{"id":599,"date":"2012-01-07T18:03:42","date_gmt":"2012-01-07T17:03:42","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2012\/01\/07\/a-siria-e-a-desastrosa-missao-da-liga-arabe\/"},"modified":"2012-01-07T18:03:42","modified_gmt":"2012-01-07T17:03:42","slug":"a-siria-e-a-desastrosa-missao-da-liga-arabe","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2012\/01\/07\/a-siria-e-a-desastrosa-missao-da-liga-arabe\/","title":{"rendered":"A S\u00edria e a desastrosa miss\u00e3o da Liga \u00c1rabe"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">A Liga \u00c1rabe, para tentar salvar o regime de Bashir al-Assad, resolveu enviar uma miss\u00e3o para a S\u00edria com o objetivo de comprovar se o governo est\u00e1 a cumprir as propostas que estipulam o fim da viol\u00eancia, a liberta\u00e7\u00e3o dos detidos nos protestos e a retirada militar das cidades insurretas.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Esta miss\u00e3o est\u00e1 apoiada pelos imperialismos norte-americano e europeu. Mas como n\u00e3o calculavam que a crise revolucion\u00e1ria que vive a S\u00edria fosse t\u00e3o grande, a miss\u00e3o est\u00e1 a transformar-se num desastre para os seus organizadores.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">De um lado, os observadores est\u00e3o sendo denunciados como parciais e submissos ao governo s\u00edrio pelas entidades de direitos humanos, e, do outro, est\u00e3o tendo que enfrentar o protesto de multid\u00f5es revoltadas, tiros e explos\u00f5es. <em>\u201c<\/em>Quem mata a sua gente \u00e9 traidor\u201d, gritava a multid\u00e3o aos observadores da Liga \u00c1rabe.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Num v\u00eddeo, os observadores s\u00e3o vistos correndo pelas ruas, entre pr\u00e9dios, em meio a explos\u00f5es e tiros. S\u00e3o salvos pelos cidad\u00e3os de Homs que os acolheram em suas casas, para proteg\u00ea-los do ataque. Antes desse incidente, o chefe da miss\u00e3o \u00e1rabe, o general sudan\u00eas Mohamed Ahmad Mustafa al Dabi disse n\u00e3o ter visto \u201cnada de assustador\u201d na sua primeira visita a Homs, na ter\u00e7a-feira, 27 dezembro.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos denunciam-nos porque esta miss\u00e3o \u00e9 fruto de um acordo com o governo Assad, que imp\u00f4s uma serie de condi\u00e7\u00f5es para que ela ocorresse, de maneira a impedir a sua efetividade. Tais condi\u00e7\u00f5es, por exemplo, impedem a miss\u00e3o de ir aos bairros mais afetados, onde \u201cv\u00edtimas desarmadas\u201d s\u00e3o atingidas por franco-atiradores paramilitares. E nem a possibilidade de ouvir depoimentos sem coa\u00e7\u00e3o. Moradores recusaram-se a conversar com a miss\u00e3o na presen\u00e7a de oficiais do Ex\u00e9rcito s\u00edrio.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Al\u00e9m disso, a entidade de direitos humanos Human Rights Watch acusou as autoridades s\u00edrias de transferirem centenas de presos para instala\u00e7\u00f5es militares inacess\u00edveis aos observadores da Liga \u00c1rabe. Muitos desses presos est\u00e3o escondidos em centros de deten\u00e7\u00e3o e at\u00e9 em contentores carregados em navios no mar e correm o risco de serem executados.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">H\u00e1 tamb\u00e9m uma clara e deliberada omiss\u00e3o da Liga perante atos de viol\u00eancia e protestos contra o regime do presidente. O exemplo maior disso \u00e9 o seu l\u00edder o general Mohamed Mustafa al Dabi, envolvido com crimes na regi\u00e3o sudanesa de Darfur. Ele afirmou aos rep\u00f3rteres que o regime de Assad foi \u201cmuito cooperativo\u201d. E que em Homs n\u00e3o viu nenhuma luta: \u201cOntem foi tranquilo e n\u00e3o houve confrontos. N\u00f3s n\u00e3o vimos tanques\u201d.