{"id":2706,"date":"2018-04-14T14:09:13","date_gmt":"2018-04-14T13:09:13","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2018\/04\/14\/petroleo-para-que\/"},"modified":"2018-04-14T14:09:13","modified_gmt":"2018-04-14T13:09:13","slug":"petroleo-para-que","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2018\/04\/14\/petroleo-para-que\/","title":{"rendered":"Petr\u00f3leo para qu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p>Embora o petr\u00f3leo seja conhecidamente uma fonte de energia poluente e cada vez mais conhecido como uma energia do passado (a grande energia do s\u00e9culo\u00a0XX), tal como o carv\u00e3o foi a do s\u00e9culo\u00a0XIX, n\u00e3o \u00e9 incomum ouvirmos falar de novas descobertas de petr\u00f3leo. Novas jazidas, novos furos, novas formas de extrac\u00e7\u00e3o (por exemplo: Fracking), \u00e9 o dia-a-dia ainda hoje. Em Portugal, desde os anos 30 que existiram pesquisas pela exist\u00eancia de petr\u00f3leo, pesquisas que foram goradas sucessivamente. Essas tentativas decorreram principalmente entre o final dos anos 30 e os anos 60, entre 1973 e 1979 e entre 1999 e 2002. Em 2007 (governo S\u00f3crates) houve um incremento nessas pesquisas, sendo assinados nada menos do que 12 contratos de concess\u00e3o. Sendo que as \u00faltimas concess\u00f5es lan\u00e7adas decorreram quase anualmente durante dos anos do \u00faltimo governo. E\u00a0assim chegamos a 2018, em que em Portugal se fala da possibilidade da extrac\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em zonas costeiras.<\/p>\n<p>  <!--more-->  Esta explora\u00e7\u00e3o autorizada pelos anteriores governos e a que foi dada continuidade pela actual Geringon\u00e7a, \u00e9 t\u00e3o mais grave n\u00e3o s\u00f3 pelos efeitos econ\u00f3micos e sociais que pode gerar \u00e0s zonas costeiras, como sobretudo pelos efeitos ambientais. Cl\u00e1usulas de n\u00e3o obrigatoriedade de avalia\u00e7\u00e3o de impactos ambientais s\u00e3o algo que quase inacreditavelmente existe nos contratos de concess\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o, sendo assim perfeitamente poss\u00edvel que futuros desastres com todas as suas consequ\u00eancias venham a acontecer. <\/p>\n<p>O actual governo, a 8 de Janeiro deste ano, veio prolongar a pesquisa de petr\u00f3leo em Aljezur, contrariando todas as conven\u00e7\u00f5es ambientais que prev\u00eaem uma energia mais limpa e contrariando claro est\u00e1 todo e qualquer bom senso. Mas quem diz que isto se rege pelo bom senso, pois o que rege todo este processo \u00e9 o interesse econ\u00f3mico. N\u00e3o o interesse econ\u00f3mico do pa\u00eds, dos trabalhadores, mas o interesse econ\u00f3micos das grandes corpora\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, que neste caso em espec\u00edfico s\u00e3o o cons\u00f3rcio Italo-Portugu\u00eas ENI-GALP. Pois, caso j\u00e1 n\u00e3o fosse gravoso a simples pesquisa e possibilidade de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na costa Portuguesa, os valores que ser\u00e3o pagos ao Estado Portugu\u00eas s\u00e3o absurdamente baixos, rondando entre os 6 e os 8%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de representar um grave perigo para a economia local e sa\u00fade inclusive dos residentes na zona, existe outro perigo que acaba por ser algo posto para segundo plano, mas tendo em conta o hist\u00f3rico do pa\u00eds, deveria ser posto em primeiro plano. Aljezur fica numa das sete falhas s\u00edsmicas activas no Algarve, n\u00e3o \u00e9 preciso ser nenhum vidente para percebermos o que poder\u00e1 acontecer com a perfura\u00e7\u00e3o do subsolo mar\u00edtimo e posterior explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. Uma poss\u00edvel cat\u00e1strofe s\u00edsmica poder\u00e1 estar em cima da mesa, e as suas consequ\u00eancias ser\u00e3o imprevis\u00edveis, n\u00e3o restando nada mais \u00e0s empresas detentoras da concess\u00e3o e governos que as negociaram as habituais lamenta\u00e7\u00f5es pelas trag\u00e9dias e as condol\u00eancias \u00e0s fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Por isto tudo \u00e9 preciso parar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo em Aljezur e em Portugal no geral. Este s\u00e1bado, \u00e0s 15h na Pra\u00e7a Lu\u00eds de Cam\u00f5es em Lisboa haver\u00e1 manifesta\u00e7\u00e3o para enterrar de vez o furo, \u00e9 preciso dizer n\u00e3o, \u00e9 preciso parar esta insanidade, \u00e9 preciso obrigar o governo a revogar as concess\u00f5es.<\/p>\n<p>O Movimento Alternativa Socialista diz:<\/p>\n<p><strong>&#8211; Revoga\u00e7\u00e3o de todas as concess\u00f5es sem direito a indemniza\u00e7\u00f5es!<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; Por uma pol\u00edtica de energia limpa!<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8211; \u00c9 poss\u00edvel tornar Portugal um exemplo na \u00e1rea das energias limpas e dar emprego e sa\u00fade \u00e0s popula\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora o petr\u00f3leo seja conhecidamente uma fonte de energia poluente e cada vez mais conhecido como uma energia do passado (a grande energia do s\u00e9culo\u00a0XX), tal como o carv\u00e3o foi a do s\u00e9culo\u00a0XIX, n\u00e3o \u00e9 incomum ouvirmos falar de novas descobertas de petr\u00f3leo. Novas jazidas, novos furos, novas formas de extrac\u00e7\u00e3o (por exemplo: Fracking), \u00e9 o dia-a-dia ainda hoje. Em Portugal, desde os anos 30 que existiram pesquisas pela exist\u00eancia de petr\u00f3leo, pesquisas que foram goradas sucessivamente. 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