{"id":2362,"date":"2017-05-10T19:34:14","date_gmt":"2017-05-10T18:34:14","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2017\/05\/10\/a-expansao-do-metro-de-lisboa-vista-por-quem-trabalha\/"},"modified":"2017-05-10T19:34:14","modified_gmt":"2017-05-10T18:34:14","slug":"a-expansao-do-metro-de-lisboa-vista-por-quem-trabalha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2017\/05\/10\/a-expansao-do-metro-de-lisboa-vista-por-quem-trabalha\/","title":{"rendered":"A expans\u00e3o do Metro de Lisboa vista por quem trabalha"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio do Ambiente apresentou o plano de expans\u00e3o do Metro de Lisboa. Havia expectativa: o Metro nunca esteve t\u00e3o caro, t\u00e3o lento nem t\u00e3o sobrelotado. Existia a promessa de abertura de quatro novas esta\u00e7\u00f5es. Havia enfim, a expectativa de melhorias neste terreno que tem sido um dos que mais frustra\u00e7\u00f5es tem valido aos trabalhadores da Grande Lisboa.<\/p>\n<p>  <!--more-->  Foi mais uma expectativa frustrada pelo PS. As principais novidades da expans\u00e3o da rede s\u00e3o a abertura de duas novas esta\u00e7\u00f5es \u2013 n\u00e3o as quatro prometidas \u2013 at\u00e9 2022, outra \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o da linha verde numa linha \u201ccentral\u201d que passa a percorrer circularmente o centro da cidade. O custo previsto da obra \u00e9 de 256 milh\u00f5es. O dinheiro vir\u00e1 de fundos comunit\u00e1rios e de um empr\u00e9stimo do Banco Europeu de Investimentos. Num momento em que os transportes p\u00fablicos est\u00e3o pela hora da morte e em que o investimento p\u00fablico ainda um pouco pior, estas at\u00e9 parecem ser boas not\u00edcias. Achamos que n\u00e3o. Porqu\u00ea? <\/p>\n<p><strong>O Metro de Lisboa continua a afundar e o trabalhador \u00e9 que paga<\/strong><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio do Metro na capital \u00e9 desastroso. 20% das carruagens est\u00e3o paradas. O n\u00famero de passageiros aumenta sem parar \u2013 no primeiro semestre quase alcan\u00e7ou os 40 milh\u00f5es, um aumento de 11% face ao ano anterior. O tempo de espera nas paragens \u00e9 cada vez maior: 7, 10 ou, por vezes, 15 minutos. As interrup\u00e7\u00f5es na linha s\u00e3o di\u00e1rias e, dentro das carruagens, os passageiros extenuados por longas jornadas de trabalho apinham-se para caber.<\/p>\n<p><strong>Este cen\u00e1rio \u00e9 resultado da pol\u00edtica dos governos e executivos aut\u00e1rquicos da direita e do PS. O investimento estatal no metropolitano est\u00e1 parado h\u00e1 anos, pelo que a empresa p\u00fablica \u00e9 obrigada a cobrar bilhetes mais caros e endividar-se junto \u00e0 banca.<\/strong> A d\u00edvida do Metro de Lisboa \u00e9 de quase 4 mil milh\u00f5es de euros e absorve a maior parte do or\u00e7amento da empresa. Ou seja, apesar da empresa ser p\u00fablica, ela n\u00e3o \u00e9 financiada pelo estado, ela pratica pre\u00e7os de privado e um servi\u00e7o sem qualidade, sendo as suas receitas canalizadas maioritariamente para a banca, atrav\u00e9s do pagamento da d\u00edvida. Embora Ant\u00f3nio Costa tenha travado a sua concess\u00e3o, a verdade \u00e9 que o Metro de Lisboa n\u00e3o tem nada de p\u00fablico.