{"id":2524,"date":"2017-10-27T08:47:38","date_gmt":"2017-10-27T07:47:38","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2017\/10\/27\/descolonizar-e-preciso\/"},"modified":"2017-10-27T08:47:38","modified_gmt":"2017-10-27T07:47:38","slug":"descolonizar-e-preciso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2017\/10\/27\/descolonizar-e-preciso\/","title":{"rendered":"Descolonizar \u00e9 preciso"},"content":{"rendered":"<p>O imp\u00e9rio portugu\u00eas desmoronou-se h\u00e1 mais de 40 anos, derrotado pelas lutas de liberta\u00e7\u00e3o africanas e pelo movimento popular portugu\u00eas. No entanto, pr\u00e1ticas e ideologias coloniais mant\u00eam-se na nossa sociedade: nas institui\u00e7\u00f5es, nas escolas, nos monumentos e nas rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o que perpetuam desigualdades econ\u00f3micas e \u00e9tnico-raciais.<\/p>\n<p>  <!--more-->  \u00c9 verdade que o processo revolucion\u00e1rio de 1974\/75 enterrou uma grande parte dos simbolismos e estruturas fascistas do pa\u00eds. No entanto, ficou por soterrar parte importante da ideologia colonialista central no car\u00e1ter simb\u00f3lico-ideol\u00f3gico da ditadura. Ficou at\u00e9 hoje por Descolonizar Portugal. <\/p>\n<p>Nos anos 1950 e 1960, nacionalistas africanos que viveram em Portugal &#8211; como Am\u00edlcar Cabral, Pedro Pires, M\u00e1rio Pinto de Andrade, Agostinho Neto, No\u00e9mia de Sousa, Eduardo Mondlane, Joaquim Chichano, Alda do Esp\u00edrito Santo, entre muitos outros &#8211; v\u00e3o colocar o anticolonialismo no centro da luta contra o salazarismo. Depois, ao dirigirem as lutas de liberta\u00e7\u00e3o, v\u00e3o influenciar de forma fundamental o movimento antifascista.<\/p>\n<p>Em Portugal, o PCP s\u00f3 em 1957 se declara a favor da autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos colonizados e ao longo dos anos vai apoiar de forma t\u00edmida essa luta<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn1\"><sup>1<\/sup><\/a>. \u00c0 sua esquerda, grupos mao\u00edstas, cat\u00f3licos radicais, guevaristas ou trotskistas t\u00eam no anticolonialismo parte importante da sua milit\u00e2ncia. Sabemos hoje que o anticolonialismo foi fundamental para a derrota do regime fascista e para as revolu\u00e7\u00f5es africanas e portuguesa. O revolucion\u00e1rio argentino Nahuel Moreno vai escrever sobre Portugal que a \u201crevolu\u00e7\u00e3o colonial se transformou numa revolu\u00e7\u00e3o socialista metropolitana\u201d<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn2\"><sup>2<\/sup><\/a>. No entanto, depois do 25 de Novembro de 1975, o movimento popular portugu\u00eas \u00e9 derrotado e com ele qualquer esperan\u00e7a de Descolonizar Portugal. Assim, vemos hoje pelas nossas cidades &#8211; sem que isso cause espanto aos transeuntes &#8211; nomes de ruas em mem\u00f3ria da revolu\u00e7\u00e3o fazendo esquina com outras que evocam o colonialismo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Um imagin\u00e1rio colonizado<\/strong><\/p>\n<p>Como ideologia, o colonialismo moderno portugu\u00eas ascendeu nos \u00faltimos suspiros da monarquia, foi exaltado pela Rep\u00fablica e adotado amplamente pelo Estado Novo. O regime, para justificar as col\u00f3nias, vai adotar as ideias lusotropicalistas de Gilberto Freyre. Entre elas, a ideia que o colonialismo portugu\u00eas foi brando, multicultural e pouco racista. Estas conce\u00e7\u00f5es falsas est\u00e3o at\u00e9 hoje impregnadas na nossa sociedade e permitem a invisibiliza\u00e7\u00e3o do racismo, o silenciamento da viol\u00eancia colonial e a promo\u00e7\u00e3o de projetos neocoloniais.