{"id":2426,"date":"2017-07-19T12:22:49","date_gmt":"2017-07-19T11:22:49","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2017\/07\/19\/50-anos-da-morte-de-john-coltrane-a-lenda-do-jazz\/"},"modified":"2017-07-19T12:22:49","modified_gmt":"2017-07-19T11:22:49","slug":"50-anos-da-morte-de-john-coltrane-a-lenda-do-jazz","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2017\/07\/19\/50-anos-da-morte-de-john-coltrane-a-lenda-do-jazz\/","title":{"rendered":"50 anos da morte de John Coltrane, a lenda do Jazz"},"content":{"rendered":"<p>Estou entre aqueles\/as que consideram Coltrane um g\u00eanio jazz\u00edstico. Ainda que tenha vivido pouco (morreu aos 40 anos com c\u00e2ncer no f\u00edgado), a m\u00fasica esteve intensamente presente na sua trajet\u00f3ria. Nossa lenda revolucionou o jazz.<\/p>\n<p>  <!--more-->  O sax o acompanhava desde crian\u00e7a. Quando ouviu Charlie Parker, Coltrane passou a seguir seus passos: estudou intensamente o sax, seu instrumento e teoria musical. Quando n\u00e3o estava tocando, treinando, estava ouvindo m\u00fasica cl\u00e1ssica na biblioteca p\u00fablica. <\/p>\n<p>Tocou em bandas da Filad\u00e9lfia at\u00e9 chegar \u00e0 orquestra de Dizzy Gillespie que o fez tocar sax tenor (dessa forma poderia aproveitar mais a influ\u00eancia de Parker). Meses de treinamento e estudo o deixaram dominando o novo instrumento. Passou por outras bandas, diversos repert\u00f3rios e estilos musicais. John Coltrane necessitava internalizar essa experi\u00eancia diversa em busca do seu estilo. Experimentava incessantemente com novos sons na hora de improvisar. Os m\u00fasicos o observavam curiosos.<\/p>\n<p>Conheceu Miles Davis. Fez parte de seu quarteto. Foi demitido duas vezes por causa dos excessos (her\u00f3ina). Mas, Miles sabia que Coltrane era o seu m\u00fasico mais brilhante e a sua musicalidade era ansiosa, agressiva, urgente. Em 1959, depois de participar da grava\u00e7\u00e3o do antol\u00f3gico Kind of Blue, deixou Miles Davis para formar seu pr\u00f3prio quarteto. Era hora de levar a experimenta\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos limites, at\u00e9 encontrar o que tanto perseguia.<\/p>\n<p>Desenvolveu um estilo pr\u00f3prio e embarcou numa profunda radicaliza\u00e7\u00e3o da harmonia. Um exemplo foi quando gravou a m\u00fasica Bahia de Ary Barroso, em 1958. Ou, ainda, as vers\u00f5es para My Favorite Things (algumas que duram mais de 20 minutos), uma simples valsa tocada por um sax-soprano, considerado um instrumento ultrapassado para o jazz da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Indom\u00e1vel, Coltrane buscou inspira\u00e7\u00e3o na m\u00fasica negra que ouvia quando crian\u00e7a. Misturou a m\u00fasica popular com novos experimentos na tentativa de expressar suas emo\u00e7\u00f5es. Seu \u00e1lbum A Love Supreme foi gravado em um dia. Extensos movimentos sonoros, tecnicamente brilhantes e ao mesmo tempo t\u00e3o naturais s\u00e3o capazes de conduzir o ouvinte a um transe. O misticismo contido em A Love Supreme recupera a musicalidade dos rituais religiosos africanos, perdidos por s\u00e9culos de opress\u00e3o da escravid\u00e3o dos negros norte-americanos.<\/p>\n<p>John Coltrane era na ocasi\u00e3o (in\u00edcio dos anos 1960) a maior refer\u00eancia cultural para os jovens negros americanos. Na sua biografia Miles Davis afirma que o grupo de Coltrane estava para os Panteras Negras, da mesma forma que ele estivera para o povo negro que lutava nos anos 1950 contra as absurdas leis de segrega\u00e7\u00e3o racial vigentes em v\u00e1rios lugares dos EUA.<\/p>\n<p>John Coltrane abriu o caminho para um novo estilo, o free-jazz. A partir de ent\u00e3o o jazz nunca mais seria o mesmo.<\/p>\n<p>E no dia de hoje, compartilho o <a href=\"http:\/\/www.opovo.com.br\/jornal\/vidaearte\/2017\/07\/lenda-do-jazz-john-coltrane-morreu-ha-50-anos.html\">artigo de Dalwton Moura<\/a>: jornalista, cr\u00edtico musical e um amante do jazz. Muito bom o texto que lembra os 50 anos da morte de John Coltrane, a lenda do jazz! Leiam!<\/p>\n<p>Dalwton \u00e9 daqueles imprescind\u00edveis para a m\u00fasica na cidade. Com projetos como o Jazz Series (no Drag\u00e3o do Mar) e o Jazz em Cena (no Centro Cultural do Banco do Nordeste), o p\u00fablico da cidade teve a oportunidade de ver m\u00fasicos cearenses, como Marcio Resende, Hugo D\u00b4Leon, Iury Batista, David Krebs e tantos outros, interpretando Giant Steps e outros cl\u00e1ssicos do jazz. N\u00f3s, amantes da m\u00fasica instrumental agradecemos!<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar-se da lenda do jazz e celebrar sua genialidade! Viva Coltrane! Viva o jazz!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Paula Farias, Esquerda Online<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estou entre aqueles\/as que consideram Coltrane um g\u00eanio jazz\u00edstico. Ainda que tenha vivido pouco (morreu aos 40 anos com c\u00e2ncer no f\u00edgado), a m\u00fasica esteve intensamente presente na sua trajet\u00f3ria. Nossa lenda revolucionou o jazz.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2425,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[42],"tags":[116,1159,1160,114,115,1151,117],"class_list":["post-2426","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo","tag-alternativa","tag-coltrane","tag-jazz","tag-mas","tag-movimento","tag-musica","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/coltrane.jpg?fit=800%2C533","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2426","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2426"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2426\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2425"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}