{"id":3089,"date":"2019-03-07T22:24:17","date_gmt":"2019-03-07T21:24:17","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2019\/03\/07\/manifesto-feminista-internacional\/"},"modified":"2019-03-07T22:24:17","modified_gmt":"2019-03-07T21:24:17","slug":"manifesto-feminista-internacional","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2019\/03\/07\/manifesto-feminista-internacional\/","title":{"rendered":"Manifesto Feminista Internacional"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mulheres de v\u00e1rios pa\u00edses organizaram um <a href=\"https:\/\/www.internacionalfeminista.org\/?fbclid=IwAR1c6uppYJYuKiP-7iyQlK3XrlXefMrFRK59zSjkmIqYYLwJ9-jh7KA3VdE\">manifesto internacional<\/a> apelando \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o das mulheres para al\u00e9m do 8 de mar\u00e7o. Entre as subscritoras est\u00e3o Cinzia Arruzza, co-autora do Manifesto Feminismo para  os 99% e Monica Ben\u00edcio, vi\u00fava da vereadora Marielle Franco. \u00c9 poss\u00edvel assinar, entrando na <a href=\"https:\/\/www.internacionalfeminista.org\/?fbclid=IwAR1c6uppYJYuKiP-7iyQlK3XrlXefMrFRK59zSjkmIqYYLwJ9-jh7KA3VdE\">plataforma. <\/a>Confira o texto na \u00edntegra abaixo:<\/p>\n<p><em><strong>Para Al\u00e9m do 8 de Mar\u00e7o: Rumo a uma internacional Feminista<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Pelo  terceiro ano consecutivo a nova onda feminista transnacional chamou um  dia de mobiliza\u00e7\u00e3o global no 8 de mar\u00e7o: greves legais do trabalho  assalariado \u2013 como as 5 milh\u00f5es de grevistas do 8 de mar\u00e7o de 2018 na  Espanha e as centenas de milhares no mesmo ano na Argentina e na It\u00e1lia;  greves protagonizadas pelas bases de mulheres sem direitos ou prote\u00e7\u00e3o  trabalhistas, greves do trabalho de cuidado e n\u00e3o pago; greves de  estudantes, mas tamb\u00e9m boicotes, marchas e trancamentos de vias. Pelo  terceiro ano consecutivo mulheres e pessoas queer por todo o mundo est\u00e3o  se mobilizando contra os feminic\u00eddios e toda forma de viol\u00eancia de  g\u00eanero; pela autodetermina\u00e7\u00e3o de seus corpos e acesso ao aborto seguro e  legal; por igualdade salarial para trabalhos iguais; pela livre  sexualidade. Se mobilizam tamb\u00e9m contra os muros e fronteiras; o  encarceramento em massa; o racismo, a islamofobia e o anti-semitismo; a  desapropria\u00e7\u00e3o das terras de comunidades ind\u00edgenas; a destrui\u00e7\u00e3o de  ecossistemas e a mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Pelo terceiro ano consecutivo, o  movimento feminista est\u00e1 nos dando esperan\u00e7a e uma vis\u00e3o para um futuro  melhor em um mundo em desmoronamento. O novo movimento feminista  transnacional \u00e9 moldado pelo sul, n\u00e3o s\u00f3 no sentido geogr\u00e1fico, mas  tamb\u00e9m no sentido pol\u00edtico, e \u00e9 nutrido por cada regi\u00e3o em conflito.  Essa \u00e9 a raz\u00e3o de ele ser anticolonial, antirracista e anticapitalista.