<sup><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn3\">3<\/a><\/sup><\/p>\n<p>A narrativa hist\u00f3rica portuguesa est\u00e1 colonizada e impregnada de racismo. Nela se ignora a import\u00e2ncia social e cultural que negros, mu\u00e7ulmanos, ciganos ou judeus tiveram durante s\u00e9culos no pa\u00eds<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn4\"><sup>4<\/sup><\/a>. Portugal n\u00e3o foi nem \u00e9 um pa\u00eds s\u00f3 de brancos. Omite-se que os supostos \u201cDescobrimentos\u201d foram um projeto de saqueamento e destrui\u00e7\u00e3o de outros povos. Atenua-se o papel central de Portugal no esclavagismo, que durou mais de quatro s\u00e9culos e s\u00f3 terminou em 1871 quando foi decretada a sua aboli\u00e7\u00e3o nas col\u00f3nias \u2013 sendo depois substitu\u00eddo durante d\u00e9cadas por trabalhos for\u00e7ados. Agora, tenta-se se esquecer a brutalidade da guerra colonial, os privil\u00e9gios dos colonos e a segrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, encaramos todos os dias sanguin\u00e1rios que sobrevivem como her\u00f3is nas nossas ruas, monumentos, museus, escolas ou na boca dos nossos governantes, reproduzindo um imagin\u00e1rio colonial. Na verdade, Gil Eanes raptou da costa africana in\u00fameras pessoas para as escravizar; Infante Dom Henrique foi dos primeiros grandes beneficiadores da pilhagem africana e do esclavagismo; Vasco da Gama, numa das suas viagens \u00e0 \u00cdndia, abordou uma embarca\u00e7\u00e3o com peregrinos de Meca e, num ato brutal de islamofobia, ordenou que se trancassem crian\u00e7as, mulheres e homens no por\u00e3o e incendiou o barco; Pedro \u00c1lvares Cabral bombardeou a cidade de Calecute e as embarca\u00e7\u00f5es a\u00ed ancoradas matando centenas de pessoas<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn5\"><sup>5<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Sobre o colonialismo portugu\u00eas, Am\u00edlcar Cabral escreveu: &#8220;Para os africanos, que durante cinco s\u00e9culos se opuseram \u00e0 domina\u00e7\u00e3o colonial portuguesa, o colonialismo portugu\u00eas \u00e9 um inferno; e onde reina o mal n\u00e3o h\u00e1 lugar para o bem&#8221;<sup><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn6\">6<\/a><\/sup><\/p>\n<p>Precisamos de encarar a mem\u00f3ria hist\u00f3rica de forma frontal e sem rodeios, discuti-la, incluir diferentes perspetivas, e ultrapassar as narrativas que os poderosos nos querem impor. Temos de construir um passado onde todas as parcelas das classes populares estejam inclu\u00eddas: negras, ciganas, mu\u00e7ulmanas ou brancas. Uma hist\u00f3ria vinda de baixo, descolonizada e desburguesada. Uma hist\u00f3ria que mostre, por exemplo, a import\u00e2ncia para o mundo de civiliza\u00e7\u00f5es negras como o Imp\u00e9rio do Mali, Imp\u00e9rio Songai, Reino do Congo ou a Dinastia N\u00fabia do Antigo Egipto; uma hist\u00f3ria que inclua a resist\u00eancia negra contra o esclavagismo portugu\u00eas no Quilombo dos Palmares ou na Revolta dos Angolares; uma hist\u00f3ria que coloque a revolu\u00e7\u00e3o negra haitiana como uma das mais importantes de sempre, como descreveu o trotskista caribenho C.L.R. James; uma hist\u00f3ria que evidencie a import\u00e2ncia das lutas de liberta\u00e7\u00e3o africanas para o fim do regime fascista portugu\u00eas; ou que mostre a corajosa resist\u00eancia cigana nos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazis. Sem isso, n\u00e3o poderemos caminhar para diante, derrotando o pensamento colonizado que mina a nossa sociedade e parte da esquerda nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Burguesia afro-saqueadora<\/strong><\/p>\n<p>Durante o fascismo, a burguesia monopolista nacional, com o apoio do Estado e do Imperialismo, foi das maiores beneficiadoras do saqueamento colonial. Os atuais \u201cimp\u00e9rios\u201d econ\u00f3micos dos Esp\u00edrito Santo, Mello, Ulrich, Soares da Costa ou Champalimaud foram constru\u00eddos atrav\u00e9s de uma grande pilhagem colonial<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn7\"><sup>7<\/sup><\/a>. Estes \u201cDonos de Portugal\u201d beneficiaram diretamente do saqueamento de mat\u00e9rias primas, do trabalho for\u00e7ado, da sobre-explora\u00e7\u00e3o e foram respons\u00e1veis pela repress\u00e3o pol\u00edtica e pela guerra colonial. Com a Revolu\u00e7\u00e3o, fugiram do pa\u00eds e perderam parte dos seus monop\u00f3lios nos processos de