{"id":2692,"date":"2018-04-06T17:22:43","date_gmt":"2018-04-06T16:22:43","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2018\/04\/06\/a-defesa-da-democracia-e-os-revolucionarios\/"},"modified":"2018-04-06T17:22:43","modified_gmt":"2018-04-06T16:22:43","slug":"a-defesa-da-democracia-e-os-revolucionarios","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2018\/04\/06\/a-defesa-da-democracia-e-os-revolucionarios\/","title":{"rendered":"A defesa da democracia e os revolucion\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>A teoria marxista desenvolvida ao longo dos anos chega a determinada no\u00e7\u00e3o sobre o Estado: todo Estado e o aparelho estatal s\u00e3o instrumentos para manter o poder e a domina\u00e7\u00e3o de uma classe sobre outra, desta forma todo Estado \u00e9 uma ditadura de classe. Esta ditadura de classe pode mudar sua forma em v\u00e1rios momentos, assumindo hora uma domina\u00e7\u00e3o velada, por meio da participa\u00e7\u00e3o popular, hora uma domina\u00e7\u00e3o aberta por meio de uma ditadura, por exemplo.<\/p>\n<p>  <!--more-->  Apesar disto, os marxistas n\u00e3o igualam estas diferentes formas de domina\u00e7\u00e3o, ou diferentes formas de Regime do Estado burgu\u00eas, tampouco s\u00e3o indiferentes sobre estas. Muito pelo contr\u00e1rio. O marxismo desde sua origem travou batalhas duras contra o anarquismo que colocava um sinal de igual entre uma Rep\u00fablica democr\u00e1tica e um Estado ditatorial dirigido por um general ou uma monarquia liderada por um rei. As organiza\u00e7\u00f5es marxistas devem ser cir\u00fargicas nas analises sobre os Regimes do Estado burgu\u00eas, atuando em diversos casos para modificar um Regime que destru\u00eda e colocava as organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias na ilegalidade, para um Regime mais democr\u00e1tico, com liberdade de imprensa, individuais, de manifesta\u00e7\u00e3o, etc. <\/p>\n<p>L\u00eanin escrevia durante o calor da revolu\u00e7\u00e3o de Outubro, entre agosto e setembro, sobre o papel do Estado burgu\u00eas e suas formas de domina\u00e7\u00e3o: \u201cSe Engels disse que sobre a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica o Estado segue sendo \u2018o mesmo\u2019 que sobre a monarquia, \u2018uma m\u00e1quina para a opress\u00e3o de uma classe por outra\u2019, isto n\u00e3o significa de modo algum, que a forma de opress\u00e3o seja indiferente para o proletariado como \u2018ensinam\u2019 alguns anarquistas. Uma forma de luta de classes e de opress\u00e3o de classe mais ampla, mais livre, mais aberta facilita em propor\u00e7\u00f5es gigantescas a miss\u00e3o dos trabalhadores em luta pela destrui\u00e7\u00e3o das classes no geral\u201d<\/p>\n<p>Seria absurdo dizer que n\u00e3o se tem diferen\u00e7a entre uma ditadura ou entre uma democracia, com o argumento de que em ambas a classe trabalhadora continua sendo explorada. Qualquer pessoa de bom senso ir\u00e1 defender que uma democracia \u00e9 um regime muito melhor para os trabalhadores alcan\u00e7arem suas reivindica\u00e7\u00f5es. Sendo assim, os marxistas buscam entender e definir cada forma de regime, identificando os avan\u00e7os e melhorias para a luta da classe trabalhadora que cada um destes pode ter. Da mesma forma que os marxistas fazem uma diferencia\u00e7\u00e3o entre os regimes existentes, tamb\u00e9m se deve buscar fazer identifica\u00e7\u00f5es e analises sobre os diferentes tipos de governo.