{"id":731,"date":"2012-05-09T12:46:01","date_gmt":"2012-05-09T11:46:01","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2012\/05\/09\/eleicoes-derrotaram-socrates-agora-e-lutar-contra-a-divida-e-os-ataques-do-governo-da-troika\/"},"modified":"2012-05-09T12:46:01","modified_gmt":"2012-05-09T11:46:01","slug":"eleicoes-derrotaram-socrates-agora-e-lutar-contra-a-divida-e-os-ataques-do-governo-da-troika","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2012\/05\/09\/eleicoes-derrotaram-socrates-agora-e-lutar-contra-a-divida-e-os-ataques-do-governo-da-troika\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es derrotaram S\u00f3crates, agora \u00e9 Lutar contra a d\u00edvida e os ataques do governo da troika"},"content":{"rendered":"<p><strong>Editorial do <em>Ruptura <\/em>de Julho 2011<\/strong><\/p>\n<p>Sem alternativa cred\u00edvel de mudan\u00e7a \u00e0 esquerda, centenas de milhares de trabalhadores mostraram o seu rep\u00fadio ao governo do PS\/S\u00f3crates com um voto na direita, PSD e CDS. Nas elei\u00e7\u00f5es de 5 de Junho, mais do que uma \u201cviragem \u00e0 direita\u201d, o que aconteceu foi uma massiva contesta\u00e7\u00e3o ao governo do PS\/S\u00f3crates, que executou durante seis anos uma pol\u00edtica de direita e de grandes ataques aos trabalhadores e aos sectores mais pobres da popula\u00e7\u00e3o. Uma pol\u00edtica para salvar os lucros dos banqueiros, dos Esp\u00edrito Santo, dos Mello, dos Mota Engil e de muitos outros grupos capitalistas, injectando-os com milhares de milh\u00f5es de euros e entregando-lhes outros tantos atrav\u00e9s dos neg\u00f3cios das PPP, o que levou as finan\u00e7as p\u00fablicas a uma situa\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria enorme.<br \/>Deste rep\u00fadio eleitoral a S\u00f3crates resultou uma maioria parlamentar de direita, do PSD e do CDS, que ir\u00e1 governar com a continua\u00e7\u00e3o e agravamento da pol\u00edtica j\u00e1 preconizada pelo memorando assinado por S\u00f3crates com a troika (UE\/BCE\/FMI) e apoiado pelo PSD e CDS. Mais uma vez, a crise em que o capitalismo colocou a economia vai ser aproveitada pelos governantes para proceder a mais ataques aos trabalhadores e aos seus direitos laborais e sociais. Mais uma vez as propostas de altera\u00e7\u00e3o das leis laborais no sentido de retirar direitos contratuais e diminuir remunera\u00e7\u00f5es salariais v\u00e3o ser apresentadas como a solu\u00e7\u00e3o para o desemprego e a competitividade da economia.<br \/>\u00c9 mais do mesmo, para encher as contas banc\u00e1rias e os lucros dos donos da economia, \u00e0 custa do empobrecimento (e mesmo da mis\u00e9ria) de milh\u00f5es de trabalhadores e da maior precariedade para a vida de centenas de milhares de jovens que ficar\u00e3o ainda mais \u201c\u00e0 rasca\u201d.<br \/>\u00c9 em torno do pagamento da d\u00edvida p\u00fablica que os governantes argumentam a necessidade da pol\u00edtica de austeridade. O que \u00e9 preciso questionar \u00e9 como e porqu\u00ea a d\u00edvida cresceu, a quem beneficiou, quem ganhou e quem vai continuar a ganhar com ela e com o seu pagamento. N\u00f3s respondemos que a maior parte da d\u00edvida foi para pagar neg\u00f3cios a favor dos grupos capitalistas que h\u00e1 dezenas de anos vivem \u00e0 custa do dinheiro p\u00fablico, para apoiar os banqueiros, para cobrir as d\u00edvidas dos patr\u00f5es \u00e0 Seguran\u00e7a Social, para cobrir os custos das PPP. Por outro lado, o pagamento da d\u00edvida destina-se precisamente a pagar aos que j\u00e1 ganharam com ela, aos banqueiros nacionais e internacionais que compraram os t\u00edtulos da divida para continuar a ganhar \u00e0 nossa custa atrav\u00e9s dos juros que iriam receber.<br \/>Neste contexto, a primeira medida que devemos exigir \u00e9 a suspens\u00e3o do pagamento da divida e a recusa aos planos do memorando com a troika. De seguida h\u00e1 que exigir uma consulta popular, um Referendo como fizeram os islandeses, antecedido de um grande debate nacional sobre a divida e da sua auditoria. \u00c9 esse Referendo que deve decidir sobre o \u201cSim\u201d ou o \u201cN\u00e3o\u201d ao pagamento da d\u00edvida, uma d\u00edvida que n\u00e3o \u00e9 dos trabalhadores nem da imensa maioria da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>Uma pol\u00edtica de esquerda tem as prioridades de combater a anunciada ofensiva do governo PSD\/CDS no campo laboral e social, bem como a d\u00edvida e o seu pagamento. Neste combate, a unidade de todos os sectores pol\u00edticos e sindicais que se op\u00f5em ao governo e ao memorando da Uni\u00e3o Europeia e FMI afigura-se fundamental. A uni\u00e3o de esfor\u00e7os entre a esquerda parlamentar (PCP e BE) e os movimentos sindicais e de jovens para constituir uma ampla frente de luta contra a pol\u00edtica do governo e da troika, propondo um plano de medidas anticapitalistas e de corte com esta Uni\u00e3o Europeia que se construiu ao servi\u00e7o do capital e nos trouxe o maior desemprego, os maiores ataques ao sal\u00e1rio, aos direitos sociais e aos servi\u00e7os p\u00fablicos, \u00e9 o caminho a seguir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial do Ruptura de Julho 2011 Sem alternativa cred\u00edvel de mudan\u00e7a \u00e0 esquerda, centenas de milhares de trabalhadores mostraram o seu rep\u00fadio ao governo do PS\/S\u00f3crates com um voto na direita, PSD e CDS. 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