{"id":772,"date":"2012-06-11T09:45:43","date_gmt":"2012-06-11T08:45:43","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2012\/06\/11\/espanha-e-preciso-resgatar-os-trabalhadores-e-o-povo-e-nao-a-banca\/"},"modified":"2012-06-11T09:45:43","modified_gmt":"2012-06-11T08:45:43","slug":"espanha-e-preciso-resgatar-os-trabalhadores-e-o-povo-e-nao-a-banca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2012\/06\/11\/espanha-e-preciso-resgatar-os-trabalhadores-e-o-povo-e-nao-a-banca\/","title":{"rendered":"Espanha: \u00e9 preciso resgatar os trabalhadores e o povo, e n\u00e3o a banca!"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> <\/p>\n<p>Durante muitos meses, cada not\u00edcia sobre a crise da banca espanhola foi motivo de ang\u00fastia para a popula\u00e7\u00e3o trabalhadora, que se perguntava: quantos cortes, quanto desemprego, quanta pobreza ser\u00e3o ainda necess\u00e1rios para salvar banqueiros que nos roubaram durante anos em completa impunidade?<\/p>\n<p>Agora a ang\u00fastia \u00e9, se poss\u00edvel, maior porque a montanha de dinheiro p\u00fablico comprometida para \u201cnacionalizar\u201d as perdas do Bankia e de outras entidades em quebra \u00e9 enorme, entre 60 mil e 80 mil milh\u00f5es de euros, segundo os c\u00e1lculos divulgados. Essa montanha de perdas privadas, causadas por diretores mafiosos, \u00e9 a que o primeiro-ministro Mariano Rajoy (com o consentimento do PSOE) vai converter agora em d\u00edvida p\u00fablica, para que seja paga pelo povo trabalhador, como vem acontecendo at\u00e9 agora.<\/p>\n<p><strong>Sob interven\u00e7\u00e3o da troika<\/strong><\/p>\n<p>Mas o problema agravou-se porque, em plena fuga de capitais, com o sistema de cr\u00e9dito paralisado, com a taxa de risco [diferen\u00e7a entre os juros cobrados para financiar a d\u00edvida alem\u00e3 e os cobrados para financiar a d\u00edvida de cada um dos pa\u00edses da UE] nas nuvens e a Bolsa em colapso, o Estado n\u00e3o tem j\u00e1 capacidade de endividar-se para conseguir esta nova massa de dinheiro e continuar a pagar a avultada d\u00edvida p\u00fablica atual aos banqueiros. De forma que o governo se encontra condenado a recorrer aos fundos de resgate europeus. S\u00f3 espera que se concretize o valor da opera\u00e7\u00e3o para faz\u00ea-lo. Mas isso tem um pre\u00e7o: a interven\u00e7\u00e3o do pa\u00eds pela troika (Uni\u00e3o Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monet\u00e1rio Internacional).<\/p>\n<p>\u00c9 um verdadeiro esc\u00e2ndalo, porque vamos estar sob interven\u00e7\u00e3o por uma d\u00edvida que o governo vai contrair sem outro fim que assegurar que os bancos alem\u00e3es e franceses e o BCE possam cobrar as enormes d\u00edvidas que os bancos espanh\u00f3is em quebra t\u00eam com eles e que, de outro modo, n\u00e3o cobrariam. Estamos, na realidade, ante um resgate dos bancos alem\u00e3es e franceses credores, aos quais dever\u00e3o pagar a classe trabalhadora e as classes m\u00e9dias.<\/p>\n<p><strong>Uma interven\u00e7\u00e3o suave?<\/strong><\/p>\n<p>Rajoy comprometeu-se publicamente em entregar a Angela Merkel e \u00e0 UE o controlo de toda a pol\u00edtica econ\u00f3mica espanhola e a supervis\u00e3o do sistema banc\u00e1rio, a obedecer ao p\u00e9 da letra todas as ordens que venham de Berlim e Bruxelas. Em troca, suplicou que o governo n\u00e3o esteja formalmente sob interven\u00e7\u00e3o e que a troika resgate diretamente os bancos.<\/p>\n<p>Este foi o grande conflito de Rajoy com Merkel, partid\u00e1ria de uma interven\u00e7\u00e3o direta, \u201c\u00e0 grega\u201d ou \u201c\u00e0 portuguesa\u201d. A raz\u00e3o \u00e9 que, para os grandes banqueiros espanh\u00f3is e para o seu representante pol\u00edtico, Rajoy, \u00e9 muito diferente que a interven\u00e7\u00e3o se fa\u00e7a de uma forma ou de outra.