<\/p>\n<p>Exemplo maior disto \u00e9 o dos famosos contratos Swap<sup><span style=\"font-size: 10pt;\"><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Diogo\/Downloads\/A%20expans%C3%A3o%20do%20Metro%20de%20Lisboa%20vista%20por%20quem%20trabalha.doc#_ftn1\">1<\/a>\u00a0<\/span><\/sup>com o banco Santander. Estes contratos de financiamento s\u00e3o um sugadouro permanente de recursos. Os valores das perdas do Estado em contratos swap, s\u00f3 no Metro de Lisboa, est\u00e3o avaliadas em mais de 1,1 mil milh\u00f5es de euros. Este valor pagaria v\u00e1rias vezes a expans\u00e3o agora anunciada. Como se n\u00e3o bastasse, o Governo de Ant\u00f3nio Costa acabou de anunciar que desiste dos lit\u00edgios em Tribunal com o Santander sobre estes contratos, em troca de um desconto de 500 mil euros num empr\u00e9stimo com o banco espanhol.<\/p>\n<p><strong>O que est\u00e1 por tr\u00e1s da expans\u00e3o do Metro?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro problema dos atuais planos do Governo, \u00e9 o de n\u00e3o alterar o cen\u00e1rio acima descrito. O cancelamento unilateral dos contratos swap \u00e9 a primeira obriga\u00e7\u00e3o do Governo nesta mat\u00e9ria. Com o dinheiro poupado seria poss\u00edvel expandir a rede do Metro, consertar a manter as carruagens e adquirir novas, assim como contratar pessoal. Mas as op\u00e7\u00f5es feitas a n\u00edvel da expans\u00e3o da rede tamb\u00e9m mostram op\u00e7\u00f5es de classe. Ao contr\u00e1rio do anunciado, ficam adiadas as esta\u00e7\u00f5es de Campo de Ourique e Amoreiras. N\u00e3o \u00e9 casual: opta-se por servir umas das Freguesias de classe m\u00e9dia da cidade, a Estrela, em vez de optar por servir as zonas de Campo de Ourique e Campolide\/Amoreiras, onde vive popula\u00e7\u00e3o mais pobre e envelhecida. D\u00e1-se ainda a prefer\u00eancia a uma nova esta\u00e7\u00e3o em Santos, conhecida pela sua vida noturna. A expans\u00e3o para os sub\u00farbios fica assim travada. <strong>Nem se fala em bairros de trabalhadores, como Alc\u00e2ntara e Ajuda, t\u00e3o mal servidos de transportes e \u00e9 negada a expans\u00e3o para Loures, t\u00e3o exigida pela autarquia.<\/strong> Tamb\u00e9m aqui se optou por, em tempo de elei\u00e7\u00f5es, n\u00e3o dar esse brinde \u00e0 CDU, que dirige Loures. Foram todas op\u00e7\u00f5es de classe, portanto.<\/p>\n<p><strong>O centro cidade reservado ao turismo e \u00e0 especula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o mereceu muita aten\u00e7\u00e3o a transforma\u00e7\u00e3o da linha verde numa esp\u00e9cie de linha central, que faz um percurso circular no centro da cidade, enquanto as linhas amarela, azul e vermelha fazem a liga\u00e7\u00e3o entre centro e periferia.<strong> N\u00e3o por acaso, as novas esta\u00e7\u00f5es s\u00e3o na nessa linha central. Quem fica para tr\u00e1s, como sempre, \u00e9 o trabalhador mais pobre, que paga o passe mais caro e vive na periferia.<\/strong> O negro, o prec\u00e1rio e a emigrante.<\/p>\n<p>A nova linha verde, aos c\u00edrculos entre o Chiado, o Rossio, o Cais-do-Sodr\u00e9 e as Avenidas Novas, ser\u00e1 a linha do turismo e da especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Nos \u00faltimos dois anos, s\u00f3 na Baixa, concederam-se licen\u00e7as para novas 40 unidades hoteleiras. O Airbnb<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Diogo\/Downloads\/A%20expans%C3%A3o%20do%20Metro%20de%20Lisboa%20vista%20por%20quem%20trabalha.doc#_ftn2\"><sup><span style=\"font-size: 10pt;\">2<\/span><\/sup><\/a>, a UBER do alojamento, prolifera e pressiona os pre\u00e7os das casas e das rendas. As casas no centro de Lisboa s\u00e3o, em m\u00e9dia, tr\u00eas vezes mais caras que nos arredores. As rendas subiram quase 40% em tr\u00eas anos. <strong>O\u00a0 que vemos na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa \u00e9, portanto, o afastamento da popula\u00e7\u00e3o trabalhadora do centro da cidade para a periferia, empurrada pelo