{"id":2837,"date":"2018-06-13T16:09:42","date_gmt":"2018-06-13T15:09:42","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2018\/06\/13\/convocada-pelo-stop-greve-de-professores-em-centenas-de-escolas\/"},"modified":"2018-06-13T16:09:42","modified_gmt":"2018-06-13T15:09:42","slug":"convocada-pelo-stop-greve-de-professores-em-centenas-de-escolas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2018\/06\/13\/convocada-pelo-stop-greve-de-professores-em-centenas-de-escolas\/","title":{"rendered":"Convocada pelo S.TO.P. Greve de Professores em centenas de escolas"},"content":{"rendered":"<p><br style=\"clear: both;\" \/>As reivindica\u00e7\u00f5es dos professores s\u00e3o conhecidas. Querem os seus direitos de volta e que n\u00e3o lhes roubem 9 anos, 4 meses e 2 dias de trabalho e da carreira, o que os prejudica seriamente na sua remunera\u00e7\u00e3o. Querem ainda que este governo cumpra o que antes afirmou e se comprometeu, ou seja, a devolver esse tempo de trabalho que ainda est\u00e1 \u2018congelado\u2019. Em resposta a este impasse, os professores est\u00e3o em luta, e ap\u00f3s a grande manifesta\u00e7\u00e3o de dia 19 de Maio colocou-se a necessidade da continua\u00e7\u00e3o de uma luta mais forte.<\/p>\n<p>  <!--more-->  Desde dia 4 de Junho que os professores do ensino p\u00fablico est\u00e3o a realizar uma greve \u00e0s avalia\u00e7\u00f5es finais. Uma greve convocada pelo recente sindicato S.TO.P. (Sindicato de Todos os Professores) e que est\u00e1 a ter significativa ades\u00e3o em escolas do norte a sul do pa\u00eds. <\/p>\n<p>Esta greve \u00e0s avalia\u00e7\u00f5es, realizada logo desde o in\u00edcio das reuni\u00f5es de avalia\u00e7\u00e3o, afecta os anos que t\u00eam exames nacionais (9\u00ba, 11\u00ba e 12\u00ba), cujo calend\u00e1rio de provas se inicia j\u00e1 a partir de dia 18 de Junho.<\/p>\n<p>Por isso os professores consideraram que o mais eficaz para expressar a sua contesta\u00e7\u00e3o era uma greve a come\u00e7ar desde o in\u00edcio do processo, e foi isso que foram expressando em vota\u00e7\u00f5es realizadas atrav\u00e9s de diversos \u2018blogs\u2019, e era tamb\u00e9m esse o sentimento em in\u00fameras salas de professores em escolas de diversas regi\u00f5es. <strong>O S.TO.P. foi o \u00fanico sindicato que expressou essa vontade dos professores no activo<\/strong> e foi o \u00fanico que avan\u00e7ou com a organiza\u00e7\u00e3o da greve desde dia 4 de Junho.<\/p>\n<p>Os maiores sindicatos de professores, agrupados na Fenprof e na FNE decidiram poupar o ME e o governo onde uma greve d\u00f3i mais e n\u00e3o quiseram prejudicar o final de ano no que respeita aos anos e exame nacional. \u00c9 esta raz\u00e3o que leva a \u2018frente comum\u2019 da Fenprof e FNE a s\u00f3 convocarem greve a partir de dia 18 de Junho.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Uma greve atacada por muitos, mas bem defendida pelos professores<\/strong><\/p>\n<p>Os professores, por todo o pa\u00eds, est\u00e3o a mostrar grande capacidade de unidade e de organiza\u00e7\u00e3o, por escola e por agrupamento de escolas, para erguer e manter uma greve que se prolonga h\u00e1 uma semana e que \u00e9 permanentemente atacada pela cadeia hier\u00e1rquica do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (ME). Centenas de professores est\u00e3o a destacar-se pela sua capacidade de organizar e dirigir a greve na sua escola, o que pode vir a refor\u00e7ar qualitativamente o movimento reivindicativo dos professores por fora dos antigos (e alguns desacreditados) sindicatos.<\/p>\n<p>O inc\u00f3modo que esta actual greve de professores causa ao ME e \u00e0 solu\u00e7\u00e3o governativa \u00e9 grande mas os professores apenas lutam pelos seus direitos, e bem.<\/p>\n<p>Por ser inc\u00f3moda, esta greve est\u00e1 a ser fortemente atacada: primeiro com boatos, cal\u00fanias e amea\u00e7as sobre a sua legalidade e \u2018consequ\u00eancias disciplinares\u2019 para quem a ela aderisse. Depois com ac\u00e7\u00f5es ilegais do Minist\u00e9rio, difundindo notifica\u00e7\u00f5es de ilegalidade de uma outra greve (para confundir) e por fim impondo uma \u2018Nota Informativa\u2019 com instru\u00e7\u00f5es precisas de real desrespeito \u00e0 lei e ao direito de greve (o que est\u00e1 a ser contestado como ilegal, pelos grevistas, pelo S.TO.P. e at\u00e9 por todos os outros sindicatos que est\u00e3o fora da actual greve).<\/p>\n<p>Apesar destes ataques (esperados) do Governo\/Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o a greve at\u00e9 hoje (dia 13 de Junho) est\u00e1 a resistir bem em centenas de escolas.<\/p>\n<p>O que os professores n\u00e3o esperariam era que a maioria dos dirigentes dos outros sindicatos (especialmente da Fenprof) se tivesse lan\u00e7ado com fortes ataques e cal\u00fanias \u00e0 greve e ao sindicato S.TO.P. que a convocou. Contudo isso aconteceu, particularmente desde a divulga\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-aviso (em final de Maio) e at\u00e9 ao final da primeira semana de greve (dia 8 de Junho), com registo significativo na interven\u00e7\u00e3o de M\u00e1rio Nogueira na manifesta\u00e7\u00e3o da CGTP dia 9 de Junho, na qual considerou de traidores os professores que nas escolas de todo o pa\u00eds estavam a organizar a greve convocada pelo S.TO.P. (ver v\u00eddeo no site da Fenprof).