{"id":272,"date":"2010-07-20T12:07:17","date_gmt":"2010-07-20T11:07:17","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2010\/07\/20\/sair-a-luta-contra-os-pecs-construir-um-caminho-alternativo\/"},"modified":"2010-07-20T12:07:17","modified_gmt":"2010-07-20T11:07:17","slug":"sair-a-luta-contra-os-pecs-construir-um-caminho-alternativo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2010\/07\/20\/sair-a-luta-contra-os-pecs-construir-um-caminho-alternativo\/","title":{"rendered":"Sair \u00e0 luta contra os PECs, construir um caminho alternativo"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-271\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/grecia4.jpg?resize=350%2C226\" width=\"350\" height=\"226\" alt=\"grecia4\" style=\"float: left; margin: 10px;\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/grecia4.jpg?w=605 605w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/grecia4.jpg?resize=300%2C193 300w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/grecia4.jpg?resize=480%2C309 480w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><br style=\"clear: left;\" \/> <\/p>\n<p>As primeiras fases do PEC j\u00e1 a\u00ed est\u00e3o em aplica\u00e7\u00e3o. Mais impostos sobre os trabalhadores, sal\u00e1rios sem actualiza\u00e7\u00f5es, diminui\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es sociais de desemprego, retirada de apoios para os mais pobres, menos postos de trabalho e mais desemprego.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>As &#8220;oposi\u00e7\u00f5es&#8221; foram muitas, muitos discursos de den\u00fancia destas medidas e de como elas levam o povo \u00e0 mis\u00e9ria. Na esquerda parlamentar e no movimento sindical muitas cr\u00edticas e protestos, mas o governo avan\u00e7ou com estas medidas e n\u00e3o teve de enfrentar lutas combativas como temos visto na Gr\u00e9cia.<br \/>Quer no parlamento, quer no movimento sindical existe uma sensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9j\u00e0 vu, uma repeti\u00e7\u00e3o do que se passou com o \u00faltimo C\u00f3digo do Trabalho, e mais uma repeti\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 se tinha passado com a Lei da Seguran\u00e7a Social que cortou muitos direitos aos trabalhadores e reduziu substancialmente as reformas futuras. Em todos estes ciclos de luta e contesta\u00e7\u00e3o, os deputados do BE e do PCP discursam e votam contra as leis que sempre acabam por ser aprovadas, e a CGTP convoca uma grande manifesta\u00e7\u00e3o nacional na qual muitas dezenas de milhares de trabalhadores e populares participam, em cifras que ultrapassam, em muito, os 100 mil manifestantes.<br \/>Contudo, a seguir a essas grandes mobiliza\u00e7\u00f5es de rua, existe sempre um per\u00edodo de mais de um m\u00eas de interregno at\u00e9 ser convocada outra forma de luta, neste segundo momento sempre &#8220;descentralizada&#8221;, com greves muito parciais e algumas concentra\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es dispersas pelas capitais de distrito. Geralmente, estas manifesta\u00e7\u00f5es dispersas s\u00e3o em fim de Junho ou in\u00edcio de Julho, em v\u00e9speras do per\u00edodo de f\u00e9rias de Ver\u00e3o. Os planos de resist\u00eancia que t\u00eam sido aplicados n\u00e3o t\u00eam sido verdadeiros planos de luta, e os trabalhadores v\u00e3o para f\u00e9rias com a sensa\u00e7\u00e3o de que lutaram muito, mas nada conseguiram.<br \/>A repeti\u00e7\u00e3o c\u00edclica desta desmobiliza\u00e7\u00e3o vai criando cada vez mais problemas para se poder avan\u00e7ar para lutas mais fortes e coordenadas a n\u00edvel nacional. Contudo, a brutalidade da ofensiva contra os trabalhadores obriga-nos \u00e0 resist\u00eancia e continua a permitir oportunidades de inverter o ciclo de derrotas. A actual situa\u00e7\u00e3o europeia, com a classe trabalhadora em luta em v\u00e1rios pa\u00edses e enfrentando os ataques dos seus governos em conson\u00e2ncia com a Uni\u00e3o Europeia possibilita um caminho alternativo.<br \/>Come\u00e7a a ser vis\u00edvel para muitos milh\u00f5es de trabalhadores europeus que a actual Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 constru\u00edda para servir os grandes capitalistas, e o euro para servir a circula\u00e7\u00e3o das mercadorias destas multinacionais. Os actuais pacotes de medidas contra os trabalhadores e os povos europeus s\u00e3o feitos para benef\u00edcio dos banqueiros e grande patronato e n\u00e3o para &#8220;salvar os servi\u00e7os p\u00fablicos no futuro&#8221;. Para combatermos o desemprego e recuperarmos o sal\u00e1rio e os direitos laborais temos de combater os governos de plant\u00e3o e a actual Uni\u00e3o Europeia e n\u00e3o nos sujeitarmos \u00e0s pol\u00edticas emanadas de Bruxelas e do Banco Central Europeu.<br \/>Para dia 29 de Setembro, a Confedera\u00e7\u00e3o Europeia de Sindicatos (CES) anunciou um dia de protesto europeu. No Estado Espanhol, duas centrais sindicais (as CCOO e a UGT), que at\u00e9 agora se tinham recusado a convocar uma greve geral, anunciaram que iriam convoc\u00e1-la para esse dia. Em Portugal, ainda \u00e9 tempo para que o movimento sindical possa recuperar e, para isso, a CGTP deveria convocar e preparar desde j\u00e1 uma Greve Geral contra esta pol\u00edtica dos PEC&#8217;s e para impedir que mais medidas antitrabalhadores venham a ser aplicadas. Este teria de ser um novo ponto de partida para que os trabalhadores e o movimento sindical discutissem um plano de luta e mobiliza\u00e7\u00e3o, assente na participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores em plen\u00e1rios de empresa e sectores, para dar continuidade e refor\u00e7ar a luta at\u00e9 \u00e0 derrota dos planos do governo PS e do seu aliado PSD.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As primeiras fases do PEC j\u00e1 a\u00ed est\u00e3o em aplica\u00e7\u00e3o. Mais impostos sobre os trabalhadores, sal\u00e1rios sem actualiza\u00e7\u00f5es, diminui\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es sociais de desemprego, retirada de apoios para os mais pobres, menos postos de trabalho e mais desemprego.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":271,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-272","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ruptura-110"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/grecia4.jpg?fit=605%2C390","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/272","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=272"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/272\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/271"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}