{"id":3210,"date":"2019-09-16T13:00:32","date_gmt":"2019-09-16T12:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2019\/09\/16\/costa-duro-com-os-de-baixo-manso-com-poderosos-governo-independente-do-ps\/"},"modified":"2019-09-16T13:00:32","modified_gmt":"2019-09-16T12:00:32","slug":"costa-duro-com-os-de-baixo-manso-com-poderosos-governo-independente-do-ps","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2019\/09\/16\/costa-duro-com-os-de-baixo-manso-com-poderosos-governo-independente-do-ps\/","title":{"rendered":"Costa: duro com os de baixo e manso com os poderosos. Por um governo de esquerda, independente do PS!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Editorial &#8211; 16 de Setembro de 2019<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00c9 preciso um governo de esquerda, independente do PS, que transforme os  recursos despendidos com os privil\u00e9gios dos poderosos num programa em  torno da verdadeira defesa dos direitos laborais e condi\u00e7\u00f5es de vida, em  torno de um real investimento p\u00fablico e da nacionaliza\u00e7\u00e3o dos sectores  estrat\u00e9gicos como forma de colocar a nossa economia num caminho  ambientalmente sustent\u00e1vel, com a cria\u00e7\u00e3o de milhares de postos de  trabalho.<\/em><\/strong><\/p>\n<p> <strong><em> <\/em><\/strong>   <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 muito prov\u00e1vel que o pr\u00f3ximo governo portugu\u00eas venha a ser uma variante da actual solu\u00e7\u00e3o governativa, agora com o PS refor\u00e7ado. Se n\u00e3o conseguir a maioria absoluta, da qualest\u00e1 pr\u00f3ximo, o PS ter\u00e1 de encontrar o seu parceiro ou parceiros de concilia\u00e7\u00e3o. As exig\u00eancias dos parceiros s\u00e3o vagas, as \u201clinhas vermelhas\u201d inexistentes, afinal existe o consenso de que os \u00faltimos 4 anos foram positivos, o que facilita a vida ao PS e ao seu programa. Nunca houve, em Portugal, um acordo t\u00e3o abrangente entre um Governo PS, em fim de legislatura, e aquilo em que tornou a suposta oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 sua esquerda, da parte de BE e PCP.<\/p>\n<p>Ao olhar para os verdadeiros problemas do pa\u00eds, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil digerir a concilia\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos 4anos. Os sal\u00e1rios de mis\u00e9ria t\u00eam de aumentar. A gigantesca precariedade, sobretudo entre ajuventude, tem de ser erradicada. Os servi\u00e7os p\u00fablicos em colapso, sobretudo a Sa\u00fade e os transportes p\u00fablicos colectivos, t\u00eam de ser alvo de muito investimento p\u00fablico. A Habita\u00e7\u00e3o tem de deixar de estar ref\u00e9m da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. As mulheres, v\u00edtimas de viol\u00eancia, t\u00eam de deixar de ser humilhadas por ju\u00edzes retr\u00f3grados e t\u00eam de deixar de ser empurradas para a fun\u00e7\u00e3o de cuidadoras, come\u00e7ando por um verdadeiro investimento p\u00fablico numa rede nacional de creches gratuitas. A nacionalidade \u00e9 facilmente atribu\u00edda a quem tem \u20ac500 mil, muitas vezes para lavar esquemas de corrup\u00e7\u00e3o, mas os imigrantes que nasceram, vivem ou trabalham no pa\u00eds continuam a n\u00e3o ter acesso a tal direito fundamental. O projeto do Aeroporto do Montijo, a monocultura florestal ou a explora\u00e7\u00e3o do l\u00edtio n\u00e3o podem continuar a ignorar os requisitos de conserva\u00e7\u00e3o ambiental. Quem sai \u00e0 luta, determinado em conquistar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, como os professores, profissionais da Sa\u00fade, estivadores ou motoristas, contra os sal\u00e1rios de mis\u00e9ria ou por melhores carreiras corre o risco de ser recebido pelas for\u00e7as militares, \u201cservi\u00e7os m\u00e1ximos\u201d ou requisi\u00e7\u00f5es civis. Como se pode ver, os problemas s\u00e3o m\u00faltiplos e profundos.