{"id":266,"date":"2010-07-20T11:53:35","date_gmt":"2010-07-20T10:53:35","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2010\/07\/20\/marcha-lgbt-reune-milhares-em-lisboa\/"},"modified":"2010-07-20T11:53:35","modified_gmt":"2010-07-20T10:53:35","slug":"marcha-lgbt-reune-milhares-em-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2010\/07\/20\/marcha-lgbt-reune-milhares-em-lisboa\/","title":{"rendered":"Marcha LGBT re\u00fane milhares em Lisboa"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-265\" style=\"float: left; margin: 10px;\" alt=\"marchalgbt\" height=\"233\" width=\"350\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/marchalgbt.jpg?resize=350%2C233\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/marchalgbt.jpg?w=1024 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/marchalgbt.jpg?resize=300%2C200 300w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/marchalgbt.jpg?resize=768%2C511 768w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/marchalgbt.jpg?resize=720%2C480 720w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/marchalgbt.jpg?resize=480%2C319 480w\" sizes=\"(max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><br style=\"clear: left;\" \/><strong>Depois da vit\u00f3ria que foi a conquista do casamento entre pessoas do mesmo sexo, movimento LGBT portugu\u00eas avan\u00e7a nas exig\u00eancias, como a possibilidade de adop\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>No passado dia 19 de Junho, realizou-se, em Lisboa, a maior marcha LGBT (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) alguma vez realizada em Portugal. Entre 2 mil a 4 mil pessoas marcharam para celebrar as conquistas do \u00faltimo ano, mas, principalmente, para reivindicar tudo aquilo que falta. Para o dia 10 de Julho est\u00e1 agendada a marcha do Porto.<\/p>\n<p><strong>Governo tenta manipular<\/strong><br \/>Mesmo antes de iniciar os ataques \u00e0 classe trabalhadora com os PEC&#8217;s, o governo PS\/S\u00f3crates legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas impossibilitando a adop\u00e7\u00e3o, e, mais tarde, aprovou uma proposta do Bloco de Esquerda que permite aos homens bissexuais e homossexuais doarem sangue. Assim, o PS d\u00e1 um rosto de esquerda para governar \u00e0 direita.<br \/>Para al\u00e9m disso, o governo tenta controlar e travar o movimento LGBT, principalmente atrav\u00e9s da Juventude Socialista, e neutralizar o descontentamento deste sector, que em tempos de crise tenta transformar numa muleta para disfar\u00e7ar a sua impopularidade. Assim, apesar de vermos este \u00faltimo ano como uma vit\u00f3ria, n\u00e3o achamos que \u00e9 tempo de celebrar.<\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7o nas exig\u00eancias<\/strong><br \/>Felizmente, a maioria das organiza\u00e7\u00f5es presentes na marcha de Lisboa avan\u00e7a nas exig\u00eancias: possibilidade de adoptar, procria\u00e7\u00e3o medicamente assistida para todas as mulheres l\u00e9sbicas ou heterossexuais, todas as quest\u00f5es referentes \u00e0 parentalidade ainda vedadas a quem se casa com algu\u00e9m do mesmo sexo ou a cria\u00e7\u00e3o de uma lei de identidade de g\u00e9nero.<br \/>Uma das organiza\u00e7\u00f5es que se destacou foi o grupo de trabalho do SUP (Sindicato Unificado da Pol\u00edcia) \u2013 Identidade XY \u2013 que combate os problemas que todos os da PSP que n\u00e3o s\u00e3o heterossexuais t\u00eam que enfrentar diariamente, tudo no \u00e2mbito do sindicato. Isto deve servir de exemplo para todos os sindicatos se juntarem a esta luta que \u00e9 de todos os trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>Mercado cor-de-rosa<\/strong><br \/>Apesar de terem aumentado substancialmente, as marchas portuguesas est\u00e3o muito longe das marchas de Madrid, Nova Iorque ou Rio de Janeiro, algumas delas com milh\u00f5es de participantes. Estas, por\u00e9m, est\u00e3o subjugadas ao mercado capitalista e esvaziadas de conte\u00fado pol\u00edtico, sendo o objectivo dos seus organizadores o lucro das empresas e multinacionais envolvidas. O PSTU, sec\u00e7\u00e3o brasileira da Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT), foi expulso pela pol\u00edcia da marcha do Rio em 2007, por estar a denunciar esta situa\u00e7\u00e3o.<br \/>Mais ainda, estas empresas aproveitam e promovem a estereotipagem das pessoas LGBT (f\u00fateis, vazias e consumistas) para lucrar no chamado &#8220;mercado cor-de-rosa&#8221;, novo nicho de mercado do capitalismo que j\u00e1 faz milh\u00f5es, desde bares e discotecas \u00e0 moda e consumo, deixando apenas as classes mais ricas acederem \u00e0 verdadeira sa\u00edda do arm\u00e1rio e \u00e0 viv\u00eancia da sua sexualidade plena. Nada melhor para as empresas que interv\u00eam no &#8220;mercado cor-de-rosa&#8221; que as marchas para se publicitarem.<\/p>\n<p><strong>Independ\u00eancia e liberdade<\/strong><br \/>N\u00e3o tendo as marchas de Lisboa e Porto sido ainda contaminadas pelo mercado, devemos todos combater a entrada de empresas ou organiza\u00e7\u00f5es com fins lucrativos nas marchas, mantendo-as independentes e livres para serem reivindicativas e combativas na luta pelos direitos LGBT, com uma perspectiva de classe, pois n\u00e3o se pode afirmar que um gay rico \u00e9 oprimido com a mesma intensidade que um gay pobre.<br \/>Todos os trabalhadores devem apoiar e participar nas marchas de Lisboa e Porto para combater a discrimina\u00e7\u00e3o que divide e enfraquece a classe trabalhadora frente \u00e0 burguesia, que facilita os despedimentos, precariza e isola os LGBT, porque a classe trabalhadora \u00e9 uma s\u00f3 e s\u00f3 se emancipar\u00e1 realmente quando nenhum trabalhador for oprimido ou explorado.<br \/><strong>Eduardo Velosa<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois da vit\u00f3ria que foi a conquista do casamento entre pessoas do mesmo sexo, movimento LGBT portugu\u00eas avan\u00e7a nas exig\u00eancias, como a possibilidade de adop\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":265,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-266","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ruptura-110"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/marchalgbt.jpg?fit=1024%2C681","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=266"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/266\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/265"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}