{"id":2499,"date":"2017-09-30T12:26:26","date_gmt":"2017-09-30T11:26:26","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2017\/09\/30\/eleicoes-alemas-crise-do-centrao-e-insuficiencia-da-esquerda-fazem-crescer-extrema-direita\/"},"modified":"2017-09-30T12:26:26","modified_gmt":"2017-09-30T11:26:26","slug":"eleicoes-alemas-crise-do-centrao-e-insuficiencia-da-esquerda-fazem-crescer-extrema-direita","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2017\/09\/30\/eleicoes-alemas-crise-do-centrao-e-insuficiencia-da-esquerda-fazem-crescer-extrema-direita\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es alem\u00e3s: crise do \u201ccentr\u00e3o\u201d e insufici\u00eancia da esquerda fazem crescer extrema-direita"},"content":{"rendered":"<p>No passado dia 24 de Setembro, tiveram lugar as elei\u00e7\u00f5es legislativas na Alemanha. Estas levaram a votos a governa\u00e7\u00e3o da coliga\u00e7\u00e3o entre Merkel e Schulz, CDU\/CSU e SPD.<\/p>\n<p>  <!--more-->  A economia alem\u00e3 dever\u00e1 ser hoje uma das mais est\u00e1veis e mais dominantes, quer na Europa, quer no mundo. O continuado crescimento econ\u00f3mico alem\u00e3o, geralmente, acima do crescimento da Zona Euro, registou, em 2016, o valor de 1,9%. A constante diminui\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica, desde 2010, quando registou 81%, alcan\u00e7ou, em 2016, os 68%. O reduzido desemprego alcan\u00e7a hoje os m\u00ednimos hist\u00f3ricos de 3,9%. As contas p\u00fablicas registaram um superavit de 0,8% do PIB, em 2016, e a balan\u00e7a corrente mant\u00e9m-se extremamente superavit\u00e1ria. <\/p>\n<p>Ainda assim, estes parecem n\u00e3o ter sido fatores suficientes para imunizar a Alemanha e o Governo Merkel (coliga\u00e7\u00e3o CDU\/SPD) das tend\u00eancias gerais que se fazem sentir a n\u00edvel internacional.<\/p>\n<p>Por outro lado, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que a \u201cprosperidade alem\u00e3\u201d n\u00e3o tem significado uma diminui\u00e7\u00e3o da pobreza. Segundo estudos do pr\u00f3prio governo, a desigualdade social e a pobreza t\u00eam vindo a atingir valores nunca antes registados. Em 2015, a taxa de pobreza atingiu 15,7%<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Ger.docx#_ftn1\"><sup>1<\/sup><\/a>\u00a0da popula\u00e7\u00e3o, cerca de 13 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>\u201cOs alem\u00e3es ricos est\u00e3o cada vez mais ricos e os pobres, se n\u00e3o est\u00e3o cada vez mais pobres, est\u00e3o, pelo menos, mais numerosos\u201d<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Statement2\/Desktop\/DIOGO%20TRINDADE\/Ger.docx#_ftn2\"><sup>2<\/sup><\/a>. Ou seja, parece existir uma eros\u00e3o das classes m\u00e9dias. Mais concretamente, o n\u00famero de milion\u00e1rios cresceu de 12.424, em 2009, para 16.495 (0,02% da popula\u00e7\u00e3o), em 2016. Ao mesmo tempo, atualmente, 20% da popula\u00e7\u00e3o alem\u00e3 est\u00e1 amea\u00e7ada pela pobreza.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que os trabalhadores alem\u00e3es viram os seus sal\u00e1rios estagnados durante d\u00e9cadas, pelo menos, entre 1993 e 2008, como forma de os empres\u00e1rios alem\u00e3es conquistarem melhores n\u00edveis de competitividade internacional. A verdade \u00e9 que dos novos postos de trabalhos que s\u00e3o criados, uma consider\u00e1vel parte caracteriza-se pela precariedade e baixos sal\u00e1rios, ou seja, um alto n\u00edvel de explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>O que se retira daqui \u00e9 que o crescimento e prosperidades alem\u00e3es s\u00e3o atingidos atrav\u00e9s de um novo patamar de explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho, tendo por bases a pol\u00edtica neoliberal de desregula\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, destrui\u00e7\u00e3o de direitos, privatiza\u00e7\u00e3o de setores p\u00fablicos fundamentais e rebaixamento de sal\u00e1rios, contribuindo para um aumento da pobreza e desigualdade social.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o as bases materiais que explicam as tend\u00eancias pol\u00edticas alem\u00e3s. Veja-se que as pol\u00edticas que t\u00eam sido seguidas e os seus efeitos t\u00eam definido um comportamento geral, em diferentes pa\u00edses, a n\u00edvel internacional. Da\u00ed que as tend\u00eancias pol\u00edticas sejam semelhantes.