<\/p>\n<p>Nenhum governo \u00e9 igual ao outro, apesar de todos, dentro do Estado burgu\u00eas, serem no fim governos burgueses. Saber diferenciar os governos \u00e9 fundamental porque arma a pol\u00edtica adequada para conseguir combat\u00ea-lo. Caso igual\u00e1ssemos todos os governos, era s\u00f3 levantarmos sempre a mesma palavra de ordem. Seria mais f\u00e1cil, mas n\u00e3o seria uma pol\u00edtica revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Um governo de Frente Popular, onde temos uma organiza\u00e7\u00e3o vinda da classe trabalhadora no Poder em conjunto de partidos burgueses, n\u00e3o \u00e9 igual a um governo puro sangue da burguesia. Logo, merecem tratamentos diferentes. Nahuel Moreno durante a d\u00e9cada de 70 apontou isto da seguinte forma:<\/p>\n<p>\u201cNosso Partido considera que \u00e9 um grave erro ultra-esquerdista ignorar as diferen\u00e7as que existem entre os distintos regimes burgueses, dissolvendo esses regimes concretos e suas diferen\u00e7as concretas em caracteriza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-sociol\u00f3gica de que todos eles s\u00e3o burgueses, e por tanto exploradores da classe. Pelo contr\u00e1rio, um marxista aut\u00eantico n\u00e3o um ultra-esquerdista, sabe distinguir cuidadosamente os distintos regimes o formas de governos burgueses, e sabe diferenciar os superiores dos inferiores.\u201d<\/p>\n<p>Por exemplo, caso exista um movimento democr\u00e1tico e republicano, em um pa\u00eds dominado por uma ditadura ou uma monarquia, o papel dos revolucion\u00e1rios \u00e9 apoiar o movimento democr\u00e1tico, mesmo este podendo conter organiza\u00e7\u00f5es liberais, burguesas ou traidoras do movimento de massas. O papel da organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria seria apoiar o movimento democr\u00e1tico colocando a diferen\u00e7a com a democracia que quer a burguesia, criticando esta, e criticando os partidos oper\u00e1rios que ca\u00edssem nas ilus\u00f5es da burguesia.<\/p>\n<p>Da mesma forma, um marxista n\u00e3o pode se manter neutro em uma guerra entre uma potencia imperialista e um pa\u00eds colonial, mesmo este podendo ser governado de forma autorit\u00e1ria. Caso os Estados Unidos declarassem guerra ao Ir\u00e3, o papel dos marxistas era criticarem a atitude norte-americana e dar apoio ao Ir\u00e3, apesar do reacion\u00e1rio regime dos Aiatol\u00e1s que impera dentro do pa\u00eds persa.<\/p>\n<p>Assim tamb\u00e9m, caso um governo de Frente Popular \u00e9 amea\u00e7ado por um golpe de estado organizado pela burguesia, o papel dos marxistas \u00e9 se colocarem contr\u00e1rios a este golpe e cerrarem fileiras lado a lado com as organiza\u00e7\u00f5es de Frente Popular contra a investida da burguesia, mesmo sabendo que estas organiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o traidoras do movimento de massas.<\/p>\n<p>Moreno escreveu em sua famosa pol\u00eamica com a OCI: \u201cTodo partido trotskista, toda corrente revolucion\u00e1ria do movimento oper\u00e1rio que n\u00e3o seja ultra esquerdista, nem sect\u00e1ria, tem como pol\u00edtica, quando existe um enfrentamento pol\u00edtico-econ\u00f4mico bastante grave entre os distintos setores da burguesia (levante fascista, invas\u00e3o imperialista, enfrentamento nas ruas, sabotagem burguesa e guerra civil) alinhar-se ao campo que considera mais progressivo. Se trata de um levante fascista ou bonapartista contra um governo de Frente Popular, democr\u00e1tico ou bonapartista parlamentar, nos alinhamos ao \u201ccampo\u201d deste \u00faltimo, inclusive, muito excepcionalmente, podemos chegar a acordos pr\u00e1ticos, estritamente delimitados, para a luta.