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\"><strong>Homs, uma cidade insurreta<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Ao contr\u00e1rio do que diz o general al Dabi, em Homs v\u00e1rios bairros foram bombardeados por tanques e morteiros como parte da repress\u00e3o governamental ao movimento revolucion\u00e1rio. Com a chegada da miss\u00e3o da Liga \u00c1rabe, o ditador Assad, mandou esconder os tanques da cidade durante a visita dos observadores. O Ex\u00e9rcito retirou das ruas os tanques usados na repress\u00e3o \u00e0s pressas. Alguns foram escondidos, em pr\u00e9dios do governo, para n\u00e3o serem vistos. Muitos continuam dentro do bairro de Bab Amro, a \u00e1rea mais castigada pela repress\u00e3o em Homs, mas onde os observadores n\u00e3o podem entrar.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Essa cidade \u00e9 o centro dos protestos contra o seu governo e o local onde, na v\u00e9spera da visita da miss\u00e3o internacional, mais de 40 opositores teriam sido mortos. Apesar que desta vez \u201co tiro\u201d do ditador saiu pela culatra. Aproveitando-se da diminui\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o por causa da visita internacional, mais de 70 mil pessoas sa\u00edram \u00e0s ruas para protestar contra Assad, em uma cidade de cerca de 1,5 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Em Homs cerca de 1.400 pessoas morreram participando dos protestos. De um total de 5 mil v\u00edtimas da repress\u00e3o do regime de Assad calculadas pelos organismo internacionais. As mortes continuaram nesta quinta-feira, 29. Mesmo com a presen\u00e7a da miss\u00e3o \u00e1rabe, morreram pelo menos mais 26 pessoas em Homs.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\"><strong>O general dos Direitos Humanos<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Um fato simb\u00f3lico desta miss\u00e3o \u00e9 que exatamente o l\u00edder dos observadores da Liga \u00c1rabe seria o mais improv\u00e1vel l\u00edder de uma miss\u00e3o humanit\u00e1ria que o mundo poderia ver.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Ele \u00e9 o general Mohamed Al-Dabi, militar do servi\u00e7o secreto de seu pa\u00eds, leal ao presidente do Sud\u00e3o, Omar al-Bashir, que foi tr\u00eas vezes acusado pelo Tribunal Penal Internacional por genoc\u00eddio e crimes contra a humanidade em Darfur, inclusive com mandatos de pris\u00e3o contra ele. Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio Al-Dabi \u00e9 acusado de ser o criador da mil\u00edcia Janjaweed, respons\u00e1vel pelos piores atrocidades durante o genoc\u00eddio de Darfur.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Este \u00e9 o homem que disse que n\u00e3o viu \u201cnada de assustador\u201d em Homs. N\u00e3o \u00e9 para menos. Em vez de ser um observador em uma equipe encarregada de investigar crimes de guerra e crimes contra a humanidade, o general deveria ser investigado pelo Tribunal Penal Internacional.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Mas de fato \u00e9 simb\u00f3lico que ele seja o l\u00edder dos observadores da Liga \u00c1rabe, uma entidade constru\u00edda por tiranos, ditadores, oligarcas, e indiv\u00edduos desprovidos de qualquer respeito pelos direitos humanos. Que pouco a pouco est\u00e3o sendo varridos pela revolu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\"><strong>Ex\u00e9rcito livre da S\u00edria<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Ele \u00e9 o principal grupo militar de oposi\u00e7\u00e3o na S\u00edria. Composto maioritariamente por desertores das For\u00e7as Armadas, soldados que se recusaram a atirar contra a popula\u00e7\u00e3o, a sua forma\u00e7\u00e3o foi anunciada em 29 de julho num comunicado que chamava os membros do ex\u00e9rcito regular a se juntarem a eles.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">O seu l\u00edder \u00e9 o coronel Riyad al-Asad, que declarou que todas as for\u00e7as de seguran\u00e7a que atacam civis s\u00e3o alvos justificados. O coronel Malik Kurdi \u00e9 o seu porta-voz, e o coronel Ahmed Hijazi \u00e9 o Chefe do Estado Maior. O Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria afirmou que o conflito no pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 sect\u00e1rio, e que eles t\u00eam em suas fileiras alau\u00edtas que se op\u00f5em ao regime, e que n\u00e3o haver\u00e1 repres\u00e1lias religiosas quando o regime cair.