{"id":563,"date":"2011-11-10T11:33:02","date_gmt":"2011-11-10T10:33:02","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2011\/11\/10\/todos-na-greve-geral-de-24-de-novembro\/"},"modified":"2011-11-10T11:33:02","modified_gmt":"2011-11-10T10:33:02","slug":"todos-na-greve-geral-de-24-de-novembro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2011\/11\/10\/todos-na-greve-geral-de-24-de-novembro\/","title":{"rendered":"Todos na greve geral de 24 de novembro!"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\"><strong>Editorial do <em>Ruptura<\/em> de Novembro 2011<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">\u00c0 conta da chamada \u201ccrise\u201d, o governo de Passos Coelho\/Paulo Portas aprovou a maior ofensiva contra os sal\u00e1rios, as pens\u00f5es de reforma e os direitos dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o. Os cortes nos servi\u00e7os de sa\u00fade e no ensino p\u00fablico, a subida de todos os impostos e taxas (na alimenta\u00e7\u00e3o, na habita\u00e7\u00e3o, nas portagens das estradas), o brutal aumento dos transportes, da eletricidade e do g\u00e1s, a par do roubo de 2 sal\u00e1rios (13o e subs\u00eddio de Natal) e da maior diminui\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios mensais da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, afetando milh\u00f5es de trabalhadores, s\u00e3o motivos de indigna\u00e7\u00e3o e revolta popular.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Como se este brutal ataque n\u00e3o bastasse, os capitalistas e banqueiros querem mais e aproveitam a ocasi\u00e3o para exigir altera\u00e7\u00f5es nas leis laborais para permitir o despedimento sem justa causa e reduzir a quase nada as indemniza\u00e7\u00f5es para os trabalhadores despedidos. Da parte do governo estas altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem acolhidas e ainda agravadas com uma menor dura\u00e7\u00e3o para o subs\u00eddio de desemprego, como se fosse f\u00e1cil encontrar trabalho num pa\u00eds que j\u00e1 tem perto de 1 milh\u00e3o de desempregados.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 de profunda indigna\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o pobre e trabalhadora, e os ricos continuam a ficar cada vez mais ricos, dentro e fora do governo. \u00c9 tempo desta indigna\u00e7\u00e3o se transformar em revolta. E o dia de Greve Geral convocado para 24 de Novembro \u00e9 mais uma oportunidade de trazermos \u00e0 rua a nossa revolta pelo roubo que est\u00e3o a fazer-nos, querendo que sejamos n\u00f3s todos a pagar uma d\u00edvida que foi utilizada pelos capitalistas e seus governos para encherem os seus cofres e contas banc\u00e1rias e continuarem a viver que nem reis enquanto milh\u00f5es de trabalhadores e pensionistas passam por situa\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Esta d\u00edvida n\u00e3o \u00e9 nossa e por isso devemos exigir a imediata suspens\u00e3o do seu pagamento, tal como foi votado na manifesta\u00e7\u00e3o de 15 de Outubro, na assembleia popular que reuniu milhares de manifestantes em Lisboa e ocupou a escadaria do Parlamento, em S\u00e3o Bento.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">O dia 24 de Novembro ser\u00e1 o dia em que milh\u00f5es de trabalhadores ir\u00e3o participar na Greve Geral, nas empresas e servi\u00e7os, mas tamb\u00e9m na rua em concentra\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es. Neste sentido, a manifesta\u00e7\u00e3o para esse dia convocada pelos movimentos que organizaram o 15 de Outubro em Lisboa dever\u00e1 ser a manifesta\u00e7\u00e3o unificadora das indigna\u00e7\u00f5es dos trabalhadores de v\u00e1rios sectores, dos prec\u00e1rios, dos desempregados e da juventude estudantil. Ser\u00e1 tamb\u00e9m a express\u00e3o deste descontentamento que dar\u00e1 maior garantia de continuidade dos protestos e da luta at\u00e9 \u00e0 derrota da pol\u00edtica deste governo e da troika.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">A atual pol\u00edtica seguida por v\u00e1rios governos da Uni\u00e3o Europeia conduz a maior parte dos trabalhadores \u00e0 fome e \u00e0 pobreza, quer seja em Portugal, na Gr\u00e9cia, em Espanha ou na Irlanda. \u00c9 urgente combater esta pol\u00edtica e este tipo de UE ao servi\u00e7o do capital e que provocou a crise.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">Perante a crise que afeta a Europa, a resposta dos trabalhadores tamb\u00e9m tem de caminhar para ser unificada por toda a Europa. Se as velhas centrais sindicais e as esquerdas parlamentares n\u00e3o d\u00e3o resposta, o que \u00e9 preciso \u00e9 dar f\u00f4lego aos novos movimentos de contesta\u00e7\u00e3o que est\u00e3o a surgir pela Europa e pelo mundo e que podem assumir uma din\u00e2mica anticapitalista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial do Ruptura de Novembro 2011 \u00c0 conta da chamada \u201ccrise\u201d, o governo de Passos Coelho\/Paulo Portas aprovou a maior ofensiva contra os sal\u00e1rios, as pens\u00f5es de reforma e os direitos dos trabalhadores e da popula\u00e7\u00e3o. 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