<\/p>\n<p>Centeno diz-nos que n\u00e3o h\u00e1 dinheiro para tudo. H\u00e1 dinheiro, sim. Basta que n\u00e3o seja anualmente canalizado, aos milhares de milh\u00f5es de euros p\u00fablicos, para os buracos financeiros ou para a d\u00edvida p\u00fablica, ainda por auditar. Costa \u00e9 duro com os de baixo mas \u00e9 muito generoso com os poderosos, o que torna incompreens\u00edvel o apoio de BE e PCP, durante 4 anos e 4 Or\u00e7amentos do Estado, a este Governo PS. Um governo verdadeiramente de esquerda teria assegurado que o dinheiro p\u00fablico injectado nos buracos financeiros reverteria a favor do interesse e investimento p\u00fablicos e n\u00e3o o seu inverso. A nacionaliza\u00e7\u00e3o de toda a banca intervencionada \u00e9 uma urg\u00eancia, assim como a auditoria da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O resultado est\u00e1 \u00e0 vista<\/strong><\/p>\n<p>A reboque de uma conjuntura internacional favor\u00e1vel e sem oposi\u00e7\u00e3o\u00e0 esquerda, o PS aproxima-se da maioria absoluta, pois abocanha margem eleitoral \u00e0 esquerda, que vai evitando choques necess\u00e1rios, para proteger o Governo ao qual presta apoio, e vai sacando dividendos de uma direita \u00e0 deriva.<\/p>\n<p>A luta do BE e PCP parece estar reduzida \u00e0 conquista dos votos necess\u00e1rios para evitar a maioria absoluta do PS, disponibilizando-se desde j\u00e1 para uma renova\u00e7\u00e3o da Geringon\u00e7a, mesmo que venha a conter alguns reajustes.<\/p>\n<p>Catarina Martins j\u00e1 reservou o Socialismo na gaveta, para consumo interno, e assume o pendor social-democrata do programa do BE, algo que, ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 novidade. Nas suas palavras, \u00e9 com orgulho que assume aquilo que foi feito nos \u00faltimos 4 anos de Geringon\u00e7a e parece ser, sem qualquer constrangimento, a for\u00e7a politica mais devota ao <em>geringoncismo<\/em>.<\/p>\n<p>Jer\u00f3nimo de Sousa n\u00e3o nega qualquer novo entendimento futuro, elogia a seriedade de Ant\u00f3nio Costa, imagine-se, enquanto descredibiliza a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Geringon\u00e7a que se manifesta no interior do PCP.<\/p>\n<p>O PAN, campe\u00e3o das absten\u00e7\u00f5es na Assembleia da Rep\u00fablica, partido, supostamente ambientalista, que prop\u00f5e a defesa individual do ambiente e dentro das regras de mercado capitalista, n\u00e3o s\u00f3 revela que n\u00e3o tem um vis\u00e3o de futuro para o pa\u00eds como n\u00e3o tem grande alternativa para o pr\u00f3prio ambiente. Ainda assim, \u00e9 capaz de recolher uma boa parte de votos de protesto e de refor\u00e7ar a sua bancada parlamentar, podendo mesmo vir a servir de muleta ao PS. Colocando-se supostamente acima das \u201cideologias\u201d, nutre-se da confus\u00e3o dos tempos, pelo que poder\u00e1 vir a ser uma excelente bengala ao servi\u00e7o dos interesses do PS.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que o sistema capitalista e as suas leis de mercado s\u00e3o o factor determinante da depreda\u00e7\u00e3o do ambiente, pelo que \u00e9 necess\u00e1rio, sim, retomar o controlo p\u00fablico do sector energ\u00e9tico atrav\u00e9s da nacionaliza\u00e7\u00e3o da GALP, REN e EDP. S\u00f3 desta forma conseguiremos come\u00e7ar a planificar e investir numa economia ambientalmente sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>BE, PCP e PAN n\u00e3o estabelecem linhas vermelhas. As diferen\u00e7as s\u00e3o dilu\u00eddas em generalidades.Tudo em fun\u00e7\u00e3o do maior n\u00famero de votos. As direc\u00e7\u00f5es de BE e PCP parecem ter sido ganhas para o programa do PS. E entre o original e a sua c\u00f3pia, \u00e9 natural que os portugueses prefiram o primeiro.<\/p>\n<p><strong>Que solu\u00e7\u00e3o governativa propomos?