\u201d<\/p>\n<p>Trotsky, por sua vez, ao falar sobre a defesa da democracia burguesa em enfrentamento a formas reacion\u00e1rias de domina\u00e7\u00e3o da burguesia, escreveu da seguinte forma: \u201cSe a atrasada consci\u00eancia da classe imp\u00f5e aos revolucion\u00e1rios a consigna de defesa da democracia burguesa, a defendemos, mas sem defender a pol\u00edtica burguesa ou reformista, partid\u00e1ria ou governamental\u201d<\/p>\n<p>Em momentos que a democracia burguesa est\u00e1 sendo atacada e corre o risco de retroceder, \u00e9 preciso defend\u00ea-la. Se ela retrocede ser\u00e1 mais ou menos favor\u00e1vel \u00e0 classe trabalhadora? Existe a possibilidade de se trocar a democracia burguesa por uma democracia oper\u00e1ria ou a democracia burguesa vem sendo alvo de ataques para perder as poucas liberdades que tem e se aproximar de um regime bonapartista? Se a situa\u00e7\u00e3o for retroceder e ficar mais desfavor\u00e1vel \u00e0 classe trabalhadora \u00e9 preciso ir com unhas e dentes impedir que isto aconte\u00e7a. Por mais que para fazer isto,\u00a0seja preciso pol\u00edticas unit\u00e1rias com organiza\u00e7\u00f5es de concilia\u00e7\u00e3o de classes e at\u00e9 com alguns grupos burgueses.<\/p>\n<p>Moreno em uma pol\u00eamica com o Secretariado Unificado explica: \u201cEm circunst\u00e2ncias determinadas e precisas. Os trotskistas t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de defender a democracia burguesa e suas institui\u00e7\u00f5es frente ao fascismo e a rea\u00e7\u00e3o bonapartista [\u2026] Pelo momento, enquanto a maioria da classe trabalhadora continua sobre as bases da democracia burguesa, n\u00f3s estamos prontos para defend\u00ea-la com todas nossas for\u00e7as, contra os ataques violentos da burguesa bonapartista e fascista [\u2026] A imensa maioria da classe ainda n\u00e3o \u00e9 consciente da destrui\u00e7\u00e3o da democracia burguesa, se ainda confiam nela, a consigna para mobilizar s\u00f3 pode ser a defesa da democracia burguesa.\u201d<\/p>\n<p>Esta defesa da democracia e de pautas democr\u00e1ticas de forma geral, s\u00e3o feitas por um bloco comum em que organiza\u00e7\u00f5es da esquerda radical, est\u00e3o lado a lado com organiza\u00e7\u00f5es majorit\u00e1rias e traidoras do movimento de massas, e inclusive com setores pequeno-burgueses e burgueses. E isto n\u00e3o \u00e9 de se entranhar, pois afinal, estas pautas s\u00e3o democr\u00e1ticas. O que se deve estranhar \u00e9 a recusa de organiza\u00e7\u00f5es da esquerda radical de participarem de uma luta em defesa da democracia, quando n\u00e3o est\u00e1 colocada a quest\u00e3o do Poder para os trabalhadores.<\/p>\n<p>Moreno na mesma pol\u00eamica com o SU, novamente fala: \u201cPode ocorrer, e h\u00e1 ocorrido frequentemente, que reformistas e revolucion\u00e1rios coincidam no objetivo imediato, quer dizer, pela consigna. Mas eles sempre se diferem pelo m\u00e9todo.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 comum e correto n\u00f3s da esquerda radical estarmos lado a lado da burocracia na luta contra a destrui\u00e7\u00e3o dos direitos trabalhistas, mesmo que os atos e atividades que se coloquem na defesa destes direitos sejam dirigidas pela burocracia. Assim como tamb\u00e9m \u00e9 certo no caso de um l\u00edder sindical, mesmo que seja extremamente pelego, acabe sendo demitido pela patronal, n\u00f3s vamos cerrar fileiras ao lado da dire\u00e7\u00e3o deste sindicato, por mais pelega e burocr\u00e1tica que seja, por que entendemos que se demitem um l\u00edder sindical desta forma, imagina o que podem fazer com os demais trabalhadores. Assim tamb\u00e9m deve ser a l\u00f3gica no caso do ex-presidente Lula. Se querem prende-lo por um crime sem provas e impedi-lo de ser candidato, isso