{"id":549,"date":"2011-10-21T14:57:11","date_gmt":"2011-10-21T13:57:11","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2011\/10\/21\/sobre-o-pedido-de-mahmoud-abbas-na-onu-apoiamos-o-povo-palestino-contra-israel-e-o-imperialismo\/"},"modified":"2011-10-21T14:57:11","modified_gmt":"2011-10-21T13:57:11","slug":"sobre-o-pedido-de-mahmoud-abbas-na-onu-apoiamos-o-povo-palestino-contra-israel-e-o-imperialismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2011\/10\/21\/sobre-o-pedido-de-mahmoud-abbas-na-onu-apoiamos-o-povo-palestino-contra-israel-e-o-imperialismo\/","title":{"rendered":"Sobre o pedido de Mahmoud Abbas na ONU: Apoiamos o povo palestiniano contra Israel e o imperialismo"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, apresentou \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) o pedido de reconhecimento de um Estado palestiniano (com as fronteiras pr\u00e9vias \u00e0 guerra de 1967) e o direito a ocupar um assento permanente na Assembleia Geral deste organismo.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">O pedido gerou uma crise na ONU porque, acompanhando a negativa intransigente do governo israelita de Benjamin Netanyahu a realizar esse debate, Barack Obama anunciou que o seu pa\u00eds vetar\u00e1 a an\u00e1lise do pedido na Assembleia Geral caso consiga os votos necess\u00e1rios no Conselho de Seguran\u00e7a. Este Conselho tem 15 membros: 10 s\u00e3o rotativos e mudam a cada dois anos e cinco s\u00e3o fixos (EUA, Inglaterra, Fran\u00e7a, R\u00fassia e China), com direito a veto. Para um tema ir \u00e0 Assembleia, \u00e9 necess\u00e1rio obter nove votos no Conselho e n\u00e3o ser vetado.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;<strong>O contexto atual<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Por que um agente de Israel e do imperialismo como Abbas gera uma situa\u00e7\u00e3o em que aparece enfrentando-os ainda que seja no terreno diplom\u00e1tico? Por que o governo de Netanyahu se op\u00f5e terminantemente a essa vota\u00e7\u00e3o? Por que o governo de Obama, que at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo \u201cflertava\u201d com a proposta de cria\u00e7\u00e3o de um Estado palestiniano com as fronteiras de 1967, agora se op\u00f5e? Finalmente, qual deve ser a posi\u00e7\u00e3o dos revolucion\u00e1rios ante o pedido de Abbas?<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Para responder a essas perguntas, \u00e9 necess\u00e1rio analisar dois processos do contexto em que se produz este pedido. Em primeiro lugar, a profunda onda revolucion\u00e1ria que percorre o mundo \u00e1rabe e que avan\u00e7ou com muita for\u00e7a entre o povo palestiniano. Isso se expressa nas mobiliza\u00e7\u00f5es nos territ\u00f3rios da ANP (Gaza e Cisjord\u00e2nia) e, especialmente, na luta dos exilados que vivem nos pa\u00edses fronteiri\u00e7os com Israel e que, em maio, marcharam para as fronteiras israelitas e atravessaram-nas, reivindicando o direito de retornar e recuperar o hist\u00f3rico territ\u00f3rio palestino.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Em segundo lugar, o Estado de Israel (um enclave colonial e militar imperialista) vive hoje o maior isolamento e a maior crise de sua hist\u00f3ria, como resultado da combina\u00e7\u00e3o entre a sua pol\u00edtica abertamente racista e genocida contra os palestinianos, o desenvolvimento da revolu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe e as contradi\u00e7\u00f5es que come\u00e7am a surgir entre a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o judia israelita.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Suas fronteiras, que antes eram mais seguras devido aos acordos expl\u00edcitos ou impl\u00edcitos com os governos \u00e1rabes, hoje est\u00e3o amea\u00e7adas pela revolu\u00e7\u00e3o. No Egito, caiu o governo de Mubarak (um grande aliado). Agora, a junta militar deve transpor uma revolu\u00e7\u00e3o (h\u00e1 pouco, milhares de eg\u00edpcios enfurecidos tomaram a embaixada israelita) e se viu obrigada a abrir a passagem de Rafah para a Faixa de Gaza. A S\u00edria incendeia-se com a luta contra o regime dos Assad. Para piorar as coisas, a Turquia, tradicional aliada de Israel no mundo mu\u00e7ulmano, rompeu rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas devido ao ataque israelita \u00e0 Flotilha da Liberdade, que levava alimentos e medicamentos para Gaza, e resultou na morte de nove turcos.