{"id":2611,"date":"2018-03-02T18:03:53","date_gmt":"2018-03-02T17:03:53","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2018\/03\/02\/libertacao-das-mulheres-a-tradicao-marxista-ii\/"},"modified":"2018-03-02T18:03:53","modified_gmt":"2018-03-02T17:03:53","slug":"libertacao-das-mulheres-a-tradicao-marxista-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2018\/03\/02\/libertacao-das-mulheres-a-tradicao-marxista-ii\/","title":{"rendered":"Liberta\u00e7\u00e3o das mulheres: a tradi\u00e7\u00e3o marxista (II)"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Sharon Smith, Dirigente da Internacional Socialist Organization (ISO\/EUA)<\/strong><span style=\"font-weight: bold;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <strong>A Revolu\u00e7\u00e3o Russa e os desafios para materializar a liberta\u00e7\u00e3o das mulheres<\/strong> <\/p>\n<div>\n<p>Os l\u00edderes da Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917 desde o in\u00edcio fizeram do combate \u00e0 opress\u00e3o \u00e0s mulheres um aspecto central de seu projeto revolucion\u00e1rio. Durante sua breve exist\u00eancia, este governo revolucion\u00e1rio ofereceu uma fugaz vis\u00e3o do que uma sociedade genuinamente socialista poderia oferecer ao criar condi\u00e7\u00f5es materiais para que as mulheres sejam livres \u2013 mas tamb\u00e9m mostrou quais os desafios devem ser encarados para realizar esta liberta\u00e7\u00e3o em um contexto p\u00f3s-revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Abaixo farei uma breve aprecia\u00e7\u00e3o das conquistas legais e tamb\u00e9m das limita\u00e7\u00f5es destas para atingir uma genu\u00edna igualdade para as mulheres \u2013 indicando o grau de qu\u00e3o profunda deve ser a luta depois de uma revolu\u00e7\u00e3o socialista para erradicar a opress\u00e3o \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas, o governo revolucion\u00e1rio promulgou uma legisla\u00e7\u00e3o que estabeleceu a completa igualdade pol\u00edtica e social para as mulheres: o direito ao voto e a ocupar cargos p\u00fablicos, o direito ao div\u00f3rcio mediante reivindica\u00e7\u00e3o de qualquer uma das partes, o princ\u00edpio de igualdade nos sal\u00e1rios para trabalhos iguais, licen\u00e7a maternidade de quatro meses antes e depois o nascimento e acompanhamento m\u00e9dico ao beb\u00ea pago pelo governo. Aborto \u2013 visto apenas como uma quest\u00e3o de sa\u00fade \u2013 foi legalizado em 1920, e as mulheres ganharam o direito de obter o aborto legal em hospitais estatais. Apenas eram considerados criminosos aqueles que realizavam aborto com fins lucrativos.<\/p>\n<p>Soma-se a isso o fato de a revolu\u00e7\u00e3o ter derrubado todas as leis que criminalizavam a homossexualidade junto a outras leis que regulavam a sexualidade.\u00a0<a href=\"https:\/\/blog.esquerdaonline.com\/?p=8236#_edn31\">[xxxi]<\/a> O bolchevique Grigorii Btakis, em 1923, descreveu o impacto da Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro no que concerne a sexualidade:<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p>&#8220;[a legisla\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica] declara absoluta n\u00e3o interfer\u00eancia do Estado e sociedade nas quest\u00f5es que tocam a sexualidade, at\u00e9 onde ningu\u00e9m seja lesado, e o interesse de ningu\u00e9m vai arbitrar no que concerne a homossexualidade, sodomia, e outras v\u00e1rias formas de satisfa\u00e7\u00e3o sexual, as quais s\u00e3o apresentadas pela legisla\u00e7\u00e3o europeia como ofensivas \u00e0 moralidade \u2013 a legisla\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica aqui trata essas manifesta\u00e7\u00f5es como \u201cintercurso natural\u201d.