{"id":2772,"date":"2018-05-15T17:00:30","date_gmt":"2018-05-15T16:00:30","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2018\/05\/15\/israel-e-palestina-em-2018-descolonizacao-e-nao-paz\/"},"modified":"2018-05-15T17:00:30","modified_gmt":"2018-05-15T16:00:30","slug":"israel-e-palestina-em-2018-descolonizacao-e-nao-paz","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2018\/05\/15\/israel-e-palestina-em-2018-descolonizacao-e-nao-paz\/","title":{"rendered":"Israel e Palestina em 2018: Descoloniza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o paz"},"content":{"rendered":"<p><br style=\"clear: both;\" \/>Na Palestina vivem-se dias dram\u00e1ticos, agravando uma situa\u00e7\u00e3o desesperada que j\u00e1 dura h\u00e1 70 anos. O cerco a Gaza que torna a vida quase imposs\u00edvel levou \u00e0 \u201cmarcha pelo retorno\u201d e ao cobarde massacre que estamos a assistir nestes dias.<\/p>\n<p>  <!--more-->  S\u00f3 no dia de ontem registaram-se 55 mortos e mais de 2.000 feridos, atingidos por soldados armados at\u00e9 aos dentes, que utilizaram todas as armas ao seu dispor, inclusive bombardeamentos a\u00e9reos para impedir dezenas de milhares de palestinianos de se aproximar da veda\u00e7\u00e3o de arame farpado que separa a Faixa de Gaza do territ\u00f3rio israelita. Em contrapartida, as imagens da festa pela instala\u00e7\u00e3o da embaixada americana em Jerusal\u00e9m n\u00e3o poderiam ser mais chocantes. Do alto da sua posi\u00e7\u00e3o de poder, Israel constitui-se no \u00fanico poder real em todo o territ\u00f3rio da Palestina hist\u00f3rica. Um poder discriminat\u00f3rio, que nega os direitos dos 5 milh\u00f5es de palestinianos e dos milh\u00f5es de refugiados e seus descendentes, que em alguns casos vivem a poucos quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia das terras e propriedades que lhes foram roubadas. Aproveita-se, cinicamente, do apoio total da nova administra\u00e7\u00e3o americana e do cen\u00e1rio desolador de derrota dos levantes nos pa\u00edses \u00e1rabes em 2011. Regimes que cada vez mais apoiam a conviv\u00eancia com Israel e as suas pr\u00e1ticas. <\/p>\n<p>Mas a magnitude das manifesta\u00e7\u00f5es evidencia de forma acentuada um grande problema: a estrat\u00e9gia da lideran\u00e7a palestiniana desde 1988 \u00e9 o estabelecimento de dois Estados, lado a lado, um judeu e outro palestiniano. A realidade demonstrou, para al\u00e9m da teoria, que o mais prov\u00e1vel n\u00e3o \u00e9 que haja dois estados, mesmo sendo um soberano e outro subordinado. A antiga bandeira palestiniana de uma Palestina laica, democr\u00e1tica e n\u00e3o racista em que convivam todas as nacionalidades \u00e9 uma pista para modificar essa estrat\u00e9gia. Uma estrat\u00e9gia que possa conquistar o apoio de um setor importante dos judeus israelitas, baseada na restitui\u00e7\u00e3o dos direitos dos palestinianos e na conviv\u00eancia igualit\u00e1ria. Um ponto de partida para mudan\u00e7as completas n um territ\u00f3rio castigado pela opress\u00e3o, racismo e discrimina\u00e7\u00e3o h\u00e1 setenta anos. Publicamos as reflex\u00f5es estrat\u00e9gicas do principal historiador israelita sobre a cat\u00e1strofe palestiniana, Ilan Pappe, que participa de um movimento por um \u00fanico Estado democr\u00e1tico na Palestina hist\u00f3rica. O artigo foi publicado ontem no site Al Jazeera. (Editoria Internacional).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Setenta anos depois da cria\u00e7\u00e3o do estado de Israel, n\u00e3o se pode mais falar de um conflito israelo-palestiniano<\/strong><\/p>\n<p>Os fundadores do estado de Israel eram na sua maioria pessoas que se instalaram na Palestina, no come\u00e7o do s\u00e9c. XX. Provieram sobretudo da Europa Oriental, inspirados pelas ideologias nacionais rom\u00e2nticas populares dos seus pa\u00edses de origem, desapontados pela sua incapacidade de assimilar estes novos movimentos nacionalistas e entusiasmados pela perspectiva de um colonialismo moderno.