<\/em><\/p>\n<p><em>Estamos  vivendo um momento de crise geral. Essa crise n\u00e3o \u00e9 de forma alguma  somente econ\u00f4mica; \u00e9 tamb\u00e9m pol\u00edtica e ecol\u00f3gica. O que est\u00e1 em jogo  nessa crise s\u00e3o nossos futuros e nossas vidas. For\u00e7as pol\u00edticas  reacion\u00e1rias est\u00e3o crescendo e apresentando-se como uma solu\u00e7\u00e3o a essa  crise. Dos EUA \u00e0 Argentina, do Brasil \u00e0 India, It\u00e1lia e Pol\u00f4nia,  governos e partidos de extrema direita constroem muros e cercas, atacam  os direitos e liberdades LGBTQ+, negam \u00e0s mulheres a autonomia de seu  pr\u00f3prio corpo e promovem a cultura do estupro, tudo em nome de um  retorno aos \u201cvalores tradicionais\u201d e da promessa de proteger os  interesses das fam\u00edlias de etnicidade majorit\u00e1ria. Suas respostas \u00e0  crise neoliberal n\u00e3o \u00e9 resolver a ra\u00edz dos problemas, mas atacar os mais  oprimidos e explorados entre n\u00f3s.<\/em><\/p>\n<p><em>A nova onda feminista \u00e9  a linha de frente na defesa contra o fortalecimento da extrema-direita.  Hoje, as mulheres est\u00e3o liderando a resist\u00eancia a governos reacion\u00e1rios  em in\u00fameros pa\u00edses.<\/em><\/p>\n<p><em>Em setembro de 2018, o movimento  \u201cEle N\u00e3o\u201d juntou milh\u00f5es de mulheres que se levantaram contra a  candidatura de Jair Bolsonaro, que agora tornou-se um s\u00edmbolo mundial  dos planos da extrema-direita para a humanidade e o catalisador de  for\u00e7as reacion\u00e1rias na Am\u00e9rica Latina. Os protestos ocorreram em mais de  trezentas cidades no Brasil e em todo o mundo. Hoje, Bolsonaro est\u00e1  colocando em pr\u00e1tica uma guerra contra os pobres, as mulheres, as LGBTQ+  e as pessoas negras. Ele apresentou uma reforma da previd\u00eancia  draconiana e afrouxou as leis de controle das armas. Feminic\u00eddios est\u00e3o  disparando num pa\u00eds que j\u00e1 em 2018 tinha um dos maiores n\u00fameros de  feminic\u00eddios do mundo, sendo 70% dessas mulheres assassinadas negras.  126 feminic\u00eddios j\u00e1 ocorreram em 2019. O movimento feminista brasileiro  est\u00e1 respondendo esses ataques e se preparando para a mobiliza\u00e7\u00e3o no 8  de mar\u00e7o e novamente no 14 de mar\u00e7o, no anivers\u00e1rio do assassinato  pol\u00edtico de Marielle Franco, ao mesmo tempo em que emergem informa\u00e7\u00f5es  sobre os fortes la\u00e7os entre os filhos de Bolsonaro e um dos milicianos  respons\u00e1veis por sua morte.<\/em><\/p>\n<p><em>Da mesma forma, o Non Una  Meno na It\u00e1lia \u00e9 hoje o \u00fanico movimento organizado respondendo \u00e0s  pol\u00edticas anti-imigrantes e mis\u00f3ginas do governo de direita da Liga  Norte e do Movimento Cinco Estrelas. Na Argentina, mulheres lideraram a  resist\u00eancia contra as pol\u00edticas neoliberais de direita do governo Macri.  E, no Chile, o movimento feminista est\u00e1 lutando contra a criminaliza\u00e7\u00e3o  da luta dos povos ind\u00edgenas e o machismo sist\u00eamico de uma educa\u00e7\u00e3o  muito cara.<\/em><\/p>\n<p><em>O movimento feminista tamb\u00e9m est\u00e1  redescobrindo o significado da solidariedade internacional e da  iniciativa transnacional. Nos \u00faltimos meses o movimento feminista  argentino usou o evocativo nome de \u201cInternacional Feminista\u201d para se  referir \u00e0 pr\u00e1tica da solidariedade internacional reinventada pela nova  onda feminista, e em alguns pa\u00edses, como a It\u00e1lia, o movimento est\u00e1  discutindo a necessidades de encontros transnacionais para melhor  coordenar e compartilhar vis\u00f5es, an\u00e1lises e experi\u00eancias pr\u00e1ticas.