{"id":3972,"date":"2021-09-30T13:08:24","date_gmt":"2021-09-30T12:08:24","guid":{"rendered":"http:\/\/mas.org.pt\/?p=3972"},"modified":"2021-09-30T13:13:31","modified_gmt":"2021-09-30T12:13:31","slug":"autarquicas-2021-ps-castigado-be-e-cdu-pagam-caro-e-lisboa-insufla-a-direita","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2021\/09\/30\/autarquicas-2021-ps-castigado-be-e-cdu-pagam-caro-e-lisboa-insufla-a-direita\/","title":{"rendered":"Aut\u00e1rquicas 2021: PS castigado, BE e CDU pagam caro e Lisboa insufla a direita"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A t\u00f3nica dos resultados aut\u00e1rquicos acabou marcada pela inesperada vit\u00f3ria da coliga\u00e7\u00e3o de direita, capitaneada por PSD\/CDS-PP, em Lisboa. <\/strong>Este resultado, \u00e9 uma dura derrota para o PS, acabando mesmo por ofuscar o facto de este n\u00e3o ter deixado de ser o partido mais votado (cerca de 1,7 milh\u00f5es de votos \u2013 mais 21.000 votos que a coliga\u00e7\u00e3o de direita) e com mais c\u00e2maras conquistadas (149 c\u00e2maras, mais 35 que o PSD), a n\u00edvel nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vit\u00f3ria em Lisboa, pela coliga\u00e7\u00e3o de direita, \u00e9 acompanhada pela recupera\u00e7\u00e3o de um importante conjunto de c\u00e2maras, de onde se destacam Coimbra, Funchal, Barcelos e Portalegre, ficando o PSD com 114 c\u00e2maras e o CDS-PP com as 6 c\u00e2maras que j\u00e1 detinha. Para o PSD, este resultado, ultrapassa o n\u00famero de c\u00e2maras ganhas nas duas \u00faltimas aut\u00e1rquicas em que era liderado por Passos Coelho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c9 desta forma que, ao centro, se parece conformar uma esp\u00e9cie de empate pol\u00edtico em que PS ganha, mas n\u00e3o encontra motivos para festejar, por contrapartida da coliga\u00e7\u00e3o PSD\/CDS-PP que, n\u00e3o sendo a mais votada, consegue alcan\u00e7ar um resultado acima daquilo que era expect\u00e1vel, levantando o espectro de uma poss\u00edvel mudan\u00e7a de ciclo pol\u00edtico<\/strong>. No seguimento do resultado das \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es regionais dos A\u00e7ores e das recentes elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas, esta \u00e9 uma hip\u00f3tese sobre a qual devemos seriamente ponderar e actuar, sobretudo se, para al\u00e9m de PS e PSD\/CDS-PP, olharmos para os resultados dos restantes partidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c0 esquerda, CDU e BE sofrem importantes derrotas.<\/strong> <strong>A CDU, n\u00e3o deixa de ser a terceira for\u00e7a pol\u00edtica aut\u00e1rquica, mas perde 81.000 votos, a n\u00edvel nacional, registando o seu pior resultado<\/strong>. Nas \u00faltimas aut\u00e1rquicas tinha perdido 10 importantes c\u00e2maras. Agora, volta a perder mais 5 (sobretudo para o PS), entre as quais se destaca Loures. N\u00e3o consegue recuperar nenhuma das importantes c\u00e2maras que tinha perdido em 2017, de onde se destaca Almada e Barreiro. Mant\u00e9m \u00c9vora, por 300 votos face ao PS, e mesmo em Lisboa, onde a CDU afirma que a sua influ\u00eancia est\u00e1 a crescer, Jo\u00e3o Ferreira apenas consegue mais 1.500 votos que em 2017, conservando os 2 mandatos de que j\u00e1 dispunha. <strong>Quanto ao BE, perde cerca de 33.000 votos e passa de um total de 12 para 4 mandatos, a n\u00edvel nacional.<\/strong> O Porto, onde conquista 1 mandato, dever\u00e1 ser dos poucos elementos positivos destas aut\u00e1rquicas para o BE.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em sentido inverso, boa parte dos votos perdidos pelo \u201ccentr\u00e3o\u201d e suas coliga\u00e7\u00f5es (perdem perto de 250.000 votos, face a 2017) ou foram ganhos para a absten\u00e7\u00e3o ou ter\u00e3o sido conquistados pelo Chega e Iniciativa Liberal (IL).