{"id":2863,"date":"2018-06-27T11:40:47","date_gmt":"2018-06-27T10:40:47","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2018\/06\/27\/a-revolta-das-mulheres-iranianas\/"},"modified":"2018-06-27T11:40:47","modified_gmt":"2018-06-27T10:40:47","slug":"a-revolta-das-mulheres-iranianas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2018\/06\/27\/a-revolta-das-mulheres-iranianas\/","title":{"rendered":"A revolta das mulheres iranianas"},"content":{"rendered":"<p><br style=\"clear: both;\" \/>No in\u00edcio de 2018, a revolta de mulheres iranianas contra o uso obrigat\u00f3rio do v\u00e9u isl\u00e2mico contribuiu de forma muito significativa ao clima de contesta\u00e7\u00e3o, marcado pelas manifesta\u00e7\u00f5es de massa contra a alta dos pre\u00e7os e a corrup\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/esquerdaonline.com.br\/2018\/06\/26\/a-revolta-das-mulheres-iranianas\/#notas\">(1)<\/a><\/p>\n<p>  <!--more-->  De acordo com o artigo 368 do C\u00f3digo Penal isl\u00e2mico iraniano, as mulheres que aparecem em p\u00fablico sem v\u00e9u podem receber uma pena de pris\u00e3o que pode durar at\u00e9 dois meses. Essa lei \u00e9 aplicada a partir da idade de nove anos. Na pr\u00e1tica, as autoridades imp\u00f5em o uso obrigat\u00f3rio do v\u00e9u a partir dos sete anos, ou seja, quando as meninas entram na escola prim\u00e1ria. <\/p>\n<p>A primeira mulher a ousar retirar seu v\u00e9u na rua, no dia 27 de dezembro de 2017, foi solta depois de um m\u00eas de pris\u00e3o, ap\u00f3s ser obrigada a pagar uma fian\u00e7a de um montante equivalente a 50 vezes o sal\u00e1rio m\u00ednimo local. No entanto, seu exemplo foi seguido por dezenas de outras mulheres, das quais mais de 35 foram detidas. O movimento pelo qual as mulheres divulgam desde 2017 suas fotos sem v\u00e9u nas redes sociais se amplificaram desde janeiro. \u00c9 a primeira vez desde as grandes manifesta\u00e7\u00f5es de 1979-1980 que a resist\u00eancia das mulheres toma contornos abertamente anticonformistas e, sobretudo, ilegais.<\/p>\n<p>No mesmo momento, muitas jovens e mulheres participavam das manifesta\u00e7\u00f5es contra a alta dos pre\u00e7os, o desemprego e a corrup\u00e7\u00e3o que reuniram centenas de milhares de jovens desempregados\/as e de trabalhadores\/as. Essa onda de mobiliza\u00e7\u00e3o, que come\u00e7ou em 28 de dezembro, durou 10 dias. Ela aconteceu em quase cem cidades iranianas, grandes e pequenas, abalando as bases do regime dos aiatol\u00e1s. A \u00fanica resposta do governo foi a repress\u00e3o, com a morte na rua de 27 pessoas e a deten\u00e7\u00e3o de 5 mil manifestantes, dos quais pelo menos 12 morreram em seguida na pris\u00e3o.<\/p>\n<p>A amplitude da mobiliza\u00e7\u00e3o das mulheres \u00e9 um fen\u00f4meno novo e marcante. Um breve retorno \u00e0 hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es entre o poder isl\u00e2mico e as mulheres iranianas ser\u00e1 \u00fatil para que se compreenda melhor a import\u00e2ncia do fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma opress\u00e3o que vem de longe<br \/> <\/strong><\/p>\n<p>Mesmo se a situa\u00e7\u00e3o atual das mulheres \u00e9 o resultado direto da derrocada da revolu\u00e7\u00e3o de 1979, a misoginia da sociedade iraniana n\u00e3o data da instaura\u00e7\u00e3o do regime isl\u00e2mico. O x\u00e1 Reza Pahlavi era um exemplo flagrante disso. Ele o assumiu abertamente, em 1973, em uma entrevista c\u00e9lebre e devastadora com Oriana Fallaci <a href=\"https:\/\/esquerdaonline.com.br\/2018\/06\/26\/a-revolta-das-mulheres-iranianas\/#notas\">(2)<\/a>, na qual explicou que as mulheres nunca fizeram nada de grande, n\u00e3o s\u00e3o boas nem mesmo para cozinhar (todos os grandes chefes de cozinha sendo homens!) e \u201cnunca sabem ser \u00fateis\u201d.<a href=\"https:\/\/esquerdaonline.com.br\/2018\/06\/26\/a-revolta-das-mulheres-iranianas\/#notas\">(3)<\/a><\/p>\n<p>Um outro fato ilustra a domina\u00e7\u00e3o masculina existente nessa \u00e9poca: em meados dos anos 1970, a senadora Mehranguiz Manouchehrian propusera eliminar a obriga\u00e7\u00e3o, para as mulheres casadas, de obter autoriza\u00e7\u00e3o de seu marido para sair do pa\u00eds. N\u00e3o somente essa demanda foi violentamente rejeitada, mas M. Manouchehrian foi for\u00e7ada a deixar o cargo.