{"id":693,"date":"2012-04-05T17:51:26","date_gmt":"2012-04-05T16:51:26","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2012\/04\/05\/corriente-roja-propoe-um-1o-de-maio-de-luta-contra-o-plano-de-guerra-social-de-rajoy\/"},"modified":"2012-04-05T17:51:26","modified_gmt":"2012-04-05T16:51:26","slug":"corriente-roja-propoe-um-1o-de-maio-de-luta-contra-o-plano-de-guerra-social-de-rajoy","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2012\/04\/05\/corriente-roja-propoe-um-1o-de-maio-de-luta-contra-o-plano-de-guerra-social-de-rajoy\/","title":{"rendered":"Corriente Roja prop\u00f5e um 1\u00ba de Maio de luta contra o plano de guerra social de Rajoy"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t\tA:link { so-language: zxx } \t--> <\/p>\n<p lang=\"pt-PT\">Transcrevemos o comunicado de Corriente Roja (<a href=\"http:\/\/www.corrienteroja.net\/\">http:\/\/www.corrienteroja.net<\/a>) escrito ap\u00f3s a greve geral de 29 de mar\u00e7o no Estado Espanhol:<\/p>\n<p>\u201cNo dia 29 de mar\u00e7o, milh\u00f5es de trabalhadores\/as manifestaram na greve e nas ruas a sua categ\u00f3rica rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma laboral, aos cortes e planos de guerra social do governo de Mariano Rajoy (PP). Nunca um governo reuniu tanta rejei\u00e7\u00e3o em t\u00e3o pouco tempo. Por mais que os propagandistas do governo se empenhem n\u00e3o conseguem apagar o facto de que a greve teve uma ades\u00e3o massiva e mostrou o rep\u00fadio da classe trabalhadora aos planos deste governo de Merkel e Sarkozy, dos testas-de-ferro da banca e das grandes fortunas. Nem as amea\u00e7as de despedimento e as chantagens nas empresas, nem a vergonhosa viol\u00eancia policial ou as pris\u00f5es impediram a greve.<\/p>\n<p lang=\"pt-PT\">Rajoy obteve em poucos dias duas derrotas, as elei\u00e7\u00f5es andaluzas e a greve geral. Mas este governo, como o seu predecessor, demonstra que est\u00e1 disposto a sacrificar-se caso seja necess\u00e1rio. Um dia depois da greve apresentou o Or\u00e7amento Geral do Estado mais restritivo dos \u00faltimos 30 anos. O corte de gastos anunciado prev\u00ea uma nova onda de despedimentos de trabalhadores\/as aut\u00e1rquicos e da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e um novo aumento de impostos. Prev\u00ea, ainda, a \u201cinterven\u00e7\u00e3o\u201d nas autarquias convertendo-as em meras gestoras dos planos tra\u00e7ados desde o governo central. E, enquanto aplicam novas medidas de guerra social contra os trabalhadores e o povo, concedem uma amnistia fiscal aos defraudadores.<\/p>\n<p lang=\"pt-PT\">Rajoy governa com o \u201cfraque e a batina\u201d. Com o fraque dos banqueiros declara uma guerra social aos trabalhadores e ao povo para, a seguir, com a batina dos padres, pregar a resigna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p lang=\"pt-PT\">O governo sabe que na luta, como na guerra, a propaganda \u00e9 uma arma important\u00edssima. Por isso, as suas medidas s\u00e3o acompanhadas por uma intensa atividade de propaganda, para tentar convencer-nos que as greves e os protestos sociais n\u00e3o servem para nada. Dizem que, como estamos numa crise, n\u00e3o h\u00e1 outra sa\u00edda que a resigna\u00e7\u00e3o aos cortes, \u00e0s reformas laborais, \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios e \u00e0 facilita\u00e7\u00e3o dos despedimentos.<\/p>\n<p lang=\"pt-PT\">Mentem  sobre o car\u00e1ter desta crise, mentem sobre os respons\u00e1veis por esta crise e mentem tamb\u00e9m sobre a forma de combat\u00ea-la. Quando anunciam que n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para criar emprego, que n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para que as fam\u00edlias sem emprego tenham subs\u00eddio, que n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para a sa\u00fade ou educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas, enquanto, \u00e0 frente de todos, liberam as grandes fortunas dos impostos e n\u00e3o poupam recursos milion\u00e1rios para resgatar os banqueiros, \u00e9 preciso dizer-lhes que mentem.