<\/p>\n<p>Alguns eram veteranos de movimentos socialistas que tinham a esperan\u00e7a de fundir o seu nacionalismo rom\u00e2ntico com as experi\u00eancias nas novas col\u00f3nias. A Palestina n\u00e3o foi sempre a sua \u00fanica op\u00e7\u00e3o, mas tornou-se a preferida quando ficou claro que ela se adaptava bem \u00e0s estrat\u00e9gias do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico e \u00e0 vis\u00e3o de mundo dos sionistas crist\u00e3os em ambos os lados do Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>Desde a Declara\u00e7\u00e3o Balfour de 1917 e durante o per\u00edodo do Mandato Brit\u00e2nico, entre 1918 e 1948, os sionistas europeus come\u00e7aram a construir a infraestrutura de um futuro estado com a ajuda do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico. Sabemos tamb\u00e9m que esses fundadores do moderno estado judaico eram conscientes da presen\u00e7a de uma popula\u00e7\u00e3o nativa com as suas pr\u00f3prias aspira\u00e7\u00f5es e vis\u00e3o sobre o futuro da sua p\u00e1tria.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o para esse \u201cproblema\u201d \u2013 do ponto de vista dos fundadores do sionismo \u2013 foi a de \u201cdes-arabizar\u201d a Palestina e abrir o caminho para o surgimento do moderno estado judaico. Fossem socialistas, nacionalistas, religiosos ou laicos, a lideran\u00e7a sionista contemplava o despovoamento da Palestina desde os anos 1930.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo do final do Mandato Brit\u00e2nico, ficou claro para a lideran\u00e7a sionista que o que eles haviam imaginado como um estado democr\u00e1tico somente poderia existir tendo como base uma presen\u00e7a judaica absoluta naquele territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Setenta anos de cont\u00ednua limpeza \u00e9tnica<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de oficialmente aceitarem a Resolu\u00e7\u00e3o 181 da ONU, de 29 de novembro de 1947, que aplicava a partilha do pa\u00eds (sabendo que ela seria rejeitada pelos palestinianos e pelo mundo \u00e1rabe), os sionistas consideravam-na desastrosa, pois previa um n\u00famero quase igual de palestinianos e judeus no estado judaico. O fato de a resolu\u00e7\u00e3o apenas outorgar 54% da Palestina ao estado judaico foi tamb\u00e9m considerado insatisfat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A resposta sionista a esses desafios foi a de come\u00e7ar uma opera\u00e7\u00e3o de limpeza \u00e9tnica que expulsou metade da popula\u00e7\u00e3o da Palestina e demoliu metade das suas aldeias e a maioria das suas cidades. Uma insuficiente e tardia resposta pan-\u00e1rabe n\u00e3o p\u00f4de impedir a conquista, pelos sionistas, de 78% dos territ\u00f3rios palestinianos.<\/p>\n<p>No entanto, esse \u201csucesso\u201d n\u00e3o resolveu o \u201cproblema palestiniano\u201d para o estado de Israel, recentemente fundado. \u00c0 primeira vista, ele parecia administr\u00e1vel: a minoria palestiniana que permaneceu em Israel foi posta sob um brutal regime militar, ao passo que o mundo n\u00e3o parecia importar-se ou questionar a pretens\u00e3o de Israel de ser a \u00fanica democracia do Oriente M\u00e9dio. Al\u00e9m disso, a Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP) s\u00f3 foi fundada em 1964 e demorou para influenciar a realidade na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, parecia que os l\u00edderes do mundo \u00e1rabe, tais como Gamal Abdel Nasser, viriam em socorro dos palestinianos. No entanto, esse momento hist\u00f3rico de esperan\u00e7a foi breve. A derrota do ex\u00e9rcito eg\u00edpcio na guerra de junho de 1967 e seu sucesso parcial na guerra de outubro de 1973 diminuiu o compromisso oficial eg\u00edpcio com a Palestina. Desde ent\u00e3o, nenhum regime \u00e1rabe demonstrou um interesse genu\u00edno no destino da Palestina, apesar de ter sido assumido totalmente pelas sociedades \u00e1rabes.