{"id":3197,"date":"2019-08-21T17:58:21","date_gmt":"2019-08-21T16:58:21","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2019\/08\/21\/o-marxismo-internacionalista-de-leon-trotsky\/"},"modified":"2019-08-21T17:58:21","modified_gmt":"2019-08-21T16:58:21","slug":"o-marxismo-internacionalista-de-leon-trotsky","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2019\/08\/21\/o-marxismo-internacionalista-de-leon-trotsky\/","title":{"rendered":"O marxismo internacionalista de Leon Trotsky"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia 20  de agosto de 1940, Leon Trotsky foi assassinado por Ramon Mercader, um  oficial da espionagem sovi\u00e9tica, catal\u00e3o de nascimento, por ordem de  Josef Stalin.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>Depois de iniciada a Segunda Guerra Mundial, Trotsky era  consciente que estava marcado para morrer. Mercader tinha se infiltrado  no c\u00edrculo \u00edntimo de Trotsky e teve acesso \u00e0 casa, no bairro de  Coyoac\u00e1n, na Cidade do Mexico, onde estava exilado.<\/p>\n<p>O  crime foi, especialmente, brutal: Mercader usou uma picareta para  golpear a cabe\u00e7a de Trotsky. Tinha 60 anos ao morrer. Trotsky tinha  nascido na cidade de Ianovka, no sul da Ucr\u00e2nia, no dia 7 de novembro de  1879, o mesmo dia em que triunfou a revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, no calend\u00e1rio  juliano, que ainda vigorava na R\u00fassia.<\/p>\n<p>Mas  Trotsky era um cidad\u00e3o do mundo. Uniu muito jovem sua vida \u00e0 causa do  socialismo. Foi estudar em Odessa, foi preso e desterrado para a Sib\u00e9ria  duas vezes, morou em Londres, Viena, Paris, Berlim, al\u00e9m de S\u00e3o  Petersburgo e Moscou, al\u00e9m de ex\u00edlios em Istambul, Oslo, e no Mexico.  Lia e falava ucraniano, russo, franc\u00eas, alem\u00e3o e ingles. Era russo e  judeu, mas era, sobretudo, um internacionalista.<\/p>\n<p>H\u00e1  v\u00e1rios tipos diferentes de internacionalismo.&nbsp;O \u201cinternacionalismo\u201d do  capital sempre foi o imperialismo, ou seja, a legitima\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio dos  Estados do centro sobre a periferia do mundo.&nbsp;Na esquerda, h\u00e1,  sobretudo tr\u00eas diferentes correntes. A humanit\u00e1ria, a campista e a  revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>O internacionalismo  marxista sempre foi uma quest\u00e3o de m\u00e9todo na an\u00e1lise, de programa na  perspectiva hist\u00f3rica, de pol\u00edtica na linha de interven\u00e7\u00e3o, e de  organiza\u00e7\u00e3o no compromisso com a Internacional. O movimento socialista  se constituiu, a partir da experi\u00eancia da I Internacional, com a  premissa de que a burguesia era uma classe mais heterog\u00eanea que o  proletariado, e que se articulava, essencialmente, sob plataformas de  interesses, irremediavelmente, nacionais.<\/p>\n<p>Os  trabalhadores deveriam constituir um movimento internacionalista nas  metr\u00f3poles que seria solid\u00e1rio com os movimentos nacionalistas das  col\u00f4nias e semi-col\u00f4nias, porque a hora da revolu\u00e7\u00e3o social nas  metr\u00f3poles seria a hora da liberta\u00e7\u00e3o nacional das na\u00e7\u00f5es oprimidas.<\/p>\n<p>Sem  a derrota do nazi-fascismo em 1945 \u00e9 imposs\u00edvel compreender o processo  de independ\u00eancia nacional que foi impulsionado na \u00c1sia depois do triunfo  da revolu\u00e7\u00e3o China, Vietnam e Coreia. Sem a revolu\u00e7\u00e3o chinesa \u00e9  imposs\u00edvel compreender a independ\u00eancia da \u00cdndia.