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Esta crise n\u00e3o foi causada por qualquer des\u00edgnio divino, nem brotou como as couves, \u00e9 a crise do sistema capitalista! Mas quando o governo e os capitalistas falam em \u201csair da crise\u201d o que est\u00e3o a dizer \u00e9: que saiam eles da crise! Que se salvem a eles da crise! Que salvem o seu sistema \u00e0s custas dos trabalhadores e do povo!<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\"><strong>Suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida aos banqueiros e auditoria p\u00fablica!<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\"><strong>Necessitamos de um plano de resgate dos trabalhadores!<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Est\u00e3o a transformar uma gigantesca d\u00edvida privada dos banqueiros, grandes empres\u00e1rios e especuladores numa d\u00edvida p\u00fablica de todos, e para pagar essa d\u00edvida aplicam os cortes, sobem os impostos e nos declaram uma guerra social.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">A cada dia neste pa\u00eds gastam-se 110 milh\u00f5es de euros para pagar os juros de uma d\u00edvida que os especuladores e os bancos criaram. Estamos a dizer que os juros de um s\u00f3 dia dessa d\u00edvida superam os cortes na educa\u00e7\u00e3o madrilena para 2012. Estamos a dizer que com o valor do pagamento dos juros dessa d\u00edvida num s\u00f3 m\u00eas resolver-se-ia o problema de moradia para mais de 16 mil fam\u00edlias. Estamos a falar que com o que se pagou num s\u00f3 m\u00eas de juros poder-se-ia pagar um subs\u00eddio de 1000 euros por m\u00eas a mais de 3.300 desempregados. \u00c9 disso que estamos a falar.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Por isso, o verdadeiro dilema do pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 se h\u00e1 recursos ou n\u00e3o, o verdadeiro dilema n\u00e3o \u00e9 outro que ou trabalhamos e comemos ou pagamos essa d\u00edvida. Esse \u00e9 o dilema.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Temos que dizer bem alto: N\u00e3o vamos pagar a vossa d\u00edvida com a fome dos trabalhadores e do povo! N\u00e3o aceitamos pagar a vossa crise. Abaixo o plano de guerra social de Rajoy e da Uni\u00e3o Europeia!<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Frente ao fatalismo e \u00e0 resigna\u00e7\u00e3o que nos querem impor, h\u00e1 que dizer a milh\u00f5es de trabalhadores que \u00e9 poss\u00edvel, que h\u00e1 sa\u00edda, que a luta por emprego, por sal\u00e1rios dignos, por moradia, por educa\u00e7\u00e3o e pela sa\u00fade p\u00fablica tem um ponto de partida comum que \u00e9 deixar de pagar essa d\u00edvida infame, suspender o seu pagamento e exigir uma auditoria p\u00fablica que desmascare a fraude e aponte os seus respons\u00e1veis. Queremos que todos esses recursos milion\u00e1rios sejam postos ao servi\u00e7o do \u00fanico plano de resgate que est\u00e1 a faltar, um plano de resgate dos trabalhadores e do povo.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Porque h\u00e1 sa\u00edda e \u00e9 poss\u00edvel! H\u00e1 que batalhar para que, nas greves e na luta, essa bandeira da suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida seja levantado como o principal estandarte em torno do qual seja constru\u00edda uma sa\u00edda oper\u00e1ria para a crise.