{"id":2758,"date":"2018-05-07T16:45:49","date_gmt":"2018-05-07T15:45:49","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2018\/05\/07\/a-esquerda-nao-se-pode-silenciar-perante-os-crimes-de-assad\/"},"modified":"2018-05-07T16:45:49","modified_gmt":"2018-05-07T15:45:49","slug":"a-esquerda-nao-se-pode-silenciar-perante-os-crimes-de-assad","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2018\/05\/07\/a-esquerda-nao-se-pode-silenciar-perante-os-crimes-de-assad\/","title":{"rendered":"A Esquerda n\u00e3o se pode silenciar perante os crimes de Assad"},"content":{"rendered":"<p>Concentrando-se apenas na pol\u00edtica dos EUA na S\u00edria n\u00e3o se consegue captar a din\u00e2mica de uma contra-revolu\u00e7\u00e3o contra uma revolta popular, explicam Shireen Akram-Boshar e Emma Wilde Botta<\/p>\n<p>  <!--more-->  Um artigo no Jacobin, por Greg Shupak, intitulado &#8220;U.S. Out of Syria&#8221;, fornece uma an\u00e1lise do papel do governo dos EUA na S\u00edria que \u00e9, na melhor das hip\u00f3teses, enganoso e, na pior das hip\u00f3teses, uma compila\u00e7\u00e3o de teorias da conspira\u00e7\u00e3o perigosas. <\/p>\n<p>O artigo de Shupak come\u00e7a por lan\u00e7ar d\u00favidas sobre a ideia de que o regime do ditador s\u00edrio Bashar al-Assad usou armas qu\u00edmicas na guerra arrasadora, antes de se voltar para um enfoque exclusivo sobre o papel dos EUA no conflito.<\/p>\n<p>Ao fazer isso, Shupak torna invis\u00edveis os crimes do regime de Assad, que \u00e9 respons\u00e1vel pela grande maioria da carnificina na S\u00edria e que atacou indiscriminadamente civis com todo tipo de armamentos b\u00e1rbaros, incluindo, mas n\u00e3o se limitando, a armas qu\u00edmicas.<\/p>\n<p>Com os seus argumentos, Shupak se junta a uma sec\u00e7\u00e3o da esquerda que pede desculpas pelo ditador s\u00edrio Bashar al-Assad e as interven\u00e7\u00f5es russas e iranianas que o apoiaram. Ao assumir essa posi\u00e7\u00e3o, eles se aliam a for\u00e7as que trabalharam para esmagar a revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria e a Primavera \u00c1rabe.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o desastrosa que se insere na l\u00f3gica da &#8220;guerra ao terror&#8221;, desvaloriza a ac\u00e7\u00e3o do povo s\u00edrio e estabelece um perigoso precedente para futuras revoltas.<\/p>\n<p>Como socialistas revolucion\u00e1rios, reconhecemos que a interven\u00e7\u00e3o militar dos EUA em qualquer lugar \u00e9 contra os interesses de todos os trabalhadores. Concordamos que a interven\u00e7\u00e3o dos EUA na S\u00edria e em outros lugares deve ser combatida inequivocamente. Tamb\u00e9m concordamos com a afirma\u00e7\u00e3o de Shupak de que &#8220;n\u00e3o existe um papel positivo que a Am\u00e9rica e seus aliados possam desempenhar por meio da interven\u00e7\u00e3o&#8221; e que &#8220;devemos impedir que os nossos governos impinjam mais danos ao exterior&#8221;.<\/p>\n<p>De fato, precisamos reconstruir um movimento anti-guerra a partir da base para que isso aconte\u00e7a. Mas argumentos como os de Shupak, fornecem cobertura ao regime ditatorial culpado de crimes de guerra, tornando aquele projeto mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>A esquerda est\u00e1 dividida sobre a quest\u00e3o da S\u00edria desde o in\u00edcio da revolta, h\u00e1 sete anos, quando milh\u00f5es de s\u00edrios comuns, inspirados pela Primavera \u00c1rabe, na Tun\u00edsia e no Egito, se levantaram para exigir liberdade e igualdade em Mar\u00e7o de 2011.<\/p>\n<p>Pela primeira vez em gera\u00e7\u00f5es, s\u00edrios de todas as fac\u00e7\u00f5es reuniram-se para participar da revolta inicial, incluindo curdos e palestinianos, rompendo uma cultura de sil\u00eancio e medo mantida sob uma ditadura implac\u00e1vel.