<\/p>\n<p><strong>Os resultados eleitorais: 3 grandes comportamentos<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na Alemanha se verificaram tr\u00eas grandes comportamentos: (i) eros\u00e3o do \u201ccentr\u00e3o\u201d e elementos de polariza\u00e7\u00e3o social; (ii) falta de alternativa \u00e0 esquerda; e (iii) consider\u00e1vel crescimento da extrema-direita. Estas s\u00e3o tend\u00eancias que se t\u00eam verificado, em maior ou menor grau, nos restantes pa\u00edses europeus, e n\u00e3o s\u00f3. Mas vamos por partes.<\/p>\n<p>A profunda eros\u00e3o do \u201ccentr\u00e3o\u201d, quer dos tradicionais conservadores, neoliberais (CDU\/CSU), quer dos tradicionais partidos social-democratas (SPD), \u00e9 explicada pelo facto de serem os respons\u00e1veis pol\u00edticos diretos pela crise em que mergulharam o mundo.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, depois de nos terem enterrado at\u00e9 \u00e0 garganta, estes partidos t\u00eam assumindo a prioridade de salvar o sistema financeiro em detrimento das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e de vida das popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tanto o SPD como a CDU\/CSU, quer em governos alternados, quer em governos de coliga\u00e7\u00e3o entre si, s\u00e3o os respons\u00e1veis directos pela aplica\u00e7\u00e3o continuada da agenda neoliberal de desregula\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o dos direitos e rendimentos laborais, desde o in\u00edcio do s\u00e9culo. Os trabalhadores alem\u00e3es n\u00e3o t\u00eam ficado de fora deste plano.<\/p>\n<p>S\u00e3o os piores resultados tanto para a CDU\/CSU como para o SPD, desde 1945. Em conjunto, estes dois partidos, que formam o \u201ccentr\u00e3o\u201d, deixaram de representar 67,2% dos votos, em 2013, para passarem a representar 53,5%. Perderam mais de 4,5 milh\u00f5es de votos, correspondendo a uma perda de 105 deputados, 65 da CDU\/CSU e 40 do SPD.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o viu j\u00e1 este filme ocorrer na Gr\u00e9cia, em Espanha, em Fran\u00e7a ou at\u00e9 mesmo em Portugal? Uma profunda decomposi\u00e7\u00e3o dos tradicionais conservadores e, sobretudo, dos tradicionais social-democratas e alguns elementos de polariza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Juntos, aqueles dois partidos e os seus l\u00edderes, Merkel e Schulz, para al\u00e9m de respons\u00e1veis diretos pela pol\u00edtica interna alem\u00e3 de contra\u00e7\u00e3o de direitos laborais e sal\u00e1rios, s\u00e3o a cara do desgaste do projeto europeu. Estas duas for\u00e7as pol\u00edticas conseguiram amenizar os efeitos da crise, nomeadamente, atrav\u00e9s das astron\u00f3micas inje\u00e7\u00f5es do BCE, mas vai ficando evidente que a Europa coze em lume brando, sem que haja uma alternativa \u00e0 vista. Aquilo que estas duas for\u00e7as pol\u00edticas t\u00eam para nos oferecer \u00e9 mais do mesmo, mais desta UE, mais deste Euro, mais resgates ao sistema financeiro e mais austeridade.<\/p>\n<p>Mais do mesmo \u00e9 precisamente aquilo que, tendencialmente, os povos europeus n\u00e3o querem. A posi\u00e7\u00e3o de dom\u00ednio que a Alemanha tem ocupado, para al\u00e9m de ir massacrando todos os restantes Estados e os seus povos, tornando-os mais dependentes, n\u00e3o serve sequer para resolver a crise dentro da pr\u00f3pria Alemanha.<\/p>\n<p><strong>A \u201cgrande decis\u00e3o\u201d de Merkel sobre os refugiados \u00e9 uma farsa!<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 quem refira que a perda da CDU\/CSU se deve, em grande medida, \u00e0 \u201cforma correta\u201d como Merkel se \u201cdisponibilizou\u201d para receber refugiados, nomeadamente, na Alemanha.