{"id":3147,"date":"2019-05-09T14:00:46","date_gmt":"2019-05-09T13:00:46","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2019\/05\/09\/trocaraeuropadeficezeropelaeuropadoclima\/"},"modified":"2019-05-09T14:00:46","modified_gmt":"2019-05-09T13:00:46","slug":"trocaraeuropadeficezeropelaeuropadoclima","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2019\/05\/09\/trocaraeuropadeficezeropelaeuropadoclima\/","title":{"rendered":"Trocar a Europa do D\u00e9fice Zero pela Europa do Carbono Zero"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><br style=\"clear: both;\" \/>A Proposta do MAS para a Justi\u00e7a Clim\u00e1tica nestas Elei\u00e7\u00f5es Europeias<\/strong><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">1. O <strong>Aquecimento Global<\/strong> causado pela ac\u00e7\u00e3o humana \u2013 mais precisamente pela preda\u00e7\u00e3o do planeta em prol do lucro de uma minoria de capitalistas e multinacionais que exploram a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis \u2013 \u00e9 um facto reconhecido por 97% da comunidade cientifica. Segundo os Estudos mais recentes do IPCC, o painel de especialistas da ONU que monitoriza as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, o cen\u00e1rio \u00e9 alarmante. A temperatura m\u00e9dia do planeta j\u00e1 aumentou cerca de 1,14c\u00ba face \u00e0 m\u00e9dia do per\u00edodo pr\u00e9-industrial. <strong>Se ultrapassar os 1,5c\u00ba poderemos entrar num ponto de n\u00e3o retorno clim\u00e1tico.<\/strong> A partir da\u00ed as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas tornam-se incontrol\u00e1veis, gerando <strong>aumentos de temperatura, aumento do n\u00edvel do mar e fen\u00f3menos extremos que p\u00f5em em risco a civiliza\u00e7\u00e3o humana<\/strong>;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00a0<\/p>\n<p>2. <strong>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas contribuem para agravar as desigualdades de g\u00e9nero.<\/strong> Os exemplos s\u00e3o v\u00e1rios: nas comunidades em que as mulheres s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo trabalho agr\u00edcola (uma vez que ter\u00e3o menos recursos e maior instabilidade), na responsabiliza\u00e7\u00e3o pelas tarefas dom\u00e9sticas (que inclui muitas vezes buscar \u00e1gua e combust\u00edvel, que se tornam cada vez mais escassos). Como as mulheres s\u00e3o as principais prestadoras de cuidados, as suas responsabilidades ter\u00e3o tend\u00eancia a aumentar. S\u00e3o as principais afetadas pelas cat\u00e1strofes naturais, direta e indiretamente, no sentido em que s\u00e3o mais vulner\u00e1veis mas tamb\u00e9m as principais respons\u00e1veis pela \u201creconstru\u00e7\u00e3o\u201d das suas fam\u00edlias e comunidades. A sa\u00fade das mulheres ser\u00e1 igualmente afetada, com o aumento de doen\u00e7as e da escassez. As mulheres est\u00e3o tamb\u00e9m entre as mais afetadas pela pobreza, que, com o agravar das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, tender\u00e1 a piorar, dificultando a constru\u00e7\u00e3o de uma vida independente.<\/p>\n<p>3. Para inverter esse cen\u00e1rio s\u00e3o necess\u00e1rias <strong>medidas urgentes.<\/strong> \u00c9 necess\u00e1ria uma transi\u00e7\u00e3o total para energias limpas \u2013 sobretudo energia solar e e\u00f3lica \u2013 nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Portugal deve <strong>reduzir as suas emiss\u00f5es entre 60 a 70% na pr\u00f3xima d\u00e9cada,<\/strong> assim como a generalidade da UE. Diversos estudos mostram que isso \u00e9 vi\u00e1vel. \u00c9 apenas necess\u00e1ria <strong>deixar todo o petr\u00f3leo, carv\u00e3o e g\u00e1s natural debaixo do solo<\/strong> e encerrar todas as infraestruturas de explora\u00e7\u00e3o, refina\u00e7\u00e3o e transporte de energias f\u00f3sseis, enquanto se faz uma transi\u00e7\u00e3o para energias renov\u00e1veis. <strong>O prazo est\u00e1 a terminar<\/strong>, os cinco anos que coincidem com o pr\u00f3ximo mandato do Parlamento Europeu ir\u00e3o em grande medida determinar se conseguimos alcan\u00e7ar este desafio;<\/p>\n<p>4. <strong>A Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica vai criar milh\u00f5es de empregos.