{"id":953,"date":"2012-10-30T12:04:19","date_gmt":"2012-10-30T11:04:19","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2012\/10\/30\/todos-na-greve-geral-de-14-de-novembro\/"},"modified":"2012-10-30T12:04:19","modified_gmt":"2012-10-30T11:04:19","slug":"todos-na-greve-geral-de-14-de-novembro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2012\/10\/30\/todos-na-greve-geral-de-14-de-novembro\/","title":{"rendered":"Espanha: Todos na greve geral de 14 de Novembro!"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t\tH3 { margin-bottom: 0.21cm } \t\tH3.cjk { font-family: \"WenQuanYi Micro Hei\"; font-size: 14pt; font-weight: bold } \t\tH3.ctl { font-family: \"FreeSans\"; font-size: 14pt; font-weight: bold } \t--> <\/p>\n<p><em><strong>A convocat\u00f3ria da greve geral para 14 de novembro \u00e9 uma not\u00edcia t\u00e3o boa quando largamente esperada. Uma greve geral em toda a pen\u00ednsula ib\u00e9rica [agora com a ades\u00e3o de Gr\u00e9cia e It\u00e1lia] \u00e9 um facto in\u00e9dito e o m\u00e9rito corresponde inteiramente \u00e0 tenacidade da luta oper\u00e1ria e popular. Artigo escrito por Corriente Roja, sec\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT) no Estado Espanhol.<\/strong><\/em><\/p>\n<p>As massivas mobiliza\u00e7\u00f5es de 15 de setembro em Portugal, que conseguiram derrubar a medida [<em>trabalhadores passavam a pagar a taxa da Seguran\u00e7a Social (TSU) do patr\u00f5es<\/em>] anunciada pelo governo de Passos Coelho, deram-se completamente \u00e0 margem da CGTP. No Estado Espanhol, os protestos multitudin\u00e1rios do 19 de julho, a greve geral do Pa\u00eds Basco de 26 de setembro e as incont\u00e1veis mobiliza\u00e7\u00f5es e greves exigiram a sua convoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">S\u00f3 a negativa da burocracia sindical da Confedera\u00e7\u00e3o Europeia de Sindicatos (CES), cujo atual presidente \u00e9 Ignacio Fern\u00e1ndez <em>Toxo [<\/em><em><em>tamb\u00e9m secret\u00e1rio-geral da central sindical espanhola CCOO\/Comiss\u00f5es Oper\u00e1rias<\/em><\/em><em>]<\/em><em>, <\/em>adiou esta necessidade imperiosa e somente a sua covardia explica porque esta mesma convocat\u00f3ria n\u00e3o se estendeu \u00e0 Gr\u00e9cia ou It\u00e1lia.[<em>a boa not\u00edcia \u00e9 que a greve acabou por se estender tamb\u00e9m \u00e0 Gr\u00e9cia, e a Confedera\u00e7\u00e3o Geral Italiana do Trabalho (CGIL) convocou uma greve de 4 horas para a mesma data<\/em>]<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O endurecimento dos governos da troika, por um lado, e a press\u00e3o oper\u00e1ria e popular, por outro, explicam a greve geral de 14 de novembro.&nbsp;<strong> <\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>Raz\u00f5es para a greve<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Sobram raz\u00f5es para uma greve geral porque estamos a passar de n\u00fameros de crise para  n\u00fameros de verdadeira cat\u00e1strofe social. Os cont\u00ednuos cortes, reformas e  despedimentos come\u00e7am a mostrar as consequ\u00eancias mais dram\u00e1ticas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Ao crescente n\u00famero de desempregados que caminha para os 6 milh\u00f5es; \u00e0s mais de 1,7 milh\u00f5es de fam\u00edlias em que ningu\u00e9m trabalha nem recebe qualquer ajuda, como em Jerez de la Frontera; \u00e0s universidades que n\u00e3o pagam sal\u00e1rios, como a Complutense de Madrid; de Comunidades Aut\u00f3nomas que pedem o resgate \u00e0 beira da fal\u00eancia; \u00e0s centenas de milhares de trabalhadores cujas empresas de trabalho tempor\u00e1rio atrasam at\u00e9 cinco meses o pagamento dos sal\u00e1rios; aos imigrantes privados por decreto de servi\u00e7o de sa\u00fade; \u00e0s mortes anunciadas como consequ\u00eancia do fecho das urg\u00eancias; ao aumento em 40% dos suic\u00eddios; une-se um dado demolidor: mais de 2,2 milh\u00f5es de crian\u00e7as, uma em cada quatro, vivem abaixo do limiar de pobreza no Estado espanhol, segundo o relat\u00f3rio \u201cInf\u00e2ncia em Espanha 2012-2013\u201d, feito pela UNICEF. Falamos j\u00e1 de n\u00fameros de uma aut\u00eantica cat\u00e1strofe social.