{"id":3251,"date":"2019-11-06T12:30:58","date_gmt":"2019-11-06T11:30:58","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2019\/11\/06\/vem-participar-no-debate-sobre-ambiente-no-2o-forum-liberdade-e-pensamento-critico\/"},"modified":"2019-11-06T12:30:58","modified_gmt":"2019-11-06T11:30:58","slug":"vem-participar-no-debate-sobre-ambiente-no-2o-forum-liberdade-e-pensamento-critico","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2019\/11\/06\/vem-participar-no-debate-sobre-ambiente-no-2o-forum-liberdade-e-pensamento-critico\/","title":{"rendered":"Vem participar no debate sobre Ambiente, no 2\u00ba F\u00f3rum Liberdade e Pensamento Cr\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center; clear: both;\">\n<p>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o hoje debatidas por todo mundo.  O \u00faltimo relat\u00f3rio do IPCC alerta para os riscos que corremos  caso o aumento de temperatura ultrapasse os 1,5\u00bac. A partir daqui, tudo se torna imprevis\u00edvel e, possivelmente, chegaremos a um ponto de n\u00e3o retorno clim\u00e1tico. Os fen\u00f3menos metrol\u00f3gicos extremos ser\u00e3o cada vez mais regulares e colocar\u00e3o em risco a civiliza\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Se aqueles que poluem s\u00e3o, fundamentalmente, a China, EUA, e os principais pa\u00edses da UE, n\u00e3o s\u00e3o eles, para j\u00e1, a sofrer com as consequ\u00eancias de um sistema de produ\u00e7\u00e3o absolutamente predador da natureza. De acordo com o Centro de Monitoriza\u00e7\u00e3o de Deslocados Internos, no ano passado, 17 milh\u00f5es de pessoas foram obrigadas a sair dos seus territ\u00f3rios devido a desastres naturais e \u00e0 falta de \u00e1gua. Dos que s\u00e3o obrigados a fugir, a maioria s\u00e3o de regi\u00f5es pobres (\u00c1frica subsariana, \u00c1sia  e Am\u00e9rica Latina), que em nada contribu\u00edram para as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Como as mulheres s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo trabalho agr\u00edcola e t\u00eam a seu cargo as tarefas dom\u00e9sticas, s\u00e3o elas que s\u00e3o mais afetadas pelos fen\u00f3menos meteorol\u00f3gicos extremos causados pelas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Num mundo em que a \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e9 cada vez mais escassa, s\u00e3o as mulheres que se sacrificam, fazendo quil\u00f3metros, para conseguir suprir as necessidades familiares. A escassez de \u00e1gua e de alimentos vai igualmente afetar as popula\u00e7\u00f5es mais pobres e  as mulheres s\u00e3o a maioria dos pobres. Nos pr\u00f3ximos 30 anos, de acordo com v\u00e1rios estudos, h\u00e1 estimativas de que<strong> a migra\u00e7\u00e3o causada pelas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas possa andar entre os 140 a 200 milh\u00f5es de pessoas. Estamos confrontados com a maior crise colocada \u00e0 humanidade.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o estamos assim por mero infort\u00fanio. Nem pelos nossos comportamentos individuais.  H\u00e1 respons\u00e1veis para o estado a que chegamos. <strong>De acordo com a Oxfam, os 10% mais ricos produzem metade das emiss\u00f5es de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/strong> Os maiores bancos mundiais injetam mais dinheiro no setor petrol\u00edfero do que em qualquer outro setor da economia. Os nossos advers\u00e1rios s\u00e3o poderosos. Mas a \u00fanica forma de garantirmos a habitabilidade do nosso planeta \u00e9 dar-lhes um combate sem tr\u00e9guas.