{"id":3371,"date":"2020-06-25T12:07:56","date_gmt":"2020-06-25T11:07:56","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2020\/06\/25\/quando-o-exemplo-nao-vem-de-cima-solidariedade-com-os-interpretes-precarios-do-parlamento-europeu\/"},"modified":"2020-06-25T12:07:56","modified_gmt":"2020-06-25T11:07:56","slug":"quando-o-exemplo-nao-vem-de-cima-solidariedade-com-os-interpretes-precarios-do-parlamento-europeu","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2020\/06\/25\/quando-o-exemplo-nao-vem-de-cima-solidariedade-com-os-interpretes-precarios-do-parlamento-europeu\/","title":{"rendered":"Quando o exemplo (n\u00e3o) vem &#8220;de cima&#8221; &#8211; Solidariedade com os int\u00e9rpretes prec\u00e1rios do Parlamento europeu"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"clear: both;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">O Parlamento europeu deveria ser a primeira institui\u00e7\u00e3o a respeitar os seus trabalhadores, mas n\u00e3o \u00e9 isso que acontece.  Na realidade, o Parlamento Europeu mant\u00e9m mais de 1500 int\u00e9rpretes <em>freelancers<\/em> prec\u00e1rios. S\u00e3o contratados quando o Parlamento precisa e ganham \u00e0 hora.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"clear: both;\">\u00a0<\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14pt;\"> <\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Em tempos de pandemia e de redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica na actividade do Parlamento, foram deixados completamente \u00e0 sua sorte, sem  qualquer tipo de rendimento de emerg\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14pt;\"> <\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Dia 17 de Junho manifestaram-se pela terceira vez na pra\u00e7a do Luxemburgo, em Bruxelas, pedindo apoio de emerg\u00eancia por estarem sem qualquer fonte de rendimento. A Comiss\u00e3o europeia cancelou os contratos com estes profissionais, cerca de 1 500, entre os quais mais de 50 portugueses.<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14pt;\"> <\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Estes contratos t\u00eam uma cl\u00e1usula de cancelamento at\u00e9 60 dias antes do dia do trabalho. A \u00fanica proposta que receberam da Comiss\u00e3o Europeia foi de um contrato com pagamento antecipado , o que na pr\u00e1tica equivaleria a um empr\u00e9stimo e que iria deixar de for a maior parte destes profissionais. Seria um valor de \u20ac1300 a compensar em 3 a 6 meses.<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14pt;\"> <\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">Manifestaram-se a primeira vez dia 3 de Junho, novamente a 10 e depois a 17. Nesta senda, emitiram um comunicado de imprensa onde explicitam a situa\u00e7\u00e3o e onde referem que representam mais de 50% do trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o que se faz no Parlamento. Aquilo que pedem \u00e9 que seja criada uma solu\u00e7\u00e3o ad-hoc que possibilite apoio de emerg\u00eancia n\u00e3o-reembols\u00e1vel como prev\u00ea a base jur\u00eddica do Parlamento.<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14pt;\"> <\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">O MAS denuncia este atentado cometido pelo pr\u00f3prio Parlamento Europeu contra o mais elementar direito dos trabalhadores a terem apoio em situa\u00e7\u00e3o de pandemia e desemprego, fruto da solidariedade apregoada pelas institui\u00e7\u00f5es europeias e est\u00e1 totalmente solid\u00e1rio com estes trabalhadores prec\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14pt;\"> <\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">As institui\u00e7\u00f5es europeias deviam envergonhar-se de deixar ao total abandono 1 500 trabalhadores em plena situa\u00e7\u00e3o de pandemia de Covid-19.<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14pt;\"> <\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\">At\u00e9 ao presente, nenhuma outra solu\u00e7\u00e3o foi avan\u00e7ada pelo Parlamento Europeu e os trabalhadores continuam sem qualquer apoio.<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 14pt;\"> <\/span> <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Refer\u00eancia: <\/em><\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-size: 10pt;\"><em> <\/em><\/span> <\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em><a target=\"_top\" href=\"https:\/\/www.luso.eu\/belgica\/5446-interpretes-freelancer-das-instituicoes-europeias-ainda-a-procura-de-uma-solucao.html?fbclid=IwAR0BhnsEdsdLbcbbpaaIvBAKcat4ixjYDjQzQwrxf7FY5iIVXdc__EhvznE\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.luso.eu\/belgica\/5446-interpretes-freelancer-das-instituicoes-europeias-ainda-a-procura-de-uma-solucao.html<\/a><\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Parlamento europeu deveria ser a primeira institui\u00e7\u00e3o a respeitar os seus trabalhadores, mas n\u00e3o \u00e9 isso que acontece. 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