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;<strong>O porqu\u00ea das posi\u00e7\u00f5es <\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Reiteradamente, denunciamos que Abbas e a dire\u00e7\u00e3o da Fatah transformaram-se, desde os Acordos de Oslo e da cria\u00e7\u00e3o da ANP, em agentes de Israel e do imperialismo dentro do povo palestiniano e na express\u00e3o de uma burguesia palestiniana corrupta. Mantemos esta defini\u00e7\u00e3o na sua totalidade. Ao desprest\u00edgio pol\u00edtico provocado por esta trai\u00e7\u00e3o (o que j\u00e1 se expressou na perda da Faixa de Gaza para o controle do Hamas) somou-se a eclos\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe e a sua express\u00e3o entre o povo palestiniano. Sem nada para oferecer, estavam amea\u00e7ados de ficar sem nenhuma margem de a\u00e7\u00e3o e com o risco de serem varridos do caminho da luta contra Israel.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Por isso, Abbas come\u00e7ou a tentar reposicionar-se. Assinou, em maio deste ano, o \u201cacordo de reconcilia\u00e7\u00e3o\u201d com o Hamas e apresentou na ONU, contra a opini\u00e3o de Israel e do imperialismo, o pedido de reconhecimento do Estado palestiniano. A jogada come\u00e7a a dar resultados para Abbas, pelo menos na Cisjord\u00e2nia: milhares de palestinianos festejaram o seu pedido nas ruas e, quando voltou, ele foi recebido com grande entusiasmo. Isto \u00e9, para continuar sendo agente de Israel e do imperialismo, com verdadeiro peso popular e n\u00e3o ser varrido pela mobiliza\u00e7\u00e3o, Abbas precisou fazer uma jogada t\u00e1tica que os enfrenta no terreno diplom\u00e1tico.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">No caso do governo de Netanyahu, este sabe que, no futuro, possivelmente dever\u00e1 aceitar a abertura de negocia\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o de um Estado palestiniano. Mas quer adiar esta negocia\u00e7\u00e3o ao m\u00e1ximo, para chegar nas melhores condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, depois de completar o seu plano de \u201cjudaizar\u201d Jerusal\u00e9m, apropriar-se do m\u00e1ximo de terra poss\u00edvel da Cisjord\u00e2nia e derrotar o Hamas em Gaza.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Ao mesmo tempo, hoje Netanyahu n\u00e3o pode aceitar esse debate e essas negocia\u00e7\u00f5es porque isso representaria a explos\u00e3o de sua coliga\u00e7\u00e3o governante e a rutura da alian\u00e7a com os setores mais de direita de seu governo, como o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Avigdor Lieberman, e seu partido, Yisrael Beytenu, express\u00e3o dos imigrantes russos que ocupam as col\u00f3nias na Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Por outro lado, o governo de Obama tenta responder a uma situa\u00e7\u00e3o de correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as mundial e regional desfavor\u00e1vel para o imperialismo, marcada pela derrota no Iraque e a poss\u00edvel derrota no Afeganist\u00e3o, que foi intensificada pela revolu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe e pelas mobiliza\u00e7\u00f5es do povo palestiniano. Tenta faz\u00ea-lo atrav\u00e9s de pactos e negocia\u00e7\u00f5es que buscam defender os interesses estrat\u00e9gicos norte-americanos.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Na Palestina, Obama tenta desativar a \u201cbomba-rel\u00f3gio\u201d ativada (ou pelo menos postergar a sua explos\u00e3o). Por isso, durante meses \u201cflertou\u201d com a proposta de abrir negocia\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o do mini-Estado palestiniano e pressionou o governo de Netanyahu para que as aceitasse e fizesse algumas concess\u00f5es (reduzir as col\u00f3nias na Cisjord\u00e2nia ou o fim do bloqueio \u00e0 Gaza) que tornassem as negocia\u00e7\u00f5es \u201cplaus\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;A negativa inflex\u00edvel do governo de Netanyahu impediu toda alternativa t\u00e1tica e obrigou-o a apoiar a posi\u00e7\u00e3o de seu \u201caliado estrat\u00e9gico\u201d na regi\u00e3o. Com isso, o governo de Obama se desgasta ainda mais, porque aparece claramente como \u201cigual\u201d a Israel, sem nenhuma possibilidade de se oferecer como \u201cmediador\u201d ou \u201cavalista\u201d de uma negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;<strong>Os \u201cdois Estados\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;A proposta apresentada por Abbas despertou grande simpatia e expectativas no mundo \u00e1rabe, no povo palestiniano e em todos os que simpatizam com sua causa. \u00c9 natural que, apesar de seu car\u00e1ter restrito, ap\u00f3s tantos anos de sofrimento e de n\u00e3o contar com o seu pr\u00f3prio pa\u00eds, a cria\u00e7\u00e3o de um mini-Estado palestiniano seja vista n\u00e3o como a \u201csolu\u00e7\u00e3o ideal e mais justa\u201d, mas, pelo menos, como um passo \u00e0 frente, um ponto de apoio para continuar avan\u00e7ando.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;No entanto, \u00e9 preciso mostrar com clareza que essa proposta (express\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o dos \u201cdois Estados\u201d, um palestiniano e outro judeu) abandona a reivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do povo palestino de construir uma Palestina \u00danica, Laica, Democr\u00e1tica e N\u00e3o Racista em todo o seu territ\u00f3rio hist\u00f3rico. A proposta \u00e9 que esse Estado tenha as fronteiras anteriores \u00e0 guerra de 1967: um territ\u00f3rio compreendido por Gaza, Cisjord\u00e2nia e a parte leste de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Isto significa apenas um ter\u00e7o do territ\u00f3rio hist\u00f3rico. Neste sentido, a proposta:<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;1. Legitima a exist\u00eancia de Israel como enclave imperialista, a usurpa\u00e7\u00e3o dos dois ter\u00e7os do territ\u00f3rio palestiniano e a expuls\u00e3o de grande parte deste povo de seu pa\u00eds e de suas terras, sancionada pela ONU, com a cria\u00e7\u00e3o de Israel em 1948.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;2. Cria um Estado sem viabilidade econ\u00f3mica e sem nenhuma soberania militar: segundo a <em>Al-Jazeera<\/em>, Abbas teria aceitado que o novo Estado n\u00e3o possua For\u00e7as Armadas pr\u00f3prias e, inclusive, que as suas fronteiras sejam custodiadas por for\u00e7as militares da NATO.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;3. Divide definitivamente o povo palestino em tr\u00eas: os que vivem dentro das fronteiras de Israel, os que vivem nos territ\u00f3rios do futuro Estado e os cinco milh\u00f5es de exilados, que ver\u00e3o o seu direito a retornar liquidado, porque n\u00e3o ter\u00e3o nenhuma possibilidade de recuperar as terras que lhes foram roubadas, e o novo Estado palestiniano n\u00e3o lhes oferecer\u00e1 nenhuma possibilidade econ\u00f3mica nem de terra para que se radiquem ali.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;A cria\u00e7\u00e3o desse Estado n\u00e3o resolver\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o do povo palestiniano. Por isso, a LIT-QI continua reivindicando a palavra de ordem fundacional da OLP e afirma que \u00e9 necess\u00e1ria a destrui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel, como condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para que exista paz na regi\u00e3o, porque este \u00e9 um Estado genocida e um enclave-gendarme dos interesses imperialistas.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Afirmamos que Abbas, a Fatah e a ANP s\u00e3o uma dire\u00e7\u00e3o absolutamente entreguista, que trai as bandeiras hist\u00f3ricas de seu povo. Afirmamos tamb\u00e9m que a ONU \u00e9 um \u201cantro de bandidos\u201d que defende o imperialismo e Israel.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;<strong>Um direito democr\u00e1tico<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;No entanto, mesmo com todas as limita\u00e7\u00f5es da reivindica\u00e7\u00e3o de Abbas, hoje o imperialismo norte-americano e Israel n\u00e3o est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de fazer esta concess\u00e3o e se op\u00f5em categoricamente a ela. Votar isso na ONU seria uma derrota pol\u00edtica para eles.