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Noventa por cento dos soldados do Ex\u00e9rcito s\u00edrio s\u00e3o sunitas, enquanto os comandantes s\u00e3o em sua maioria da seita de Bashar Assad, alau\u00edtas. Atualmente, h\u00e1 uma estimativa de que tenham de 15.000 a 25.000 desertores das For\u00e7as Armadas; fontes do governo norte-americano falam em cerca de 1.000 a 10.000 desertores.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">O FSA (Free Syrio Army) est\u00e1 operando por toda a S\u00edria, tanto em \u00e1reas urbanas como no campo. Seja no noroeste em Idlib e Aleppo, seja na regi\u00e3o central: Homs, Hama, e Rastan, na costa em torno de Latakia, no sul (Deraa e Houran), leste (Dayr al-Zawr, Abu Kamal) e na \u00e1rea de Damasco.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Os batalh\u00f5es FSA tamb\u00e9m atuam como for\u00e7as de defesa nos bairros de oposi\u00e7\u00e3o ao governo, guardando as ruas, enquanto os protestos ocorrem. A maior concentra\u00e7\u00e3o dessas for\u00e7as parece estar na regi\u00e3o central (Homs, Hama, e zonas circundantes), com nove ou mais batalh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">\u00c0 medida que o ex\u00e9rcito s\u00edrio \u00e9 altamente organizado e bem armado, o Ex\u00e9rcito Livre da Siria adotou a t\u00e1tica de guerrilha no campo e cidades. Envolve-se em emboscadas contra as for\u00e7as de seguran\u00e7a e principalmente contra a mil\u00edcia paramilitar Shabeeha, ataca autocarros que trazem refor\u00e7os de seguran\u00e7a, e muitas vezes planta bombas ou realiza ataques.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Raramente o FSA se enfrenta com outros soldados do ex\u00e9rcito regular. Mas eventualmente atira nos comandantes para incentivar deser\u00e7\u00f5es. Em Deir ez-Zor, Al-Rastan e Abu Kamal o Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria esteve envolvido em batalhas de rua, que se arrastaram por v\u00e1rios dias. S\u00f3 que nestes combates o apoio a\u00e9reo \u00e9 usado contra eles como em Hama, Homs, Al-Rastan, Deir ez-Zor e Deraa.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Como s\u00e3o soldados desertores, falta-lhes cobertura a\u00e9rea e tiveram que abandonar os seus ve\u00edculos blindados. Por isso, levam na maioria das vezes apenas armas leves como AK47 e RPG-7. Roubam dep\u00f3sitos de armas para suprir o seu Ex\u00e9rcito e compram armas no mercado negro, fornecidas por contrabandistas de pa\u00edses vizinhos e inclusive de oficiais corruptos das for\u00e7as leais que vendem armas do pr\u00f3prio governo.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">O seu comando opera no sul da Turquia, na prov\u00edncia de Hatay, perto da fronteira com a S\u00edria, e o seu comando de campo, no interior da S\u00edria. Pedem \u00e0 comunidade internacional armas para que possam combater e proteger o povo s\u00edrio. Aparentemente, somente os combatentes l\u00edbios responderam a este chamado. H\u00e1 informa\u00e7\u00f5es que os l\u00edbios est\u00e3o fornecendo dinheiro, armas e treinamento ao FSA.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Em 29 de novembro, foi noticiado que pelo menos 600 combatentes do Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional da L\u00edbia haviam sido enviados para apoiar o Ex\u00e9rcito S\u00edrio Livre e que tinham entrado na S\u00edria atrav\u00e9s da Turquia. Alguns foram recebidos por patrulhas s\u00edrias regulares na fronteira, que os alvejaram deixando dois mortos e uma d\u00fazia de feridos.