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria, como as v\u00e1rias revoltas regionais, demonstrou solidariedade com as massas de trabalhadores \u00e1rabes e com os palestinianos contra o regime colonial de Israel. Alguns da esquerda caracterizam, erradamente, a revolta como tendo sido liderada por militantes isl\u00e2micos com apoio estrangeiro. Na realidade, foi uma express\u00e3o genu\u00edna de indigna\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>O levante da S\u00edria foi um dos mais avan\u00e7ados da Primavera \u00c1rabe. Estudantes e trabalhadores estabeleceram Comit\u00e9s de Coordena\u00e7\u00e3o Local que permitiram criar redes de activistas em todo o pa\u00eds, jornais e media gratuitos onde anteriormente existia somente a m\u00e9dia do regime, e protestos em todo o pa\u00eds organizados sob slogans anti-interven\u00e7\u00e3o, anti-sectarismo e promovendo a n\u00e3o-viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Nos primeiros dois anos, grandes sectores do pa\u00eds foram libertados do regime, onde as pessoas elegeram os seus pr\u00f3prios conselhos locais e passaram a administrar os seus assuntos, desde a educa\u00e7\u00e3o e dos media ao reassentamento de s\u00edrios internamente deslocados.<\/p>\n<p>O regime de Assad respondeu com uma guerra total.<\/p>\n<p>Alvejou manifestantes pac\u00edficos, sitiou cidades e iniciou campanhas de deten\u00e7\u00f5es em massa e tortura. Na infame pris\u00e3o de Saydnaya, mais de 13.000 s\u00edrios, predominantemente activistas n\u00e3o-violentos detidos nos primeiros dias da revolta, foram enforcados.<\/p>\n<p>O regime alimentou as tens\u00f5es sect\u00e1rias a fim de colocar sectores da popula\u00e7\u00e3o uns contra os outros e reprimir o amplo apoio \u00e0 revolta. Fundamentalistas isl\u00e2micos foram libertados propositadamente das pris\u00f5es do regime para minar a revolta amplamente secular.<\/p>\n<p>Ao facilitar a cria\u00e7\u00e3o de brigadas jihadistas com liberta\u00e7\u00f5es seletivas de prisioneiros, o regime criou os terroristas que afirmava estar a combater &#8211; e depois usou a l\u00f3gica da &#8220;guerra ao terror&#8221; para justificar o massacre de qualquer oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assad ent\u00e3o lan\u00e7ou ataques em bases sect\u00e1rias. Ele cortejou cinicamente os curdos no norte da S\u00edria, em grande parte retirando as suas for\u00e7as das cidades de maioria curda e concentrando o seu poder de fogo noutros lugares, num esfor\u00e7o para dividir os \u00e1rabes dos curdos.<\/p>\n<p>Enquanto o povo s\u00edrio gritava: &#8220;O povo s\u00edrio \u00e9 um s\u00f3&#8221;, o regime declarou &#8220;Assad ou n\u00f3s queimamos o pa\u00eds&#8221;. E queimou o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 2012, Assad come\u00e7ou a bombardear bairros inteiros que se rebelaram. Desde ent\u00e3o, o regime lan\u00e7ou quase 70 mil bombas de barril &#8211; grandes contentores cheios de pregos, a\u00e7o, gasolina e outros objectos, normalmente atirados de helic\u00f3pteros, com alcance indiscriminado.<\/p>\n<p>Shupak observa que a maioria dos s\u00edrios que ainda vivem no pa\u00eds &#8220;est\u00e3o em territ\u00f3rios controlados pelo governo&#8221;. Isso \u00e9 verdade. Deve-se ao facto de o regime de Assad ter bombardeado e ter imposto cercos de fome em quase todas as cidades e vilarejos que se rebelaram desde 2011, despovoando a maioria da S\u00edria que se libertou do controle do regime.<\/p>\n<p>Esta barb\u00e1rie deslocou metade da popula\u00e7\u00e3o s\u00edria, existindo agora 6 milh\u00f5es de pessoas refugiadas fora das fronteiras da S\u00edria e outros 6 milh\u00f5es de deslocados internos.