nacionaliza\u00e7\u00f5es. Entretanto, depois da integra\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Europeia, os governos do PSD e PS entregaram avultadas indemniza\u00e7\u00f5es e venderam-lhes ao desbarato suas antigas empresas e bancos. Rapidamente estas fam\u00edlias entregaram o tecido econ\u00f3mico ao capital estrangeiro, enterraram o pa\u00eds em d\u00edvidas e promoveram projetos neocoloniais. Pela explora\u00e7\u00e3o e ditadura, esta burguesia deve muito a todos os setores das classes populares de Portugal e, pelo colonialismo, t\u00eam uma d\u00edvida monumental aos afrodescendentes e povos africanos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Colonialismo e Racismo<\/strong><\/p>\n<p>Em Portugal, o racismo tem provocado pobreza, segrega\u00e7\u00e3o, desigualdade no acesso \u00e0 sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, brutalidade policial e injusti\u00e7a nos tribunais<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn8\"><sup>8<\/sup><\/a>. \u00c9 disso exemplo a situa\u00e7\u00e3o de negros nascidos e crescidos no pa\u00eds, que continuam a n\u00e3o ter direito \u00e0 nacionalidade portuguesa, enquanto filhos de portugueses emigrados de terceira gera\u00e7\u00e3o podem adquiri-la automaticamente. \u00c9 como se os afrodescendentes ainda carregassem o estatuto de \u201cind\u00edgenas\u201d do imp\u00e9rio, exteriores \u00e0 na\u00e7\u00e3o (assim como os ciganos), corpos que o Estado tenta colonizar no pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Racismo como o conhecemos est\u00e1 alicer\u00e7ado no passado colonial. Por exemplo, em Portugal o pensamento colonizado, com o lusotropicalismo e seu imagin\u00e1rio de brandos colonialismos, invisibiliza o racismo e suas injusti\u00e7as. Diante disso, para enfrentar o Racismo temos de combater as ra\u00edzes do pensamento e das pr\u00e1ticas coloniais, que subsistem at\u00e9 hoje. Os ativistas negros Stokely Carmichael e Charles V. Hamilton escreveram, em 1966, que os afro-americanos viviam sobre colonialismo interno, tendo uma rela\u00e7\u00e3o de colonizados no pr\u00f3prio pa\u00eds que se demonstrava no racismo institucional.<sup><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn9\">9<\/a>\u00a0<\/sup>Provavelmente poder\u00edamos dizer o mesmo sobre a situa\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Descolonizar \u00e9 mesmo preciso<\/strong><\/p>\n<p>A esquerda deve apoiar e aprender com o movimento negro, cigano e ind\u00edgena. Cabe tamb\u00e9m a ela (toda a esquerda) enfrentar os s\u00edmbolos e as narrativas que reproduzem a hist\u00f3ria do colonialismo e dos poderosos. Esses s\u00edmbolos e narrativas devem ser encarados frontalmente e discutidos para serem desmantelados. \u00c9 preciso Descolonizar a hist\u00f3ria, as ruas, os monumentos e seus falsos her\u00f3is. \u00c9 preciso Descolonizar as mentes, as institui\u00e7\u00f5es, as escolas e os livros. \u00c9 preciso derrotar os projetos neocoloniais do Estado, da burguesia nacional e do Imperialismo.<\/p>\n<p>As pr\u00e1ticas e ideias colonizadas s\u00e3o uma poderosa arma do Capitalismo e do Imperialismo. Atrav\u00e9s delas crescem movimentos de extrema direita; com elas a burguesia arrasta classes populares brancas para a sua beira promovendo o Racismo; com base nelas fazem-se guerras e invadem-se pa\u00edses; com elas aumenta-se a explora\u00e7\u00e3o. Assim, descolonizar \u00e9 uma tarefa fundamental da esquerda na luta contra a explora\u00e7\u00e3o, contra o Racismo, contra o Capitalismo e contra o Imperialismo.\u00a0 Por isso, Descolonizar \u00e9 mesmo preciso.<\/p>\n<p>Para acabar deixo as palavras de Grada Kilomba, artista e acad\u00e9mica nascida em Portugal e com ra\u00edzes em S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Angola: &#8220;[Na Escola] pediam-nos para ler sobre a \u00ab\u00c9poca dos Descobrimentos Portugueses\u00bb, mas n\u00f3s n\u00e3o nos lembr\u00e1vamos de ser descobertos. Pediam-nos para escrever sobre a grande heran\u00e7a do colonialismo, mas n\u00f3s s\u00f3 nos lembr\u00e1vamos de roubos e humilha\u00e7\u00f5es. E, pediam-nos para n\u00e3o perguntar sobre nossos her\u00f3is Africanos, porque eles eram terroristas e rebeldes&#8221;.