<\/strong> <em>\u201cSegundo um relat\u00f3rio de 2011 da Federa\u00e7\u00e3o Europeia de Transportes, pol\u00edticas abrangentes com vista a reduzir as emiss\u00f5es no sector dos transportes em 80% iriam criar sete milh\u00f5es de novos empregos em todos o continente, ao mesmo tempo que mais cinco milh\u00f5es de empregos de energia limpa na Europa podiam cortar as emiss\u00f5es el\u00e9tricas em 90%\u201d. <\/em>C\u00e1lculos semelhantes foram feitos para Portugal e <em>\u201c<strong>estimam 120 a 160 mil novos postos de trabalho diretos empregues nos v\u00e1rios setores-chave desta transi\u00e7\u00e3o.<\/strong> Destes, depois de garantir a substitui\u00e7\u00e3o de todos os empregos perdidos no fabrico, com\u00e9rcio e transporte de produtos petrol\u00edferos, restam 100 a 140 mil postos de trabalho a ocupar por pessoas atualmente no desemprego (\u2026)Os empregos que \u00e9 preciso criar em Portugal est\u00e3o focados em particular nos setores da produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, transportes, edif\u00edcios e ind\u00fastria, agricultura e res\u00edduos, e floresta (al\u00e9m de requalifica\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o profissional)\u201d<a href=\"#_ftn1\"><em>[1]<\/em><\/a><\/em><\/p>\n<p>5. <strong>\u00c9 poss\u00edvel, urgente e necess\u00e1rio fazer a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, salvar o Planeta e criar milh\u00f5es de postos de trabalho.<\/strong> Por\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio enfrentar os ricos e poderosos, porque \u00e9 deles a responsabilidade da destrui\u00e7\u00e3o do planeta e s\u00e3o eles que bloqueiam as mudan\u00e7as. Um relat\u00f3rio da Oxfam revela que <em><strong>\u201c<\/strong><\/em><em><strong>Os 10% mais ricos de pessoas produzem metade das emiss\u00f5es de combust\u00edveis f\u00f3sseis que prejudicam o clima na Terra, enquanto a metade mais pobre contribui com apenas 10%\u201d.<\/strong><\/em> Recentemente soube-se que j\u00e1 depois dos acordos de Paris de 2015,<em> \u201cos 33 maiores bancos globais forneceram coletivamente 1,9 trili\u00f5es de d\u00f3lares em financiamento para combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d. <\/em>Dos 20 maiores emissores mundiais de Gases de Efeito Estufa, cinco s\u00e3o multinacionais europeias. A seguir \u00e0 China e EUA, a UE \u00e9 o maior emissor mundial de GEE, sendo Alemanha, Reino Unido e Fran\u00e7a os principais emissores. No entanto, <strong>s\u00e3o os pa\u00edses economicamente mais fr\u00e1geis quem sofre com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong>, como se viu no recente ciclone Idai que devastou Mo\u00e7ambique. Mas o mesmo \u00e9 verdade no seio da UE, quando vemos <strong>pa\u00edses arrasados pela austeridade, serem igualmente arrasados pelos fogos de ver\u00e3o, como nos casos de Portugal, Gr\u00e9cia e Estado Espanhol.<\/strong><\/p>\n<p>6. O MAS exige Justi\u00e7a Clim\u00e1tica: \u00e9 precisa uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica r\u00e1pida, que crie milh\u00f5es de postos de trabalho. Em Portugal defendemos a cria\u00e7\u00e3o de <strong>100 mil empregos pelo Clima.<\/strong> Negamos quaisquer tipo de impostos \u201cverdes\u201d sobre os combust\u00edveis, assim como subs\u00eddios ou isen\u00e7\u00f5es fiscais a grandes empresas para que tenham pol\u00edticas \u201cverdes\u201d. Devem ser os respons\u00e1veis, as multinacionais da energia, as petrol\u00edferas e os grandes bancos a pagar este plano. <strong>Os ricos que paguem a crise, do clima.<\/strong><\/p>\n<p>7. <strong>A UE e os Governos sabem que o rumo atual nos leva para o abismo. No entanto, nada fazem.