{"id":2409,"date":"2017-06-25T10:17:31","date_gmt":"2017-06-25T09:17:31","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2017\/06\/25\/pedrogao-grande-uma-tragedia-de-mais-de-30-anos\/"},"modified":"2017-06-25T10:17:31","modified_gmt":"2017-06-25T09:17:31","slug":"pedrogao-grande-uma-tragedia-de-mais-de-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2017\/06\/25\/pedrogao-grande-uma-tragedia-de-mais-de-30-anos\/","title":{"rendered":"Pedr\u00f3g\u00e3o Grande: uma trag\u00e9dia de mais de 30 anos"},"content":{"rendered":"<p>Portugal arde h\u00e1 d\u00e9cadas sob a responsabilidade dos sucessivos Governos PS, PSD\/CDS.<\/p>\n<p>  <!--more-->  Tinha-se tornado j\u00e1 um acontecimento banal, previs\u00edvel, expect\u00e1vel. At\u00e9 j\u00e1 tinha sido balizado no calend\u00e1rio anual pelo Instituto da Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e Florestas. Segundo este organismo estatal, o per\u00edodo cr\u00edtico \u00e9 de 1 de Julho a 30 de Setembro. O Ver\u00e3o lusitano \u00e9 assim desde h\u00e1 mais de 30 anos. <\/p>\n<p>Alguns anos t\u00eam sido mais devastadores que outros, como 2003 e 2005. Alguns anos t\u00eam sido mais mortais que outros, como 2013, quando 9 bombeiros perderam a vida.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica dos sucessivos Governos PS e PSD\/CDS-PP foi-nos habituando \u00e0 exaustiva e sensacionalista cobertura medi\u00e1tica, \u00e0s l\u00e1grimas de quem tudo perde na voragem das chamas, ao patrim\u00f3nio natural que \u00e9 anualmente destru\u00eddo, \u00e0 ca\u00e7a policial ao pir\u00f3mano, etc. Todos os anos, h\u00e1 umas semanas de debate p\u00fablico sobre preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios, sobre gest\u00e3o do territ\u00f3rio, sobre pol\u00edtica florestal, sobre desertifica\u00e7\u00e3o, sobre a moldura penal aplicada ao crime de fogo posto, se dev\u00edamos ou n\u00e3o mandar os presos limpar as matas, etc.<\/p>\n<p>Assim que come\u00e7am a cair as primeiras chuvas do Outono, elas varrem o debate, e este fica interrompido at\u00e9 ao 1 de Julho do ano seguinte.<\/p>\n<p>Este ano tudo parece ter come\u00e7ado mais cedo, ainda antes do pr\u00f3prio Ver\u00e3o ter come\u00e7ado. At\u00e9 ao momento 64 pessoas perderam a vida, num choque autom\u00f3vel em cadeia, numa estrada transformada num t\u00fanel de fogo, intoxicadas e carbonizadas nos seus pr\u00f3prios ve\u00edculos, tentando fugir para o exterior, ou nas suas pr\u00f3prias casas. Este \u00e9 o mais tr\u00e1gico inc\u00eandio florestal alguma vez ocorrido em Portugal de que h\u00e1 mem\u00f3ria. V\u00edtimas inocentes, fam\u00edlias inteiras devoradas pela fatalidade de um inc\u00eandio florestal.<\/p>\n<p>Mas essa palavra, \u201cfatalidade\u201d, que vem do latim fatum e que quer dizer \u201cdestino\u201d, pressup\u00f5e que os acontecimentos de Pedr\u00f3g\u00e3o foram algo de imprev\u00edsivel, inevit\u00e1vel, uma infeliz sucess\u00e3o de eventos que nada nem ningu\u00e9m poderia ter adivinhado, um daqueles acasos tr\u00e1gicos que v\u00e3o pontuando a exist\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Falaram-nos de um raio e de uma \u00e1rvore seca, falaram-nos do calor e do vento, agora e apesar de inicialmente a GNR descartar a hip\u00f3tese de fogo posto, fala-se em m\u00e3o criminosa&#8230;<\/p>\n<p>Tendo ou n\u00e3o sido fogo posto, existe sim m\u00e3o criminosa. Falemos das m\u00e3os criminosas que nas \u00faltimas d\u00e9cadas t\u00eam sido respons\u00e1veis por estas 64 mortes e outras tantas mais, de civis e bombeiros.