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Por isso, sem mudar nem um mil\u00edmetro a nossa posi\u00e7\u00e3o sobre os \u201cdois Estados\u201d nem sobre o car\u00e1ter da ONU, defendemos o direito democr\u00e1tico do povo palestino de exigir essa vota\u00e7\u00e3o na Assembleia Geral da ONU e vamos apoiar toda mobiliza\u00e7\u00e3o desse povo por essa exig\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;O que significa defender esse direito democr\u00e1tico? Vejamos um exemplo. A maioria do povo basco quer se separar do Estado espanhol e formar um pa\u00eds basco independente. N\u00f3s n\u00e3o concordamos com esta proposta e propomos aos trabalhadores e ao povo basco que lutem junto com os outros povos e trabalhadores da Espanha por uma Federa\u00e7\u00e3o de Rep\u00fablicas Socialista Ib\u00e9ricas, na qual os bascos tenham a sua autonomia. No entanto, defendemos o direito democr\u00e1tico do povo basco de separar-se da Espanha se assim o quiser.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Fazemos isso agora perante o centralismo imperialista madrilenho e o faremos se for conquistado um Estado oper\u00e1rio na pen\u00ednsula, tal como os bolcheviques respeitaram esse direito dos finlandeses, depois de formada a URSS.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;O caso palestiniano \u00e9 diferente. N\u00e3o se trata de uma nacionalidade oprimida no \u00e2mbito de um Estado plurinacional opressor, mas, sim, de um povo cujo territ\u00f3rio foi usurpado. Por isso, reivindicamos e apoiamos o seu direito de recuperar todo o seu territ\u00f3rio. Mas a analogia \u00e9 v\u00e1lida porque, mesmo que n\u00e3o concordemos com a solu\u00e7\u00e3o dos \u201cdois Estados\u201d, defendemos o seu direito de recuperar o seu territ\u00f3rio, mesmo que seja apenas uma parte dele. E, fundamentalmente, defendemos o direito ao reconhecimento da na\u00e7\u00e3o palestiniana de ocupar um lugar permanente inclusive nesse \u201cantro de bandidos\u201d que \u00e9 a ONU.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Mas tamb\u00e9m queremos dialogar com um setor da vanguarda palestina que vem lutando contra Abbas e a ANP e faz duras cr\u00edticas ao Hamas, ao mesmo tempo em que reivindica a constru\u00e7\u00e3o de um Estado palestiniano \u00fanico em todo o territ\u00f3rio hist\u00f3rico e prop\u00f5e a destrui\u00e7\u00e3o de Israel. Agora, baseada nessas posi\u00e7\u00f5es, op\u00f5e-se \u00e0 vota\u00e7\u00e3o na ONU e considera que, caso ocorra, ser\u00e1 uma derrota do povo palestiniano e um triunfo de Israel e do imperialismo.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Concordamos com essa vanguarda em v\u00e1rias quest\u00f5es de fundo, que se expressaram em toda a recente luta palestiniana. Mas achamos que essa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 um erro. Nas atuais condi\u00e7\u00f5es, se a vota\u00e7\u00e3o for realizada n\u00e3o ser\u00e1 um triunfo de Israel e do imperialismo, e, sim, uma derrota pol\u00edtico-diplom\u00e1tica que os enfraqueceria.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;Por isso, estamos a favor da derrota da posi\u00e7\u00e3o dos EUA e de Israel de que n\u00e3o haja vota\u00e7\u00e3o na Assembleia, porque essa derrota refor\u00e7ar\u00e1 o esp\u00edrito de luta do povo palestiniano e das massas \u00e1rabes e enfraquecer\u00e1, relativamente, os seus inimigos.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\">&nbsp;No entanto, insistimos: n\u00e3o ser\u00e1 a partir da ONU e de suas resolu\u00e7\u00f5es que se conseguir\u00e1 a vit\u00f3ria palestina. Esse triunfo chegar\u00e1 atrav\u00e9s da continuidade e do aprofundamento de suas lutas e a das massas \u00e1rabes pela bandeira original da antiga OLP: a luta pela destrui\u00e7\u00e3o do Estado de Israel e a constru\u00e7\u00e3o de um Estado Palestiniano laico, democr\u00e1tico e n\u00e3o racista, em todo o territ\u00f3rio hist\u00f3rico da Palestina.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;\"><strong>&nbsp;Liga Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (LIT-QI)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, apresentou \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) o pedido de reconhecimento de um Estado palestiniano (com as fronteiras pr\u00e9vias \u00e0 guerra de 1967) e o direito a ocupar um assento permanente na Assembleia Geral deste organismo. O pedido gerou uma crise na ONU porque, acompanhando a negativa intransigente do governo israelita de Benjamin Netanyahu a realizar esse debate, Barack Obama anunciou que o seu pa\u00eds vetar\u00e1 a an\u00e1lise do pedido na Assembleia Geral caso consiga os votos necess\u00e1rios no Conselho de Seguran\u00e7a. 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