<\/p>\n<p>As miss\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o da ONU conclu\u00edram que o regime de Assad usou armas qu\u00edmicas mais de duas d\u00fazias de vezes. Ainda assim, os apologistas do regime sugeriram que o ataque de 7 de Abril nunca aconteceu, que os rebeldes devem ter-se suicidado e que Assad n\u00e3o tinha motivos para encenar o ataque, sendo este o poder dominante que claramente venceu a guerra.<\/p>\n<p>Essa l\u00f3gica \u00e9 contestada quando impelidos a explicar por que Israel usa f\u00f3sforo branco em Gaza, por que os EUA lan\u00e7aram bombas at\u00f3micas em Hiroshima e Nagasaki e por que as pot\u00eancias imperiais mais fortes do mundo dizimaram as regi\u00f5es contra as quais est\u00e3o lutando.<\/p>\n<p>Quando a revolta s\u00edria come\u00e7ou, os v\u00e1rios setores da esquerda teve que fazer uma escolha &#8211; apoiar uma insurrei\u00e7\u00e3o popular ou um ditador assassino. Alguns sectores da esquerda voltaram a antigos paradigmas do imperialismo norte-americano no Oriente M\u00e9dio, que sempre foram incompletos e que certamente hoje j\u00e1 n\u00e3o se encaixam no contexto da regi\u00e3o. Eles erradamente viram os EUA como o principal agressor na S\u00edria e ignoraram as ac\u00e7\u00f5es do povo s\u00edrio em 2011.<\/p>\n<p>Shupak junta-se ao coro de vozes dos setores da esquerda que afirmam que os EUA intervieram na S\u00edria com o objectivo principal de derrubar o regime, alegando que &#8220;o esfor\u00e7o da CIA para derrubar o governo s\u00edrio tem sido um dos mais dispendiosos programas de ac\u00e7\u00e3o secreta da hist\u00f3ria da ag\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Um estudo da verdadeira interven\u00e7\u00e3o dos EUA na S\u00edria mostra que os EUA n\u00e3o estavam \u00e0 procura de uma mudan\u00e7a de regime.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da revolta, os EUA t\u00eam hesitado em apoiar decisivamente as for\u00e7as anti-Assad, principalmente negando-lhes armamento antia\u00e9reo que seria necess\u00e1rio para combater a guerra a\u00e9rea do regime. Uma vez que ficou claro que o Ir\u00e3o apoiaria o regime de Assad e o ISIS invadiu a S\u00edria do Iraque, os EUA abandonaram qualquer pretens\u00e3o de ser contra Assad e concentraram-se estreitamente no combate ao ISIS.<\/p>\n<p>No final de 2014, tr\u00eas anos desde Mar\u00e7o de 2011, os EUA come\u00e7aram a bombardear as brigadas do ISIS, Jabhat al-Nusra e do Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria.<\/p>\n<p>As tropas no terreno concentraram-se na regi\u00e3o do norte da maioria curda, onde os EUA formaram uma alian\u00e7a t\u00e1ctica com o YPG, liderado pelos curdos, em grande parte porque lutariam apenas contra os seus inimigos assassinos no ISIS e n\u00e3o contra o regime.<\/p>\n<p>Como os EUA financiaram especificamente as fac\u00e7\u00f5es rebeldes que combateriam o ISIS, isso empurrou muitas fac\u00e7\u00f5es que queriam combater o regime em direc\u00e7\u00e3o a grupos fundamentalistas como o Jabhat al-Nusra, que tinha financiamento, armas e melhor prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora os EUA ainda sejam a pot\u00eancia mundial dominante, est\u00e3o longe de ser a \u00fanica amea\u00e7a imperialista \u00e0 soberania da S\u00edria. Ainda que os apologistas do regime afirmem que aqueles que se op\u00f5em a Assad devem pedir interven\u00e7\u00e3o estrangeira, os anti-imperialistas de princ\u00edpio reconhecem que a interven\u00e7\u00e3o estrangeira \u00e9 a raz\u00e3o pela qual Assad permaneceu no poder, mesmo quando os s\u00edrios libertaram as cidades de seu governo.<\/p>\n<p>Em 2013, a interven\u00e7\u00e3o iraniana salvou o regime e, em 2015, a interven\u00e7\u00e3o russa fortaleceu a contra-revolu\u00e7\u00e3o. O Ir\u00e3o forneceu soldados de infantaria para compensar os s\u00edrios que desertaram do ex\u00e9rcito de Assad e a R\u00fassia forneceu bombas e avi\u00f5es. Ambos gastaram milhares de milh\u00f5es para sustentar o regime de Assad.