{"id":247,"date":"2010-06-11T18:12:45","date_gmt":"2010-06-11T17:12:45","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2010\/06\/11\/trabalhadores-brasileiros-fundam-nova-central-mas-sector-minoritario-rompe-com-o-congresso\/"},"modified":"2010-06-11T18:12:45","modified_gmt":"2010-06-11T17:12:45","slug":"trabalhadores-brasileiros-fundam-nova-central-mas-sector-minoritario-rompe-com-o-congresso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2010\/06\/11\/trabalhadores-brasileiros-fundam-nova-central-mas-sector-minoritario-rompe-com-o-congresso\/","title":{"rendered":"Trabalhadores brasileiros fundam nova central, mas sector minorit\u00e1rio rompe com o congresso"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-246\" style=\"margin: 10px 10px 2px; float: left;\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/conlutas.jpg?w=300\"  srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/conlutas.jpg?w=500 500w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/conlutas.jpg?resize=300%2C202 300w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/conlutas.jpg?resize=480%2C324 480w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/>Nos dias 5 e 6 de Junho, em Santos, cidade do Estado de S\u00e3o Paulo, Brasil, foi realizado o Congresso da Classe Trabalhadora, com cerca de 3 mil delegados e 4 mil participantes, a representar cerca de 3 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p>A sua delibera\u00e7\u00e3o mais importante foi a funda\u00e7\u00e3o de uma nova central sindical no pa\u00eds \u2013 Conlutas-Intersindical \u2013 Central Sindical e Popular \u2013 em alternativa \u00e0s centrais CUT e For\u00e7a Sindical, totalmente dependentes, pol\u00edtica e economicamente, do governo Lula.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p> O Congresso da Classe Trabalhadora foi convocado por v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es sindicais e populares, como Conlutas, Intersindical, MTL, Pastoral Oper\u00e1ria e outras. Foi o resultado de um processo de discuss\u00e3o que durou dois anos e que envolveu encontros, semin\u00e1rios, reuni\u00f5es e debates em todo o pa\u00eds. Para se ter uma ideia, foram apresentados e debatidos nada menos que 20 teses. <\/p>\n<p>O Congresso poderia ter terminado numa enorme festa a expressar esse importante passo no processo de reorganiza\u00e7\u00e3o do sindicalismo brasileiro, mas n\u00e3o foi assim que aconteceu. Um sector minorit\u00e1rio do congresso \u2013 Intersindical, Unidos para Lutar (CST) e Movimento Avan\u00e7ando Sindical (MAS) \u2013 decidiu abandonar o plen\u00e1rio ao perder uma das vota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a ruptura, os delegados do congresso elegeram uma direc\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria com 21 nomes para funcionar at\u00e9 a pr\u00f3xima reuni\u00e3o, daqui a dois meses. A nova entidade j\u00e1 vai intervir na luta contra o veto de Lula ao fim do &#8220;factor previdenci\u00e1rio&#8221; (uma lei criada no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que obriga o trabalhador a reformar-se cada vez mais tarde), uma das maiores trai\u00e7\u00f5es deste governo aos trabalhadores.<\/p>\n<p>Junto com isto, a nova central continuar\u00e1 a chamar a Intersindical e os outros grupos que romperam o congresso a recompor a unidade.<\/p>\n<p><strong>Central classista, popular e estudantil<\/strong><\/p>\n<p>A plen\u00e1ria final do congresso, no dia 6, concentrou as delibera\u00e7\u00f5es mais importantes, como o car\u00e1cter dessa nova entidade. Ap\u00f3s uma rica discuss\u00e3o, os delegados aprovaram que a nova central ser\u00e1 composta pelos trabalhadores organizados nos sindicatos, mas tamb\u00e9m pelos movimentos sociais e populares, al\u00e9m dos estudantes.<\/p>\n<p>A partir de um acordo entre os diferentes sectores, chegou-se a um modelo de composi\u00e7\u00e3o da entidade que possibilita a unidade oper\u00e1rio-estudantil, mas limita a representa\u00e7\u00e3o dos estudantes a 5%, assim como de movimentos contra a opress\u00e3o, a fim de deixar claro o protagonismo da classe trabalhadora.<\/p>\n<p><strong>A pol\u00e9mica do nome<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s v\u00e1rias vota\u00e7\u00f5es importantes, como a forma de direc\u00e7\u00e3o da nova entidade, o seu car\u00e1cter, assim como importantes temas de conjuntura, como a apresenta\u00e7\u00e3o de um programa dos trabalhadores nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais deste ano naquele pa\u00eds, o plen\u00e1rio iria votar o nome da nova entidade. E foi a\u00ed que a pol\u00e9mica se instaurou.