pre\u00e7o da habita\u00e7\u00e3o. Isso sobrecarrega os transportes ao mesmo tempo coloca mais gente a pagar passes altos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Propostas socialistas para mudar a cidade<\/strong><\/p>\n<p>A pol\u00edtica do PS, na C\u00e2mara e no Governo \u00e9 de transformar o pa\u00eds e a capital em particular, numa plataforma tur\u00edstica gigante, que alimente a constru\u00e7\u00e3o e a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Os grandes investimentos camar\u00e1rios s\u00e3o no sentido de captar investimento tur\u00edstico e imobili\u00e1rio. \u00c9 isso que est\u00e1 por tr\u00e1s das obras em Jardins, Pra\u00e7as ou vias p\u00fablicas, como no Saldanha ou Cais do Sodr\u00e9 e \u00e9 isso que est\u00e1 por tr\u00e1s da presente expans\u00e3o do metro. N\u00e3o por acaso, em ambos os casos, a periferia foi esquecida. Todos sabemos que espa\u00e7os p\u00fablicos cuidados e transportes pr\u00f3ximos valorizam os im\u00f3veis e \u00e9 isso que Medina faz com o dinheiro p\u00fablico. E assim vai avan\u00e7ando a chamada Gentrifica\u00e7\u00e3o<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Diogo\/Downloads\/A%20expans%C3%A3o%20do%20Metro%20de%20Lisboa%20vista%20por%20quem%20trabalha.doc#_ftn3\"><sup><span style=\"font-size: 10pt;\">3<\/span><\/sup><\/a>\u00a0que amea\u00e7a transformar Lisboa numa enorme Disneyl\u00e2ndia para os turistas e investidores.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio reverter este processo. <strong>A pol\u00edtica dos transportes \u00e9 essencial para a qualidade de vida ambiental e dos trabalhadores. Uma pol\u00edtica socialista tem de passar pela substitui\u00e7\u00e3o sustentada do transporte individual por transportes p\u00fablicos e por isso a expans\u00e3o do metro \u00e9 essencial. Por\u00e9m esta expans\u00e3o que deveria priorizar os trabalhadores e servir as suas \u00e1reas de resid\u00eancia.<\/strong> O modelo de funcionamento do Metro e dos Transportes p\u00fablicos devia ser invertido: em vez de dar dinheiro a ganhar \u00e0 banca, deviam ser as grandes empresas a pagar os transportes atrav\u00e9s de impostos. De resto, n\u00e3o \u00e9 justo que sejam os trabalhadores a pagar a sua desloca\u00e7\u00e3o para o trabalho, onde d\u00e3o lucros a ganhar aos patr\u00f5es, ou para as grandes superf\u00edcies de consumo, onde as grandes empresas fazem milh\u00f5es. <strong>Toda a rede de Metro, autocarros, barcos e comboio da \u00c1rea Metropolitana de Lisboa devia ser unificada numa grande empresa p\u00fablica, coordenada, com transportes gratuitos 24h\/dia, gerida de forma democr\u00e1tica por trabalhadores e utentes.<\/strong> Ao mesmo tempo, o Turismo devia ser controlado e o centro da cidade revitalizado por um plano de obras p\u00fablicas que gerasse emprego e constru\u00edsse habita\u00e7\u00e3o popular barata. <strong>As rendas deviam ser controladas, para que quem trabalho em Lisboa possa viver em Lisboa. <\/strong>Com as elei\u00e7\u00f5es aut\u00e1rquicas \u00e0 porta, caberia \u00e0 esquerda \u2013 BE e PCP -, aos sindicatos e os movimentos de moradores unir-se para lutar por estas meddias, n\u00e3o apenas no terreno eleitoral. J\u00e1 que isso n\u00e3o foi feito, que as candidaturas de BE e CDU possam levantar de facto um programa de ruptura e ponderar, ainda, coligar-se, para retirar Lisboa das m\u00e3os do PS e da direita.