{"id":2951,"date":"2018-08-23T09:50:45","date_gmt":"2018-08-23T08:50:45","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2018\/08\/23\/reestruturacao-da-cgd-abriu-portas-a-ataque-aos-direitos-de-quem-trabalha\/"},"modified":"2018-08-23T09:50:45","modified_gmt":"2018-08-23T08:50:45","slug":"reestruturacao-da-cgd-abriu-portas-a-ataque-aos-direitos-de-quem-trabalha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2018\/08\/23\/reestruturacao-da-cgd-abriu-portas-a-ataque-aos-direitos-de-quem-trabalha\/","title":{"rendered":"Reestrutura\u00e7\u00e3o da CGD abriu portas a ataque aos direitos de quem trabalha"},"content":{"rendered":"<p><br style=\"clear: both;\" \/>No final do passado m\u00eas de Julho, a Administra\u00e7\u00e3o da CGD denunciou o acordo de empresa que vigora no banco p\u00fablico. Daqui em diante ser\u00e3o desenvolvidas negocia\u00e7\u00f5es para se alcan\u00e7ar um novo acordo entre a CGD e os sindicatos.<\/p>\n<p>  <!--more-->  A Administra\u00e7\u00e3o justifica a den\u00fancia com a necessidade de \u201cuniformizar alguns dos direitos\u201d que os trabalhadores da Caixa ainda t\u00eam face aos direitos que s\u00e3o praticados nos outros bancos a operar em Portugal. <\/p>\n<p>Este \u00e9 mais um dos requisitos da reestrutura\u00e7\u00e3o da CGD, que sob o aval de Bruxelas, foi aprovada pelo PS, BE e PCP.<\/p>\n<p>Como recordat\u00f3rio, em in\u00edcios de 2017, o Governo PS, com o apoio de BE e PCP, injetou cerca de \u20ac4 mil milh\u00f5es de capitais p\u00fablicos na CGD. Esta reestrutura\u00e7\u00e3o previu ainda a emiss\u00e3o de um empr\u00e9stimo obrigacionista de mil milh\u00f5es de euros, a muito longo prazo, a investidores privados, pelos quais pagar\u00e1 uma taxa de juro de 10,75%, abrindo a porta a que os credores privados assumam parte do capital da CGD. Em troca, foi previsto o despedimento de 2.200 trabalhadores banc\u00e1rios da CGD e o encerramento de 180 ag\u00eancias, at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O actual acordo coletivo da banca: destruir direitos, postos de trabalho e sal\u00e1rio!<\/strong><\/p>\n<p>Em 2016, o Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Banc\u00e1rio (ACT) que vigora para a maior parte da banca, foi alvo de uma den\u00fancia que levou \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de todo um conjunto de direitos, privando os banc\u00e1rios das promo\u00e7\u00f5es por antiguidade, op\u00e7\u00e3o pelo sistema de diuturnidades, pr\u00e9mios de antiguidade, garantia de recoloca\u00e7\u00e3o do trabalhador em caso de extin\u00e7\u00e3o do posto de trabalho, entre muitos outros direitos perdidos.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos direitos perdidos, os trabalhadores banc\u00e1rios t\u00eam sido aqueles que mais t\u00eam pago com a gest\u00e3o danosa dos bancos. Desde a chegada da Troika, em 2011, j\u00e1 sa\u00edram da banca mais de 10 mil trabalhadores banc\u00e1rios e j\u00e1 encerraram cerca de 2.000 ag\u00eancias.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, o Governo PS permite que haja, hoje, bancos a atuar no mercado nacional sem que os seus trabalhadores estejam abrangidos pelos acordos coletivos do sector. \u00c9 o caso do banco dos CTT ou do franc\u00eas BNP Paribas, por exemplo.<\/p>\n<p>Enquanto isso, as administra\u00e7\u00f5es passadas e presentes continuam impunes dos roubos e buracos financeiros, pelos quais s\u00e3o respons\u00e1veis, recaindo a fatura sobre os contribuintes e os trabalhadores banc\u00e1rios.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o danosa das administra\u00e7\u00f5es dos bancos \u00e9 paga com o meio de subsist\u00eancia de milhares de banc\u00e1rios, o seu trabalho, e com os impostos de todos os contribuintes. Basta!