<\/em><\/p>\n<p><em>Diante  da crise global de dimens\u00f5es hist\u00f3ricas, mulheres e pessoas LGBTQ+  est\u00e3o encarando o desafio e preparando uma resposta global. Depois do  pr\u00f3ximo 8 de mar\u00e7o, chegou a hora de levar nosso movimento um passo  adiante e convocar reuni\u00f5es internacionais e assembleias dos movimentos:  para tornar-se o freio de emerg\u00eancia capaz de deter o trem do  capitalismo global, que descamba a toda velocidade em dire\u00e7\u00e3o \u00e0  barb\u00e1rie, levando a bordo a humanidade e o planeta em que vivemos.\u200b<\/em><\/p>\n<p><em>Amelinha Teles (Uni\u00e3o de Mulheres de S\u00e3o Paulo, Brazil)<\/em><\/p>\n<p><em>Andrea Medina Rosas (Lawyer and activist, Mexico)<\/em><\/p>\n<p><em>Angela Y. Davis (Founder of Critical Resistance, US)<\/em><\/p>\n<p><em>Antonia Pellegrino (Writer and activist, Brazil)<\/em><\/p>\n<p><em>Cinzia Arruzza (Co-author of Feminism for the 99%. A Manifesto)<\/em><\/p>\n<p><em>Enrica Rigo (Non Una di Meno, Italy)<\/em><\/p>\n<p><em>Julia C\u00e1mara (Coordinadora estatal del 8 de marzo, Spain)<\/em><\/p>\n<p><em>Jupiara Castro (N\u00facleo de Consci\u00eancia Negra, Brazil)<\/em><\/p>\n<p><em>Justa Montero (Asamblea feminista de Madrid, Spain)<\/em><\/p>\n<p><em>Kavita Krishnan (All India Progressive Women\u2019s Association)<\/em><\/p>\n<p><em>Lucia Cavallero (Ni Una Menos, Argentina)<\/em><\/p>\n<p><em>Luna Follegati (Philosopher and activist, Chile)<\/em><\/p>\n<p><em>Marta Dillon (Ni Una Menos, Argentina)<\/em><\/p>\n<p><em>Monica Benicio (Human rights activist and Marielle Franco\u2019s widow, Brazil)<\/em><\/p>\n<p><em>Morgane Merteuil (feminist activist, France)<\/em><\/p>\n<p><em>Nancy Fraser (Co-author of Feminism for the 99%. A Manifesto)<\/em><\/p>\n<p><em>Nuria Alabao (Journalist and Writer, Spain)<\/em><\/p>\n<p><em>Paola Rudan (Non Una di Meno, Italy)<\/em><\/p>\n<p><em>Sonia Guajajara (Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil)<\/em><\/p>\n<p><em>Tatiana Montella (Non Una di Meno, Italy)<\/em><\/p>\n<p><em>Tithi Bhattacharya (Co-author of Feminism for the 99%. A Manifesto)<\/em><\/p>\n<p><em>Veronica Cruz Sanchez (Human rights activist, Mexico)<\/em><\/p>\n<p><em>Ver\u00f3nica Gago (Ni Una Menos, Argentina)<\/em><\/p>\n<p><em>Zillah Eisenstein (International Women\u2019s Strike, US)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Mulheres de v\u00e1rios pa\u00edses organizaram um manifesto internacional apelando \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o das mulheres para al\u00e9m do 8 de mar\u00e7o. Entre as subscritoras est\u00e3o Cinzia Arruzza, co-autora do Manifesto Feminismo para os 99% e Monica Ben\u00edcio, vi\u00fava da vereadora Marielle Franco. \u00c9 poss\u00edvel assinar, entrando na plataforma. Confira o texto na \u00edntegra abaixo: Para Al\u00e9m do 8 de Mar\u00e7o: Rumo a uma internacional Feminista Pelo terceiro ano consecutivo a nova onda feminista transnacional chamou um dia de mobiliza\u00e7\u00e3o global no 8 de mar\u00e7o: greves legais do trabalho assalariado \u2013 como as 5 milh\u00f5es de grevistas do 8 de mar\u00e7o de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[42],"tags":[1624],"class_list":["post-3089","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo","tag-8-de-marco-feminista-mulheres"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3089\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}