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\"><strong>1\u00ba de Maio de luta e nova greve geral <\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Toxo [secret\u00e1rio-geral de CCOO\/Comisiones Obreras] e M\u00e9ndez [secret\u00e1rio-geral da UGT] continuam a acreditar que tudo ser\u00e1 como antes e que o governo vai cham\u00e1-los a correr para negociar, mas est\u00e3o equivocados. A Uni\u00e3o Europeia j\u00e1 deixou claro que a reforma \u00e9 insuficiente e \u00e9 preciso endurecer ainda mais. E o que o governo de Rajoy colocou sobre a \u201cm\u00e3o estendida\u201d desses dois senhores foi um novo retrocesso, o Or\u00e7amento Geral do Estado.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Toxo e M\u00e9ndez agarram-se a um modelo capitalista que, al\u00e9m de injusto, imposto nestas seis \u00faltimas d\u00e9cadas sobre o saque de continentes inteiros, sucumbiu com a crise. N\u00e3o compreendem, ou n\u00e3o querem compreender, que estamos em outra situa\u00e7\u00e3o. Que o sindicalismo do \u201cdi\u00e1logo social\u201d, dos pactos, numa guerra social j\u00e1 n\u00e3o tem espa\u00e7o. Cortaram-lhes a torneira, j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o a n\u00e3o ser para o sindicalismo de classe para lutar ou para o papel de meros testas-de-ferro da patronal.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Quando Toxo e M\u00e9ndez convocaram a greve, a greve geral j\u00e1 estava convocada em quase metade do Estado Espanhol pelos sindicatos bascos, galegos, can\u00e1rios, e o sindicalismo alternativo tinha convocado uma jornada estatal de luta para o dia 29. Os dirigentes de CCOO e UGT engoliram esta greve geral contra a sua vontade e v\u00e3o ter que engolir mais. A guerra social de um lado e a resposta da luta de outro v\u00e3o deixar a classe trabalhadora frente a um dilema de ferro: ou com os dirigentes \u00e0 cabe\u00e7a ou com a cabe\u00e7a dos dirigentes.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Esta greve geral n\u00e3o \u00e9 o final de nada, n\u00e3o \u00e9 mais do que um ensaio geral, \u00e9 o princ\u00edpio do caminho. No momento que nos toca viver n\u00e3o h\u00e1 lugar para as meias tintas, n\u00e3o \u00e9 a hora nem dos t\u00edmidos, nem dos \u201cDon Tancredo\u201d, desta situa\u00e7\u00e3o os trabalhadores saem pela porta ou pela enfermaria. Para derrotar a reforma laboral e os cortes, para impor um plano de resgate dos trabalhadores e do povo, mais que nunca a luta \u00e9 o \u00fanico caminho e nela \u00e9 preciso seguir.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">O 1\u00ba de Maio deve ser uma verdadeira jornada nacional de luta, com manifesta\u00e7\u00f5es massivas. \u00c9 preciso exigir de todas as organiza\u00e7\u00f5es sindicais, desde os comit\u00e9s de empresa e assembleias uma nova greve geral de 48 horas. \u00c9 preciso tamb\u00e9m pedir das organiza\u00e7\u00f5es sindicais de toda a Europa, em especial da CES, presidida por C\u00e1ndido M\u00e9ndez, que convoque uma greve geral europeia porque em todo o continente os trabalhadores enfrentam os mesmos planos de cortes e reformas e em todos os lugares os rejeitamos como mostram as greves gerais de Portugal, Gr\u00e9cia, B\u00e9lgica e, agora, It\u00e1lia.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">Ap\u00f3s o \u00eaxito do dia 29, a luta deve continuar.\u201d<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\"><strong>Corriente Roja<\/strong><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\" lang=\"pt-PT\">2 de Abril de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transcrevemos o comunicado de Corriente Roja (http:\/\/www.corrienteroja.net) escrito ap\u00f3s a greve geral de 29 de mar\u00e7o no Estado Espanhol: \u201cNo dia 29 de mar\u00e7o, milh\u00f5es de trabalhadores\/as manifestaram na greve e nas ruas a sua categ\u00f3rica rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma laboral, aos cortes e planos de guerra social do governo de Mariano Rajoy (PP). 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