{"id":762,"date":"2012-05-28T17:00:49","date_gmt":"2012-05-28T16:00:49","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2012\/05\/28\/a-crise-bancaria-e-a-decadencia-do-capitalismo-espanhol\/"},"modified":"2012-05-28T17:00:49","modified_gmt":"2012-05-28T16:00:49","slug":"a-crise-bancaria-e-a-decadencia-do-capitalismo-espanhol","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2012\/05\/28\/a-crise-bancaria-e-a-decadencia-do-capitalismo-espanhol\/","title":{"rendered":"A crise banc\u00e1ria e a decad\u00eancia do capitalismo espanhol"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t\tH1 { margin-bottom: 0.21cm } \t\tH1.cjk { font-family: \"WenQuanYi Micro Hei\"; font-size: 24pt; font-weight: bold } \t\tH1.ctl { font-family: \"FreeSans\"; font-size: 24pt; font-weight: bold } \t\tA:link { so-language: zxx } \t--> <\/p>\n<p>A decis\u00e3o for\u00e7ada do governo Rajoy de deixar nas m\u00e3os do Banco Central Europeu (BCE) a reestrutura\u00e7\u00e3o do sistema financeiro espanhol assume um significado econ\u00f3mico e pol\u00edtico de primeira magnitude. Significa o reconhecimento impl\u00edcito que o Estado dever\u00e1 recorrer aos fundos de resgate europeus para \u201csalvar\u201d a banca espanhola, isto \u00e9, para assegurar que pagam aos seus grandes credores, os bancos alem\u00e3es e europeus, e para impedir que a crise desatada ap\u00f3s a quebra e nacionaliza\u00e7\u00e3o do Bankia acabe num <em>tsunami<\/em> incontrol\u00e1vel.<\/p>\n<p>O custo econ\u00f3mico e pol\u00edtico dessa opera\u00e7\u00e3o, sem d\u00favida, \u00e9 enorme, porque significar\u00e1 a perda do poder financeiro da banca espanhola e de suas empresas frente \u00e0 banca dos pa\u00edses imperialistas centrais da Europa, em particular da Alemanha.<\/p>\n<p>Nesses \u00faltimos tempos, a crise dos bancos espanh\u00f3is tem paralisado o sistema de cr\u00e9dito, ao mesmo tempo que est\u00e1 em sintonia com a crise pol\u00edtica na Gr\u00e9cia, pelo \u201cN\u00e3o\u201d dado pela maioria da popula\u00e7\u00e3o aos partidos que aplicam os planos de saque da troika.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos dias, todas as medidas encaminhadas para salvar os bancos provocar\u00e3o um forte aumento da d\u00edvida p\u00fablica e significar\u00e3o mais cortes, mais impostos e mais despedimentos.<\/p>\n<p><strong>Bankia, a ponta do icebergue<\/strong><\/p>\n<p>Antes que o Ecofin (a reuni\u00e3o de ministros da \u00e1rea econ\u00f3mica da UE) decretasse a interven\u00e7\u00e3o do BCE para \u201ctutelar\u201do \u201csaneamento\u201d do sistema financeiro espanhol e aferir quanto milhares de milh\u00f5es ser\u00e3o necess\u00e1rios para tapar o buraco deixado pela especula\u00e7\u00e3o e a depress\u00e3o econ\u00f3mica, a imprensa burguesa j\u00e1 avan\u00e7ava que o problema da banca \u00e9 demasiado grande para a Espanha e dever\u00e1 ser resolvido pela UE.<\/p>\n<p>Referindo-nos somente ao Bankia, o governo e a imprensa dizem que o custo da \u201cnacionaliza\u00e7\u00e3o\u201d do Bankia ser\u00e1 de 10 mil milh\u00f5es, mas \u00e9 uma grande mentira: o Estado, entre o que p\u00f4s e o que avaliou, j\u00e1 comprometeu 73 mil milh\u00f5es, e se acrescentarmos as garantias dos dep\u00f3sitos (173 mil milh\u00f5es), chegamos a um valor de 246 mil milh\u00f5es de euros (1), que equivale a 24% do PIB espanhol. Entretanto, o Bankia representa apenas uma parte do sistema financeiro em crise. Para que os bancos de Espanha (e outros pa\u00edses, em especial da periferia) n\u00e3o se declarem em incumprimento de pagamentos, enquanto a troika negociava a d\u00edvida na Gr\u00e9cia, o BCE abriu os cord\u00f5es da bolsa e emprestou um bili\u00e3o de euros, 60% dos quais ficaram nos bancos espanh\u00f3is (mais de 300 mil milh\u00f5es) e italianos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Bankia, Caixa Bank (La Caixa) e todo o sistema das ex-caixas de poupan\u00e7a refinanciaram-se massivamente com dinheiro do BCE, pois a banca privada alem\u00e3 e francesa, os antigos credores, \u00e0 medida que a crise se aprofundava feixou-lhes a torneira.