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a n\u00e3o s\u00e3o os programas de ajuste, que em ambos os casos s\u00e3o id\u00eanticos. O problema reside em que uma interven\u00e7\u00e3o \u201c\u00e0 grega\u201d significaria que o governo espanhol deixaria de existir como tal para ser substitu\u00eddo por um governo da troika, onde os ministros espanh\u00f3is seriam meros mo\u00e7os de recado. E ent\u00e3o \u2013 e aqui est\u00e1 o \u201cX\u201d da quest\u00e3o \u2013 o governo da troika seria o governo dos bancos alem\u00e3es e franceses e n\u00e3o, como no caso de Rajoy (e antes o ex-primeiro-ministro Zapatero, do PSOE), o governo dos bancos Santander e do BBVA, que, no caso de ser a troika a governar, ficariam sem prote\u00e7\u00e3o e \u00e0s custas dos bancos alem\u00e3es e franceses, com um destino incerto. O mesmo destino que o do capitalismo espanhol (e as suas multinacionais) na UE e no mundo.<\/p>\n<p> As \u00faltimas not\u00edcias da imprensa dizem que Merkel e a UE  \u201cconcordaram\u201d com um \u201cresgate suave\u201d no qual o governo sofreria uma interven\u00e7\u00e3o da UE, mas atrav\u00e9s do FROB (o fundo espanhol de resgate banc\u00e1rio). Isso significa passar a pol\u00edtica econ\u00f3mica a Merkel e a Bruxelas e deixar em suas m\u00e3os a liquida\u00e7\u00e3o dos bancos resgatados. Em troca, o governo salvaria, relativamente, as apar\u00eancias e manteria uma certa margem de manobra para continuar a defender o papel da grande banca espanhola como s\u00f3cia menor e c\u00famplice dos bancos alem\u00e3es e franceses. Como parte do pacote, os planos de ajuste ser\u00e3o drasticamente endurecidos. <\/p>\n<p><strong>Est\u00e3o-nos a colocar numa espiral \u00e0 grega de empobrecimento e ru\u00edna<\/strong><\/p>\n<p>A propaganda do governo est\u00e1 concentrada numa mensagem: \u201cagora estamos mal e ainda vamos sofrer mais, mas \u00e9 preciso ter f\u00e9 porque n\u00e3o demoraremos a ver, com a ajuda da Europa, a luz no fim do t\u00fanel\u201d. Esta mensagem, que busca justificar a nova onde de ajustes que ir\u00e3o acompanhar a interven\u00e7\u00e3o da troika, \u00e9 uma fiel reprodu\u00e7\u00e3o do que disseram os governos grego e portugu\u00eas quando  sofreram interven\u00e7\u00e3o. Mas aqui, como l\u00e1, mentem. O que vemos na Gr\u00e9cia e em Portugal n\u00e3o \u00e9 nenhuma luz, mas mis\u00e9ria e sofrimento sem fim e sem esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o \u201csuave\u201d de que fala a imprensa significa, na realidade, um salto substancial, pilotado desta vez de Berlim e Bruxelas, na ofensiva para desmantelar o que resta do ex\u00edguo Estado de bem-estar (incluindo desta vez ataques \u00e0s pens\u00f5es e ao subs\u00eddio de desemprego); vender o que resta de patrim\u00f3nio p\u00fablico; afogar o povo com novas subidas de impostos; cortar emprego p\u00fablico e arrasar os direitos laborais que ainda restam (na Companhia Espanhola de Lamina\u00e7\u00e3o (Celsa), em Barcelona, a patronal quer despedir 200 trabalhadores entre os 1200 atuais, aumentar em 12 dias a jornada de trabalho e reduzir 20% dos sal\u00e1rios).<\/p>\n<p> Como mostram Gr\u00e9cia e Portugal, cada plano de ajuste n\u00e3o \u00e9 mais que o prel\u00fadio de outro ainda mais agressivo, pela simples raz\u00e3o de que quanto mais se espolia o pa\u00eds e este mais retrocede e se empobrece, mais a d\u00edvida cresce e se forma uma espiral que n\u00e3o tem fim. O primeiro \u201cresgate\u201d europeu da Gr\u00e9cia foi em maio de 2010, e agora, dois anos depois, sabemos que a \u201cajuda\u201d da troika foi parar nos bancos credores e que o povo n\u00e3o viu nem um euro. Sabemos que o n\u00edvel de vida retrocedeu entre 30 e 40%, a mis\u00e9ria atingiu amplos setores da popula\u00e7\u00e3o, vive-se uma situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia sanit\u00e1ria, os suic\u00eddios dispararam e a esperan\u00e7a de vida come\u00e7a a diminuir. \u00c9 nesta espiral grega que nos querem meter. <\/p>\n<p><strong>Faz falta um grande Encontro estatal para organizar a resposta ao resgate e \u00e0 interven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Estamos num momento crucial que nos obriga imperiosamente a unir todas as for\u00e7as para enfrentar o resgate e a interven\u00e7\u00e3o da troika. O resgate \u00e9 uma enorme fraude, um roubo puro e duro ao povo trabalhador.