<\/strong><em> \u201cAgem como crian\u00e7as\u201d<\/em>, nas palavras da Jovem Greta Thundberg. Cegos perante a prioridade que \u00e9 salvar milh\u00f5es de vidas, mant\u00e9m o garrote do d\u00e9fice zero como centro da pol\u00edtica Europeia. Os pa\u00edses s\u00e3o obrigados a injetar milh\u00f5es em bancos falidos, pressionados para dar grandes \u201cborlas fiscais\u201d a Multinacionais poluidoras e a restringir as pol\u00edticas p\u00fablicas para cumpri o d\u00e9fice. Exauridos, os Estados n\u00e3o conseguem acudir \u00e0s popula\u00e7\u00f5es pobres v\u00edtimas dos inc\u00eandios e das cheias, tal como ficam impedidos de investir na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. <strong>A Europa dos Muros e da Austeridade \u00e9 tamb\u00e9m inimiga do Planeta.<\/strong><\/p>\n<p>8. <strong>O Governo portugu\u00eas, tamb\u00e9m neste terreno, segue cegamente as pol\u00edticas da UE.<\/strong> Reserva todo o dinheiro para salvar a banca privada, nenhum para salvar o planeta. <strong>O Roteiro para a Neutralidade Carb\u00f3nica 2050 apresentado pelo Governo PS em 2017 \u00e9 uma fraude:<\/strong> feitas as contas, a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es que prop\u00f5e fica 75% acima dos objetivos colocados. Essa hipocrisia fica evidente quando autoriza o novo Aeroporto do Montijo, no meio de uma Reserva Natural. Esta infraestrutura, junto com o aumento da Portela, ir\u00e1 duplicar o tr\u00e1fego a\u00e9reo em Portugal, uma das maiores fontes de emiss\u00f5es de GEE&#8217;s. Tudo para dar milh\u00f5es \u00e0 ind\u00fastria do Turismo e \u00e0 francesa <strong>Vinci<\/strong>, propriet\u00e1ria da Ana Aeroportos. O mesmo se poderia dizer da autoriza\u00e7\u00e3o dada pelo Governo para a prospe\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no Algarve e Litoral Alentejano, em benef\u00edcio de empresas como a <strong>Galp<\/strong>, <strong>Eni<\/strong>, <strong>Repsol<\/strong> etc. S\u00f3 o movimento social nas ruas impediu mais esse crime ambiental. Mas mant\u00e9m-se as explora\u00e7\u00f5es na Batalha e em Pombal, em benef\u00edcio da multinacional <strong>Australis<\/strong>. Assim como se mant\u00e9m uma pol\u00edtica florestal desastrosa transforma o pa\u00eds em pasto para inc\u00eandios e desertifica\u00e7\u00e3o acelerada. Escusado dizer que esta pol\u00edtica mais n\u00e3o \u00e9 do que a continuidade da seguida pelo Governo PSD\/CDS e por todos os Governos anteriores: <strong>entregar os recursos p\u00fablicos e naturais \u00e0s grandes empresas e contar que sejam o povo e o planeta a suportar os custos.<\/strong> Assim manda a UE, assim fazem os partidos do Centr\u00e3o.<\/p>\n<p>9. Como se o rumo que nos trouxe aqui n\u00e3o fosse calamitoso, h\u00e1 quem queira acelerar em dire\u00e7\u00e3o ao abismo. A extrema-direita amea\u00e7a cavalgar o ressentimento de milh\u00f5es de europeus nestas elei\u00e7\u00f5es. <strong>Em Portugal, a coliga\u00e7\u00e3o Basta de Andr\u00e9 Ventura e o partido salazarista PNR s\u00e3o candidatos a imita\u00e7\u00f5es de Trump e Bolsonaro.<\/strong> Com o ataque aos direitos das mulheres, dos negros, imigrantes e LGBT&#8217;s, a extrema-direita quer apenas criar um ambiente de selvajaria social, onde a precariedade e os baixos sal\u00e1rios se imp\u00f5em facilmente. Da mesma forma, com o \u201cnegacionismo clim\u00e1tico\u201d defendido por Trump, Bolsonaro e seus ac\u00f3litos pelo mundo, <strong>os \u201cnacionalistas\u201d mais n\u00e3o fazem do que defender os privil\u00e9gios das multinacionais petrol\u00edferas.<\/strong> Trump impulsionou a mais poluente das ind\u00fastrias, o carv\u00e3o. Bolsonaro abriu a Amaz\u00f3nia a multinacionais. Tamb\u00e9m a extrema-direita portuguesa, neste terreno como em tantos, anseia pela sua oportunidade de ajudar as multinacionais estrangeiras a destruir o nosso pa\u00eds. <strong>Tal como Bolsonaro, ser\u00e3o sempre patriotas do petr\u00f3leo dos outros.<\/strong><\/p>\n<p>10. A maioria da esquerda europeia tem encabe\u00e7ado a luta contra as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, ao lado de muitos partidos ditos \u201cverdes\u201d. Nos parlamentos, s\u00e3o os partidos da esquerda que questionam os Governos e os privil\u00e9gios sem fim da ind\u00fastria petrol\u00edfera. <strong>Por\u00e9m, s\u00e3o partidos que ficam a meio do caminho e muito aqu\u00e9m do necess\u00e1rio.