representa mais uma quebra da curta democracia brasileira, e um avan\u00e7o dos setores que conseguiram efetivar este ataque, ou seja, da burguesia e do judici\u00e1rio. Estes avan\u00e7ando, a classe trabalhadora perde suas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso deixar claro que a condena\u00e7\u00e3o de Lula n\u00e3o \u00e9 uma vit\u00f3ria que favorece as massas organizadas, pois faria com que elas entendam os limites do programa petista e a trai\u00e7\u00e3o que ele representa, como alguns dizem. Pelo contr\u00e1rio. O maior movimento de massas de trabalhadores e camponeses que vemos atualmente no Brasil, foi os que se reuniram e mobilizaram para a defesa do direito democr\u00e1tico de Lula ser candidato. Caso Lula seja preso e\/ou impedido de concorrer \u00e0s elei\u00e7\u00f5es, isto representa uma derrota do movimento dos trabalhadores. A esquerda anticapitalista deve ficar fora deste processo de luta ou participar do mesmo com sua pol\u00edtica e criticas ao que representa o projeto de concilia\u00e7\u00e3o de classes?<\/p>\n<p>Na pol\u00edtica n\u00e3o podemos colocar a nossa vontade acima da necessidade do momento e do que a realidade cobra. Todos temos vontade de supera\u00e7\u00e3o imediata do projeto de concilia\u00e7\u00e3o que Lula defende, por\u00e9m, essa supera\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai vir hoje, e n\u00e3o veio no dia 24. Aquelas organiza\u00e7\u00f5es da esquerda radical que s\u00e3o indiferentes quanto \u00e0 condena\u00e7\u00e3o de Lula, ou mesmo que secretamente, torcem pela sua condena\u00e7\u00e3o, est\u00e3o terceirizando a tarefa de superar o lulismo ao Judici\u00e1rio. Sendo assim, acabam por defender o time do inimigo.<\/p>\n<p>Caso L\u00eanin, Trotsky e o partido bolchevique tivessem deixados ou feito vista grossa quando o general Kornilov tentou dar um golpe de estado no governo provis\u00f3rio dirigido por Karensky com certeza a hist\u00f3ria teria sido diferente, e os bolcheviques teriam muito mais dificuldade para conseguir chegar \u00e0s massas que ainda eram dirigidas pelos mencheviques e socialistas-revolucionarios. Apesar das trai\u00e7\u00f5es do Governo Provis\u00f3rio, da pris\u00e3o que este efetuou sobre os bolcheviques, da viol\u00eancia que exerceu sobre as massas, os bolcheviques pegaram em armas para defend\u00ea-lo, e somente em seguida \u201cacertar as contas\u201d com Karensky. Em sua biografia Trotsky nos conta que sua vontade inicial foi de deixar o general Kornilov pegar os mencheviques e levant\u00e1-los pela gola, por\u00e9m o mesmo explica que na pol\u00edtica n\u00e3o podemos ser movidos por vontades e desejos de vingan\u00e7a.<\/p>\n<p>Trotsky nos conta: \u201cOs bolcheviques no permaneceram neutros entrem o campo de Karensky e Kornilov. Lutaram no primeiro contra o segundo. Enquanto participavam nas primeiras linhas da luta contra Kornilov, os bolcheviques no tomaram as m\u00ednimas responsabilidades pela pol\u00edtica de Karensky. Pelo contrario, o denunciaram como respons\u00e1vel pelo ataque reacion\u00e1rio e como incapaz de super\u00e1-lo.\u201d<\/p>\n<p>L\u00eanin por sua vez, nos fala: \u201cSeria o maior dos erros crer que os trabalhadores revolucion\u00e1rios para vingasse, digamos assim, dos socialistas revolucion\u00e1rios e mencheviques pelo apoio prestado por estes a campanha de repress\u00e3o contra os bolcheviques, aos fuzilamentos e ao desarmamento dos trabalhadores, poderiam \u2018se negar\u2019 a apoiar esses partidos frente a contra-revolu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 importante colocar que tanto Trotsky quanto Moreno apontam que o central para definir se devemos defender a democracia burguesa ou n\u00e3o \u00e9 a consci\u00eancia das massas. Um exemplo hist\u00f3rico cl\u00e1ssico foi \u00e0 luta contra o fascismo e a pol\u00edtica que o Velho teve para o Partido Socialista na \u00c1ustria.