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente juntar todos os que querem lutar contra o resgate num grande Encontro estatal que defina um plano de mobiliza\u00e7\u00e3o para enfrent\u00e1-lo. Um Encontro onde estejam as assembleias do 15M, o sindicalismo alternativo, as organiza\u00e7\u00f5es de professores e de pessoal da sa\u00fade em luta, as organiza\u00e7\u00f5es e coordenadoras estudantis, as empresas em luta, a plataforma contra os despejos, etc.<\/p>\n<p><strong>Faz falta um plano:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; Que diga n\u00e3o ao resgate e \u00e0 interven\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; Que em lugar de socializar as suas perdas, exija a expropria\u00e7\u00e3o de toda a banca, integralmente, sem indemnizar nenhum grande acionista nem grande investidor, exigindo responsabilidades e a devolu\u00e7\u00e3o do dinheiro dos respons\u00e1veis pelas quebras, que devem responder com seus patrim\u00f3nio e com a pris\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Que exija a imediata suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica aos banqueiros e uma auditoria p\u00fablica que revele o car\u00e1ter ileg\u00edtimo e fraudulento da d\u00edvida. O dinheiro existe, s\u00f3 \u00e9 preciso investi-lo nas necessidades sociais b\u00e1sicas, e n\u00e3o ao enriquecimento dos banqueiros<\/p>\n<p>&#8211; Que se comprometa a lutar por um plano de resgate, mas dos trabalhadores e dos setores populares, que revogue os cortes e reestrutura\u00e7\u00f5es e ataque de frente o desemprego.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o podemos esperar nada da UE<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro, venderam-nos a ideia de que a UE era a via de acesso ao progresso e \u00e0 modernidade. Depois, j\u00e1 na UE e com o euro e em plena bolha do imobili\u00e1rio, disseram-nos que nos converter\u00edamos numa pot\u00eancia mundial. Agora, dizem-nos que a UE \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o da crise e que necessitamos \u201cmais Europa\u201d. Neste apego desesperado \u00e0 UE est\u00e3o o PP e o PSOE, acompanhados pela burocracia sindical de Comisiones Obreras-UGT e tamb\u00e9m pela dire\u00e7\u00e3o de Esquerda Unida (IU), que suaviza a sua capitula\u00e7\u00e3o dizendo que \u00e9 preciso uma Europa \u201cmais social\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, \u201cmais Europa\u201d \u00e9 a \u201cuni\u00e3o fiscal e pol\u00edtica\u201d de Merkel, que Rajoy e o seu ministro da Economia, Luis de Guindos, e o secret\u00e1rio-geral do PSOE, Alfredo Rubalcaba, acatam com entusiasmo. Mas a Merkel n\u00e3o se pode acusar de n\u00e3o ser clara. O seu plano significa que acabou a soberania dos Estados. Quer dizer que a pol\u00edtica laboral, o gasto p\u00fablico, os impostos, as pens\u00f5es e as privatiza\u00e7\u00f5es ser\u00e3o decididas por Bruxelas ou, o que d\u00e1 no mesmo, pelo imperialismo alem\u00e3o, em colabora\u00e7\u00e3o com o franc\u00eas. E quer dizer tamb\u00e9m, como j\u00e1 declararam v\u00e1rios ministros alem\u00e3es, que o destino que perspetivam para a \u201cperiferia castigada pela crise\u201d s\u00e3o \u201czonas especiais de produ\u00e7\u00e3o\u201d, onde as empresas pagariam menos impostos, os sal\u00e1rios n\u00e3o seriam regulados por conven\u00e7\u00f5es e as leis ambientais seriam sorteadas, como acontece nas f\u00e1bricas (chamadas \u201cmaquilas\u201d da fronteira do M\u00e9xico com os Estados Unidos!<\/p>\n<p><strong>\u00c9 preciso sair do euro e romper com a UE o quanto antes!