<\/strong> Por exemplo no nosso pa\u00eds, embora tenham e estado ao lado da luta contra a explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo, <strong>Bloco de Esquerda e PCP passaram quatro anos a aprovar Or\u00e7amentos de Estado que reservavam milh\u00f5es para salvar a banca e nada deixavam para salvar o clima.<\/strong> Nenhuma forte mobiliza\u00e7\u00e3o nacional foi convocada por estes partidos para colocar o problema ambiental como um dos principais temas da situa\u00e7\u00e3o nacional. No nosso pa\u00eds \u00e9 muitas vezes o PAN que parece dar voz a quem quer lutar pelo Planeta. Por\u00e9m, prop\u00f5e faz\u00ea-lo sem questionar o lucro e poder dos ricos e poderosos, sem colocar em causa as regras da UE. O PAN caracteriza-se por ser um partido fortemente pr\u00f3 EU. Ora a EU \u00e9 a terceira zona do planeta que mais contribui para o aquecimento global e que mant\u00e9m centrais nucleares e a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis como a principal fonte energ\u00e9tica. \u00c9 demagogia e contradit\u00f3rio o PAN dizer defender o ambiente e a EU em simult\u00e2neo. Assim, acabam a promover medidas duvidosas, como os <strong>\u201cVistos Green\u201d, aprovados junto com o PSD e CDS, que mais n\u00e3o s\u00e3o que uma m\u00e1scara verde para o regabofe dos \u201cVistos Gold\u201d.<\/strong> Para salvar o planeta, n\u00e3o podemos ceder aos interesses capitalistas nem \u00e0 UE. T\u00e3o pouco \u00e9 poss\u00edvel salvar o planeta ao lado de Merkel, Macron, Ant\u00f3nio Costa ou Rui Rio;<\/p>\n<p>11. <strong>Lutamos por Medidas de Emerg\u00eancia Clim\u00e1tica<\/strong>. A crise clim\u00e1tica \u00e9 a maior crise j\u00e1 colocada \u00e0 humanidade. Por todo o mundo, milh\u00f5es acordam para esse desafio e combatem os Governos e Capitalistas que nos empurram para o abismo. Se para salvar bancos ou fazer guerras por petr\u00f3leo h\u00e1 recursos sem fim, tem de haver tamb\u00e9m para salvar o planeta. <strong>As Greves Clim\u00e1ticas estudantis ou movimentos como o Extintion Rebelion mostram que \u00e9 preciso levar milh\u00f5es \u00e0s ruas para fazer uma Revolu\u00e7\u00e3o pelo planeta. <\/strong>\u00c9 essa a aposta do MAS: <strong>Justi\u00e7a Clim\u00e1tica para todos\/as, paga por quem nos trouxe at\u00e9 aqui. <\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>&#8211; Digam a Verdade!<\/strong> A UE e todos os Governos devem declarar \u201cEstado de Emerg\u00eancia Clim\u00e1tica\u201d. Devem dizer a verdade \u00e0s popula\u00e7\u00f5es sobre as Consequ\u00eancias da Atual Crise Clim\u00e1tica e agir em conson\u00e2ncia;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>&#8211; Carbono Zero!<\/strong> Os Governos, a come\u00e7ar pelo Governo Portugu\u00eas, devem substituir a pol\u00edtica do \u201cd\u00e9fice zero\u201d, pelo carbono zero. Os esfor\u00e7os financeiros devem ser colocados em impedir a cat\u00e1strofe clim\u00e1tica e isso implica desobedecer aos Tratados Europeus;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>&#8211;<\/strong> <strong>Deixem os F\u00f3sseis debaixo do solo!<\/strong> Declarar uma morat\u00f3ria imediata a todas as infraestruturas planeadas ou em constru\u00e7\u00e3o para, extra\u00e7\u00e3o, refina\u00e7\u00e3o e transporte de combust\u00edveis f\u00f3sseis, tal como toda os projetos de prospe\u00e7\u00e3o em curso Em Portugal, isso implica suspender todas as licen\u00e7as existentes para prospe\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo ou G\u00e1s Natural, como s\u00e3o o caso da explora\u00e7\u00e3o Onshore na Batalha ou do Gasoduto do Douro, projetado pela REN;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>&#8211; Empregos para o Clima!