<\/strong> <strong>Estes dois partidos concorreram a elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas pela primeira vez, tendo o Chega conquistado cerca de 206.000 votos e o IL 64.000<\/strong>. Apesar de o Chega ficar longe daquilo a que se tinha proposto: \u201cser a terceira for\u00e7a pol\u00edtica aut\u00e1rquica\u201d, \u00e0 frente da CDU e do BE, e de ficar igualmente longe dos 500.000 votos, das Presidenciais, consegue ficar \u00e0 frente do BE, superando os melhores resultados deste \u00faltimo, a n\u00edvel nacional. J\u00e1 o IL, apesar de n\u00e3o ter conseguido conquistar nenhum mandato a n\u00edvel nacional, tem um primeiro resultado aut\u00e1rquico com alguma relev\u00e2ncia: aproximadamente metade dos votos do BE. <strong>Portanto, a extrema-direita demonstra capacidade eleitoral, tamb\u00e9m em aut\u00e1rquicas, elemento que n\u00e3o deve ser descurado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que revelam os resultados aut\u00e1rquicos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estes resultados imp\u00f5em uma reflex\u00e3o, com consequ\u00eancias para o conjunto do pa\u00eds. A primeira considera\u00e7\u00e3o que se imp\u00f5e \u00e9 que, apesar de se manter como o partido mais votado, o PS \u00e9 evidentemente castigado nestas elei\u00e7\u00f5es<\/strong>. Para al\u00e9m de perder Lisboa, perde um total de 12 c\u00e2maras e as candidaturas aut\u00f3nomas do PS perdem perto de 250.000 votos, a n\u00edvel nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 em Lisboa, o PS, mesmo coligado com o Livre, perde cerca de 25.000 votos, face a 2017. A mudan\u00e7a sociol\u00f3gica da base eleitoral do PS e da esquerda, em Lisboa, \u00e9 um factor pertinente, fruto de uma pol\u00edtica, nacional e municipal, desastrosa, virada para o turismo e especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria que empurrou uma parte da sua base eleitoral para fora da cidade, mas n\u00e3o explica o fundamental. Se assim fosse, como explicamos que o executivo da CML continue a ser composto por uma maioria do PS, CDU e BE? <strong>O problema \u00e9 mais profundo e n\u00e3o se resume a Lisboa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os resultados aut\u00e1rquicos deixam transparecer um desgaste do PS, a n\u00edvel local e nacional, superior ao temos vindo a caracterizar e com evidentes consequ\u00eancias para o Governo<\/strong>. O Governo PS est\u00e1 desgastado, depois de 18 meses de uma pandemia mundial que exigiu uma resposta di\u00e1ria. Se \u00e9 verdade que o Governo PS conseguiu ir gerindo com relativo sucesso a crise pand\u00e9mica, n\u00e3o \u00e9 menos verdade que importantes erros se foram acumulando, aos quais se junta o insuficiente refor\u00e7o dos servi\u00e7os p\u00fablicos e dos apoios a trabalhadores e pequenos neg\u00f3cios. <strong>Vivendo num pa\u00eds entregue ao turismo e \u00e0 especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e tendo sido precisamente estes dos sectores mais afectados, \u00e9 de esperar que a insatisfa\u00e7\u00e3o face ao Governo PS tenha aumentado, sobretudo entre as classes m\u00e9dias e pequenos neg\u00f3cios, sem excluir as classes mais baixas<\/strong>. Ainda para mais quando sabemos que Portugal foi dos pa\u00edses que menos gastou com apoios no combate aos efeitos da pandemia, a n\u00edvel europeu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os maiores beneficiados da pandemia s\u00e3o precisamente as grandes empresas que, \u00e0 boleia das leis laborais deixadas pela Troika e nunca revertidas pelo PS, aproveitam para despedir em barda: Galp, Santander, BCP, Saint-Gobain Sekurit, Efacec, etc. Nem a TAP, sob interven\u00e7\u00e3o estatal, escapou a milhares de despedimentos<\/strong>. Durante a campanha aut\u00e1rquica, Ant\u00f3nio Costa bem tentou, oportunisticamente, distanciar-se dos despedimentos destas grandes empresas, denunciando o despedimento da Galp, em Matosinhos, mas o tiro saiu-lhe pela culatra. Este epis\u00f3dio pode mesmo ter sido o melhor retrato das elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A segunda conclus\u00e3o \u00e9 a de que o desgaste do Governo PS \u00e9 extens\u00edvel a CDU e BE, uma vez que o t\u00eam apoiado<\/strong>. H\u00e1 6 nos atrelados ao PS, sem um vislumbre de projecto alternativo, sem conformarem uma oposi\u00e7\u00e3o digna desse nome, sem