\u00a0<a href=\"https:\/\/blog.esquerdaonline.com\/?p=8236#_edn32\">[xxxii]<\/a><\/p>\n<p>Mas a igualdade legal, ainda que crucial, n\u00e3o atinge a liberdade na vida do dia-a-dia dentro da fam\u00edlia. Como Lenin explicou em 1919,<\/p>\n<p><em>Leis sozinhas n\u00e3o s\u00e3o suficientes, e n\u00f3s n\u00e3o estamos de modo algum satisfeitos com meros decretos. Na esfera legal, contudo, n\u00f3s fizemos tudo que nos cabia para por as mulheres em posi\u00e7\u00e3o de igualdade e temos todo o direito de nos orgulhar disso. A posi\u00e7\u00e3o das mulheres na R\u00fassia Sovi\u00e9tica \u00e9 agora ideal se fizermos um paralelo com sua posi\u00e7\u00e3o nos mais avan\u00e7ados Estados. Dizemos a n\u00f3s mesmos, que isso, obviamente, \u00e9 apenas o come\u00e7o.<\/em><a href=\"https:\/\/blog.esquerdaonline.com\/?p=8236#_edn33\">[xxxiii]<\/a><\/p>\n<p>Lenin normalmente se referia a opress\u00e3o \u00e0 mulher dentro da fam\u00edlia como \u201cescravid\u00e3o dom\u00e9stica\u201d, e ele se preocupava com sua continua\u00e7\u00e3o na R\u00fassia p\u00f3s-revolu\u00e7\u00e3o. Em uma conversa com Zetkin em 1920, alguns anos ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o, Lenin falou detalhadamente sobre os obst\u00e1culos que continuavam a existir na vida dom\u00e9stica. A seguinte cita\u00e7\u00e3o de Lenin deixa claro que o marxismo russo n\u00e3o esperava que a opress\u00e3o \u00e0s mulheres fosse desaparecer automaticamente depois da revolu\u00e7\u00e3o, mas reconhece a necessidade para uma luta cont\u00ednua:<\/p>\n<p>&#8220;Pouqu\u00edssimos maridos, nem mesmo os prolet\u00e1rios, pensam no quanto eles podem abrandar o fardo e as preocupa\u00e7\u00f5es de suas esposas, ou alivi\u00e1-las por inteiro, se eles as auxiliarem no \u201ctrabalho dom\u00e9stico\u201d. Mas n\u00e3o, isso iria contra o \u201cprivil\u00e9gio e a dignidade do marido\u201d. Ele demanda descanso e conforto. A vida dom\u00e9stica da mulher \u00e9 um sacrif\u00edcio di\u00e1rio em nome de uma mir\u00edade de trivialidades. Os direitos ancestrais de seu marido, seu senhor e mestre, sobrevivem impercept\u00edveis\u2026 Eu conhe\u00e7o a vida dos trabalhadores, e n\u00e3o apenas por ter lido. Nosso trabalho comunista entre as massas de mulheres, e nosso trabalho pol\u00edtico em geral, envolve uma consider\u00e1vel educa\u00e7\u00e3o sobre os homens. N\u00f3s temos que arrancar pela raiz o velho ponto de vista escravocrata tanto no partido quanto nas massas. Este \u00e9 um de nossos objetivos pol\u00edticos, uma tarefa t\u00e3o urgentemente necess\u00e1ria quanto a forma\u00e7\u00e3o de um grupo de camaradas, homens e mulheres, com um treinamento te\u00f3rico e pr\u00e1tico completo para o trabalho partid\u00e1rio entre as trabalhadoras.\u201c\u00a0<a href=\"https:\/\/blog.esquerdaonline.com\/?p=8236#_edn34\">[xxxiv]<\/a><\/p>\n<p>Da mesma forma Trotski argumentava, \u201cinstituir a igualdade pol\u00edtica entre homens e mulheres no Estado Sovi\u00e9tico \u00e9 o mais simples dos problemas\u2026 mas para alcan\u00e7ar a igualdade entre homens e mulheres dentro da fam\u00edlia \u00e9 um problema infinitamente mais \u00e1rduo\u201d. E concluiu, \u201ctodos nossos h\u00e1bitos dom\u00e9sticos devem ser revolucionados antes que isso possa ocorrer. E ainda assim \u00e9 \u00f3bvio que ao menos que haja igualdade real entre marido e mulher na fam\u00edlia, comumente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es gerais da vida, n\u00e3o poderemos falar seriamente em igualdade no trabalho social e nem mesmo na pol\u00edtica\u201d.