<\/strong> Exigimos a cria\u00e7\u00e3o de Planos P\u00fablicos Nacionais, coordenados internacionalmente, elaborados democraticamente com as popula\u00e7\u00f5es, para criar milh\u00f5es de postos de trabalho dedicados \u00e0 Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica. Em Portugal, isso significa criar entre 120 a 140 mil postos de trabalho nas energias renov\u00e1veis, na efici\u00eancia energ\u00e9tica, transportes e florestas, capazes de absorver os 20 mil empregos atuais na industria petrol\u00edfera e criar 100 mil novos empregos p\u00fablicos para o clima. Para tal, calcula-se que sejam necess\u00e1rio investir entre 1.5 a 3% do PIB, bem menos do que \u00e9 gasto a financiar bancos privados;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>&#8211; Transportes P\u00fablicos para Todos\/as!<\/strong> Apostar numa rede alargada de transportes p\u00fablicos e gratuitos, centrados na ferrovia, movidos a energias renov\u00e1veis;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>&#8211; Os Capitalistas que Paguem a Crise do Clima!<\/strong> Se os grandes grupos econ\u00f3micos nos trouxeram at\u00e9 aqui, devem ser eles a pagar pela transi\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1ria a re-nacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas petrol\u00edferas, das empresas de energia e transportes. Em Portugal, isso significa a re-nacionaliza\u00e7\u00e3o da GALP, REN, EDP, ANA e TAP, assim como das empresas de transportes coletivos. Em vez de indemnizar estas empresas, os recursos devem ser usados para garantir forma\u00e7\u00e3o a todos os trabalhadores para transitarem para novos empregos amigos do clima;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>&#8211; Pagar a d\u00edvida ao Planeta! <\/strong>Para alocar recursos p\u00fablicos para uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa, \u00e9 necess\u00e1rio parar com o sorvedouro de dinheiro p\u00fablico que s\u00e3o os juros da d\u00edvida p\u00fablica. Os milh\u00f5es de euros pagos por todos n\u00f3s \u00e0 Troika e \u00e0 banca internacional sob a forma de juros da d\u00edvida devem ser canalizados para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e para infraestruturas que protejam as popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis do efeito da crise clim\u00e1tica;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Enquanto n\u00e3o se supera a actual UE, \u00e9 preciso uma voz no cora\u00e7\u00e3o do PE que coloque o dedo na ferida.<\/strong> \u00c9 preciso um trabalhador normal, como qualquer um de n\u00f3s, no Parlamento Europeu, que possa dar vos aos 99% da popula\u00e7\u00e3o que est\u00e3o a pagar pela crise social, financeira e clim\u00e1tica. \u00c9 preciso uma candidatura anti-capitalista e coerentemente ambientalista no nosso pa\u00eds e no parlamento europeu. \u00c9 essa a aposta do MAS nestas elei\u00e7\u00f5es: <strong>eleger o Vasco Santos no Parlamento Europeu, para chamar os trabalhadores e os povos a lutar por uma Europa sem Muros nem Austeridade.<\/strong> Como afirmou a jovem ativista sueca Greta Thundberg perante o olhar at\u00f3nito dos Governantes do mundo reunidos na Cimeira Clim\u00e1tica da ONU na Pol\u00f3nia:<em> <\/em><em>\u201cA mudan\u00e7a vem a caminho, quer voc\u00eas queiram quer n\u00e3o. O verdadeiro poder pertence ao povo!\u201d<\/em><em> <\/em><\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/>  <\/p>\n<hr \/>\n<div>\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a><a href=\"http:\/\/www.empregos-clima.pt\/\"> http:\/\/www.empregos-clima.pt\/<\/a><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Proposta do MAS para a Justi\u00e7a Clim\u00e1tica nestas Elei\u00e7\u00f5es Europeias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3146,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[31],"tags":[116,214,1494,355,114,115,1650,2,117],"class_list":["post-3147","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional","tag-alternativa","tag-ambiente","tag-clima","tag-ecologia","tag-mas","tag-movimento","tag-planeta-b","tag-revolucao","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/grevedoclima.jpg?fit=495%2C330","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3147","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3147"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3147\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3146"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}