uma perspectiva de futuro para o pa\u00eds que n\u00e3o seja a anual negocia\u00e7\u00e3o or\u00e7amental, sem uma estrat\u00e9gia de mobiliza\u00e7\u00e3o social em torno de uma verdadeira melhoria das nossas condi\u00e7\u00f5es de vida, BE e CDU pagam caro. As ruas est\u00e3o \u00e0 merc\u00ea da extrema-direita e de pequenos grupos lun\u00e1ticos que as v\u00e3o ocupando. <strong>A esquerda parlamentar tem contribu\u00eddo para a desmoraliza\u00e7\u00e3o e desmobiliza\u00e7\u00e3o da sua base social de apoio que, ora foge para o PS, ora se entrega \u00e0 absten\u00e7\u00e3o. Por arrasto, toda a esquerda acaba por pagar o pre\u00e7o da pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o do BE e CDU com o PS<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estes s\u00e3o os elementos de fundo pelos quais PS, BE e CDU s\u00e3o castigados nestas elei\u00e7\u00f5es<\/strong>. A precariedade, os problemas de habita\u00e7\u00e3o, o fraco investimento nos servi\u00e7os p\u00fablicos e os baixos sal\u00e1rios est\u00e3o por resolver, h\u00e1 6 anos, por um Governo que se diz de esquerda. E n\u00e3o h\u00e1 perspectivas de que tais problemas se venham a resolver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em terceiro lugar, com esta pol\u00edtica, o desgaste teria de chegar em algum momento e parece que quem o capitaliza, infelizmente, \u00e9 a direita e extrema-direita que, por falta de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 esquerda, se conseguem colocar como a \u00fanica oposi\u00e7\u00e3o existente<\/strong>. H\u00e1 quem se esforce por distorcer esta rela\u00e7\u00e3o e afirme que a esquerda n\u00e3o tem qualquer responsabilidade no crescimento da extrema-direita. No entanto, ela revela-se, um pouco mais, todos os dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O quarto elemento importante \u00e9 que, por contradit\u00f3rio que seja, a direita tradicional supera as suas pr\u00f3prias expectativas, mas mant\u00e9m os elementos de crise e reorganiza\u00e7\u00e3o dos seus sectores mais reaccion\u00e1rios<\/strong>. Em Lisboa, por exemplo, Moedas n\u00e3o criou nenhuma onda de apoio que fizesse prever a vit\u00f3ria. Moedas \u00e9 um candidato pouco carism\u00e1tico; que entrou, v\u00e1rias vezes, em contradi\u00e7\u00e3o com as pol\u00edticas de que fez parte, durante o Governo Passos Coelho; e que se apresentou como mero negativo das pol\u00edticas de Medina, chegando mesmo a utilizar o falso espantalho do \u201csocialismo\u201d, \u00e0 boa maneira da extrema-direita. A sua campanha pol\u00edtica foi fraca, sem qualquer vis\u00e3o de futuro. Para o confirmar, verifiquemos os resultados absolutos: apesar de aparecer com uma coliga\u00e7\u00e3o de direita, que juntou 5 partidos, Moedas conseguiu apenas mais 2.800 votos quando comparada com as duas candidaturas de PSD e de CDS-PP\/MPT\/PPM, de 2017. Para al\u00e9m disso, actualmente, Moedas consegue apenas mais 2.300 votos que Medina, quando este, conforme j\u00e1 referido, perdeu cerca de 25.000 votos. Podemos ainda acrescentar a aproxima\u00e7\u00e3o desesperada de PSD\/CDS-PP \u00e0 pol\u00edtica da extrema-direita, seja atrav\u00e9s do discurso de \u00f3dio racista e da pol\u00edtica do policiamento, seja atrav\u00e9s da persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 suposta \u201csubsidiodepend\u00eancia\u201d, seja pelo recurso a candidatos acabados de sair de populares programas televisivos, tal como Suzana Garcia, na Amadora, cujos resultados deixaram muito a desejar. <strong>PSD\/CDS-PP beneficiam, portanto, mais do desgaste pol\u00edtico e soberba do PS que do seu pr\u00f3prio m\u00e9rito. Reflexo disso, s\u00e3o os consider\u00e1veis resultados da extrema-direita.