<a href=\"https:\/\/blog.esquerdaonline.com\/?p=8236#_edn35\">[xxxv]<\/a><\/p>\n<p>Dessa forma os bolcheviques nunca abra\u00e7aram a ilus\u00e3o de que uma revolu\u00e7\u00e3o socialista vitoriosa \u00e9 suficiente para acabar com a opress\u00e3o \u00e0 mulher. Velhos costumes e atitudes n\u00e3o podem ser mudados da noite para o dia, mas apenas ao longo do tempo, com advento de novas gera\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tenham crescido recebendo a bagagem ideol\u00f3gica perpetuada pelas sociedades de opress\u00e3o de classes ao longo dos s\u00e9culos.<\/p>\n<p>De fato, \u00e9 apropriado entender que o grau de compreens\u00e3o dos bolcheviques sobre o tema se dava em ver que a revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o como o fim, mas o in\u00edcio da luta pela conquista da liberta\u00e7\u00e3o da mulher. E mais importante, eles compreenderam a centralidade de libertar a mulher da penosa \u201cescravid\u00e3o dom\u00e9stica\u201d, que, ainda que seja dif\u00edcil, \u00e9 a chave para a sua liberta\u00e7\u00e3o nas demais esferas da vida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>O ponto de inflex\u00e3o na revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o russa de 1917 inspirou uma onda de lutas revolucion\u00e1rias pela Europa. A possibilidade de a revolu\u00e7\u00e3o se espalhar para sociedades economicamente mais avan\u00e7adas, particularmente a Alemanha, manteve vivas as esperan\u00e7as do governo revolucion\u00e1rio nos seus primeiros anos. Esta esperan\u00e7a se desfez com a derrota final da revolu\u00e7\u00e3o alem\u00e3 em 1923. A R\u00fassia, com sua economia abalada, ficou isolada. O terreno pol\u00edtico foi ent\u00e3o transformado: a d\u00e9cada seguinte deu o testemunho da ascens\u00e3o contrarrevolucion\u00e1ria stalinista na R\u00fassia e do fascismo na Europa.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o russa tamb\u00e9m produziu uma mudan\u00e7a na esquerda americana. O PS foi capaz de passar inc\u00f3lume \u00e0 guerra, j\u00e1 que se sustentou uma firme posi\u00e7\u00e3o contra a guerra. Mas em 1919 os revolucion\u00e1rios russos formaram a Terceira Internacional, a Comunista, composta por 19 organiza\u00e7\u00f5es e partidos. A Revolu\u00e7\u00e3o Russa ent\u00e3o acelerou o j\u00e1 estabelecido conflito entre as alas esquerda e direita do PS, na medida em que os revolucion\u00e1rios do partido apoiaram os bolcheviques e o grupo reformista se op\u00f4s a eles. Em 1919 o PS perdeu a sua maioria de esquerda que construiu o Partido Comunista (PC) \u2013 filiado \u00e0 Terceira Internacional. A maioria dos membros da IWW os seguiu \u2013 muitos dos quais j\u00e1 haviam deixado ou sido expulsos do PS.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 20, contudo, provou ser um dif\u00edcil per\u00edodo para aqueles que queriam defender a tradi\u00e7\u00e3o marxista. O governo americano conduziu uma persegui\u00e7\u00e3o massiva e deporta\u00e7\u00e3o de imigrantes suspeitos de atividade socialista ou anarquista. Al\u00e9m disso, com a consolida\u00e7\u00e3o do poder de Stalin na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica em 1928, o PC expulsou a minoria que defendia a oposi\u00e7\u00e3o trotskista contra o stalinismo.<\/p>\n<p>O resultado foi o aparecimento de dois movimentos socialistas distintos, um pr\u00f3 Stalin e outro pr\u00f3 Trotski. A esquerda socialista foi composta por estes dois grupos at\u00e9 a emerg\u00eancia da Nova Esquerda nos anos 1960.<\/p>\n<p>Deste modo, algumas das mais dedicadas e talentosas lideran\u00e7as femininas do in\u00edcio do s\u00e9culo XX acabaram separadas em distintas organiza\u00e7\u00f5es com posi\u00e7\u00f5es politicas opostas no tocante a quest\u00f5es fundamentais. Konikow, uma das fundadoras do movimento trotskista nos Estado Unidos, continuou seu trabalho em torno da distribui\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos contraceptivos seguros, e escreveu extensivamente sobre o direito das mulheres de controlar a natalidade no jornal trotskista\u00a0<em>Militant<\/em>, nos anos 1930 e in\u00edcio dos 1940. Gurley Flynn se uniu ao PC em 1936 e escreveu regularmente em uma coluna para o\u00a0<em>Daily Worker.