<\/p>\n<p>Falemos dos governos de Cavaco Silva, que marcam o triunfo do Eucalipto em Portugal, essa esp\u00e9cie invasora que vinha, paulatinamente, a afirmar-se no territ\u00f3rio portugu\u00eas. \u00c1lvaro Barreto, Ministro das Pescas, da Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios Governos Cavaco, elevou a \u00e1rvore que os australianos chamam de \u00e1rvore-gasolina a pedra de toque da nossa pol\u00edtica agr\u00edcola. Ele que j\u00e1 fora um dos carrascos da Reforma Agr\u00e1ria, preparou o nosso territ\u00f3rio para a PAC. Todos n\u00f3s sabemos o que se passou: a agricultura portuguesa n\u00e3o se modernizou, o abandono dos campos foi incentivado, as monoculturas de cereais triunfaram, muitas terras foram abandonadas e ocupadas, assim, pelo Eucalipto, t\u00e3o rent\u00e1vel quanto destrutivo. O direct\u00f3rio da ent\u00e3o CEE retirou-nos a soberania alimentar e a SOPORCEL, de que Barreto fora CEO, passou a ser livre de plantar, onde hoje deveriam crescer pomares e floresta aut\u00f3ctone, o que ent\u00e3o foi apelidado, por esse governo, de \u201cPetr\u00f3leo Verde\u201d. Todos os Ver\u00f5es desde ent\u00e3o, temos tido \u201cmar\u00e9s negras\u201d.<\/p>\n<p>Falemos da desertifica\u00e7\u00e3o do interior do pa\u00eds, de que todos os governos desta rep\u00fablica t\u00eam sido c\u00famplices. Para al\u00e9m da destrui\u00e7\u00e3o da agricultura, falemos do desmantelamento da ferrovia, do fecho de unidades de sa\u00fade, do fecho de escolas, do fim das SCUTs, da privatiza\u00e7\u00e3o e desmembramento da Rodovi\u00e1ria Nacional, da \u201clitoraliza\u00e7\u00e3o\u201d dos Or\u00e7amentos do Estado. Quando n\u00e3o h\u00e1 como viver no interior, ningu\u00e9m trabalha a terra, ningu\u00e9m vive dela. Queremos uma popula\u00e7\u00e3o envelhecida e em vias de extin\u00e7\u00e3o a limpar o mato?<\/p>\n<p>Falemos de Jos\u00e9 S\u00f3crates e o seu Ministro da Agricultura, Jaime Silva, que, em 2006, extinguiram o Corpo Nacional da Guarda Florestal e integraram os seus trabalhadores no Servi\u00e7o de Protec\u00e7\u00e3o da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR. N\u00f3s assistimos, ao longo dos anos, \u00e0s m\u00faltiplas fus\u00f5es de institutos e organismos estatais que s\u00e3o feitas para reduzir despesa p\u00fablica, ou seja, neste caso, meios de preven\u00e7\u00e3o e actua\u00e7\u00e3o. O desaparecimento dos guardas florestais \u00e9 a perda de uma profiss\u00e3o com um conhecimento do territ\u00f3rio insubstitu\u00edvel, como se v\u00ea. O mesmo aconteceu com a Direc\u00e7\u00e3o Geral dos Recursos Florestais. Depois do Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e Biodiversidade e da Autoridade Florestal Nacional temos hoje um Instituto de Conserva\u00e7a\u00e3o da Natureza e Floresta, criado no Governo de Passos Coelho com o Plano de Redu\u00e7\u00e3o e Melhoria da Administra\u00e7\u00e3o Central (PREMAC). A Ministra da Agricultura era ent\u00e3o Assun\u00e7\u00e3o Cristas. \u00c9 impressionante a voragem com que, desde que come\u00e7ou a era da austeridade, no tempo de Dur\u00e3o Barroso e Ferreira Leite, institutos e organismos, nos mais variados sectores do Estado, foram desaparecendo em fus\u00f5es at\u00e9 chegarmos a entidades hoje sub-or\u00e7amentadas. O Estado \u00e9 cada vez mais an\u00e9mico. As v\u00edtimas desta