{"id":377,"date":"2010-12-31T00:53:02","date_gmt":"2010-12-30T23:53:02","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2010\/12\/31\/greve-geral-europeia-ja\/"},"modified":"2010-12-31T00:53:02","modified_gmt":"2010-12-30T23:53:02","slug":"greve-geral-europeia-ja","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2010\/12\/31\/greve-geral-europeia-ja\/","title":{"rendered":"Greve Geral Europeia J\u00e1!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-376\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/ggeral-frana.jpg?resize=281%2C179\" style=\"float: right;\" width=\"281\" height=\"179\" \/> Como se v\u00ea pela tabela no final do texto, a guerra social dos planos de austeridade, ajuste ou PEC&#8217;s alastra por todo o continente e com receitas muito semelhantes. Todos eles se constroem e aplicam segundo os ditames da Uni\u00e3o Europeia, ansiosa para que as d\u00edvidas soberanas \u00e0 banca&nbsp; (sobretudo a francesa e a alem\u00e3) possam ser pagas a tempo e horas. Todos eles exigem aos trabalhadores do continente que paguem a factura dos 700 000 milh\u00f5es de euros que foram desbaratados dos or\u00e7amentos p\u00fablicos para acudir aos bancos quando estes estavam \u00e0 beira do colapso. Todos eles respondem \u00e0 necessidade de recuperar lucro do grande capital europeu, sedento de desmantelar o que resta do bem-estar dos trabalhadores que o alimentam, impondo um retrocesso hist\u00f3rico que nos traga de volta \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida dos nossos av\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A resist\u00eancia que come\u00e7ou h\u00e1 cerca de um ano atr\u00e1s na Gr\u00e9cia com uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es e greves gerais alastrou e pode-se dizer que a Europa, mais do que nunca nos \u00faltimos tempos, est\u00e1 hoje a ferro e fogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Em Fran\u00e7a come\u00e7a em Setembro uma monumental mobiliza\u00e7\u00e3o contra os planos do governo Sarkozy de aumentar a idade de reforma, com mais de um m\u00eas de greves muito participadas nas refinarias, transportes e outros sectores que praticamente pararam o pais.&nbsp; Tr\u00eas milh\u00f5es e meio de pessoas nas ruas em centenas de manifesta\u00e7\u00f5es e quase mil escolas secund\u00e1rias encerradas pelos alunos, que sairam \u00e0 luta temendo que no futuro lhes sobre ainda menos emprego se os mais velhos forem obrigados a trabalhar at\u00e9 mais tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em It\u00e1lia, come\u00e7aram por ser os metal\u00fargicos e mais tarde gigantes grupos de diversos oper\u00e1rios &#8211; cerca de meio milh\u00e3o &#8211; que sairam \u00e0s ruas de Roma no dia 16 de Outubro. Mas ultimamente t\u00eam sido os estudantes e investigadores universit\u00e1rios, que em resposta aos planos do governo de deixar as universidades sem fundos, precarizando investigadores e abrindo as portas \u00e0 rapina dos privados, se t\u00eam empenhado numa luta radicalizada com vista \u00e0 derrota do projecto de Berlusconi e companhia. Entre ocupa\u00e7\u00f5es de in\u00fameras escolas e faculdades, pontes ou at\u00e9 a C\u00e2mara Municipal de Turim, no final de Novembro dava-se uma verdadeira batalha nas ruas de Roma, inclusivamente com uma tentativa de invas\u00e3o do Senado italiano.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/22_phg_italia.jpg\" height=\"276\" width=\"475\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em Espanha a 29 de Setembro e em Portugal a 24 de Novembro, participad\u00edssimas greves gerais com ambos os pa\u00edses paralisados. A 24 de Novembro, fazem-se em Madrid e Sevilha concentra\u00e7\u00f5es de solidariedade com a greve em Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mais recentemente, o maior foco tem estado no Reino Unido com os universit\u00e1rios a ver o governo de coliga\u00e7\u00e3o conservadores\/liberais-democratas a acenar com a triplica\u00e7\u00e3o do valor m\u00e1ximo das propinas para mais de 10500 euros! No dia 24 de Novembro Londres v\u00ea uma massa de 130000 estudantes e professores nas suas ruas, dando-se inclusivamente a ocupa\u00e7\u00e3o da sede do partido conservador. Pelo caminho, e com m\u00faltiplas faculdades ocupadas, d\u00e1-se a mega-manifesta\u00e7\u00e3o de 9 de Dezembro, data em que o parlamento vota a favor do aumento abrindo-se uma crise no governo, enquanto l\u00e1 fora os manifestantes enchiam as ruas de ru\u00eddo e protesto, acabando os futuros reis em fuga no seu Rolls-Royce com os vidros partidos pela f\u00faria dos estudantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A Europa vive o momento da verdade no qual se determinar\u00e1 o futuro de quem trabalha. Como se pode ver pela luta que grassa pelo continente, acabarmos a viver pior para satisfazer a gan\u00e2ncia dos patr\u00f5es e dos banqueiros n\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel, pois potencial de movimento n\u00e3o nos falta &#8211; \u00e9 s\u00f3 preciso que este seja canalizado para vencer. Antes de mais, h\u00e1 que ir muito al\u00e9m do programa m\u00ednimo de quem dirige as centrais sindicais, como Carvalho da Silva ao dizer que a greve geral apenas \u201cserve para castigar uma certa burguesia\u201d ou como Toxo e Mendez (Espanha) para \u201crecuperar o di\u00e1logo social\u201d. N\u00e3o, as greves e todos os demais instrumentos de luta de que dispomos servem acima de tudo para derrotar os ataques que nos querem fazer e n\u00e3o podemos desarmar enquanto isso n\u00e3o acontecer. Aprendamos uns com os outros