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a \u00e9 inadi\u00e1vel, n\u00e3o podemos esperar que sejam os governantes e as multinacionais a resolver um problema criado por eles, ao servi\u00e7o dos seus interesses econ\u00f3micos. O lucro \u00e9 a pedra angular de todo sistema de produ\u00e7\u00e3o. Aqueles que t\u00eam enriquecido com os combust\u00edveis f\u00f3sseis n\u00e3o ir\u00e3o, de livre e espont\u00e2nea vontade, descart\u00e1-los. Mesmo que o desastre se aproxime a uma velocidade vertiginosa.  Por isso precisamos de nos mobilizar para for\u00e7ar os governos de todo mundo a <strong>declararem estado de emerg\u00eancia clim\u00e1tica e empreendermos uma descarboniza\u00e7\u00e3o da economia, transitarmos para uma produ\u00e7\u00e3o de energia totalmente limpa (solar e e\u00f3lica) nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, gerando milh\u00f5es de postos de trabalho. <\/strong><\/p>\n<p>Milh\u00f5es por todo mundo acordam para este desafio e saem \u00e0 rua, combatendo os capitalistas e  Governos que teimam em empurrar a humanidade para o abismo. A juventude tem sido o d\u00ednamo destes protestos pelo clima. A vaga mundial de mobiliza\u00e7\u00f5es tem exigido uma  mudan\u00e7a do paradigma produtivo e apresenta enormes potencialidades. <strong>O facto de existirem organiza\u00e7\u00f5es internacionais, como o <\/strong><strong>#fridaysforfuture e o Extintion Rebellion, permitiu que as greves estudantis de Mar\u00e7o e Maio se realizassem \u00e0 escala planet\u00e1ria. Num sistema econ\u00f3mico global, em que os capitalistas exploram a m\u00e3o-de-obra e os recursos naturais em qualquer ponto do planeta, a resposta para o problema s\u00f3 pode ser \u00e0 escala mundial.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Das duas greves estudantis pass\u00e1mos, no dia 27 de Setembro, para uma greve clim\u00e1tica global. Alguns sindicatos juntaram-se a esta luta e, mesmo que de forma deficit\u00e1ria, uniram-se estudantes e trabalhadores para exigirem mudan\u00e7as imediatas pelo clima. Esta <\/strong><strong>alian\u00e7a deve ser preservada e<\/strong><strong> <\/strong><strong>potenciada, devemos procurar alargar o movimento, democratiz\u00e1-lo, criar estruturas locais e<\/strong><strong> <\/strong><strong>darmos passos em frente na coordena\u00e7\u00e3o internacional destas jornadas de luta. Devemos confluir<\/strong><strong> <\/strong><strong>a luta com os movimentos anti-racistas, feministas e LGBTQ+, pois s\u00f3 unindo os explorados e<\/strong><strong> <\/strong><strong>oprimidos, que s\u00e3o violentados e humilhados por este sistema, \u00e9 que construiremos um mundo<\/strong><strong> n<\/strong><strong>ovo, sustent\u00e1vel e habit\u00e1vel, para todas e todos independentemente da sua nacionalidade,<\/strong><strong> <\/strong><strong>etnia, g\u00e9nero e orienta\u00e7\u00e3o sexual. Um mundo que n\u00e3o gire em torno do lucro.<\/strong><\/p>\n<p><strong>No pr\u00f3ximo dia 9 de Novembro, vem discutir estas e outras quest\u00f5es no 2\u00ba F\u00f3rum Liberdade e Pensamento Cr\u00edtico, \u00e0s 10h15, num debate com o mote \u201cAmbiente e Consumo\u201d, na Sala de Jovens, no Liceu Cam\u00f5es, em Lisboa.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o hoje debatidas por todo mundo. O \u00faltimo relat\u00f3rio do IPCC alerta para os riscos que corremos caso o aumento de temperatura ultrapasse os 1,5\u00bac. A partir daqui, tudo se torna imprevis\u00edvel e, possivelmente, chegaremos a um ponto de n\u00e3o retorno clim\u00e1tico. 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