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>O governo de um estado \u00e0 beira fal\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Enquanto o descontentamento popular avan\u00e7a rapidamente, o governo aprofunda a sua crise e a do regime, ainda que haja ministros, como Luis de Guindos (Economia), que afirmem que \u00e9 um \u201cmuito bom \u00edndice\u201d que o PIB \u201cs\u00f3\u201d caia 0,4% e estejamos diante do Or\u00e7amento [<em>o proposto para 2013<\/em>] \u201cmais social da hist\u00f3ria\u201d. De Guindos faria bem em seguir o c\u00e9lebre conselho de Marx (Groucho): \u201c\u00c9 prefer\u00edvel ficar calado e parecer bobo, do que falar e dissipar definitivamente a d\u00favida\u201d.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Em apenas duas semanas, o governo recebeu dois tremendos golpes. O primeiro do pr\u00f3prio FMI, cujo informe questiona todas as suas previs\u00f5es, com quedas do PIB que representam o triplo das anunciadas pelo primeiro-ministro, Mariano Rajoy, e o in\u00edcio da \u201crecupera\u00e7\u00e3o\u201d adiado para 2018. O Or\u00e7amento para 2013 \u00e9 destro\u00e7ado em m\u00e3os do FMI sem sequer haver passado pelo Parlamento.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O segundo golpe foi dado na \u00faltima cimeira de chefes de Estado e Governo da Uni\u00e3o Europeia. A decis\u00e3o de adiar at\u00e9 2014 a cria\u00e7\u00e3o de um sistema de supervis\u00e3o da banca a cargo do BCE, imposta pela Alemanha, representa um novo ajuste das economias da periferia europeia e em particular da espanhola. A entrega do governo Rajoy ao controlo do BCE \u2013 isto \u00e9, ao controlo da banca alem\u00e3 \u2013 n\u00e3o bastou para que estes obtivessem o resgate direto dos bancos, como queria o presidente do governo. Merkel imp\u00f5e o obrigat\u00f3rio aval do estado para cada euro fornecido, o que de novo disparar\u00e1 a d\u00edvida e exigir\u00e1 do desacreditado governo Rajoy uma nova onda de reformas e cortes al\u00e9m dos anunciados.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A aposta do PP num bal\u00e3o de oxig\u00e9nio nas recentes elei\u00e7\u00f5es da Galiza e do Pa\u00eds Basco n\u00e3o deu certo. A sua maioria absoluta e o acr\u00e9scimo de tr\u00eas deputados na Galiza n\u00e3o podem ocultar que perdeu 135 mil votos nem a alta absten\u00e7\u00e3o. Somente o novo fracasso do PSOE (que perdeu mais de 200 mil votos) explica este falso triunfo de N\u00fa\u00f1ez Feij\u00f3o [presidente do PP na Galiza].<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">As elei\u00e7\u00f5es bascas refletiram n\u00e3o apenas a queda vertiginosa do PSOE e do PP, mas o ascenso das reivindica\u00e7\u00f5es nacionalistas. Apesar de ter tido menos votos e deputados, a maioria obtida pelo Partido Nacionalista Basco (PNV), somada ao triunfo eleitoral do EH Bildu (nacionalista de esquerda), d\u00e1 ao polo nacionalista basco mais de 60% da representa\u00e7\u00e3o do eleitorado, somando-se assim \u00e0 onda independentista da Catalunha.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O governo de Rajoy \u00e9, em ess\u00eancia, o governo desacreditado de um pa\u00eds \u00e0 beira da fal\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>Abaixo os decretos de cortes e a reforma laboral. N\u00e3o pagamento da d\u00edvida <\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">As lutas oper\u00e1rias e em especial a convoca\u00e7\u00e3o da greve geral de 14 de Novembro devem ter objetivos claros: n\u00e3o queremos mais nenhum corte, mas que se revogue o Real Decreto-Lei de 20\/2012 [<em>reduz o subs\u00eddio de desemprego e aux\u00edlios sociais; aumenta o IVA, etc.<\/em>] e todos os decretos de cortes. Queremos a revoga\u00e7\u00e3o da Reforma laboral, essa que supostamente \u201ccriaria emprego\u201d e nos conduziu aos 6 milh\u00f5es de desempregados. Queremos que se deixe de pagar uma d\u00edvida que n\u00e3o \u00e9 nossa e est\u00e1 a ser paga com a fome e a mis\u00e9ria do povo; e que uma auditoria p\u00fablica envie para a pris\u00e3o os banqueiros, ladr\u00f5es e especuladores.