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\"><strong>Os bandidos paramilitares da Shabeeha<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">O Shabeeha s\u00e3o mil\u00edcias formadas pelos sobrinhos do falecido presidente Hafez Assad (Fawaz, Numir e Munther), pai de Bashir, e se concentram centralmente na regi\u00e3o do Mediterr\u00e2neo da S\u00edria em torno de Latakia, Banias e Tartous, onde se beneficiam de contrabando atrav\u00e9s dos portos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">O Shabeeha \u00e9 formada de bandidos que tamb\u00e9m atuam como agentes n\u00e3o-oficiais do regime, s\u00e3o membros das for\u00e7as de seguran\u00e7a \u00e0 paisana, informantes ou simplesmente desempregados jovens e pobres que recebem propinas para fazer o seu trabalho. No in\u00edcio, eles estavam principalmente envolvidos em prostitui\u00e7\u00e3o e contrabando de mercadorias da Turquia ou L\u00edbano para a S\u00edria, desde ve\u00edculos roubados at\u00e9 cigarros, eletr\u00f3nicos, armas, gasolina e diesel.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">A pol\u00edcia fechava os olhos e, em troca, o Shabeeha agia tamb\u00e9m como uma mil\u00edcia quando houvesse necessidade. No in\u00edcio de seu governo, em 2000, Bashir al-Assad combateu-os, a ponto de chamar um de seus chefes, Numir Al-Assad, primo do presidente, de \u201covelha negra\u201d da fam\u00edlia Assad.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Mas com o levante s\u00edrio deste ano Assad, solicitou \u201cos servi\u00e7os\u201d da Shabeeha que atacaram e mataram manifestantes. Em mar\u00e7o, a Shabeeha disparou pelas ruas de Latakia contra manifestantes em \u201ccarros armados com metralhadoras\u201d, e posteriormente com \u201cranco-atiradores em telhados\u201d.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Atualmente, nas cidades costeiras est\u00e3o armados com armas pesadas, e nas cidades de Banias, Jableh e Latakia juntaram-se \u00e0 Quarta Divis\u00e3o atacando civis. Nesta regi\u00e3o, a Shabeeha \u00e9 dirigida diretamente por primos de primeiro grau de Bashir: Fawaz al-Assad e Munzer al-Assad. Nas regi\u00f5es do noroeste, a Shabeeha realiza uma campanha de terra arrasada, queimando culturas, saqueando casas e atirando aleatoriamente. Em Damasco foram envolvidos na luta de rua e agrediram manifestantes desarmados.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">O grau de polariza\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia alcan\u00e7ado pelo processo revolucion\u00e1rio s\u00edrio n\u00e3o ser\u00e1 resolvido com miss\u00f5es fraudulentas e negocia\u00e7\u00f5es superestruturais. Somente as a\u00e7\u00f5es das massas poder\u00e3o resolver esta crise, com a derrubada de mais um ditador no caminho da revolu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\"><strong>Am\u00e9rico Gomes, advogado com especializa\u00e7\u00e3o em Pol\u00edtica e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, membro de ILAESE e assessor do sindipetro AL\/SE<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Liga \u00c1rabe, para tentar salvar o regime de Bashir al-Assad, resolveu enviar uma miss\u00e3o para a S\u00edria com o objetivo de comprovar se o governo est\u00e1 a cumprir as propostas que estipulam o fim da viol\u00eancia, a liberta\u00e7\u00e3o dos detidos nos protestos e a retirada militar das cidades insurretas. Esta miss\u00e3o est\u00e1 apoiada pelos imperialismos norte-americano e europeu. Mas como n\u00e3o calculavam que a crise revolucion\u00e1ria que vive a S\u00edria fosse t\u00e3o grande, a miss\u00e3o est\u00e1 a transformar-se num desastre para os seus organizadores. De um lado, os observadores est\u00e3o sendo denunciados como parciais e submissos ao governo s\u00edrio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":598,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[35],"tags":[],"class_list":["post-599","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-medio-oriente"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/sirialiga.jpg?fit=450%2C323","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=599"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/599\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/598"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}