{"id":307,"date":"2010-10-04T01:37:59","date_gmt":"2010-10-04T00:37:59","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2010\/10\/04\/protesto-rejeita-apoio-de-israel-a-festival-lgbt\/"},"modified":"2010-10-04T01:37:59","modified_gmt":"2010-10-04T00:37:59","slug":"protesto-rejeita-apoio-de-israel-a-festival-lgbt","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2010\/10\/04\/protesto-rejeita-apoio-de-israel-a-festival-lgbt\/","title":{"rendered":"Protesto rejeita apoio de Israel a festival LGBT"},"content":{"rendered":"<p>Entidades como o Comit\u00e9 de Solidariedade com a Palestina e o Panteras Rosa n\u00e3o querem que o Queer Lisboa seja associado a um estado que promove a viol\u00eancia contra o povo palestiniano.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No passado dia 17 de Setembro teve in\u00edcio a 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Queer Lisboa, festival de cinema gay, l\u00e9sbico, bissexual e transg\u00e9nero (LGBT). Este surge por for\u00e7a do movimento LGBT e foi uma vit\u00f3ria desse movimento na luta contra as discrimina\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o sexual e da identidade de g\u00e9nero em Portugal. Desta forma, n\u00e3o queremos ver o Queer associado a um Estado racista e assassino como o de Israel atrav\u00e9s do apoio financeiro que vem sendo dado pela embaixada deste pa\u00eds ao festival.<br \/>Sendo o estado de Israel respons\u00e1vel pela ocupa\u00e7\u00e3o militar da Palestina e pela repress\u00e3o e guerra contra os povos \u00e1rabes, transformando Gaza num gigantesco campo de concentra\u00e7\u00e3o, sem acesso a bens essenciais \u00e0 sobreviv\u00eancia da sua popula\u00e7\u00e3o, v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0 causa palestiniana e do movimento LGBT resolveram manifestar-se pela rejei\u00e7\u00e3o deste apoio. Com este objectivo, para que a direc\u00e7\u00e3o do festival recuse o apoio financeiro dado pela embaixada israelita, estas entidades organizaram uma manifesta\u00e7\u00e3o em frente ao Cinema S\u00e3o Jorge, em Lisboa, na noite da sua abertura.<br \/>Estiveram presentes ao protesto cerca de trinta pessoas, a empunhar faixas e distribuir um panfleto, assinado por v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es e personalidades, intitulado &#8220;N\u00e3o \u00e0 associa\u00e7\u00e3o do Queer Lisboa com o criminoso apartheid israelita&#8221;, a explicar as raz\u00f5es daquele acto. Um dos subscritores do panfleto foi o realizador canadiano John Greyson, premiado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Queer Lisboa, mas que, ao saber da exist\u00eancia do apoio da embaixada israelita, retirou o seu filme desta edi\u00e7\u00e3o do festival, para que o seu trabalho n\u00e3o esteja associado ao estado sionista.<br \/>Participaram da organiza\u00e7\u00e3o da manifesta\u00e7\u00e3o, entre outras entidades, o Comit\u00e9 de Solidariedade com a Palestina, o Panteras Rosa e o Colectivo M\u00famia Abu Jamal. A aceita\u00e7\u00e3o do p\u00fablico ao protesto foi bastante favor\u00e1vel, interessando-se, em muitos casos, em conhecer melhor as suas motiva\u00e7\u00f5es. Mesmo assim, tudo indica que a organiza\u00e7\u00e3o do festival n\u00e3o recue e mantenha o apoio da embaixada israelita ao festival.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Um apoio com segundas inten\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>H\u00e1 alguns anos que o estado de Israel inclui na sua politica externa o apoio a eventos culturais vinculados ao movimento LGBT, na tentativa de dar um aspecto mais progressista \u00e0 sua pol\u00edtica externa, com o objectivo de angariar simpatia junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses imperialistas, demarcando-se da maioria dos pa\u00edses do M\u00e9dio Oriente que, de forma reaccion\u00e1ria, reprimem as pessoas LGBT.<br \/>Da mesma forma, algumas multinacionais tentam lavar a cara nas principais marchas de orgulho LGBT e outros estados imperialistas v\u00e3o fazendo algumas ced\u00eancias, como no caso do alargamento do casamento a pessoas do mesmo sexo, enquanto exploram e oprimem todos os trabalhadores do mundo.<br \/>De nossa parte, n\u00e3o podemos permitir que um estado utilize o movimento LGBT para lavar a cara de todos os crimes que cometeu e comete. O que nos separa \u00e9 a classe, e n\u00e3o a etnia, g\u00e9nero ou orienta\u00e7\u00e3o sexual. Assim como os nazis reprimiram os judeus, os gays, os militantes de esquerda e os povos dos pa\u00edses ocupados para sustentarem a sua m\u00e1quina de guerra em campos de trabalho for\u00e7ado, hoje o estado israelita reprime o povo palestiniano para que o imperialismo tenha uma base militar no M\u00e9dio Oriente e para que a burguesia israelita veja os seus lucros garantidos.<br \/>Toda a classe trabalhadora deve estar unida para lutar por um estado palestiniano livre, democr\u00e1tico e n\u00e3o racista, e lutar por um movimento LGBT independente e classista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entidades como o Comit\u00e9 de Solidariedade com a Palestina e o Panteras Rosa n\u00e3o querem que o Queer Lisboa seja associado a um estado que promove a viol\u00eancia contra o povo palestiniano. \u00a0 No passado dia 17 de Setembro teve in\u00edcio a 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Queer Lisboa, festival de cinema gay, l\u00e9sbico, bissexual e transg\u00e9nero (LGBT). 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