destrui\u00e7\u00e3o do Estado Social s\u00e3o, habitualmente, invis\u00edveis para a maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assun\u00e7\u00e3o Cristas, actual l\u00edder do CDS-PP, deu tamb\u00e9m uma forte machadada na pol\u00edtica florestal quando, em 2013, publicou a lei que permitiu a mais completa liberaliza\u00e7\u00e3o da planta\u00e7\u00e3o de Eucaliptos em Portugal. Quem conhece a EN 236, sabe que \u00e9 uma das muitas estradas portuguesas que s\u00e3o aut\u00eanticos t\u00faneis de Eucaliptos. Tal como a ponte Hintze Ribeiro, em 2001, n\u00e3o era a \u00fanica ponte em risco mas apenas a primeira a matar em massa, h\u00e1 outras estradas potencialmente mortais em caso de inc\u00eandio, por esse pa\u00eds fora, mas algo nos diz que ser\u00e1 muito mais dif\u00edcil erradicar o Eucalipto do nosso territ\u00f3rio do que foi inspeccionar pontes em risco h\u00e1 15 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Lembremo-nos que em Janeiro, a Altri amea\u00e7ou desinvestir em Portugal \u201cse o eucalipto continuasse a ser demonizado\u201d, que Capoula Santos dizia, em Mar\u00e7o, no contexto da discuss\u00e3o em torno da reforma florestal que \u201cqueremos produzir muito eucalipto em menos terreno\u201d e que havia \u201cmuito eucalipto onde n\u00e3o pode estar e h\u00e1 terrenos onde \u00e9 poss\u00edvel produzir o dobro\u201d. Dias antes da trag\u00e9dia, 9 milh\u00f5es de euros, em fundos europeus, iam ser canalizados para um concurso para a promo\u00e7\u00e3o e apoio da planta\u00e7\u00e3o de Eucalipto. N\u00e3o vai ser com este governo que regressar\u00e3o os sobreiros,os carvalhos e os pomares\u2026 \u00c9 a natureza do sistema econ\u00f3mico em que vivemos que o lucro se sobrep\u00f5e acima de quaisquer considera\u00e7\u00f5es ambientais ou do bem-estar das popula\u00e7\u00f5es. Nessa mesma semana, em Inglaterra, num pr\u00e9dio onde viviam fam\u00edlias da classe trabalhadora, muitas delas imigrantes, tamb\u00e9m desapareceu em chamas, contabilizando-se at\u00e9 ao momento 79 v\u00edtimas, tudo porque o edif\u00edcio foi reabilitado com um material altamente inflam\u00e1vel, mais barato, para poupar uns trocos.<\/p>\n<p>Os acontecimentos do fim de semana passado espelham os \u00faltimos 30 anos da pol\u00edtica portuguesa. A Pol\u00edtica Agr\u00edcola Comum destruiu a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e rasgou feridas profundas no territ\u00f3rio portugu\u00eas, estando na origem de crimes e cat\u00e1strofes ambientais, condenando o interior do pa\u00eds ao definhamento demogr\u00e1fico e econ\u00f3mico. O actual Governo PS vangloria-se de um d\u00e9fice baixo, que se explica porque, entre outras coisas, mais uma vez se cortou despesa nos Bombeiros, na Protec\u00e7\u00e3o Civil, nos engenheiros florestais, na gest\u00e3o e vigil\u00e2ncia do territ\u00f3rio e das florestas.<\/p>\n<p>Os fundos que poderiam ter salvo vidas foram usados para salvar a banca e para pagar uma d\u00edvida odiosa \u00e0queles que, h\u00e1 30 anos atr\u00e1s, em Bruxelas, tra\u00e7aram o plano de destrui\u00e7\u00e3o da economia nacional. Por fim, temos o SIRESP, que n\u00e3o funcionou, mais uma PPP, na qual participaram o Grupo Esp\u00edrito Santo, PT, Caixa Geral de Dep\u00f3sitos, Esegur, Motorolla e a SLN ligada ao antigo BPN, e em que o Estado gastou mais de 500 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Os que que lucram com mares de eucaliptos, com madeira