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Governo PS, com o apoio de BE e PCP, destr\u00f3i direitos, postos de trabalho e sal\u00e1rios na CGD<\/strong><\/p>\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o da Caixa pretende agora nivelar, por baixo, os custos salariais dos trabalhadores da CGD aos praticados nos restantes bancos. Para isso precisa de eliminar as promo\u00e7\u00f5es por antiguidade, ajustar em baixa os aumentos salariais dos trabalhadores, p\u00f4r um fim \u00e0s anuidades, aumentar a idade da reforma, etc.<\/p>\n<p>Com um Governo que se diz de esquerda e que agita constantemente que a p\u00e1gina da austeridade foi virada, o que deveria estar a ser feito era o nivelamento, por cima, de toda a restante banca aos direitos que j\u00e1 s\u00e3o reconhecidos na CGD.<\/p>\n<p>BE e PCP suportam o Governo PS, aceitam as condi\u00e7\u00f5es de Bruxelas, e depois v\u00eam para os jornais dizer que discordam com os despedimentos, encerramento de balc\u00f5es e perda de direitos. N\u00e3o \u00e9 s\u00e9rio.<\/p>\n<p>O que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 lutar pela manuten\u00e7\u00e3o e fortalecimento de uma banca p\u00fablica, capaz de incrementar planos de desenvolvimento econ\u00f3mico, de investimento na nossa economia, de redu\u00e7\u00e3o do desemprego, de melhoria do emprego existente e de aumentos salariais. Para isso, a defesa de todos os direitos e postos de trabalho \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>BE e o PCP t\u00eam de passar dos jogos de palavras aos actos. Passar do \u201csorrir e acenar\u201d para a concretiza\u00e7\u00e3o de um plano de defesa dos nossos empregos e sal\u00e1rios. Para BE e PCP serem consequentes com a sua ret\u00f3rica, isso come\u00e7a no imediato, por um lado, com a n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o de um pr\u00f3ximo Or\u00e7amento do Estado que n\u00e3o preveja a manuten\u00e7\u00e3o de todos os direitos na CGD e, por outro, atrav\u00e9s do estabelecimento de um plano de lutas que permita obter vit\u00f3rias.<\/p>\n<p>Sem uma banca p\u00fablica forte as condi\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento, defesa da soberania e independ\u00eancia do pa\u00eds saem cada vez mais debilitadas. Isto \u00e9 tudo o que Bruxelas tem para nos oferecer e o que o actual Governo PS, apoiado por BE e PCP, vai consumando.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Banc\u00e1rios da CGD em luta pelos seus e pelos direitos de toda a banca!<\/strong><\/p>\n<p>O STEC (Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD), sindicato ligado \u00e0 CGTP, marcou uma greve para sexta-feira, dia 24 de Agosto.<\/p>\n<p>O MAS apoia a greve e est\u00e1 totalmente solid\u00e1rio com os trabalhadores da CGD. Se, entre 2012 e 2016, durante as negocia\u00e7\u00f5es do actual ACT banc\u00e1rio, os banc\u00e1rios n\u00e3o tiveram a oportunidade de decidir se queriam ou n\u00e3o lutar pelo seu ACT, hoje, os banc\u00e1rios da CGD, ter\u00e3o essa hip\u00f3tese.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Pris\u00e3o e confisco dos bens para quem roubou e endividou os bancos!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Defesa e manuten\u00e7\u00e3o da banca p\u00fablica!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Defesa de todos os postos de trabalho!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Se o pa\u00eds cresceu, queremos os nossos direitos de volta!<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final do passado m\u00eas de Julho, a Administra\u00e7\u00e3o da CGD denunciou o acordo de empresa que vigora no banco p\u00fablico. 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