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>NOTAS<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p><sup><span style=\"font-size: 10pt;\">1<\/span><\/sup> Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o tema aqui: <a href=\"https:\/\/eco.pt\/2017\/04\/21\/swap-da-metro-de-lisboa-e-dos-melhores-negocios-internacionais-do-santander\/\">https:\/\/eco.pt\/2017\/04\/21\/swap-da-metro-de-lisboa-e-dos-melhores-negocios-internacionais-do-santander\/<\/a><\/p>\n<p><sup><span style=\"font-size: 10pt;\">2<\/span><\/sup> Airbnb permite aos indiv\u00edduos alugar o todo ou parte de sua pr\u00f3pria casa, como uma forma de acomoda\u00e7\u00e3o extra. O site fornece uma plataforma de busca e reservas entre a pessoa que oferece a acomoda\u00e7\u00e3o e o turista que busca pela loca\u00e7\u00e3o. Abrange mais de 500 mil an\u00fancios em mais de 35.000 cidades e 192 pa\u00edses. Desde sua cria\u00e7\u00e3o em novembro de 2008 at\u00e9 junho de 2012, mais de 10 milh\u00f5es de reservas foram agendadas via Airbnb. ( <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Airbnb\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Airbnb<\/a> )<\/p>\n<p> <sup><span style=\"font-size: 10pt;\"> 3<\/span><\/sup> \u201cChama-se <strong>gentrifica\u00e7\u00e3o<\/strong> (do ingl\u00eas g<em>entrification<\/em>) o fen\u00f4meno que afeta uma regi\u00e3o ou bairro pela altera\u00e7\u00e3o das din\u00e2micas da composi\u00e7\u00e3o do local, tal como novos pontos comerciais ou constru\u00e7\u00e3o de novos edif\u00edcios, valorizando a regi\u00e3o e afetando a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda local. Tal valoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 seguida de um aumento de custos de bens e servi\u00e7os, dificultando a perman\u00eancia de antigos moradores de renda insuficiente para sua manuten\u00e7\u00e3o no local cuja realidade foi alterada.<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gentrifica%C3%A7%C3%A3o#cite_note-Atlanta-1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gentrifica%C3%A7%C3%A3o#cite_note-PBS-2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.\u201d (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gentrifica%C3%A7%C3%A3o\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Gentrifica%C3%A7%C3%A3o<\/a>); mais sobre a Gentrifica\u00e7\u00e3o em Lisboa pode ser lido aqui: http:\/\/www.esquerda.net\/dossier\/segunda-gentrificacao-de-lisboa\/44848 <\/p>\n<div>\n<div><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio do Ambiente apresentou o plano de expans\u00e3o do Metro de Lisboa. Havia expectativa: o Metro nunca esteve t\u00e3o caro, t\u00e3o lento nem t\u00e3o sobrelotado. Existia a promessa de abertura de quatro novas esta\u00e7\u00f5es. Havia enfim, a expectativa de melhorias neste terreno que tem sido um dos que mais frustra\u00e7\u00f5es tem valido aos trabalhadores da Grande Lisboa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2339,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[31],"tags":[1102,288,114,183,115,949,171],"class_list":["post-2362","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional","tag-alternativa-socialista","tag-lisboa","tag-mas","tag-metro","tag-movimento","tag-publicos","tag-transportes"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/metrolx.jpg?fit=1060%2C594","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2362","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2362"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2362\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2339"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2362"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2362"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2362"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}