<\/strong><\/p>\n<p>BE e PCP deveriam romper com o PS e unir-se, sim, mas em torno de uma plataforma de luta, nas urnas e nas ruas, em conjunto com o movimento sindical e social, para lan\u00e7ar as bases de um governo alternativo, independente do PS. Este governo deveria orientar-se por muitas das propostas que BE e PCP t\u00eam verbalizado, contr\u00e1rias aos sucessivos Or\u00e7amentos do Estado que t\u00eam aprovado.<\/p>\n<p>Partilhamos as exig\u00eancias que a ex-deputada europeia do PS, Ana Gomes, faz: se h\u00e1 dinheiro para a banca tem de haver dinheiro para a Sa\u00fade dos trabalhadores portugueses. N\u00e3o fazem falta PPP na sa\u00fade. Faz falta, sim, mais investimento em centros sa\u00fade, mais m\u00e9dicos,enfermeiros, t\u00e9cnicos de diagn\u00f3stico, infraestruturas, etc. Quem fala na Sa\u00fade, fala igualmente da Educa\u00e7\u00e3o, nos Transportes p\u00fablicos colectivos, na Habita\u00e7\u00e3o e nos direitos laborais.<\/p>\n<p>Ou seja, \u00e9 preciso um governo de esquerda, independente do PS, que transforme os recursos despendidos com os privil\u00e9gios dos poderosos num programa em torno da verdadeira defesa dos direitos laborais e condi\u00e7\u00f5es de vida, em torno de um real investimento p\u00fablico e da nacionaliza\u00e7\u00e3o dos sectores estrat\u00e9gicos como forma de colocar a nossa economia num caminho ambientalmente sustent\u00e1vel, com a cria\u00e7\u00e3o de milhares de postos de trabalho.<\/p>\n<p>A defesa de tal caminho faz-se com uma esquerda alternativa fortalecida. Uma esquerda independente que, sem ambiguidades ou c\u00e1lculos eleitorais, est\u00e1 determinada na defesa dos direitos de todos os trabalhadores, sejam eles professores, enfermeiros, profissionais da Sa\u00fade, estivadores ou motoristas, sem pactos com o PS ou com os poderosos.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Por um aumento geral de sal\u00e1rios em \u20ac100.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; Pela redu\u00e7\u00e3o da idade da reforma para os 62 anos de idade ou 38 de descontos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; Por penas mais duras e efetivas para os agressores machistas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; Nacionaliza\u00e7\u00e3o de toda a banca intervencionada e setor energ\u00e9tico para investir numa verdadeira transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, com a cria\u00e7\u00e3o de milhares de postos de trabalho em setores ambientalmente sustent\u00e1veis.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O MAS prop\u00f5em-se a ser essa esquerda alternativa. <\/strong><\/p>\n<p><strong>No pr\u00f3ximo dia 6 de Outubro, vota MAS.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial &#8211; 16 de Setembro de 2019 \u00c9 preciso um governo de esquerda, independente do PS, que transforme os recursos despendidos com os privil\u00e9gios dos poderosos num programa em torno da verdadeira defesa dos direitos laborais e condi\u00e7\u00f5es de vida, em torno de um real investimento p\u00fablico e da nacionaliza\u00e7\u00e3o dos sectores estrat\u00e9gicos como forma de colocar a nossa economia num caminho ambientalmente sustent\u00e1vel, com a cria\u00e7\u00e3o de milhares de postos de trabalho.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3209,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[101],"tags":[1334,1702,1696,392,520,1494,403,276,565,370,114,1703,693,609,614,247,435,211],"class_list":["post-3210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editorial-editorial","tag-1334","tag-6-outubro","tag-alteracoes-climaticas","tag-aumentos","tag-be","tag-clima","tag-eleicoes","tag-governo","tag-legislativas","tag-machismo","tag-mas","tag-nacionalizacoes","tag-pan","tag-pcp","tag-pensoes","tag-ps","tag-salarios","tag-violencia"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/cabeca_cartaz_legislativas2019.jpg?fit=620%2C426","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3210"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3210\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3209"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}