<\/p>\n<p>Sem o poder a\u00e9reo russo, Assad n\u00e3o teria conseguido abater Aleppo Oriental, ganhando uma vantagem decisiva ao dizimar grande parte da maior cidade s\u00edria.<\/p>\n<p>Os apologistas de Assad, na esquerda, caracterizaram erroneamente o regime como um pilar &#8220;socialista, anti-imperialista e anti-sionista&#8221; no Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>&#8220;Socialista&#8221;, apesar do facto de o regime ter integrado a S\u00edria no modelo neoliberal e privatizado o pa\u00eds at\u00e9 que fam\u00edlia Assad deter 60% da riqueza do pa\u00eds, enquanto os s\u00edrios comuns enfrentavam os mais altos n\u00edveis de pobreza e desemprego no Oriente M\u00e9dio em 2011.<\/p>\n<p>&#8220;Anti-imperialista&#8221;, apesar de o regime ter enviado tropas para apoiar a invas\u00e3o do Iraque na primeira Guerra do Golfo e participado da &#8220;guerra ao terror&#8221;, liderada pelos EUA atrav\u00e9s do programa de tortura de supostos terroristas em locais negros na S\u00edria.<\/p>\n<p>&#8220;Pr\u00f3-Palestina&#8221;, apesar do bombardeio do regime de Assad ao campo de refugiados de Yarmouk, que j\u00e1 foi a capital cultural da di\u00e1spora palestiniana na S\u00edria, depois de implementar um cerco \u00e0 fome que reduziu a popula\u00e7\u00e3o de 150.000 a menos de 4.000.<\/p>\n<p>Apesar de se opor \u00e0 interven\u00e7\u00e3o dos EUA, n\u00e3o devemos cair na armadilha de pedir desculpas pelas classes dominantes de outros Estados. O princ\u00edpio da solidariedade internacional deve ser a base da oposi\u00e7\u00e3o genu\u00edna ao imperialismo norte-americano. A quest\u00e3o \u00e9 simples. De que lado est\u00e1? Do lado de Assad ou do povo s\u00edrio resistindo ao seu regime opressivo?<\/p>\n<p>Como internacionalistas, estamos com os trabalhadores do mundo e contra a classe dominante e os seus governos em todos os pa\u00edses. Exigimos o fim de toda a interven\u00e7\u00e3o das pot\u00eancias imperialistas, incluindo os EUA e a R\u00fassia e exigimos aos EUA que deixem entrar todos e quaisquer refugiados que queiram fugir da carnificina.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Socialist Worker (originalmente publicado em\u00a0<a style=\"font-family: Calibri, Helvetica, sans-serif, serif, EmojiFont;\" id=\"LPlnk632271\" class=\"x_x_OWAAutoLink\" rel=\"noopener noreferrer\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/socialistworker.org\/2018\/05\/01\/the-left-cant-be-silent-about-assads-crimes\">https:\/\/socialistworker.org\/2018\/05\/01\/the-left-cant-be-silent-about-assads-crimes<\/a>). Tradu\u00e7\u00e3o de Rebeca Moore.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Concentrando-se apenas na pol\u00edtica dos EUA na S\u00edria n\u00e3o se consegue captar a din\u00e2mica de uma contra-revolu\u00e7\u00e3o contra uma revolta popular, explicam Shireen Akram-Boshar e Emma Wilde Botta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2757,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[35],"tags":[116,803,1296,272,114,115,271,117],"class_list":["post-2758","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-medio-oriente","tag-alternativa","tag-assad","tag-ditadura","tag-guerra","tag-mas","tag-movimento","tag-siria","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/anti_assad.jpg?fit=500%2C310","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2758","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2758"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2758\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2757"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}