<\/p>\n<p>A guerra de junho de 1967 permitiu que Israel conquistasse toda a Palestina do Mandato, mas isso somente aprofundou o dilema que estava a enfrentar como um estado colonial: mais espa\u00e7o traz mais popula\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>A guerra tamb\u00e9m transformou a lideran\u00e7a central do estado judaico: o pragm\u00e1tico partido Trabalhista foi substitu\u00eddo pelos Revisionistas de direita que se preocupavam menos com a imagem externa de Israel. Estes estavam determinados em manter os territ\u00f3rios ocupados como parte do estado de Israel, ao mesmo tempo que continuavam a limpeza \u00e9tnica por outros meios: por meio da transfer\u00eancia e do confinamento da popula\u00e7\u00e3o local em enclaves e destituindo-a de quaisquer direitos civis e humanos elementares, ao mesmo tempo que institucionalizavam um novo marco jur\u00eddico para a minoria palestiniana dentro de Israel que perpetuava o seu estatuto como cidad\u00e3os de segunda categoria.<\/p>\n<p>A resist\u00eancia palestiniana na forma de duas intifadas e protestos c\u00edvicos dentro de Israel n\u00e3o impediu o estado judaico de estabelecer, no come\u00e7o deste s\u00e9culo, um estado de apartheid judaico em toda a Palestina hist\u00f3rica. A resist\u00eancia palestiniana \u2013 ignorada pelos pa\u00edses \u00e1rabes e pelo resto do mundo \u2013 evocou as brutais e b\u00e1rbaras a\u00e7\u00f5es israelitas que desgastaram o estado moral de Israel no mundo.<\/p>\n<p>No entanto, a \u201cguerra ao terror\u201d, ap\u00f3s os ataques de 11 de Setembro, e os frutos amargos da invas\u00e3o anglo-americana do Iraque e da Primavera \u00c1rabe permitiram que Israel mantivesse as suas alian\u00e7as estrat\u00e9gicas com as elites pol\u00edticas e econ\u00f3micas no Ocidente e para al\u00e9m dele (com a China e a \u00cdndia e inclusive com a Ar\u00e1bia Saudita).<\/p>\n<p>Esse amb\u00edguo estatuto internacional ainda n\u00e3o prejudicou as realidades econ\u00f3micas de Israel. \u00c9 um pa\u00eds de alta tecnologia, com uma economia neoliberal que se deu bem na crise de 2008, mas que possui uma das mais altas desigualdade e polariza\u00e7\u00e3o entre os membros da OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico). Essa realidade socioecon\u00f3mica vol\u00e1til gerou um movimento popular, mas ineficaz em 2011. O potencial para outra onda de protesto ainda est\u00e1 presente e pode ser deflagrado se houver outro levante palestiniano ou uma guerra devido \u00e0s actuais pol\u00edticas irrespons\u00e1veis do presidente dos EUA, Donald Trump, e do Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Ambos est\u00e3o a fazer o seu melhor para arrastar Israel para uma guerra com o Ir\u00e3o e o Hezbollah.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Da descoloniza\u00e7\u00e3o \u00e0 paz<\/strong><\/p>\n<p>Setenta anos depois do estabelecimento do estado, Israel destaca-se com um estado racista, de apartheid, cuja opress\u00e3o estrutural dos palestinianos se mant\u00e9m como o principal obst\u00e1culo para a paz e a reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele teve muito sucesso ao fundir comunidades judaicas de todo o mundo numa nova cultura hebraica e estabeleceu o mais forte ex\u00e9rcito na regi\u00e3o. No entanto, todas essas conquistas n\u00e3o legitimaram o estado aos olhos de muitos ao redor do mundo.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, s\u00f3 os palestinianos poder\u00e3o dar legitimidade completa a esse estado ou aceitar como leg\u00edtima a presen\u00e7a de milh\u00f5es de colonos judeus, atrav\u00e9s da procura de uma solu\u00e7\u00e3o de um \u00fanico estado.