<\/p>\n<p>Apesar das apar\u00eancias, a monarquia e suas leis nunca foram verdadeiramente laicas. A sombra da xaria estava presente, e os acordos do regime do X\u00e1 com o clero eram muitos!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>As mulheres, primeiras v\u00edtimas do regime religioso<br \/> <\/strong><\/p>\n<p>Social e politicamente, as mulheres iranianas foram as primeiras v\u00edtimas da instala\u00e7\u00e3o de um regime clerical. Khomeini, mesmo no ex\u00edlio, tinha descartado a possibilidade de se infringir as regras da xaria. Essa atitude n\u00e3o \u00e9 nova: o clero iraniano sempre teve um papel primordial contra as mulheres.<\/p>\n<p>Da revolu\u00e7\u00e3o constitucional de 1906 \u00e0 tomada do poder pelo clero em 1979, este \u00faltimo nunca deixou de combater qualquer avan\u00e7o nos direitos das mulheres. No que diz respeito a Khomeini, seu protesto contra o regime do X\u00e1 no momento da Revolu\u00e7\u00e3o Branca e da reforma agr\u00e1ria que entrava no seu bojo (1963) era antes de tudo uma oposi\u00e7\u00e3o ao direito de voto e de elegibilidade ent\u00e3o concedido \u00e0s mulheres pelo regime mon\u00e1rquico.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de mundo dos aiatol\u00e1s xiitas iranianos, os direitos das mulheres n\u00e3o s\u00e3o determinados pelos seres humanos e pelas condi\u00e7\u00f5es sociais de um per\u00edodo determinado, mas por seu \u201clugar natural e definido por Deus\u201d. O papel social da mulher \u00e9 de ser antes de tudo uma esposa submissa ao homem, que lhe garante sua subsist\u00eancia. Seu dever sagrado \u00e9 a reprodu\u00e7\u00e3o. Uma das m\u00e1ximas favoritas dos aiatol\u00e1s \u00e9 \u201cO para\u00edso est\u00e1 sob os p\u00e9s das m\u00e3es\u201d. Ser m\u00e3e e dona de casa constitui o \u201ctrabalho divino\u201d atribu\u00eddo \u00e0s mulheres, enquanto os homens t\u00eam o poder de \u201cdar fim ao contrato\u201d de casamento quando desejarem.<\/p>\n<p>Em resumo, para esses religiosos, a desigualdade est\u00e1 na ordem natural e divina das rela\u00e7\u00f5es entre os humanos e, segundo a vontade divina, as mulheres s\u00e3o inferiores aos homens em direitos. Isso \u00e9 codificado, entre outros, nas leis e nos c\u00f3digos isl\u00e2micos que concernem ao direito \u00e0 heran\u00e7a, ao acesso a responsabilidades jur\u00eddicas, ao testemunho nos processos jur\u00eddicos, ao direito \u00e0 guarda das crian\u00e7as, \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o para viajar para o exterior etc.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A situa\u00e7\u00e3o deplor\u00e1vel das mulheres trabalhadoras<br \/> <\/strong><\/p>\n<p>As trabalhadoras sofrem uma dupla opress\u00e3o, do sistema capitalista e da ordem patriarcal. Elas formam a maioria dos desmunidos da sociedade. A maior parte dos empregos ofertados \u00e0s trabalhadoras s\u00e3o muito mal pagos e considerados como desvalorizantes. A quase totalidade dos empregos na tecelagem de tapetes e nos servi\u00e7os de limpeza privados e p\u00fablicos s\u00e3o ocupados por mulheres.<\/p>\n<p>Em trabalhos iguais, existe uma grande diferen\u00e7a entre homens e mulheres em rela\u00e7\u00e3o aos sal\u00e1rios, aos b\u00f4nus e aos aumentos salariais, mesmo que isso seja proibido por lei.<\/p>\n<p>Essas desigualdades s\u00e3o encontradas em diversas esferas, como nos crit\u00e9rios para contrata\u00e7\u00e3o, na forma\u00e7\u00e3o, nas promo\u00e7\u00f5es etc.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 separa\u00e7\u00e3o dos homens e das mulheres nos servi\u00e7os p\u00fablicos, como, por exemplo, na educa\u00e7\u00e3o e nos servi\u00e7os de sa\u00fade, o n\u00famero de funcion\u00e1rias mulheres certamente aumentou. A consequ\u00eancia disso \u00e9 a baixa taxa de trabalho feminino no setor privado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma longa tradi\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia<br \/> <\/strong><\/p>\n<p>As mulheres iranianas n\u00e3o cederam diante das tentativas de exclus\u00e3o, das intimida\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, bem como da repress\u00e3o feroz do regime isl\u00e2mico. Um dos seus \u201crecordes\u201d em rela\u00e7\u00e3o ao regime mon\u00e1rquico que o precedeu \u00e9, assim, o n\u00famero de mulheres que aprisionou ou levou \u00e0 morte: quase duas mil mulheres foram executadas desde 1979, das quais 79 desde 2013.