<\/p>\n<p>Foi  uma ironia da hist\u00f3ria que tenha acontecido, mais de uma vez, o inverso  deste progn\u00f3stico: sem a derrota na Arg\u00e9lia, seria imposs\u00edvel  compreender a crise de 1968 em Paris, sem a derrota nas col\u00f4nias  africanas, seria imposs\u00edvel compreender a revolu\u00e7\u00e3o dos cravos em Lisboa  em 1974.<\/p>\n<p>Acontece, por\u00e9m, que a  situa\u00e7\u00e3o internacional \u00e9 sempre o resultado de um processo de lutas  entre as classes, mas, tamb\u00e9m, de luta entre Estados. E a luta entre  Estados assumiu formas diferentes nos \u00faltimos cento e cinq\u00fcenta anos.  Esgotada a \u00e9poca de expans\u00e3o e apogeu do capitalismo, sob lideran\u00e7a  inglesa, abriu-se uma \u00e9poca hist\u00f3rica de decad\u00eancia do capitalismo e, ao  mesmo tempo, uma etapa pol\u00edtica, na primeira metade do s\u00e9culo XX, de  disputas furiosas entre os imp\u00e9rios pela disputa da lideran\u00e7a no sistema  internacional que culminou com consolida\u00e7\u00e3o da supremacia econ\u00f4mica e  pol\u00edtica norte-americana em 1945.<\/p>\n<p>Desde  ent\u00e3o, os conflitos inter-imperialistas passaram a ser de baixa  intensidade, predominando a complementaridade econ\u00f4mica, como entre os  EUA e o Jap\u00e3o, e a colabora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como entre os EUA e as  burguesias da Europa Ocidental, depois do Plano Marshall. Uma conclus\u00e3o  incontorn\u00e1vel se imp\u00f5e: a frente contra-revolucion\u00e1ria mundial esteve  mais s\u00f3lida na segunda metade do s\u00e9culo do que na primeira, embora as  duas vagas revolucion\u00e1rias que amea\u00e7aram mais seriamente a sobreviv\u00eancia  do capitalismo tenham sido as que sucederam as duas guerras mundiais.<\/p>\n<p>Ou  seja, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, enquanto a pol\u00edtica da  contra-revolu\u00e7\u00e3o passou a ser mais \u201cinternacionalista\u201d, as dire\u00e7\u00f5es mais  influentes no movimento socialista regrediam para diferentes tipos de  nacionalismo. Nos pa\u00edses centrais, a social democracia capitulava \u00e0s  aspira\u00e7\u00f5es nacional-imperialistas de suas burguesias, e os partidos  comunistas se transformaram em ap\u00eandices da diplomacia russa. Nos pa\u00edses  dependentes, a imensa maioria da esquerda aceitou ser s\u00f3cia da  aspira\u00e7\u00f5es nacionalistas de suas burguesias perif\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Este  campismo \u201csocialista\u201d parecia ter desmoronado no in\u00edcio da d\u00e9cada de  1990. O campismo foi, na maior parte do s\u00e9culo XX, uma das mais  influentes teorias na esquerda mundial. Influenciou gera\u00e7\u00f5es, afirmando  que o mundo estava dividido em dois campos: o capitalista e o  socialista, supostamente, irreconcili\u00e1veis e em luta, sendo este \u00faltimo a  retaguarda estrat\u00e9gica das lutas de classes contra o imperialismo,  apesar das oscila\u00e7\u00f5es da coexist\u00eancia pac\u00edfica.<\/p>\n<p>Algumas  poucas vozes marxistas alertaram para as perigosas conseq\u00fc\u00eancias dos  crit\u00e9rios campistas, sendo que a tradi\u00e7\u00e3o associada \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de Leon  Trotsky, sem hesitar quanto \u00e0 import\u00e2ncia de defender a URSS e de  qualquer Estado perif\u00e9rico diante do imperialismo, se destacou na  reivindica\u00e7\u00e3o da centralidade do internacionalismo revolucion\u00e1rio. Nem  todos os defensismos eram, portanto, campistas. N\u00e3o obstante, uma  insuper\u00e1vel divis\u00e3o se estabeleceu durante d\u00e9cadas entre as lutas no  Ocidente e no Oriente, acabando de enterrar o internacionalismo como um  movimento pol\u00edtico organizado, tal como tinha existido, por exemplo,  diante da revolu\u00e7\u00e3o espanhola.