{"id":2595,"date":"2018-02-18T20:11:14","date_gmt":"2018-02-18T19:11:14","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2018\/02\/18\/dia-8-de-marco-saimos-a-rua-contra-a-violencia-machista\/"},"modified":"2018-02-18T20:11:14","modified_gmt":"2018-02-18T19:11:14","slug":"dia-8-de-marco-saimos-a-rua-contra-a-violencia-machista","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2018\/02\/18\/dia-8-de-marco-saimos-a-rua-contra-a-violencia-machista\/","title":{"rendered":"Dia 8 de Mar\u00e7o sa\u00edmos \u00e0 rua contra a viol\u00eancia machista"},"content":{"rendered":"<p>No dia 8 de mar\u00e7o do ano passado, as mulheres marcharam, pararam de trabalhar e tomaram a rua em cinquenta pa\u00edses ao redor do mundo. Nos EUA, foram as protagonistas dos principais enfrentamentos contra Trump.<\/p>\n<p>  <!--more-->  Nos \u00faltimos, a luta das mulheres tem-se expressado em grandes mobiliza\u00e7\u00f5es por todo o mundo, seja na \u00cdndia contra as viola\u00e7\u00f5es, seja na Am\u00e9rica Latina contra a viol\u00eancia atrav\u00e9s do movimento \u201cni una menos\u201d, seja na Pol\u00f3nia com a greve das mulheres contra a proibi\u00e7\u00e3o do aborto. <\/p>\n<p>Mais recentemente, as campanhas #MeToo, #UsToo e #TimesUp, em que atrizes de Hollywood relataram casos de ass\u00e9dio sexual, suscitaram grande cobertura medi\u00e1tica, trazendo \u00e0 pra\u00e7a p\u00fablica aquilo que todas n\u00f3s j\u00e1 sab\u00edamos: o ambiente nas escolas, no trabalho, em casa, nas ruas etc, \u00e9 quotidianamente marcado pela viol\u00eancia de g\u00e9nero.<\/p>\n<p>Estas campanhas v\u00e3o al\u00e9m da den\u00fancia de casos individuais de abuso e viola\u00e7\u00e3o, denunciam tamb\u00e9m as institui\u00e7\u00f5es e estruturas que lhes t\u00eam dado cobertura.<\/p>\n<p>Neste contexto, o dia 8 de mar\u00e7o, do presente ano, pretende ser marcado por um chamado internacional para que as mulheres fa\u00e7am greve contra a viol\u00eancia de g\u00e9nero, assim como contra as institui\u00e7\u00f5es e o sistema capitalista que n\u00e3o admite o seu efetivo combate.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Basta de impunidade aos agressores machistas<\/strong><\/p>\n<p>Em Portugal tamb\u00e9m \u00e9 preciso manifestarmos e exigirmos mudan\u00e7as reais nas nossas vidas pela nossa liberta\u00e7\u00e3o e emancipa\u00e7\u00e3o. As mulheres que mais sofrem com a viol\u00eancia machista s\u00e3o as que vivem em situa\u00e7\u00f5es de grande precariedade, que todos os dias trabalham e recebem sal\u00e1rios miser\u00e1veis e que n\u00e3o v\u00eaem possibilidades econ\u00f3micas de se libertar destas situa\u00e7\u00f5es. As mulheres negras, imigrantes e LGBT apresentam n\u00fameros ainda mais elevados no que diz respeito a situa\u00e7\u00f5es de precariedade e vulnerabilidade econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>Perante isto, a nossa luta e o nosso combate \u00e0 viol\u00eancia machista deve exigir ao Governo PS, apoiado pelo BE e PCP, que garanta um sistema judicial (ju\u00edzes, pol\u00edcia, psic\u00f3logos) que esteja preparado para receber as mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia e ass\u00e9dio. Tudo est\u00e1 em falta! Devemos exigir penas reais para os agressores e que as mulheres sejam colocadas em situa\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, afastadas dos agressores. \u00c9 preciso acabar com a desigualdade salarial entre homens e mulheres. Segundo dados do Eurostat, os homens ganham, em Portugal, em media mais 17,8% do que as mulheres. \u00c9 preciso apoiar a maternidade, apoiar as m\u00e3es que n\u00e3o t\u00eam possibilidades de pagar as mensalidades exorbitantes das creches privadas, criando uma rede nacional de creches p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Perante todas estas exig\u00eancias \u00e9 poss\u00edvel que o Governo diga: \u201ctenham calma\u201d, \u201cn\u00e3o h\u00e1 dinheiro\u201d. Mas h\u00e1 dinheiro, porque na hora de salvar bancos, na hora de pagar a d\u00edvida p\u00fablica criada por banqueiros, s\u00e3o injetados milh\u00f5es do Estado \u2013 s\u00f3 em 2017 o Governo PS pagou 10 mil milh\u00f5es de euros ao FMI e mais 7 mil milh\u00f5es em juros da divida p\u00fablica &#8211; dinheiro que \u00e9 nosso, dos nossos impostos e dos nossos sal\u00e1rios. Esse dinheiro tem que ser canalizado para devolver a dignidade \u00e0s nossas vidas e para travar um combate real contra o machismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 8 de mar\u00e7o do ano passado, as mulheres marcharam, pararam de trabalhar e tomaram a rua em cinquenta pa\u00edses ao redor do mundo. 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