<\/p>\n<p>O processo de paz orquestrado pelos EUA, desde 1967, ignorou completamente a quest\u00e3o da legitimidade de Israel e a perspectiva palestiniana no conflito. Esse desprezo, junto com os esfor\u00e7os diplom\u00e1ticos que n\u00e3o questionaram a ideologia sionista que conforma as atitudes da maioria dos judeus israelitas s\u00e3o as principais raz\u00f5es desse fracasso.<\/p>\n<p>Em 2018, n\u00e3o se pode mais falar de conflito israelo-\u00e1rabe. Os regimes \u00e1rabes est\u00e3o dispostos a estabelecer rela\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas com Israel, apesar da obje\u00e7\u00e3o dos seus cidad\u00e3os e apesar de haver ainda um risco de uma guerra entre Israel e o Ir\u00e3o, neste exacto momento, n\u00e3o parece que possa envolver qualquer um dos estados \u00e1rabes.<\/p>\n<p>A partir da nossa posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica \u00e9 tamb\u00e9m in\u00fatil falar do conflito palestino-israelita. A terminologia correta para descrever o atual estado dos acontecimentos \u00e9 a cont\u00ednua coloniza\u00e7\u00e3o israelita da Palestina hist\u00f3rica, ou como os palestinianos a denominam \u2013 \u201cal-Nakba al-Mustamera\u201d (a Nakba permanente).<\/p>\n<p>Portanto, setenta anos depois, \u00e9 preciso recorrer a um termo que parece estar ultrapassado para descrever o que pode genuinamente trazer a paz e a reconcilia\u00e7\u00e3o entre Israel e a Palestina: descoloniza\u00e7\u00e3o. Como isso poder\u00e1 exatamente ocorrer ainda est\u00e1 por se ver. Isso ir\u00e1 exigir, em primeiro lugar, uma posi\u00e7\u00e3o sobre a estrat\u00e9gia pol\u00edtica ou uma vis\u00e3o atualizada do projeto de liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o ser\u00e1 apoiada por israelitas progressivos e pela comunidade internacional, que tamb\u00e9m ter\u00e1 que fazer a sua parte. \u00c9 preciso trabalhar para a cria\u00e7\u00e3o de uma democracia para todos, desde o Rio Jord\u00e3o at\u00e9 ao Mediterr\u00e2neo. Baseada na restitui\u00e7\u00e3o dos direitos negados aos palestinianos nos \u00faltimos 70 anos, em particular o direito de retorno dos refugiados.<\/p>\n<p>Esse n\u00e3o \u00e9 um plano para o curto prazo e ir\u00e1 exigir uma constante press\u00e3o sobre a sociedade israelita para renunciar aos seus privil\u00e9gios e encarar a verdade de que esta \u00e9 a \u00fanica forma de atingir a paz e a reconcilia\u00e7\u00e3o a um pa\u00eds virado do avesso.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Acerca do Autor:<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Ilan Papp\u00e9<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Ilan Papp\u00e9 \u00e9 Director do Centro Europeu para os Estudos Palestinianos da Univerisdade de Exeter.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Artigo publicado no Esquerda Online. Traduzido para Portugu\u00eas de Portugal.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Palestina vivem-se dias dram\u00e1ticos, agravando uma situa\u00e7\u00e3o desesperada que j\u00e1 dura h\u00e1 70 anos. O cerco a Gaza que torna a vida quase imposs\u00edvel levou \u00e0 \u201cmarcha pelo retorno\u201d e ao cobarde massacre que estamos a assistir nestes dias.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2771,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[26],"tags":[116,658,114,115,120,123,117],"class_list":["post-2772","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-palestina","tag-alternativa","tag-colonizacao","tag-mas","tag-movimento","tag-palestina","tag-sionismo","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/muro.jpg?fit=500%2C281","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2772","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2772"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2772\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2771"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}