<\/p>\n<p>An\u00e1lises  inspiradas no marxismo sempre tiveram que enfrentar uma quest\u00e3o  metodol\u00f3gica chave. A compreens\u00e3o da din\u00e2mica pol\u00edtica mundial exige que  se articulem duas dimens\u00f5es: por um lado, o estudo das rela\u00e7\u00f5es de  for\u00e7as na luta de classes na esfera nacional n\u00e3o pode desconhecer,  evidentemente, que as classes se posicionam para a luta pelos seus  interesses \u2013 e, quando em crises revolucion\u00e1rias, pelo poder \u2013 dentro de  fronteiras, mas estas rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as s\u00e3o fortemente condicionadas  pela rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as internacional, que pode favorecer um desenlace  revolucion\u00e1rio \u2013 como depois das duas guerras mundiais \u2013 ou torn\u00e1-lo  mais dif\u00edcil \u2013 como a revolu\u00e7\u00e3o espanhola nos anos trinta.<\/p>\n<p>Mas,  por outro lado, a considera\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as entre as classes  n\u00e3o deveria desconhecer, tamb\u00e9m, que as classes n\u00e3o lutam na arena  mundial em um corpo a corpo direto, porque existe a media\u00e7\u00e3o das  fronteiras, ou seja, dos Estados, que disputam posi\u00e7\u00f5es no interior de  um sistema mundial hierarquizado, e estes conflitos incidem sobre as  rela\u00e7\u00f5es entre as classes em cada pa\u00eds.<\/p>\n<p>Tr\u00eas  exemplos: seria imposs\u00edvel explicar a perman\u00eancia do regime que nasceu  da revolu\u00e7\u00e3o de Outubro em 1917, sem considerar as seq\u00fcelas da I Guerra  Mundial e a fragiliza\u00e7\u00e3o do sistema de Estados na Europa: afinal, a  Alemanha ansiava por uma paz em separado e a conseguiu. Seria muito  dif\u00edcil, tamb\u00e9m, explicar a decis\u00e3o de Mao e da dire\u00e7\u00e3o do PC da China  de levar a guerra contra Chiang Kai Chek em 1949 at\u00e9 ao fim, sem  considerar o quadro das rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as no sistema internacional de  Estados ap\u00f3s a entrada do Ex\u00e9rcito russo em Berlim. Seria, tamb\u00e9m,  imposs\u00edvel compreender a decis\u00e3o de Fidel Castro \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o, um l\u00edder  nacionalista \u2013 de n\u00e3o aceitar os ultimatos norte-americanos em 1961, sem  considerar que a perspectiva de alinhamento com a URSS oferecia um  bloco de alian\u00e7as no sistema internacional de Estados.<\/p>\n<p>N\u00e3o  obstante, t\u00e3o ou mais verdadeiro, a perman\u00eancia do regime burocr\u00e1tico  na URSS at\u00e9 1991 \u2013 ou seja, a lentid\u00e3o do processo de restaura\u00e7\u00e3o  capitalista \u2013 s\u00f3 pode ser plenamente compreendido, se considerarmos que o  triunfo das revolu\u00e7\u00f5es do p\u00f3s-guerra fortaleceu a posi\u00e7\u00e3o da URSS,  retirando-a do isolamento. A vit\u00f3ria das revolu\u00e7\u00f5es chinesae cubana  dificultou os planos restauracionistas de Kruschev, mas a derrota do  imperialismo americano no Vietnam n\u00e3o foi suficiente para bloquear os  mesmos planos de Deng Xiao Ping na China, vinte anos depois.<\/p>\n<p>Este  desafio te\u00f3rico do movimento socialista desdobrou-se, no s\u00e9culo XX, no  que podemos resumir como um dilema entre posi\u00e7\u00f5es internacionalistas e  posi\u00e7\u00f5es nacionalistas. Eis o dilema: uma an\u00e1lise que equaciona os  conflitos entre as classes nos pa\u00edses ou continentes decisivos,  ignorando ou diminuindo o lugar e a pol\u00edtica dos Estados na situa\u00e7\u00e3o  mundial, ser\u00e1 incapaz de explicar as rela\u00e7\u00f5es de for\u00e7as entre as  classes, porque o posicionamento dos Estados \u00e9 