{"id":730,"date":"2012-05-09T12:43:11","date_gmt":"2012-05-09T11:43:11","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2012\/05\/09\/esta-divida-nao-e-nossa-fmi-fora-daqui\/"},"modified":"2012-05-09T12:43:11","modified_gmt":"2012-05-09T11:43:11","slug":"esta-divida-nao-e-nossa-fmi-fora-daqui","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2012\/05\/09\/esta-divida-nao-e-nossa-fmi-fora-daqui\/","title":{"rendered":"Esta d\u00edvida n\u00e3o \u00e9 nossa. FMI fora daqui!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Editorial do <em>Ruptura <\/em>de Abril 2011<\/strong><\/p>\n<p>Muita tinta correu sobre a novela da \u201cvinda\u201d do FMI para Portugal. A primeira a chegar foi a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do FMI pela m\u00e3o dos governos S\u00f3crates e dos PEC\u2019s iniciais. De seguida foi a sua instala\u00e7\u00e3o f\u00edsica em salas do Banco de Portugal para prepararem a \u201creceita\u201d que a\u00ed vir\u00e1, e quando os banqueiros portugueses assim o decidiram o mensageiro S\u00f3crates l\u00e1 foi fazer-lhes o recado e comunicar o \u201cpedido de ajuda\u201d.<br \/>Da crise, dizem os \u201canalistas\u201d que \u00e9 \u201cpor causa dos portugueses gastarem mais do que produzem e ganham\u201d, mas como \u00e9 isso poss\u00edvel se a esmagadora maioria dos trabalhadores recebe sal\u00e1rios inferiores a 650 \u20ac e centenas de milhares de reformados e pensionistas recebem menos do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional?<br \/>A d\u00edvida que agora nos querem fazer pagar a todos n\u00e3o foi devida a milh\u00f5es de trabalhadores gastarem a mais, foi sim uma d\u00edvida acumulada pelas centenas de milh\u00f5es de euros que os governos do PS e PSD entregaram a capitalistas e grupos privados atrav\u00e9s das chamadas PPP (Parcerias P\u00fablico Privadas), atrav\u00e9s das \u201cderrapagens\u201d nas obras p\u00fablicas que sempre foram encher os cofres das empresas construtoras dos amigos dos governos e antigos governantes, ou dos muitos milhares de milh\u00f5es de euros que o sector p\u00fablico perdeu com dezenas de privatiza\u00e7\u00f5es dos sectores mais rend\u00edveis como o sector banc\u00e1rio (ao qual foram dados muitos benef\u00edcios e isen\u00e7\u00f5es de impostos), o sector energ\u00e9tico (Galp e EDP), as telecomunica\u00e7\u00f5es ou o sector rodovi\u00e1rio e a explora\u00e7\u00e3o das auto-estradas, em que o dinheiro p\u00fablico serviu para construir e os lucros da explora\u00e7\u00e3o ficaram para as concession\u00e1rias.<br \/>Perante uma d\u00edvida em crescimento permanente e alimentada por juros que fazem dela um neg\u00f3cio, os capitalistas e banqueiros (nacionais e estrangeiros) querem um governo que lhes garanta a continuidade dos pagamentos e mais uma vez querem aplicar a receita de esmifrar o povo e os trabalhadores com planos de austeridade, agora a serem aplicados ou apoiados conjuntamente por um \u201carco de governo\u201d alargado com PSD, PS e CDS\/PP.<br \/>No campo dos trabalhadores e do povo \u00e9 preciso contrapor solu\u00e7\u00f5es alternativas. Perante a divida h\u00e1 que conhecer a sua composi\u00e7\u00e3o e suspender o seu pagamento, e para resgatar a economia roubada pela governa\u00e7\u00e3o capitalista \u00e9 necess\u00e1rio um governo de esquerda com pol\u00edticas alternativas aos PEC\u2019s e \u00e0 austeridade sobre os trabalhadores.<br \/>Um governo de unidade de esquerda em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas dos PS e PSD, um governo que tome as medidas necess\u00e1rias para p\u00f4r a economia a funcionar em benef\u00edcio das popula\u00e7\u00f5es, que nacionalize o sector banc\u00e1rio, o sector energ\u00e9tico (Galp e EDP), as telecomunica\u00e7\u00f5es.<br \/>Um governo que fa\u00e7a as PPP e as construtoras devolverem os muitos milh\u00f5es que tiraram ao sector p\u00fablico, que fa\u00e7a os accionistas do BPN\/Sociedade Lusa de Neg\u00f3cios devolverem os milhares de milh\u00f5es que colocaram nos off-shores. \u00c9 de um governo para aplicar este programa que o pa\u00eds precisa, um governo apoiado por uma unidade do Bloco de Esquerda e do PCP, uma unidade alargada aos sectores dos movimentos sociais e do movimento sindical que lutam contra as pol\u00edticas dos PEC\u2019s e desta Uni\u00e3o Europeia subordinada aos grandes bancos e grupos capitalistas.<br \/>Dizemos n\u00e3o aos empr\u00e9stimos para pagar uma divida que n\u00e3o \u00e9 nossa. Dizemos n\u00e3o ao FMI e \u00e0s pol\u00edticas de austeridade. Dizemos n\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica da direita e do capital, seja ela aplicada pelo PS ou pelo PSD. Queremos uma verdadeira pol\u00edtica de esquerda, a favor dos trabalhadores e do povo, que v\u00e1 buscar o dinheiro onde ele est\u00e1, que fa\u00e7a os que tiveram super lucros devolverem o que roubaram aos trabalhadores e ao pa\u00eds, para desta vez serem os de cima a pagar a crise.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial do Ruptura de Abril 2011 Muita tinta correu sobre a novela da \u201cvinda\u201d do FMI para Portugal. A primeira a chegar foi a orienta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do FMI pela m\u00e3o dos governos S\u00f3crates e dos PEC\u2019s iniciais. De seguida foi a sua instala\u00e7\u00e3o f\u00edsica em salas do Banco de Portugal para prepararem a \u201creceita\u201d que a\u00ed vir\u00e1, e quando os banqueiros portugueses assim o decidiram o mensageiro S\u00f3crates l\u00e1 foi fazer-lhes o recado e comunicar o \u201cpedido de ajuda\u201d.Da crise, dizem os \u201canalistas\u201d que \u00e9 \u201cpor causa dos portugueses gastarem mais do que produzem e ganham\u201d, mas como \u00e9 isso<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-730","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/730","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=730"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/730\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=730"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=730"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=730"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}