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o tamanho do buraco dos bancos? Os ativos da banca espanhola superam em tr\u00eas vezes o PIB [3 bili\u00f5es de euros (2)], e o buraco banc\u00e1rio calculado pelos analistas internacionais est\u00e1 entre 100 mil e 300 mil milh\u00f5es (entre 10% a 30% do PIB).<\/p>\n<p>Os chamados \u201cativos t\u00f3xicos\u201d imobili\u00e1rios s\u00e3o apenas uma parte do buraco. O outro grande problema, que com o aprofundamento da crise emerge cada dia com mais for\u00e7a, \u00e9 a d\u00edvida das empresas com os bancos. Recentemente, acaba de ser divulgado o caso da ACS, que se encontra de facto em fal\u00eancia t\u00e9cnica e arrasta uma d\u00edvida de 14 mil milh\u00f5es. Os valores das empresas do Ibex-35 est\u00e3o h\u00e1 tempos a cair a pique. A Telef\u00f3nica reduziu o seu lucro em 46,9% em 2011. Mas n\u00e3o s\u00e3o somente as grandes empresas. O alarme da crise da banca foi dado, na realidade, pelo Banco de Espanha, quando, no seu balan\u00e7o trimestral das empresas, afirmava que a sua taxa de rentabilidade era inferior ao seu custo de financiamento (3). O que significa que n\u00e3o podem pagar as suas d\u00edvidas com a banca.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica do governo \u00e9 salvar o capital financeiro, aumentando a sua centraliza\u00e7\u00e3o em benef\u00edcio dos grandes bancos espanh\u00f3is. O que significa \u201csanear\u201d com dinheiro p\u00fablico as perdas das caixas e incorpor\u00e1-las, junto com os bancos menores, ao \u201cn\u00facleo central\u201d do capital imperialista espanhol: BBVA, BSCH, La Caixa. Este \u00e9 o objetivo da Reforma Financeira decretada por Rajoy, quando exige que todos os bancos aumentem as suas \u201cprovis\u00f5es\u201d para cobrir as perdas dos empr\u00e9stimos que n\u00e3o podem cobrar.<\/p>\n<p>Mas, como disse um analista, \u201ccom dois frangos n\u00e3o se faz um peru\u201d, e como as Caixas em quebra, assim como os bancos menores, n\u00e3o podem fundir-se entre si, e como o buraco \u00e9 enorme e a capacidade dos grande est\u00e1 muito comprometida pela crise, a tend\u00eancia \u00e9 que os grandes bancos da Alemanha e Fran\u00e7a acabem por controlar o sistema financeiro espanhol.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Espanha far\u00e1 o que tem que fazer\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Estas palavras, pronunciadas por Juncker, o presidente do Eurogrupo e fiel representante da banca alem\u00e3 e francesa, define a fr\u00e1gil situa\u00e7\u00e3o em que se encontra o imperialismo espanhol, preso num acelerado processo de decad\u00eancia. O resgate dos bancos espanh\u00f3is pela Uni\u00e3o Europeia significr\u00e1 que a autonomia do sistema financeiro ficar\u00e1 automaticamente questionada e, com isso, a do principal poder que alberga um pa\u00eds imperialista: o seu capital financeiro, com estreitos la\u00e7os de controlo com os principais monop\u00f3lios empresariais.<\/p>\n<p>A UE n\u00e3o \u00e9 em absoluto alheia \u00e0 disputa entre os diferentes imperialismos europeus. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 o instrumento dos capitais mais fortes, em especial os alem\u00e3es, que utilizam a crise para afirmar o seu dom\u00ednio, absorvendo e incorporando os capitais mais d\u00e9beis. A banca alem\u00e3 emprestou aos bancos espanh\u00f3is 109 mil milh\u00f5es de euros. A reestrutura\u00e7\u00e3o do sistema financeiro espanhol significar\u00e1 que uma parte do setor tender\u00e1 a ser incorporado pela banca internacional. Do mesmo modo, os principais bancos espanh\u00f3is (BBVA, BSCH e A Caixa), ainda que possam fazer face \u00e0s exig\u00eancias da reforma financeira devido aos seus neg\u00f3cios internacionais (em particular na Am\u00e9rica Latina), est\u00e3o seriamente prejudicados pela depress\u00e3o econ\u00f3mica espanhola. A forte e continuada perda do valor em Bolsa das multinacionais espanholas os afeta duplamente. A interven\u00e7\u00e3o da UE na crise implica que as condi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o postas pelo capital financeiro alem\u00e3o e franc\u00eas (sem esquecer o norte-americano, que tem importantes pacotes de a\u00e7\u00f5es dos grandes bancos espanh\u00f3is e que est\u00e1 globalmente representado pelo FMI).<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo conflito, apenas uma coisa \u00e9 certa: todas as medidas para salvar a banca ser\u00e3o jogadas nas costas dos trabalhadores e do povo. Porque o resgate da banca far-se-\u00e1 por uma dupla via: pelo corte dos sal\u00e1rios e aumento dos despedimentos das empresas privadas, para rebaixar a sua d\u00edvida com os bancos, e, por outro lado, por um consider\u00e1vel aumento da D\u00edvida P\u00fablica. Isso \u00e9 assim porque os empr\u00e9stimos do BCE e as emiss\u00f5es de d\u00edvida dos bancos foram avaliados pelo governo e porque, quanto mais aumenta a d\u00edvida e o d\u00e9fice, o financiamento torna-se cada vez mais caro, como reflete o aumento dos \u201cpr\u00e9mios de risco\u201d.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, s\u00e3o os pr\u00f3prios bancos que s\u00e3o \u201csalvos\u201d os que compram a d\u00edvida do governo e fazem o neg\u00f3cio do s\u00e9culo cobrando-lhe juros usur\u00e1rios. \u00c9 um assalto maci\u00e7o \u00e0 luz do dia ao or\u00e7amento do Estado que comprometer\u00e1 por anos e anos o investimento nos servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>A crise pol\u00edtica na Gr\u00e9cia e a din\u00e2mica da crise<\/strong><\/p>\n<p>O colapso pol\u00edtico dos partidos que sustentaram o regime pol\u00edtico grego e as novas elei\u00e7\u00f5es marcadas para junho foram um enorme rev\u00e9s aos planos do imperialismo alem\u00e3o e franc\u00eas. Significativamente, no mesmo dia em que tomava posse na presid\u00eancia da Fran\u00e7a, Hollande reunia-se com Merkel e declarava que n\u00e3o se alteraria o Memorando que continha o plano de ajuste grego.<\/p>\n<p>O resultado das elei\u00e7\u00f5es gregas n\u00e3o fazia parte do gui\u00e3o. Enquanto negociavam as condi\u00e7\u00f5es da pilhagem da Gr\u00e9cia no princ\u00edpio do ano, e a UE entregava milhares de milh\u00f5es de fundos para os bancos e fundos de investimentos com d\u00edvida grega, a UE adiou a crise banc\u00e1ria na Espanha atrav\u00e9s da t\u00e1tica de empr\u00e9stimos do BCE. Com o plano grego nos trilhos, puderam fechar as torneiras aos bancos espanh\u00f3is. Agora, sem d\u00favida, viram-se obrigados a lidar com os dois processos de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<p>Enquanto escrev\u00edamos este artigo, a popula\u00e7\u00e3o grega retirava os seus dep\u00f3sitos dos bancos. Num s\u00f3 dia retiraram 800 milh\u00f5es de euros, enquanto a UE amea\u00e7ava os trabalhadores gregos com retir\u00e1-los do euro e jog\u00e1-los no inferno se n\u00e3o votassem nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es a favor dos defensores do plano de saque e massacre.