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos, duas direc\u00e7\u00f5es fragilizadas, procurar\u00e3o agora retirar todos os dividendos deste resultado, extrapolando-os a n\u00edvel nacional e mantendo os seus aparatos internos o mais est\u00e1veis poss\u00edvel<\/strong>. No entanto, \u00e9 preciso manter as devidas dist\u00e2ncias entre elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas e legislativas. Assun\u00e7\u00e3o Cristas foi precisamente v\u00edtima de uma vertigem semelhante, nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas e legislativas. \u00c9 necess\u00e1rio ter em conta a popularidade que o Governo PS vai demonstrando. Assim como \u00e9 necess\u00e1rio perceber como \u00e9 que Moedas vai governar a cidade de Lisboa, uma vez que PSD e PS t\u00eam, ambos, 7 mandatos cada, e que os restantes 3 mandatos foram atribu\u00eddos \u00e0 CDU e BE.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estaremos na presen\u00e7a de uma mudan\u00e7a de ciclo pol\u00edtico?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A disjuntiva que as elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas levantam \u00e9 a seguinte: pode vir a reproduzir-se um governo nacional composto pela direita e extrema-direita, semelhante ao governo regional dos A\u00e7ores? Ou, estamos na presen\u00e7a de um mero percal\u00e7o aut\u00e1rquico do PS, n\u00e3o estando em causa um novo Governo PS?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O impressionismo n\u00e3o \u00e9 bom conselheiro, pelo que, neste momento, desaconselha-se uma resposta categ\u00f3rica a esta disjuntiva. Sob o espectro de uma crise social e econ\u00f3mica, ainda muitos elementos da realidade se podem alterar e amadurecer. O resultado aut\u00e1rquico destabilizar\u00e1 o PS a ponto de o seu aparente desgaste se acelerar? A direita tradicional conseguir\u00e1 superar a sua crise? BE e CDU continuar\u00e3o a apoiar o PS, deixando a oposi\u00e7\u00e3o entregue \u00e0 direita e extrema-direita? A mobiliza\u00e7\u00e3o social da classe trabalhadora assumir\u00e1 maior protagonismo na situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Embora o PS pare\u00e7a sair relativamente prestigiado do combate \u00e0 pandemia, disponha de uma \u201cbazuca\u201d para implementar e tendo sido o partido mais votado nas aut\u00e1rquicas, o seu resultado demonstra que a pol\u00edtica seguida at\u00e9 aqui est\u00e1 sob escrut\u00ednio e pode ter atingido os seus limites. Por outro lado, neste momento, o resultado aut\u00e1rquico contribui para que as condi\u00e7\u00f5es de um poss\u00edvel governo da direita e extrema-direita sejam mais favor\u00e1veis que antes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se assim for, o que \u00e9 que BE e CDU ir\u00e3o fazer? Continuar atrelados ao PS? Est\u00e1 visto que os mais penalizados por esta pol\u00edtica, s\u00e3o os pr\u00f3prios. <strong>\u00c9 fundamental que BE e CDU rompam definitivamente com a pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o com o PS. As elei\u00e7\u00f5es regionais dos A\u00e7ores e as presentes elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas de Lisboa s\u00e3o importantes avisos daquilo que pode vir a acontecer a n\u00edvel nacional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c9 preciso retomar uma pol\u00edtica exigente face ao Governo PS, que melhore efectivamente as nossas condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho. O PRR j\u00e1 est\u00e1 a avan\u00e7ar, mas a esquerda decidiu alhear-se da sua implementa\u00e7\u00e3o. Para que vai servir tanto dinheiro? Vai servir para uma transforma\u00e7\u00e3o produtiva do pa\u00eds, emprego com direitos e sustentabilidade ambiental? Uma esquerda exigente ser\u00e1 fundamental para que assim seja. O MAS est\u00e1 disposto a ajudar na sua constru\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A t\u00f3nica dos resultados aut\u00e1rquicos acabou marcada pela inesperada vit\u00f3ria da coliga\u00e7\u00e3o de direita, capitaneada por PSD\/CDS-PP, em Lisboa. Este resultado, \u00e9 uma dura derrota para o PS, acabando mesmo por ofuscar o facto de este n\u00e3o ter deixado de ser o partido mais votado (cerca de 1,7 milh\u00f5es de votos \u2013 mais 21.000 votos que a coliga\u00e7\u00e3o de direita) e com mais c\u00e2maras conquistadas (149 c\u00e2maras, mais 35 que o PSD), a n\u00edvel nacional. 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