<\/p>\n<p>Na \u00c1ustria de in\u00edcios da d\u00e9cada de 30 n\u00e3o existia um partido comunista forte com um peso real no movimento de massas. Por\u00e9m, havia um grande partido socialista que dirigia os oper\u00e1rios austr\u00edacos. Com o crescimento do fascismo e o perigo de um golpe de estado que acabaria com a democracia burguesa e com o movimento oper\u00e1rio organizado, Trotsky lan\u00e7a a proposta de que o PC austr\u00edaco deveria ter como consigna a defesa da democracia burguesa, chamando o PS para esta luta. Esta posi\u00e7\u00e3o de Trotsky gerou polemica entre os comunistas, pois estes defendiam que era necess\u00e1rio ter como palavra de ordem imediata para combater o fascismo a democracia oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>Trotsky ent\u00e3o explica: \u201cO que esta na ordem do dia hoje n\u00e3o \u00e9 a ant\u00edtese da democracia burguesa ou democracia sovi\u00e9tica. Mas sim a democracia burguesa e o fascismo. N\u00f3s temos que acusar os austro-marxistas (membros do PS) n\u00e3o de lutar pela democracia, e sim de n\u00e3o lutar suficiente por ela\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel fazer um paralelo com o Brasil, onde membros da esquerda radical, dizem que n\u00e3o devemos lutar pela defesa da democracia burguesa, e sim por conselhos oper\u00e1rios e pela democracia oper\u00e1ria. Por\u00e9m, se n\u00e3o existe condi\u00e7\u00f5es concretas de substituir a democracia burguesa por uma oper\u00e1ria, n\u00e3o importa a for\u00e7a de vontade que estas organiza\u00e7\u00f5es tenham, este ser\u00e1 um trabalho verdadeiramente imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria os revolucion\u00e1rios souberam defender a democracia burguesa quando as massas acreditavam nesta, assim como souberam lutar lado a lado com l\u00edderes traidores do movimento oper\u00e1rio, quando a burguesia amea\u00e7ava estes. Desta forma, entendemos que se colocar ao lado da defesa do direito de Lula ser candidato, \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o correta a ser feito. E \u00e9 se colocar tamb\u00e9m, nas ruas, ao lado das centenas de milhares de trabalhadores do campo e da cidade, que s\u00e3o em ess\u00eancia o sujeito social da revolu\u00e7\u00e3o brasileira, que no dia 24 lotaram as ruas das cidades do nosso Pa\u00eds. E para estes trabalhadores, colocaremos que somos contra a pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o e de alian\u00e7a com a burguesia que Lula efetua, mas que achamos que ele tem o direito de ser candidato, e que o povo brasileiro tem o direito de escolher em quem quer votar para presidente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>M\u00e1rio Italo, de Fortaleza e Gabriel Santos, de Macei\u00f3 &#8211; Blog Esquerda Online<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Foto: Kandinsky |\u00a0Contraste Acompanhado,\u00a01935,\u00a0Nova York, The Solomon R. Guggenheim Museum<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A teoria marxista desenvolvida ao longo dos anos chega a determinada no\u00e7\u00e3o sobre o Estado: todo Estado e o aparelho estatal s\u00e3o instrumentos para manter o poder e a domina\u00e7\u00e3o de uma classe sobre outra, desta forma todo Estado \u00e9 uma ditadura de classe. 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