<\/p>\n<p>Para os trabalhadores gregos e do Estado Espanhol, ficar no euro significa aceitar que sejam triturados para que os banqueiros alem\u00e3s e franceses, espanh\u00f3is e gregos, parasitem todo um pa\u00eds e assegurem os seus lucros \u00e0s custas do empobrecimento da maioria da popula\u00e7\u00e3o. Enquanto ganhavam bili\u00f5es de euros, os seus lucros eram privados, agora que afundam, somos n\u00f3s que devemos pagar a conta.<\/p>\n<p>A expropria\u00e7\u00e3o da banca e a suspens\u00e3o imediata do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica aos banqueiros e especuladores s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rias para parar a sangria. Trata-se de nacionalizar o sistema financeiro sem pagar absolutamente nada aos banqueiros. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 preciso recuperar o que roubaram e colocar na pris\u00e3o os respons\u00e1veis pelo desastre. Trata-se tamb\u00e9m de suspender imediatamente o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica \u00e0 banca e aos fundos especulativos, para poder parar a sangria do or\u00e7amento. Trata-se de construir a unidade internacional dos trabalhadores, de romper com a Europa dos banqueiros e governos lacaios, de abrir caminho para a Europa dos trabalhadores e dos povos.<\/p>\n<p><strong>Por<\/strong><strong> Felipe Alegr\u00eda e Ricardo Ayala <\/strong>(Corriente Roja, <a href=\"http:\/\/www.corrienteroja.net\/\">www.corrienteroja.net<\/a>)<\/p>\n<p>(1) Os avais do Estado eram por 28.500 milh\u00f5es, os empr\u00e9stimos do BCE (garantidos pelo Banco de Espanha) 40.000 milh\u00f5es (15.000 em dezembro e 25.000 em fevereiro). \u00c9 preciso acrescentar os b\u00f3nus preferenciais do FROB, agora convertidos em a\u00e7\u00f5es, por 4.465 milh\u00f5es. E, finalmente, que o FDG (Fundo de Garantia de Dep\u00f3sitos) e o Estado (na realidade o Estado, porque o FDG est\u00e1 no vermelho)garanta 173 mil milh\u00f5es. No tal, quase 250 mil milh\u1ebdos do balan\u00e7o do BFA. (La cat\u00e1strofe de Bankia: Entrampados hasta las orejas, de Luis Garicano <em>11\/05\/2012<\/em>)<\/p>\n<p>(2) em nota\u00e7\u00e3o espanhola<\/p>\n<p>(3) El Pa\u00eds, 13\/05\/2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decis\u00e3o for\u00e7ada do governo Rajoy de deixar nas m\u00e3os do Banco Central Europeu (BCE) a reestrutura\u00e7\u00e3o do sistema financeiro espanhol assume um significado econ\u00f3mico e pol\u00edtico de primeira magnitude. Significa o reconhecimento impl\u00edcito que o Estado dever\u00e1 recorrer aos fundos de resgate europeus para \u201csalvar\u201d a banca espanhola, isto \u00e9, para assegurar que pagam aos seus grandes credores, os bancos alem\u00e3es e europeus, e para impedir que a crise desatada ap\u00f3s a quebra e nacionaliza\u00e7\u00e3o do Bankia acabe num tsunami incontrol\u00e1vel. O custo econ\u00f3mico e pol\u00edtico dessa opera\u00e7\u00e3o, sem d\u00favida, \u00e9 enorme, porque significar\u00e1 a perda do poder financeiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":761,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[23],"tags":[],"class_list":["post-762","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-estado-espanhol"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/bankiasite.jpg?fit=640%2C420","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/762","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=762"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/762\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/761"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}