as experi\u00eancias que mais hip\u00f3teses de sucesso nos trazem, como por exemplo as greves recondut\u00edveis em Fran\u00e7a: ao final do dia faz-se uma assembleia e vota-se a continuidade ou n\u00e3o da greve. Por \u00faltimo, se os planos da burguesia e governos europeus s\u00e3o coordenados e unificados, a nossa resposta tamb\u00e9m tem de o ser. A Confedera\u00e7\u00e3o Europeia de Sindicatos convocou a t\u00edmida jornada de luta de 15 de Dezembro que inclui apenas protestos pouco divulgados em alguns pa\u00edses e uma greve geral na Gr\u00e9cia. No mesmo sentido sentido, mas muito mais al\u00e9m e na perspectiva de que podemos ganhar, h\u00e1 que quebrar o isolamento e estabelecer uma coordena\u00e7\u00e3o internacional com base num programa claro contra os governos de turno exigindo a retirada dos planos de austeridade. J\u00e1 muitos em muitos s\u00edtios, dizem o bem alto o mesmo: fa\u00e7amos uma greve geral europeia!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table style=\"page-break-before: always; width: 975px;\" border=\"3\" bordercolor=\"#000000\" cellpadding=\"4\" cellspacing=\"0\">\n<colgroup>\n<col width=\"65\"><\/col>\n<col><\/col>\n<col width=\"182\"><\/col>\n<col><\/col>\n<col width=\"130\"><\/col>\n<col><\/col>\n<col width=\"180\"><\/col>\n<col><\/col>\n<col width=\"136\"><\/col>\n<col><\/col>\n<col width=\"227\"><\/col>\n<col><\/col>\n<\/colgroup>\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"6\" height=\"15\" valign=\"top\" width=\"961\">\n<p align=\"center\"><strong>LISTA DOS PRINCIPAIS CORTES POR PA\u00cdS<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr> <\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"65\">\n<p style=\"background: #000000;\">\u00a0<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"182\">\n<p>Funcion\u00e1rios p\u00fablicos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"130\">\n<p>Impostos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"180\">\n<p>Educa\u00e7\u00e3o e apoios sociais<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"136\">\n<p>Reformas e pens\u00f5es<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"227\">\n<p>Outros<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr> <\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"46\" width=\"65\">\n<p style=\"text-decoration: none;\"><strong>Portugal<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"182\">\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios acima dos 1500 euros de 3.5% a 10%<\/p>\n<p>&#8211; Congelamento dos sal\u00e1rios abaixo dos 1500 euros<\/p>\n<p>&#8211; Congelamento da progress\u00e3o na carreira<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"130\">\n<p>&#8211; Subida do IVA de 21% para 23%<\/p>\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o das dedu\u00e7\u00f5es fiscais (IRS) com sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e habita\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"180\">\n<p>&#8211; Cortes no abono de fam\u00edlia, no sus\u00eddio de desemprego e rendimento social de inser\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; Corte nas bolsas a universit\u00e1rios<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"136\">\n<p>&#8211; Subida da idade da reforma dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos para os 65 anos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"227\">\n<p>&#8211; Privatiza\u00e7\u00e3o de empresas p\u00fablicas e semi-p\u00fablicas como Galp, EDP, CTT, TAP ou REN<\/p>\n<p>&#8211; Corte massivo nas verbas do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade com redu\u00e7\u00e3o da comparticipa\u00e7\u00e3o de medicamentos e redu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento dos hospitais<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr> <\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"119\" width=\"65\">\n<p>Espanha<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"182\">\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de sal\u00e1rios na ordem dos 5%<\/p>\n<p>&#8211; Elimina\u00e7\u00e3o de 13000 postos de trabalho<\/p>\n<p>&#8211; Entrada das empresas de trabalho tempor\u00e1rio no recrutamento de trabalhadores para fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"130\">\n<p>-Subida do IVA de 16% para 18%<\/p>\n<p>&#8211; Subida do imposto sobre o tabaco em 28%<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"180\">\n<p>&#8211; Corte nos subs\u00eddios \u00e0 habita\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; Corte no abono de fam\u00edlia<\/p>\n<p>&#8211; Corte no subs\u00eddio aos desempregados de longo termo<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"136\">\n<p>&#8211; Congelamento das pens\u00f5es em 2011<\/p>\n<p>&#8211; Subida da idade de reforma dos 65 para os 67 anos<\/p>\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o do valor das reformas por invalidez<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"227\">\n<p>&#8211; Reforma do c\u00f3digo laboral com introdu\u00e7\u00e3o do despedimento preventivo (se uma empresa alegar futuros problemas de rentabilidade) e redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica das indemniza\u00e7\u00f5es aos despedidos (de 45 dias de sal\u00e1rio por cada ano de trabalho at\u00e9 um m\u00e1ximo total de 3 anos e meio de sal\u00e1rio, para 20 dias por ano at\u00e9 um m\u00e1ximo de 1 ano total)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr> <\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"41\" width=\"65\">\n<p>It\u00e1lia<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"182\">\n<p>&#8211; Congelamento