<br \/>A Conlutas havia proposto o nome &#8220;Conlutas-Intersindical&#8221;, expressando as duas principais organiza\u00e7\u00f5es que deixariam de existir para dar lugar \u00e0 nova central. Alguns sectores que discordavam desse nome, como a pr\u00f3pria Intersindical, pediram um intervalo para elaborar um nome alternativo. Ap\u00f3s cerca de 20 minuto, chegaram \u00e0 proposta de &#8220;Ceclat (Central Classista dos Trabalhadores)&#8221;. Havia ainda uma terceira proposta de nome, bastante minorit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para tentar resolver a pol\u00e9mica e buscar um acordo entre a Conlutas e a Intersindical, foi apresentado pelo MTL um quarto nome, &#8220;Conlutas-Intersindical Central Sindical e Popular&#8221;, que foi aceite pela Conlutas, mas n\u00e3o pela Intersindical.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s momentos de tens\u00e3o, em que delegados da Intersindical chegaram a vaiar a interven\u00e7\u00e3o de um dirigente da Conlutas, os nomes foram \u00e0 vota\u00e7\u00e3o. Foi vencedora a proposta &#8220;Conlutas-Intersindical Central Sindical e Popular&#8221;, com cerca de dois ter\u00e7os do plen\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Ruptura e retomada do congresso<\/strong><\/p>\n<p>Logo a seguir, os delegados da Intersindical e de outras correntes derrotadas na vota\u00e7\u00e3o sobre o nome da nova central retiraram-se do congresso. Diante dessa dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o, o plen\u00e1rio foi reinstalado, mas, em vez de eleger uma nova direc\u00e7\u00e3o executiva, como estava previsto, os delegados resolveram eleger uma direc\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria at\u00e9 a pr\u00f3xima reuni\u00e3o, numa tentativa de obter uma solu\u00e7\u00e3o diante da crise.<\/p>\n<p><strong>Conlutas-Intersindical CSP<\/strong><\/p>\n<p>Uma nova central foi fundada por um congresso muito representativo. Certamente, uma central n\u00e3o t\u00e3o forte quanto se poderia. Mas ela j\u00e1 \u00e9 uma realidade e sua consolida\u00e7\u00e3o se dar\u00e1 no dia-a-dia das lutas da classe trabalhadora, como j\u00e1 aponta o plano de lutas aprovado pelo congresso.<\/p>\n<p>Ficou claro que a real pol\u00e9mica em rela\u00e7\u00e3o ao nome era a simples men\u00e7\u00e3o ao termo &#8220;Conlutas&#8221;. A proposta da jun\u00e7\u00e3o dos dois nomes simboliza a experi\u00eancia acumulada nos \u00faltimos anos. A Intersindical pretendia, por\u00e9m, apagar o nome &#8220;Conlutas&#8221;, nem que para isso fosse preciso abrir m\u00e3o do seu pr\u00f3prio nome e hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 14pt;\"><strong>Nota oficial da Conlutas sobre os acontecimentos dos Congressos da Conlutas e Conclat<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O Conclat \u2013 Congresso Nacional da Classe Trabalhadora \u2013 aglutinou 4.000 participantes, dos quais 3.180 delegados\/as, com uma representa\u00e7\u00e3o de base dos sindicatos de cerca de 3 milh\u00f5es de trabalhadores\/as. A Conlutas era a organiza\u00e7\u00e3o com maior representatividade. O nosso Congresso contou com 1.800 delegados\/as.<\/p>\n<p>O que era para ser uma grande vit\u00f3ria do processo de reorganiza\u00e7\u00e3o, infelizmente, transformou-se numa derrota, pela decis\u00e3o do bloco Intersindical\/Unidos\/MAS de retirar-se do Congresso depois de perder a vota\u00e7\u00e3o do nome da nova entidade.<\/p>\n<p>Toda a programa\u00e7\u00e3o do Congresso foi garantida: do ato pol\u00edtico de abertura, passando pela defesa das teses em plen\u00e1rio, trabalhos em grupo at\u00e9 a plen\u00e1ria final de vota\u00e7\u00e3o das resolu\u00e7\u00f5es. O Congresso deliberou sobre os principais temas em discuss\u00e3o: conjuntura e plano de ac\u00e7\u00e3o, car\u00e1cter, composi\u00e7\u00e3o e funcionamento da Central.<\/p>\n<p>A \u00faltima vota\u00e7\u00e3o importante, antes da elei\u00e7\u00e3o da Secretaria Executiva, era a defini\u00e7\u00e3o do nome da nova central. Ap\u00f3s um intenso debate acerca das propostas apresentadas, sagrou-se vencedora a proposta do nome da nova central ser &#8220;Conlutas\/Intersindical \u2013 Central Sindical e Popular&#8221;, apresentada pelo MTL e defendida pela Conlutas.<\/p>\n<p>Na vota\u00e7\u00e3o, essa proposta obteve cerca de 2\/3 dos votos. O resultado foi acatado publicamente pelos demais sectores. Tudo isso est\u00e1 filmado e estar\u00e1 dispon\u00edvel nos pr\u00f3ximos dias na Internet.