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, esta \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o completamente falsa. Merkel n\u00e3o se disponibilizou para receber refugiados. Merkel, perante a crise humanit\u00e1ria que tinha entre m\u00e3os, e ao ver-se confrontada com uma dif\u00edcil negocia\u00e7\u00e3o com os restantes pa\u00edses europeus, foi for\u00e7ada a dar alguns passos para amenizar as consequ\u00eancias de tal cat\u00e1strofe. Lembremo-nos que os cad\u00e1veres chegavam \u00e0s centenas \u00e0 costa europeia. Cat\u00e1strofe essa que, diga-se de passagem, \u00e9 a consequ\u00eancia direta das sucessivas interven\u00e7\u00f5es e inger\u00eancias dos principais pa\u00edses europeus no Norte de \u00c1frica e M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>O que Merkel fez foi empurrar a crise humanit\u00e1ria para debaixo do tapete, ao mesmo tempo que ia tomando medidas que n\u00e3o manchassem ainda mais a \u201cface solid\u00e1ria\u201d da UE e da Alemanha, como seu Estado predominante.<\/p>\n<p>\u201cDisponibilizou-se a receber\u201d 1 milh\u00e3o de refugiados na Alemanha, ao mesmo tempo que fechou e refor\u00e7ou as fronteiras externas da UE, atrav\u00e9s do programa Frontex. Os refugiados n\u00e3o deixaram de morrer aos milhares no Mar Mediterr\u00e2neo e todos aqueles que conseguiram chegar com vida \u00e0s fronteiras europeias, t\u00eam sido imediatamente recambiados para a Turquia. A Alemanha \u201cdisponibilizou-se a receber 1 milh\u00e3o de refugiados\u201d mas existem cerca de 4 milh\u00f5es na Turquia, L\u00edbano e Jord\u00e2nia em condi\u00e7\u00f5es desumanas.<\/p>\n<p>Isto sem esquecer que 1 milh\u00e3o de refugiados na Alemanha corresponde a 1,2% da sua popula\u00e7\u00e3o, um n\u00famero irris\u00f3rio. Sabendo que Portugal \u00e9 o 4\u00ba pa\u00eds que mais refugiados recebeu e que apenas c\u00e1 chegaram cerca de 1.000 pessoas, mais irris\u00f3rios ainda s\u00e3o os n\u00fameros de refugiados que foram recebidos por todos os pa\u00edses da UE.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que os governos dos principais pa\u00edses europeus n\u00e3o assumem que a crise de refugiados \u00e9 consequ\u00eancia e responsabilidade da sua pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o no Norte de \u00c1frica e M\u00e9dio Oriente, portanto v\u00e3o criando a compreens\u00e3o de que a crise de refugiados nos \u00e9 completamente alheia e que o acolhimento de refugiados n\u00e3o passa de um ato benevolente e volunt\u00e1rio da velha solidariedade europeia. A par disto v\u00e3o sendo ventiladas conce\u00e7\u00f5es de que a Europa \u00e9 para os \u201ceuropeus\u201d, n\u00e3o tendo condi\u00e7\u00f5es para acolher os que aqui se veem aqui refugiar, ainda para mais vindos de pa\u00edses \u00e1rabes. \u00c9 ainda feita uma rela\u00e7\u00e3o direta entre as pessoas que procuram asilo na Europa, o terrorismo e a inseguran\u00e7a. Quem n\u00e3o se recorda da est\u00f3ria de um milhar de \u00e1rabes que atacaram, roubaram e violaram dezenas de mulheres, em Col\u00f3nia, na Alemanha, na passagem de ano de 2015 para 2016? Uma est\u00f3ria que se veio a confirmar completamente falsa.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica de Merkel e Schulz \u00e9 causa direta do crescimento da extrema-direita<\/strong><\/p>\n<p>Merkel \u00e9 a respons\u00e1vel direta pelo crescimento da extrema-direita que conseguiu alcan\u00e7ar quase 6 milh\u00f5es de votos, 12,6% da vota\u00e7\u00e3o e, pela primaria vez, desde 1945, 94 deputados no Bundestag. A extrema-direita ocupa agora o lugar de terceira maior for\u00e7a pol\u00edtica na Alemanha e vai beber ao descontentamento com a pol\u00edtica da CDU\/CSU, do SPD, at\u00e9 a setores tradicionalmente \u00e0 esquerda do SPD e a setores normalmente abstencionistas.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o vejamos, junte-se a pol\u00edtica da CDU\/CSU e SPD, cujas consequ\u00eancias s\u00e3o (i) uma crise internacional da qual a Alemanha, apesar de se localizar no topo da cadeia alimentar, n\u00e3o est\u00e1 imune, (ii) uma instabilidade econ\u00f3mica e financeira alongada no tempo, (iii) uma amea\u00e7a permanente sobre as expectativas das classes trabalhadoras e das classes m\u00e9dias e (iv) uma ret\u00f3rica de amea\u00e7a ao modo de vida ocidental associada aos refugiados. De seguida, (v) misturamos a este combinado uma for\u00e7a pol\u00edtica de extrema-direita disposta a cavalgar a insatisfa\u00e7\u00e3o latente, sobretudo entre as classes m\u00e9dias empobrecidas e, consequentemente, entre as classes mais baixas da sociedade, atrav\u00e9s de todo e qualquer tipo de preconceitos existentes.