<sup><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftn10\">10<\/a><\/sup><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>*Fotografia\/Instala\u00e7\u00e3o do artista Kiluanji Kia Henda, Padr\u00e3o dos Descobrimentos, 2006<\/em><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><em><strong>Pedro Varela<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>NOTAS<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref1\"><sup>1<\/sup><\/a>\u00a0Ver \u201cHist\u00f3ria do PCP\u201d de Jo\u00e3o Madeira e \u201cAdeus ao Imp\u00e9rio: 40 anos de descoloniza\u00e7\u00e3o portuguesa\u201d de Fernando Rosas e outros.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref2\"><sup>2<\/sup><\/a>\u00a0Ver \u201cRevolu\u00e7\u00e3o e Contra Revolu\u00e7\u00e3o em Portugal\u201d de Nahuel Moreno.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref3\"><sup>3<\/sup><\/a>\u00a0S\u00e3o disso exemplo a CPLP. Assim como discursos e pr\u00e1ticas de v\u00e1rias funda\u00e7\u00f5es e de acordos empresariais com os Estados Africanos.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref4\"><sup>4<\/sup><\/a>\u00a0Para a import\u00e2ncia da presen\u00e7a negra em Portugal ver \u201cOs Negros em Portugal: uma hist\u00f3ria silenciosa\u201d de Jos\u00e9 Tinhor\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref5\"><sup>5<\/sup><\/a>\u00a0Ver \u201cMinistros da Noite: Livro Negro da Expans\u00e3o Portuguesa\u201d de Ana Barradas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref6\"><sup>6<\/sup><\/a>\u00a0Em \u201cA verdade sobre as col\u00f3nias africanas de Portugal\u201d de Am\u00edlcar Cabral no Livro \u201cDocument\u00e1rio\u201d do mesmo autor.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref7\"><sup>7<\/sup><\/a>\u00a0Ver \u201cDonos de Portugal\u201d de Fernando Rosas e outros.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref8\"><sup>8<\/sup><\/a>\u00a0Ver \u201cA urg\u00eancia de um combate real \u00e0s desigualdades \u00e9tnico-raciais e ao racismo\u201d de Anabela Rodrigues, Ana Fernandes, Carla Fernandes, Cristina Rold\u00e3o, Ianick Insali, Jos\u00e9 Pereira e Mamadou Ba, em Le Monde Diplomatique, Edi\u00e7\u00e3o Portuguesa de Fevereiro de 2017.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref9\"><sup>9<\/sup><\/a>\u00a0Em \u201cBlack Power: Politics of Liberation\u201d de Stokely Carmichael e Charles V. Hamilton.<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><sup><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Descolonizar%20%C3%A9%20preciso_revisto_revisto.docx#_ftnref10\">10<\/a>\u00a0<\/sup>Em \u201cPlantation Memories: Episodes of Everyday Racism\u201d de Grada Kilomba (p. 35)<\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O imp\u00e9rio portugu\u00eas desmoronou-se h\u00e1 mais de 40 anos, derrotado pelas lutas de liberta\u00e7\u00e3o africanas e pelo movimento popular portugu\u00eas. No entanto, pr\u00e1ticas e ideologias coloniais mant\u00eam-se na nossa sociedade: nas institui\u00e7\u00f5es, nas escolas, nos monumentos e nas rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o que perpetuam desigualdades econ\u00f3micas e \u00e9tnico-raciais.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2523,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[34],"tags":[661,116,456,1233,1230,1078,114,115,281,1232,282,117],"class_list":["post-2524","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opressoes","tag-africa","tag-alternativa","tag-burguesia","tag-classe","tag-colonialismo","tag-exploracao","tag-mas","tag-movimento","tag-negros","tag-raca","tag-racismo","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/kiluanji_kia_henda.jpg?fit=569%2C630","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2524\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2523"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}