<\/p>\n<p>A islamiza\u00e7\u00e3o do ensino levou as fam\u00edlias tradicionalistas a deixar seus filhos fazerem estudos universit\u00e1rios, o que contribuiu para uma maior feminiliza\u00e7\u00e3o do mundo estudantil. No entanto, se muitas mulheres levam seus estudos o mais longe poss\u00edvel, isso ocorre, antes de tudo, porque \u00e9 uma oportunidade de elas sa\u00edrem por um tempo do enclausuramento familiar e, assim, de respirar.<\/p>\n<p>No plano pol\u00edtico, desde o surgimento do discurso reformista de Estado, que culminou com as vit\u00f3rias de Khatami nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 1997 e 2001, as militantes feministas se limitam, em sua grande maioria, a apoiar os reformistas, restringindo suas a\u00e7\u00f5es ao marco legal.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o presidencial do ultraconservador Ahmadinejad, elas organizaram uma grande manifesta\u00e7\u00e3o no dia 23 de junho de 2005, anivers\u00e1rio da elei\u00e7\u00e3o do presidente anterior, Khatami. Elas queriam, assim, expressar sua vontade de defender os direitos das mulheres, que pareciam estar ainda mais amea\u00e7ados com o novo governo formado pelo cl\u00e3 de Ahmadinejad e por seus diversos ministros sa\u00eddos da Guarda Revolucion\u00e1ria. Paradoxalmente, a pol\u00edcia tolerou essa manifesta\u00e7\u00e3o. Contudo, um ano depois, dia 23 de junho de 2006, uma segunda manifesta\u00e7\u00e3o foi, dessa vez, brutalmente dispersada. As militantes foram presas e agredidas.<\/p>\n<p>Da\u00ed surgiu a ideia de orientar o movimento feminista para outras formas de a\u00e7\u00e3o. A \u201ccampanha de um milh\u00e3o de assinaturas\u201d contra as leis que estavam em prepara\u00e7\u00e3o visando a reduzir ainda mais os parcos direitos das mulheres foi ent\u00e3o lan\u00e7ada.\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/esquerdaonline.com.br\/2018\/06\/26\/a-revolta-das-mulheres-iranianas\/#notas\">(4) <\/a><\/strong>As feministas e seus apoiadores foram de porta em porta a fim de sensibilizar as mulheres donas de casa. Ap\u00f3s uma efervesc\u00eancia inicial e um sucesso real junto \u00e0s mulheres comuns, a repress\u00e3o policial se lan\u00e7ou sobre as militantes, e a campanha terminou.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa fase particular da luta civil, grandes personalidades desse movimento se colocaram ao servi\u00e7o quase exclusivo dos reformistas de Estado. Elas serviram, com \u201corgulho e entusiasmo\u201d, segundo suas palavras, \u00e0s campanhas eleitorais de Moussavi e de Rouhani. Dessa forma, distanciaram-se dos demais movimentos sociais, e o movimento feminista independente iraniano deixou de existir. Suas figuras emblem\u00e1ticas, de Chirine Ebadi (pr\u00eamio Nobel da paz) \u00e0 advogada militante Nasrine Sotoudeh, viraram, todas, apoiadoras ativas dos reformistas. Elas condenaram as a\u00e7\u00f5es realizadas por fora do marco legal e se manifestaram abertamente contra o que chamaram de \u201ca subvers\u00e3o\u201d. Essa orienta\u00e7\u00e3o n\u00e3o levou a nenhum resultado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma nova era para os movimentos sociais, incluindo o das mulheres<br \/> <\/strong><\/p>\n<p>Os 10 dias de manifesta\u00e7\u00f5es contra a alta dos pre\u00e7os deste in\u00edcio de ano foram caracterizados pela aus\u00eancia total de palavras de ordem em favor dos reformistas de Estado, como Mir Hossein Moussavi ou Mehdi Karoubi, enquanto estes foram colocados em pris\u00e3o domiciliar. Ao contr\u00e1rio, foram ouvidas palavras de ordem radicais contra o regime, inclusive contra o Guia supremo, e exigindo a queda do regime isl\u00e2mico em sua totalidade.