<\/p>\n<p>\u00c9 deste tipo de mistela que sai um Trump nos EUA, uma Le Pen em Fran\u00e7a e um crescimento exponencial da extrema-direita no Reino unido, Holanda, \u00c1ustria e, agora, Alemanha.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 esquerda, Die Linke marca passo! Extrema-direita aproveita para ocupa posi\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Se a pol\u00edtica de Merkel e Schulz s\u00e3o a causa direta do crescimento da extrema-direita, tamb\u00e9m \u00e0 esquerda se devem assacar parte das responsabilidades. O Die Linke aumentou apenas cerca de 500 mil votos, passando de 8,6%, em 2013, para os presentes 9,2%.<\/p>\n<p>N\u00e3o consegue aumentar a sua influ\u00eancia pol\u00edtica, deixa de ser a principal oposi\u00e7\u00e3o ao futuro governo, n\u00e3o consegue capitalizar nenhum do descontentamento entre os setores sociais que v\u00e3o engrossando as camadas mais pobres, n\u00e3o consegue, sequer, capitalizar o descontentamento entre o eleitorado do SPD, n\u00e3o consegue dar uma resposta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos refugiados, nem uma resposta aos problemas internos da UE. O Die Linke n\u00e3o se coloca como uma for\u00e7a pol\u00edtica anti-sistema e este espa\u00e7o parece ter sido ocupado pela extrema-direita.<\/p>\n<p>O Die Linke chegou mesmo a perder influ\u00eancia a Leste do pa\u00eds, seus basti\u00f5es tradicionais, locais marcados pela forte desindustrializa\u00e7\u00e3o e empobrecimento, onde, precisamente, a extrema-direita consegue crescer muito.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que a aplica\u00e7\u00e3o dos programas neoliberais n\u00e3o tem tido uma resposta alternativa \u00e0 esquerda. O Syriza atrai\u00e7oou a confian\u00e7a que lhe foi concedida, o Podemos n\u00e3o est\u00e1 empenhado em romper com a l\u00f3gica meramente eleitoralista, marcando a sua pol\u00edtica pela dubiedade sobre quest\u00f5es fundamentais, como a Catalunha, e o BE apoia um Governo PS.<\/p>\n<p><strong>Que futuro?<\/strong><\/p>\n<p>Para j\u00e1 e face \u00e0 enorme perda de votos, o SPD distanciou-se da possibilidade de renovar a coliga\u00e7\u00e3o com Merkel, o que poder\u00e1 ser revertido caso a gest\u00e3o do sistema capitalista alem\u00e3o esteja em causa.<\/p>\n<p>Por sua vez, Merkel j\u00e1 afirmou que apenas afasta a possibilidade de se apoiar na extrema-direita para conseguir formar governo, estando disposta a dialogar com todos os outros setores, podendo formar governo com os liberais do FDP e os Verdes, como forma de manter e dar continuidade ao plano que tem j\u00e1 seguido.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 evidente que \u00e9 necess\u00e1rio um programa \u00e0 esquerda, de combate frontal aos planos de austeridade, apoiado nas lutas dos setores que se v\u00e3o mobilizando, um programa anti-elites, anti-capitalista, que denuncie que a Europa dos bancos \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 Europa dos povos, de combate aos setores mais conservadores e reacion\u00e1rios da sociedade, profundamente marcado pela determina\u00e7\u00e3o em reconquistar direitos laborais e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida de quem trabalha.<\/p>\n<p>Caso contr\u00e1rio, a crise das elites que nos t\u00eam governado s\u00f3 pode desembocar num crescimento do racismo e nacionalismo da extrema-direita.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>NOTAS<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">1 &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dw.com\/en\/german-poverty-rising-despite-economic-growth\/a-37787327\">http:\/\/www.dw.com\/en\/german-poverty-rising-despite-economic-growth\/a-37787327<\/a><\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\">2 &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dw.com\/en\/latest-figures-show-poverty-increase-in-germany\/a-36767218\">http:\/\/www.dw.com\/en\/latest-figures-show-poverty-increase-in-germany\/a-36767218<\/a><\/span><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No passado dia 24 de Setembro, tiveram lugar as elei\u00e7\u00f5es legislativas na Alemanha. 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