{"id":3091,"date":"2019-03-09T19:00:46","date_gmt":"2019-03-09T18:00:46","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2019\/03\/09\/um-dia-internacional-da-mulher-que-fez-historia-em-portugal\/"},"modified":"2019-03-09T19:00:46","modified_gmt":"2019-03-09T18:00:46","slug":"um-dia-internacional-da-mulher-que-fez-historia-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2019\/03\/09\/um-dia-internacional-da-mulher-que-fez-historia-em-portugal\/","title":{"rendered":"Um dia internacional da mulher que fez hist\u00f3ria em Portugal"},"content":{"rendered":"<p><br style=\"clear: both;\" \/>No dia 8 de Mar\u00e7o, mais de uma centena de pa\u00edses e em mais de uma dezena de cidades em Portugal, houve uma ades\u00e3o massiva \u00e0 Greve Internacional de Mulheres. As mulheres que se organizaram, constru\u00edram e reivindicaram este movimento internacionalista conseguiram encher as ruas, ocupar as pra\u00e7as e gritar em un\u00edssono contra o machismo, a viol\u00eancia e a opress\u00e3o quotidianas a que estamos sujeitos.<\/p>\n<p>  <!--more-->  Foi um dia hist\u00f3rico, que resulta de v\u00e1rios anos de luta e mobiliza\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 em 2018 nos tinha deixado boquiabertas com a greve no Estado Espanhol com mais de 5 milh\u00f5es de pessoas nas ruas mas que este ano se multiplicou e fortaleceu. As grandiosas mobiliza\u00e7\u00f5es deixam evidente que os problemas de machismo, discrimina\u00e7\u00e3o e desigualdade n\u00e3o est\u00e3o resolvidos e n\u00e3o nos vamos calar. O 8 de Mar\u00e7o \u00e9 um dia de luta, mas a nossa luta e resist\u00eancia se faz tamb\u00e9m em todos os outros dias do ano. Ontem a mensagem que deix\u00e1mos para o mundo foi \u2013 Estamos fartas! Queremos mudan\u00e7as! E n\u00e3o arredamos p\u00e9. <\/p>\n<p>Por c\u00e1 falam-se em 30 mil pessoas nas ruas portuguesas. Quem participou das manifesta\u00e7\u00f5es, quem fez greve, que acompanhou as not\u00edcias entendeu que \u00e9ramos muitas\/os. E muitas\/os n\u00e3o puderam vir. Os casos de feminic\u00eddio, as desigualdades estruturais, a precariedade, o ass\u00e9dio moral e sexual, a dupla e tripla jornada de trabalho, a falta de servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade trouxeram para as ruas milhares de pessoas (muitas que nunca antes tinham feito greve ou participado em manifesta\u00e7\u00f5es). A vit\u00f3ria de ter cinco sindicatos a convocar greve deve ser assinalada e deve servir de exemplo para as centrais sindicais. A CTGP e a UGT t\u00eam que escutar as mulheres que s\u00e3o cerca de 50% da popula\u00e7\u00e3o ativa em Portugal e come\u00e7ar a colocar as suas reivindica\u00e7\u00f5es particulares em cima da mesa. N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 lutas de \u201cmulheres\u201d. Merecemos respeito e merecemos seguran\u00e7a, igualdade de oportunidades e apoio nos nossos locais de trabalho.<\/p>\n<p>Em Lisboa Ant\u00f3nio Costa tentou surfar a onda feminista. E caiu por terra. As bandeiras socialistas foram obrigadas a recuar e a retirar-se da manifesta\u00e7\u00e3o e Costa foi recebido com apitos, gritos e palavras de ordem sobre a justi\u00e7a, a banca e a resist\u00eancia feminista. \u00c9 vergonhoso que o governo do PS, que pouco ou nada faz para melhorar a vida das mulheres (especialmente as que trabalham, as pobres, imigrantes, negras, LGBTs), se tente projetar numa manifesta\u00e7\u00e3o que na verdade, \u00e9 contra este governo. Em ano de elei\u00e7\u00f5es, com mais de uma dezena de v\u00edtimas de viol\u00eancia machista, Costa tenta limpar a sua imagem. Rejeitamos este aproveitamento pol\u00edtico, denunciamos a postura do primeiro-ministro e do governo do PS e exigimos medidas efectivas.<\/p>\n<p>N\u00e3o venham para as ruas gritar do nosso lado quando no parlamento n\u00e3o legislam a nosso favor. N\u00e3o ocupem as ruas connosco se na altura de investir preferem a banca, as PPPs e o FMI ao investimento em programas nacionais de combate ao machismo.<\/p>\n<p>Ganhem vergonha!<\/p>\n<p>Quem se coloca ao lado de Costa e acha que n\u00e3o podemos gritar as nossas palavras de ordem para que nos ou\u00e7am, \u00e9 tamb\u00e9m culpado de permitir a continuidade do <em>status quo<\/em>. Os partidos com assento parlamentar, a esquerda que ocupa o Parlamento, tem responsabilidade tamb\u00e9m. As ruas ontem mostraram-nos que estamos insatisfeitas. N\u00e3o nos vendam as migalhas concedidas pela Geringon\u00e7a como grandiosas vit\u00f3rias.<\/p>\n<p><strong>Exigimos a pris\u00e3o efectiva dos agressores! Fim das penas suspensas!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Demiss\u00e3o e expuls\u00e3o do Neto Moura!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exigimos uma rede de creches p\u00fablicas de qualidade!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exigimos um programa nacional de combate ao machismo, com forma\u00e7\u00e3o de equipas especializadas capacitadas para acompanhar os casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica e de g\u00e9nero!<\/strong><\/p>\n<p>Dia 8 de mar\u00e7o de 2019 ficar\u00e1 na hist\u00f3ria como a primeira greve efetiva no dia internacional da mulher. Para o pr\u00f3ximo ano contamos com mais sindicatos do nosso lado! E todos os dias constru\u00edmos a luta para destruir este sistema podre que nos oprime e mata, para erguer uma sociedade justa, igualit\u00e1ria e livre!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 8 de Mar\u00e7o, mais de uma centena de pa\u00edses e em mais de uma dezena de cidades em Portugal, houve uma ades\u00e3o massiva \u00e0 Greve Internacional de Mulheres. As mulheres que se organizaram, constru\u00edram e reivindicaram este movimento internacionalista conseguiram encher as ruas, ocupar as pra\u00e7as e gritar em un\u00edssono contra o machismo, a viol\u00eancia e a opress\u00e3o quotidianas a que estamos sujeitos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3090,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[68],"tags":[1024,116,182,799,114,115,368,117],"class_list":["post-3091","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mulher","tag-1024","tag-alternativa","tag-greve","tag-marco","tag-mas","tag-movimento","tag-mulher","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/8marco.jpg?fit=500%2C333","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3091","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3091"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3091\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3090"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}