, ant\u00edtese do leninismo.<\/p>\n<p>Um dos pontos de reflex\u00e3o \u00e9 sobre o que entendemos por socialismo: se estamos a falar de algum tipo de \u201csocialismo num s\u00f3 pa\u00eds\u201d, neste caso restrito ao \u00e2mbito dos Pa\u00edses Catal\u00e3es, ou de um regime social que s\u00f3 faz sentido e futuro como socialismo internacional, come\u00e7ando por uma Europa socialista. O desastre resultante das experi\u00eancias estalinistas de \u201csocialismo num s\u00f3 pa\u00eds\u201d demonstra \u00e0 exaust\u00e3o a sua inviabilidade hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Outro aspeto deste problema \u00e9 se entendemos que a transforma\u00e7\u00e3o socialista da estrutura produtiva passa por \u201cinstalar os trabalhadores nos conselhos de administra\u00e7\u00e3o das empresas onde trabalham. E por fomentar o cooperativismo\u201d, como diz o di\u00e1rio de campanha da CUP (\u201cCap als Pa\u00efsos Catalans que anhelem\u201d). Ou se passa, ao contr\u00e1rio, pela expropria\u00e7\u00e3o do capital, a nacionaliza\u00e7\u00e3o dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o e transporte, o controle oper\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o e o planeamento econ\u00f3mico democraticamente centralizado. Seria conveniente, neste sentido, recuperar as pol\u00e9micas de Rosa Luxemburgo com Eduard Bernstein (\u201cReforma ou revolu\u00e7\u00e3o\u201d) contra as teses reformistas deste te\u00f3rico social-democrata, defensor da transforma\u00e7\u00e3o gradual e pac\u00edfica do capitalismo atrav\u00e9s de uma combina\u00e7\u00e3o entre luta parlamentar e cooperativismo.<\/p>\n<p>Insepar\u00e1vel do que entendemos por socialismo \u00e9 a estrat\u00e9gia para chegar a ele: se \u00e9 atrav\u00e9s de uma evolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica e progressiva, baseada numa combina\u00e7\u00e3o de \u201cdemocracia municipalista\u201d, parlamentar e \u201cparticipativa\u201d ou se \u00e9 mediante uma estrat\u00e9gia leninista de tomada de poder, baseada na democracia direta das massas trabalhadoras. A resolu\u00e7\u00e3o do segundo congresso da Terceira Internacional sobre \u201cO partido comunista e o parlamentarismo\u201d \u00e9 uma boa fonte de inspira\u00e7\u00e3o neste debate.<\/p>\n<p>Para concluir, cremos muito importante retomar o debate sobre o patrim\u00f3nio leninista a respeito da quest\u00e3o nacional, um patrim\u00f3nio t\u00e3o vital como, a nosso entender, escassamente valorizado na esquerda independentista. Uma reflex\u00e3o necess\u00e1ria sobre como entendem os marxistas revolucion\u00e1rios a rela\u00e7\u00e3o entre a revolu\u00e7\u00e3o social e a liberta\u00e7\u00e3o nacional, sobre o sentido leninista do direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, a centralidade da classe oper\u00e1ria e a batalha intransigente por preservar sua unidade. A mesma formula\u00e7\u00e3o de Pa\u00efsos Catalans ver-se-ia de forma diferente desde esta \u00f3tica.<\/p>\n<p><strong>Felipe Alegr\u00eda (Corriente Roja)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as diferentes candidaturas que se apresentam \u00e0s elei\u00e7\u00f5es catal\u00e3s, a CUP-AE (Candidatura de Unidade Popular \u2013 Alternativa de Esquerda) \u00e9 a mais \u00e0 esquerda. \u00c9 uma candidatura que n\u00e3o carrega o estigma de ter participado em qualquer governo e a que receber\u00e1 o voto radical e combativo de uma parte importante da juventude do pa\u00eds. \u00c9 por isso que Corrent Roig (Corriente Roja), ante a necessidade de repudiar o espanholismo reacion\u00e1rio e de impedir a maioria absoluta de Artur Mas, chama a votar \u201ccontra os cortes e pela autodetermina\u00e7\u00e3o\u201d e, em particular, pela CUP-AE, a candidatura da esquerda independentista<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":994,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-995","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estado-espanhol"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/assembleiacup.jpg?fit=677%2C449","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=995"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/995\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/994"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}