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o p\u00fablica e ilegal das corajosas mulheres iranianas contra a obriga\u00e7\u00e3o de usar o hijab isl\u00e2mico tamb\u00e9m se realizou sem o apoio dos famosos reformistas. Estes n\u00e3o ousaram nem apoi\u00e1-las verbalmente. O movimento dessas mulheres se caracteriza por uma supera\u00e7\u00e3o imediata do quadro imposto n\u00e3o somente pelos conservadores, mas tamb\u00e9m pelos ditos reformistas de Estado e por seu discurso est\u00e9ril. Seu car\u00e1ter subversivo, desrespeitoso dos marcos legais constitui, at\u00e9 mesmo para estes \u00faltimos, um temor. Os dois movimentos concomitantes, contra a alta de pre\u00e7os e a corrup\u00e7\u00e3o e contra a obriga\u00e7\u00e3o de usar o v\u00e9u isl\u00e2mico, atestam uma derrota do discurso reformista dos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p>Apesar do n\u00famero limitado de suas pioneiras, o movimento de protesto das mulheres entrou em uma nova era. Mais uma raz\u00e3o para que, na Fran\u00e7a e em outros lugares, a solidariedade do movimento oper\u00e1rio e do movimento das mulheres seja implac\u00e1vel, combatendo as deten\u00e7\u00f5es e as pris\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em><strong>Behroz Farahany\u00a0&#8211; Esquerda Online.\u00a0Tradu\u00e7\u00e3o: de Daniele Cunha. Artigo original publicado no\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/npa2009.org\/idees\/international\/la-revolte-des-femmes-iraniennes\" rel=\"noopener\">site do NPA<\/a><\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p> <strong><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Notas<\/em><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>1 \u2013<\/strong> Ver o artigo de Houshang Sepehr em nossa revista n\u00ba 95 de fevereiro de 2018. Mais geralmente, reportar-se ao site da SSTI (<a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/iran-echo.com\/\" rel=\"noopener\">Solidarit\u00e9 socialiste avec les travailleurs d\u2019Iran \u2013 Solidariedade socialista com os trabalhadores do Ir\u00e3)<\/a><br \/> <strong>2 \u2013<\/strong> A escritora italiana Oriana Fallacci, nascida em 1929 e morta em 2006, por muito tempo foi uma feminista de esquerda engajada e corajosa. Ela n\u00e3o defendeu sempre as posi\u00e7\u00f5es pr\u00f3-imperialistas, pr\u00f3-sionistas e violentamente islamof\u00f3bicas que tristemente marcaram o fim de sua vida.<br \/> <strong>3 \u2013<\/strong> Esta muito instrutiva entrevista pode ser lida em\u00a0<a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/esquerdaonline.com.br\/2018\/06\/26\/a-revolta-das-mulheres-iranianas\/https%E2%80%89:\/newrepublic.com\/article\/92745\/shah-iran-mohammad-reza-pahlevi-oriana-fallaci.\" rel=\"noopener\">ingl\u00eas<\/a><br \/> <strong>4 \u2013 <\/strong>Essas leis investiram contra os direitos de guarda das crian\u00e7as pelas mulheres em caso de div\u00f3rcio e diminu\u00edram ainda mais a idade de casamento para as mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Foto: Manifesta\u00e7\u00e3o em Teer\u00e3, em dezembro de 2017. Foto: DR.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio de 2018, a revolta de mulheres iranianas contra o uso obrigat\u00f3rio do v\u00e9u isl\u00e2mico contribuiu de forma muito significativa ao clima de contesta\u00e7\u00e3o, marcado pelas manifesta\u00e7\u00f5es de massa contra a alta dos pre\u00e7os e a corrup\u00e7\u00e3o. (1)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2862,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[35],"tags":[116,1417,114,115,368,117],"class_list":["post-2863","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-medio-oriente","tag-alternativa","tag-irao","tag-mas","tag-movimento","tag-mulher","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/mulher_irao.jpg?fit=500%2C324","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2863"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2863\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2862"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}