de sal\u00e1rios durante os pr\u00f3ximos 3 anos e redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios at\u00e9 10% para os funcion\u00e1rios p\u00fablicos melhor remunerados<\/p>\n<p>&#8211; Admiss\u00e3o de apenas 1 trabalhador para cada 5 que se reformem ou terminem os seus contratos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"130\">\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"180\">\n<p>&#8211; Corte dr\u00e1stico no financiamento do estado \u00e0s Universidades p\u00fablicas<\/p>\n<p>&#8211; Congelamento da contrata\u00e7\u00e3o definitiva de investigadores<\/p>\n<p>&#8211; Entrada de privados nos Conselhos de Administra\u00e7\u00e3o das Universidades<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"136\">\n<p>&#8211; Aumento da idade da reforma em 6 meses para os que a atingirem a partir de 2011<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"227\">\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o de 13 mil milh\u00f5es de euros nas verbas para as autarquias e regi\u00f5es<\/p>\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos com a sa\u00fade em mais de 400 milh\u00f5es de euros<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr> <\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"41\" width=\"65\">\n<p>Reino Unido<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"182\">\n<p align=\"left\">\u2022 Cortes generalizados nos Minist\u00e9rios prev\u00eam que haja uma redu\u00e7\u00e3o de 500 mil empregos p\u00fablicos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"130\">\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"180\">\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o de cerca de 20% da despesa do estado na educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; Triplica\u00e7\u00e3o do valor da propina m\u00e1xima para \u00a39000 (mais de 10500 de euros)<\/p>\n<p>&#8211; Tectos para os apoios sociais das fam\u00edlias<\/p>\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o dos subs\u00eddios atribuidos \u00e0s crian\u00e7as e adolescentes pobres para transportes e alimenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"136\">\n<p>&#8211; Subida da idade de reforma para os 66 anos em 2020<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"227\">\n<p>&#8211; Refor\u00e7o do papel dos seguros privados no Sistema Nacional de Sa\u00fade<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr> <\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"44\" width=\"65\">\n<p>Gr\u00e9cia<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"182\">\n<p>&#8211; Corte de 5% a 20% nos sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos<\/p>\n<p>&#8211; Congelamanto de sal\u00e1rios e pens\u00f5es nos pr\u00f3ximos 3 anos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"130\">\n<p>&#8211; Subida do IVA de 19% para 23%<\/p>\n<p>&#8211; Aumento dos impostos sobre os combust\u00edveis, alcool e tabaco em 10%<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"180\">\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"136\">\n<p>&#8211; Subida da idade m\u00e9dia de reforma de reforma dos 61.4 para os 63.5 anos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"227\">\n<p>&#8211; Aboli\u00e7\u00e3o do 13\u00ba m\u00eas de sal\u00e1rio<\/p>\n<p>&#8211; Privatiza\u00e7\u00e3o dos caminhos-de-ferro, portos, correios e \u00e1gua<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr> <\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td height=\"54\" width=\"65\">\n<p>Irlanda<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"182\">\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos sal\u00e1rios na ordem dos 5%<\/p>\n<p>&#8211; Elimina\u00e7\u00e3o de 25000 postos de trabalho<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"130\">\n<p>&#8211; Subida progressiva do IVA de 21% para 24% em 2014<\/p>\n<p>&#8211; Aumento do pre\u00e7o dos combust\u00edveis em 4 c\u00eantimos por litro<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"180\">\n<p>&#8211; Corte de 7% no abono de fam\u00edlia<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"136\">\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o das reformas dos pensionistas da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica em 4%<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"227\">\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo em 12% (menos 1 euro por hora)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como se v\u00ea pela tabela no final do texto, a guerra social dos planos de austeridade, ajuste ou PEC&#8217;s alastra por todo o continente e com receitas muito semelhantes. Todos eles se constroem e aplicam segundo os ditames da Uni\u00e3o Europeia, ansiosa para que as d\u00edvidas soberanas \u00e0 banca&nbsp; (sobretudo a francesa e a alem\u00e3) possam ser pagas a tempo e horas. Todos eles exigem aos trabalhadores do continente que paguem a factura dos 700 000 milh\u00f5es de euros que foram desbaratados dos or\u00e7amentos p\u00fablicos para acudir aos bancos quando estes estavam \u00e0 beira do colapso. Todos eles respondem \u00e0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":376,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-377","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-europa"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/ggeral-frana.jpg?fit=281%2C179","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=377"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/376"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}