<\/strong><\/p>\n<p>Assustam-nos com a sa\u00edda do euro e dizem que \u00e9 preciso estar dispostos a qualquer sacrif\u00edcio contanto que permane\u00e7amos na moeda \u00fanica, porque fora desta uni\u00e3o monet\u00e1ria nos aguarda o inferno. Estes argumentos podiam ser utilizados h\u00e1 dois ou tr\u00eas anos, quando as pessoas n\u00e3o sabiam o que queria dizer na pr\u00e1tica. Mas, agora, sabemos o que aconteceu e o que est\u00e1 acontecendo na Irlanda, Portugal, Gr\u00e9cia e entre n\u00f3s. E o que vemos \u00e9 que o inferno \u00e9 permanecer no euro, sob o comando dos banqueiros e multinacionais que mandam na UE. A Gr\u00e9cia \u00e9 o exemplo mais brutal: \u00e9 um pa\u00eds que em apenas dois anos sofreu uma devasta\u00e7\u00e3o tamanha que s\u00f3 \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 de uma guerra.<\/p>\n<p> N\u00e3o podemos pagar o pre\u00e7o de um retrocesso hist\u00f3rico de 50 anos, o desmantelamento de todas as conquistas sociais e laborais, e o desemprego massivo e a precariedade generalizada e sem esperan\u00e7a, somente porque os grandes banqueiros espanh\u00f3is querem participar, mesmo que lhes sejam destinados os restos, do festim do euro. Estamos perante uma evid\u00eancia: sair do euro e romper com a UE \u00e9 uma necessidae vital se n\u00e3o queremos acabar como a Gr\u00e9cia. <\/p>\n<p>Mas temos que ser conscientes, ao mesmo tempo, que a sa\u00edda do euro, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o e que, se sa\u00edmos, v\u00e3o tentar nos arrebentar. Por isso, esta sa\u00edda deve ser acompanhada de uma mudan\u00e7a radical das regras do jogo capitalista e de passos firmes em dire\u00e7\u00e3o a uma nova sociedade socialista. N\u00e3o h\u00e1 outra solu\u00e7\u00e3o. A sa\u00edda do euro deve vir acompanhada de medidas como a expropria\u00e7\u00e3o da banca e a unifica\u00e7\u00e3o do sistema de cr\u00e9dito para reorganizar a economia ao servi\u00e7o da imensa maioria; da nacionaliza\u00e7\u00e3o sob controlo dos trabalhadores das empresas e setores estrat\u00e9gicos; da coloca\u00e7\u00e3o em marcha de grandes planos p\u00fablicos para criar emprego e dividir o trabalho entre todos; do estabelecimento do controlo estrito dos movimentos de capitais e do monop\u00f3lio do com\u00e9rcio exterior; e, acima de tudo, unir for\u00e7as com os trabalhadores e os povos da Europa, da periferia e dos pa\u00edses centrais, porque s\u00f3 assim poderemos vencer esta luta comum por uma Europa socialista unida.<\/p>\n<p>N\u00e3o ao resgate europeu e \u00e0 interven\u00e7\u00e3o da UE!<\/p>\n<p>Suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica aos banqueiros!<\/p>\n<p>Expropria\u00e7\u00e3o dos bancos!<\/p>\n<p><strong>Felipe Alegr\u00eda e Ricardo Ayala, de Corriente Roja (Estado Espanhol)<br \/><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muitos meses, cada not\u00edcia sobre a crise da banca espanhola foi motivo de ang\u00fastia para a popula\u00e7\u00e3o trabalhadora, que se perguntava: quantos cortes, quanto desemprego, quanta pobreza ser\u00e3o ainda necess\u00e1rios para salvar banqueiros que nos roubaram durante anos em completa impunidade? Agora a ang\u00fastia \u00e9, se poss\u00edvel, maior porque a montanha de dinheiro p\u00fablico comprometida para \u201cnacionalizar\u201d as perdas do Bankia e de outras entidades em quebra \u00e9 enorme, entre 60 mil e 80 mil milh\u00f5es de euros, segundo os c\u00e1lculos divulgados. Essa montanha de perdas privadas, causadas por diretores mafiosos, \u00e9 a que o primeiro-ministro Mariano Rajoy (com<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":771,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-772","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estado-espanhol"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/06\/espanha-resgate.jpg?fit=440%2C293","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/772","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=772"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/772\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/771"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}