<\/p>\n<p>No entanto, depois desta vota\u00e7\u00e3o, a Intersindical decidiu abandonar o Congresso, no que foi seguida pelas delega\u00e7\u00f5es do MAS \u2013 Movimento Avan\u00e7ando Sindical \u2013 e pelo agrupamento &#8220;Unidos Pra Lutar&#8221;.<\/p>\n<p>Uma pr\u00e1tica inaceit\u00e1vel \u2013 o Conclat s\u00f3 foi convocado porque a Intersindical e demais sectores envolvidos no debate da reorganiza\u00e7\u00e3o concordaram em chamar um Congresso deliberativo, que decidisse pelo voto dos delegados\/as as pol\u00e9micas que n\u00e3o se resolvessem entre as organiza\u00e7\u00f5es envolvidas no processo.<\/p>\n<p>Essa decis\u00e3o foi tomada, por unanimidade, no Semin\u00e1rio Nacional realizado em Novembro de 2009, na Quadra dos Banc\u00e1rios, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Sem essa condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria poss\u00edvel chamar o Congresso, pois pol\u00e9micas t\u00e3o ou mais importantes que a do nome ainda estavam pendentes, tais como o car\u00e1cter e a composi\u00e7\u00e3o da Central, o formato e funcionamento da direc\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante todo o per\u00edodo anterior, a Comiss\u00e3o pela Reorganiza\u00e7\u00e3o\/Coordena\u00e7\u00e3o pr\u00f3-Central funcionou tendo por base o acordo pol\u00edtico. Esgotada essa fase, de ac\u00famulo nos debates e conhecimentos das distintas opini\u00f5es, convocou-se o Congresso para que a base decidisse tudo o que n\u00e3o foi poss\u00edvel resolver por consenso.<\/p>\n<p>A ruptura do Congresso pelo bloco Intersindical\/Unidos\/MAS, ent\u00e3o, s\u00f3 se explica porque esses sectores n\u00e3o aceitam que a base decida as pol\u00e9micas que as direc\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram capazes de resolver, e querem impor, por acordo entre as correntes, as suas posi\u00e7\u00f5es por sobre o que a base decide. Isso evidentemente seria um retrocesso inaceit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nenhuma entidade que sirva \u00e0 luta dos trabalhadores funciona em base a esse crit\u00e9rio, pois, desta forma, nossa Central deixar\u00e1 de ser um instrumento de aglutina\u00e7\u00e3o e de luta dos trabalhadores\/as e passar\u00e1 a ser um f\u00f3rum de discuss\u00e3o permanente entre dirigentes, sem serventia para a luta e a defesa dos trabalhadores\/as.<\/p>\n<p>Entendemos que todos os esfor\u00e7os devem ser feitos para que os\/as companheiros\/as do bloco Intersindical\/Unidos\/MAS revejam as suas posi\u00e7\u00f5es e se incorporem \u00e0 nova central criada no Conclat. Esfor\u00e7os podem e devem ser feitos para aparar as arestas e diferen\u00e7as menores. No entanto, o respeito \u00e0 democracia oper\u00e1ria deve presidir o funcionamento da entidade e a rela\u00e7\u00e3o entre os sectores envolvidos.<\/p>\n<p>\u00c9 inconceb\u00edvel que a cada vez em que se encontrem em minoria num debate os dirigentes se levantem, se retirem das discuss\u00f5es, ou simplesmente abandonem a organiza\u00e7\u00e3o. Nenhuma organiza\u00e7\u00e3o s\u00e9ria, para a luta dos trabalhadores, poderia ser constru\u00edda em base neste crit\u00e9rio.<\/p>\n<p>O Congresso se restabeleceu com a maioria ainda presente e concluiu o processo de constitui\u00e7\u00e3o da nova Central, elegendo uma Secretaria Executiva Provis\u00f3ria, conformada praticamente por consenso, para encaminhar as resolu\u00e7\u00f5es aprovadas no Congresso.<\/p>\n<p>A Secretaria (conformada por representantes de diversas entidades como a Conlutas, MTL, MTST, dentre outros) se reunir\u00e1 nos pr\u00f3ximos dias e certamente adoptar\u00e1 resolu\u00e7\u00f5es buscando restabelecer a unidade e o respeito \u00e0s decis\u00f5es colectivas tomadas no Congresso, bem como tomar\u00e1 em suas m\u00e3os o encaminhamento do plano de lutas aprovado e a organiza\u00e7\u00e3o da nova Central fundada no Conclat.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, 8 de Junho de 2010.<\/p>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Lutas<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 5 e 6 de Junho, em Santos, cidade do Estado de S\u00e3o Paulo, Brasil, foi realizado o Congresso da Classe Trabalhadora, com cerca de 3 mil delegados e 4 mil participantes, a representar cerca de 3 milh\u00f5es de trabalhadores. \u00a0 \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":246,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-247","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/conlutas.jpg?fit=500%2C337","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=247"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/246"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}