<\/p>\n<p>O \u00eaxito evidente da greve convocada pelo S.TO.P., a revolta de muitos professores com o comportamento dos outros sindicatos, a decis\u00e3o de muitos associados em abandonar esses sindicatos e a filiar-se no S.TO.P., parecem ter provocado uma mudan\u00e7a de atitude da Fenprof que diminuiu esses ataques e at\u00e9 come\u00e7ou a considerar a exist\u00eancia da greve de 4 a 15 de Junho, bem como condenou a ac\u00e7\u00e3o fura greves do ME.<\/p>\n<p>Esta mudan\u00e7a pode ser \u00fatil para a continuidade da luta em maior unidade, dado que a partir de 18 de Junho existe um per\u00edodo comum de greves convocadas pela Fenprof, FNE e pelo S.TO.P. Uma luta comum, com um calend\u00e1rio comum, refor\u00e7am a for\u00e7a do movimento e deveriam ter continuidade at\u00e9 para um alargamento a todos os outros sectores da Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica, todos abrangidos por lutas de recupera\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Solidariedade de todos, precisa-se<\/strong><\/p>\n<p>A luta e a greve dos professores est\u00e3o a ser atacadas pelo Governo\/ME. Uma necess\u00e1ria solidariedade do movimento sindical, particularmente dos sindicatos do sector da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, afigura-se urgente.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o movimento sindical que deve vir a terreno. Tamb\u00e9m os partidos de esquerda deviam pronunciar-se e ser solid\u00e1rios. O MAS desde o primeiro momento apoiou esta luta dos professores.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio do Bloco de Esquerda e do PC sobre a greve dos professores que come\u00e7ou a 4 de Junho e se prolonga (nesta primeira fase) at\u00e9 dia 15 de Junho foi e \u00e9 ensurdecedor. Particularmente o BE e o seu Esquerda.net conseguiram estar durante os primeiros 8 dias da greve sem uma \u00fanica palavra sobre esta greve, mesmo depois do boicote informativo dos meios de comunica\u00e7\u00e3o ter sido quebrado pela for\u00e7a da realidade que est\u00e1 a ser a greve convocada pelo S.TO.P. Os partidos de esquerda e os seus militantes devem apoiar e participar nas lutas dos trabalhadores. Devem faz\u00ea-lo pela justeza destas lutas sociais e pelo contributo que a vit\u00f3ria destas podem ter no \u00e2nimo de muitas outras.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o \u00e9 positivo para os trabalhadores e para as suas lutas \u00e9 os partidos apenas apoiarem as lutas quando isso conv\u00e9m aos seus calend\u00e1rios pol\u00edticos e rela\u00e7\u00f5es com os poderes governativos. No caso desta greve, sabemos que incomoda, e bem, o governo do PS. O que \u00e9 lament\u00e1vel \u00e9 a direc\u00e7\u00e3o do BE censurar a luta por causa dos compromissos com Ant\u00f3nio Costa.<\/p>\n<p>Do PCP j\u00e1 est\u00e1vamos h\u00e1 d\u00e9cadas habituados a esse comportamento de compromissos. Lembremo-nos que j\u00e1 em Maio de 1974 este partido dizia que \u201cas greves fazem o jogo da reac\u00e7\u00e3o\u201d por causa do apoio (e participa\u00e7\u00e3o) que ent\u00e3o dava ao I Governo Provis\u00f3rio. Pelos vistos o BE segue-lhe as pisadas&#8230;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Continuar a luta, ouvir os professores<\/strong><\/p>\n<p>As greves \u00e0s avalia\u00e7\u00f5es que se encontram convocadas devem prosseguir (at\u00e9 dia 15 e novo per\u00edodo a partir de dia 18 de Junho).<\/p>\n<p>\u00c9 contudo necess\u00e1rio fazer um balan\u00e7o deste per\u00edodo de luta e que os sindicatos ou\u00e7am os professores e saibam em que moldes e em que calend\u00e1rios os professores est\u00e3o dispostos a manter a luta pelas reivindica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o comuns a toda a classe e a todos os sindicatos.<\/p>\n<p>\u00c9 este o desafio que todos os sindicatos t\u00eam.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Jo\u00e3o Pascoal<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As reivindica\u00e7\u00f5es dos professores s\u00e3o conhecidas. 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Em resposta a este impasse, os professores est\u00e3o em luta, e ap\u00f3s a grande manifesta\u00e7\u00e3o de dia 19 de Maio colocou-se a necessidade da continua\u00e7\u00e3o de uma luta mais forte.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2836,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[28],"tags":[116,1459,849,182,114,115,223,117,1450],"class_list":["post-2837","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-professores","tag-alternativa","tag-avaliacoes","tag-escolas","tag-greve","tag-mas","tag-movimento","tag-professores","tag-socialista","tag-stop"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/stop.jpg?fit=500%2C223","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2837"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2837\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2836"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}