<\/em><\/p>\n<p>Assim, as veteranas dos movimentos radicais do in\u00edcio do s\u00e9culo XX cumpriram um papel chave na transmiss\u00e3o de suas tarefas para as gera\u00e7\u00f5es mais novas de mulheres na esquerda americana.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Publicado originalmente em\u00a0<a href=\"https:\/\/isreview.org\/issue\/93\/womens-liberation-marxist-tradition\">https:\/\/isreview.org\/issue\/93\/womens-liberation-marxist-tradition<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Caio Garrido<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Revis\u00e3o: Paula Farias<\/strong><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong>Notas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"https:\/\/blog.esquerdaonline.com\/?p=8236#_ednref32\">[xxxii]<\/a> Quotes in J. Lauritson and D. Norsad,\u00a0<em>The Early Homosexual Rights Movement 1864\u20131935<\/em> (New York, 1974); cited in Noel Halifax,\u00a0<em>Out, Proud and Fighting<\/em> (London, 1988), 17.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">[xxxiii] V. I. Lenin, Speech at the Working Women\u2019s Congress,\u00a0Moscow, 1919,\u00a0<em>Lenin\u2019s\u00a0Collected Works<\/em>, 4th English Edition, (Moscow: Progress Publishers, 1965), Volume 30, 40\u201346,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/works\/1919\/sep\/23a.htm\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/w\">https:\/\/www.marxists.org\/archive\/lenin\/w<\/a>\u2026<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"https:\/\/blog.esquerdaonline.com\/?p=8236#_ednref34\">[xxxiv]<\/a> Clara Zetkin, \u201cLenin on the Women\u2019s Question\u201d (An Interview with Lenin on the Woman Question in 1920),\u00a0<a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/zetkin\/1925\/lenin\/zetkin2.htm#f1\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/zetkin\/1\">http:\/\/www.marxists.org\/archive\/zetkin\/1<\/a>\u2026.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">1988), 17.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"https:\/\/blog.esquerdaonline.com\/?p=8236#_ednref35\">[xxxv]<\/a> Leon Trotsky, \u201cFrom the Old Family to the New,\u201d\u00a0Pravda (July 1923),\u00a0<a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/trotsky\/women\/life\/23_07_13.htm\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/archive\/trotsky\/\">http:\/\/www.marxists.org\/archive\/trotsky\/<\/a>\u2026.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Sharon Smith, Dirigente da Internacional Socialist Organization (ISO\/EUA)\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2610,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[68],"tags":[1057,116,1242,1003,1301,176,1300,1299,114,115,368,455,2,117],"class_list":["post-2611","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mulher","tag-8m","tag-alternativa","tag-bolchevique","tag-capitalismo","tag-engels","tag-luta","tag-marx","tag-marxismo","tag-mas","tag-movimento","tag-mulher","tag-opressao","tag-revolucao","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/rr.jpg?fit=1200%2C630","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2611","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2611"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2611\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2610"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2611"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2611"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2611"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}