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00c9 para alcan\u00e7ar esses objetivos que queremos a greve geral de 14 de novembro e a sua continuidade. Neste dia, n\u00e3o vamos, como pretende Toxo e M\u00e9ndez [secret\u00e1rio-geal da UGT], fazer uma greve geral para exigir um referendo sobre as medidas do governo. Os trabalhadores e o povo j\u00e1 se pronunciaram com greves e mobiliza\u00e7\u00f5es contra essas medidas. No dia 14 de novembro n\u00e3o vamos \u00e0 greve pedir \u201cdi\u00e1logo social\u201d, \u201csem confrontos\u201d, como repetem os dirigentes de CCOO e UGT. Vamos \u00e0 greve exatamente pelo contr\u00e1rio: para confrontar abertamente este governo e a troika e exigir que se v\u00e3o embora. Vamos \u00e0 greve geral para dizer alto e de forma categ\u00f3rica que aqui o \u00fanico plano de resgate que faz falta \u00e9 um plano de resgate dos trabalhadores e do povo.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>Organizar pela base a greve geral<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Para os lutadores\/as mais firmes do movimento oper\u00e1rio e estudantil, para o sindicalismo de classe e alternativo, para o movimento 15M, a Coordenadora 25S e as plataformas populares surgidas no \u00faltimo per\u00edodo, trata-se de organizar a greve geral pela base.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Levar clareza aos companheiros\/as com mais d\u00favidas e consolidar as motiva\u00e7\u00f5es dos mais decididos, exige dar a batalha desde as assembleias oper\u00e1rias, estudantis e populares, desde as reuni\u00f5es unit\u00e1rias de Comit\u00e9s de Empresa ou Junta de pessoal, desde as Coordenadores setoriais que est\u00e3o a surgir, para que se pronunciem sobre os objetivos desta luta e pela exig\u00eancia de continuidade a todos os sindicatos.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Trata-se de apresentar em todos esses organismos resolu\u00e7\u00f5es que explicitem, preto no branco, que n\u00f3s vamos \u00e0 greve geral em 14 de Novembro para exigir a revoga\u00e7\u00e3o do Real Decreto-Lei de 20\/2012 e todos os decretos de cortes; pela revoga\u00e7\u00e3o da reforma laboral; pela restitui\u00e7\u00e3o de todo o dinheiro roubado; e pela suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida e por uma auditoria p\u00fablica da mesma. E porque queremos que a luta continue at\u00e9 derrubar todas essas medidas, os trabalhadores e o povo derrubar\u00e3o este governo.<\/p>\n<h3 class=\"western\"><\/h3>\n<p align=\"JUSTIFY\"><strong>Corriente Roja<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A convocat\u00f3ria da greve geral para 14 de novembro \u00e9 uma not\u00edcia t\u00e3o boa quando largamente esperada. Uma greve geral em toda a pen\u00ednsula ib\u00e9rica [agora com a ades\u00e3o de Gr\u00e9cia e It\u00e1lia] \u00e9 um facto in\u00e9dito e o m\u00e9rito corresponde inteiramente \u00e0 tenacidade da luta oper\u00e1ria e popular. Artigo escrito por Corriente Roja, sec\u00e7\u00e3o da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT) no Estado Espanhol. As massivas mobiliza\u00e7\u00f5es de 15 de setembro em Portugal, que conseguiram derrubar a medida [trabalhadores passavam a pagar a taxa da Seguran\u00e7a Social (TSU) do patr\u00f5es] anunciada pelo governo de Passos Coelho, deram-se completamente \u00e0 margem<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":952,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-953","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estado-espanhol"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/grevegeral14novespanha.jpg?fit=980%2C592","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/953","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=953"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/953\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/952"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}