uma determina\u00e7\u00e3o dos  contextos pol\u00edticos, e pecar\u00e1 por unilateralidade, diminuindo a for\u00e7a da  contra-revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O caminho inverso  seria ainda mais perigoso. Quando se subestimam os conflitos entre as  classes em cada sociedade, a an\u00e1lise redundar\u00e1 em avalia\u00e7\u00f5es  superficiais, porque as lutas de classes subvertem, em maior ou menor  medida, o posicionamento dos Estados, e pecar\u00e1 por unilateralidade,  exagerando a for\u00e7a da contra-revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse  segundo caminho foi percorrido por boa parte da esquerda mundial no  s\u00e9culo XX, sobretudo, aquela que considerou que o destino da causa  socialista estava indissoluvelmente associado ao futuro do governo da  URSS e seus aliados. Este \u201cnacionalismo da URSS\u201d ou campismo socialista  n\u00e3o deve ser confundido com o internacionalismo da revolu\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p>O  marxismo sempre se distinguiu por considerar que os antagonismos de  classe seriam os conflitos decisivos no mundo contempor\u00e2neo, embora n\u00e3o  fossem, evidentemente, os \u00fanicos. Reconheceu que as lutas de classes,  mesmo quando crises revolucion\u00e1rias se precipitam e a luta pelo poder  ganha atualidade, se desenvolvem no limite das fronteiras nacionais.<\/p>\n<p>O  marxismo, no entanto, n\u00e3o deixou de sublinhar, tamb\u00e9m, que, se a luta  entre as classes era um combate que se iniciava dentro de fronteiras, se  decidiria na arena mundial. Toda revolu\u00e7\u00e3o socialista nacional, mais  cedo ou mais tarde, teria que medir for\u00e7as com a contra-revolu\u00e7\u00e3o  internacional.<\/p>\n<p>Essa perspectiva  hist\u00f3rica sempre pesou de forma significativa nos c\u00e1lculos pol\u00edticos das  organiza\u00e7\u00f5es que, em cada pa\u00eds, tinham que avaliar n\u00e3o somente se havia  condi\u00e7\u00f5es de lutar pelo poder, mas se havia condi\u00e7\u00f5es de preservar o  poder. O internacionalismo marxista se fundamentava, portanto, em uma  necessidade hist\u00f3rica da \u00e9poca de transi\u00e7\u00e3o ao socialismo, a primeira  que teria que enfrentar uma contrarevolu\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m, mundial.<\/p>\n<p>Defender a vig\u00eancia do legado de Trotsky \u00e9 levantar a bandeira do internacionalismo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em>Val\u00e9rio Arcary<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/esquerdaonline.com.br\/2019\/08\/21\/o-marxismo-internacionalista-de-leon-trotsky\/\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Publicado originalmente em EsquerdaOnline.com.br<\/em><\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 20 de agosto de 1940, Leon Trotsky foi assassinado por Ramon Mercader, um oficial da espionagem sovi\u00e9tica, catal\u00e3o de nascimento, por ordem de Josef Stalin.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3196,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[42],"tags":[1239,637,1691,2,698,110,1045,1118,1692],"class_list":["post-3197","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo","tag-estalinismo","tag-historia","tag-internacionalismo","tag-revolucao","tag-russia","tag-socialismo","tag-trotskismo","tag-trotsky","tag-ucrania"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/leon_trotsky_corx470.jpg?fit=470%2C264","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3197"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3197\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3196"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}