de zona ardida vendida em saldo, eles e os seus c\u00famplices do costume nas altas esferas do Estado, no PS, no PSD e no CDS, eles s\u00e3o o factor comum em todas estas trag\u00e9dias. Eles s\u00e3o as m\u00e3os criminosas que todos os anos incendeiam o pa\u00eds. E \u00e9 assim que temos, no espa\u00e7o de dias, duas grandes trag\u00e9dias em grande escala, na Europa do S\u00e9culo XXI, em que gente inocente \u00e9 imolada no fogo para garantir o lucro de um punhado de empres\u00e1rios e os seus aliados na m\u00e1quina do Estado.<\/p>\n<p>Marcelo Rebelo de Sousa, assim que chegou a Pedr\u00f3g\u00e3o Grande decretou que \u201cmais nada poderia ser feito\u201d, dando toda a cobertura \u00e0 actual Governa\u00e7\u00e3o do PS. Por sua vez, BE e PCP t\u00eam-se ouvido muito pouco. Se estivessem na oposi\u00e7\u00e3o, a sua cr\u00edtica era para al\u00e9m de aud\u00edvel, seria tamb\u00e9m vis\u00edvel, denunciadora dos erros e omiss\u00f5es, exigente de altera\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. No entanto, t\u00eam-se ficado pelo quase sil\u00eancio, \u00e0 espera que o seu apoio ao actual governo n\u00e3o saia demasiado beliscado, \u00e0 espera que o actual governo saia o menos beliscado poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Queremos o fim da eucaliptiza\u00e7\u00e3o da floresta portuguesa! Queremos ordenamento do territ\u00f3rio! Queremos medidas (transportes, escolas, habita\u00e7\u00e3o, emprego) que revertam a desertifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds! Queremos investimento na preven\u00e7\u00e3o e combate aos inc\u00eandios e outras cat\u00e1strofes naturais e mais meios para a Protec\u00e7\u00e3o Civil e Bombeiros! Queremos a profissionaliza\u00e7\u00e3o de quem previne e combate os inc\u00eandios! Queremos uma pol\u00edtica florestal que permita o regresso de esp\u00e9cies autoctones e a vigil\u00e2ncia do territ\u00f3rio e a preserva\u00e7\u00e3o do nosso patrim\u00f3nio natural! Queremos uma nova pol\u00edtica agr\u00edcola que permita a respons\u00e1vel utiliza\u00e7\u00e3o dos solos, garanta a nossa soberania alimentar e trave a litoraliza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio! Exigimos que sejam apuradas responsabilidades e que, ao contr\u00e1rio de Entre-os-Rios ou as cheias na Madeira em 2010, a culpa n\u00e3o volte a morrer solteira, nem tudo volte a ficar na mesma, at\u00e9 ao pr\u00f3ximo Ver\u00e3o, at\u00e9 uma nova cat\u00e1strofe! Queremos a floresta protegida em vez da protec\u00e7\u00e3o dos interesses econ\u00f3micos!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Davide Santos<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugal arde h\u00e1 d\u00e9cadas sob a responsabilidade dos sucessivos Governos PS, PSD\/CDS.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2408,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[31],"tags":[116,1141,218,114,115,1137,554,117],"class_list":["post-2409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional","tag-alternativa","tag-floresta","tag-incendios","tag-mas","tag-movimento","tag-pedrogao-grande","tag-portugal","tag-socialista"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/pedrogao2.jpg?fit=823%2C549","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2409"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2409\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2408"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}