{"id":2237,"date":"2016-11-24T22:24:16","date_gmt":"2016-11-24T21:24:16","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2016\/11\/24\/basta-de-violencia-contra-as-mulheres\/"},"modified":"2016-11-24T22:24:16","modified_gmt":"2016-11-24T21:24:16","slug":"basta-de-violencia-contra-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2016\/11\/24\/basta-de-violencia-contra-as-mulheres\/","title":{"rendered":"Basta de viol\u00eancia contra as mulheres!"},"content":{"rendered":"\n<p>No dia 25 de Novembro \u00e9 celebrado o Dia Mundial pela Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra a Mulher, estabelecido pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1999. Este dia transformou-se, lamentavelmente, apenas numa ocasi\u00e3o para fazer um balan\u00e7o mais sangrento a cada ano. A viol\u00eancia contra as mulheres continua a ser um problema muito s\u00e9rio desta sociedade capitalista: superando todas as fronteiras, n\u00e3o h\u00e1 lugar no mundo onde a viol\u00eancia contra as mulheres tenha sido eliminada, n\u00e3o h\u00e1 lugar no mundo que se possa dizer que \u00e9 seguro para as mulheres.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: bold; line-height: 1.5;\">As diferentes faces da viol\u00eancia contra as mulheres<\/span><\/p>\n<p>A principal causa de mortes de mulheres no mundo \u00e9 o homic\u00eddio por pessoas conhecidas. Mulheres que foram assassinadas \u201cpor serem mulheres\u201d. A sua culpa foi a de ter infringido o papel ideal de mulher obediente, boa m\u00e3e e boa esposa. Mulheres que tomaram a liberdade de dizer o que fazer com as suas vidas, que escaparam do poder e do controlo do pr\u00f3prio pai, companheiro, amante e, pela sua autodetermina\u00e7\u00e3o, foram castigadas com a morte. O fen\u00f3meno \u00e9 t\u00e3o amplo que gerou a necessidade de uma nova palavra para denomin\u00e1-lo: o feminic\u00eddio.<\/p>\n<p>As viola\u00e7\u00f5es, as tentativas de estupros, as agress\u00f5es sexuais e os casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o diminuem como a gravidade dos mesmos vem aumentando. De acordo com um relat\u00f3rio da ONU, 70% das mulheres, pelo menos uma vez na vida, s\u00e3o v\u00edtimas de um epis\u00f3dio de viol\u00eancia por parte de um homem, que geralmente \u00e9 o companheiro, o pai ou um parente conhecido. Isso significa que bilil\u00f5es de mulheres e meninas foram ou ser\u00e3o agredidas ou violadas durante a vida. Sem falar das meninas v\u00edtimas de mutila\u00e7\u00e3o genital e dos casamentos for\u00e7ados.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia implica uma experi\u00eancia traum\u00e1tica com um impacto devastador na sa\u00fade f\u00edsica e mental das mulheres e meninas v\u00edtimas, e com consequ\u00eancias que v\u00e3o de fracturas a gravidezes problem\u00e1ticas, de transtornos mentais a rela\u00e7\u00f5es sociais comprometidas.<\/p>\n<p>Feminic\u00eddios e viola\u00e7\u00f5es constituem a parte mais evidente do fen\u00f3meno chamado \u201cviol\u00eancia de g\u00e9nero\u201d, s\u00e3o a parte mais vis\u00edvel e mais atrativa para os meios de comunica\u00e7\u00e3o que tentam aumentar a sua \u201daudi\u00eancia\u201d. Na verdade, o que os n\u00fameros e as estat\u00edsticas n\u00e3o dizem \u00e9 que h\u00e1 uma onda de viol\u00eancias \u201ccorriqueiras\u201d contra meninas e mulheres de propor\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas, que incluem tamb\u00e9m as formas mais dissimuladas, menos chamativas, que est\u00e3o a destruir, de forma insidiosa, a subjectividade das mulheres, psicologica, economica e socialmente, com consequ\u00eancias destrutivas e de grande envergadura.<\/p>\n<p>No plano produtivo, com a l\u00f3gica do \u201clucro a qualquer custo\u201d, o capitalismo utiliza as mulheres como m\u00e3o-de-obra de acordo com suas necessidades: quando necessita delas na produ\u00e7\u00e3o, faz campanhas a elogiar a sua capacidade, e quando h\u00e1 crise e desemprego, lan\u00e7am-nas \u00e0 margem para que retornem ao lar. J\u00e1 que n\u00e3o precisam mais delas, s\u00e3o as primeiras em serem demitidas. Apesar disso, as mulheres s\u00e3o actualmente a metade da classe trabalhadora em todo o mundo e s\u00e3o cada vez mais incorporadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o social. Entretanto, essa incorpora\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho desenvolveu-se, com o tempo, em base a grandes n\u00edveis de desigualdade salarial, em empregos mal remunerados, nas piores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e, muitas vezes, por fora do mercado formal.<\/p>\n<p>Esta desigualdade laboral hist\u00f3rica aprofundou-se com a crise econ\u00f3mica mundial. <strong>A diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres aumentou, assim como a propor\u00e7\u00e3o de mulheres que trabalham em tempo parcial \u00e9 muito maior que a de homens devido principalmente ao facto de que as mulheres tamb\u00e9m est\u00e3o envolvidas no cuidado das crian\u00e7as, dos idosos e dos doentes<\/strong>, isto \u00e9, dos membros improdutivos da sociedade. Isso faz com que, frequentemente, lhes seja imposs\u00edvel aceitar um trabalho em tempo integral. Assim, encontram precariza\u00e7\u00e3o e flexibiliza\u00e7\u00e3o em tempos de crise para deixar espa\u00e7o para os homens. Como consequ\u00eancia, as reformas que as mulheres idosas recebem s\u00e3o menores que as dos homens e, portanto, h\u00e1 mais mulheres do que homens que enfrentam a pobreza na velhice.<\/p>\n<p>A isso somam-se os cortes nos gastos p\u00fablicos e a privatiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os que afectam as mulheres mais severamente, uma vez que incidem nos sectores profissionais onde elas s\u00e3o maioria (sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, enfermagem e assist\u00eancia social) e devido a que a falta desses servi\u00e7os frequentemente \u00e9 assumida pelas pr\u00f3prias mulheres. Estas faltas s\u00e3o, de facto, compensadas individualmente pelas mulheres, de acordo com uma ideia, socialmente compartilhada, de \u201csubsidiariedade\u201d com a qual vem consagrado o confinamento das mulheres na esfera privada do cuidado da fam\u00edlia e do trabalho dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>Particularmente grave num contexto social no qual a vida \u00e9 mais dif\u00edcil para as mulheres, especialmente as m\u00e3es, \u00e9 o ataque aos direitos e \u00e0s liberdades individuais no \u00e2mbito da maternidade, do apoio \u00e0 gravidez, do direito ao aborto, \u00e0 anticoncep\u00e7\u00e3o e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sexual. S\u00e3o mais de 225 milh\u00f5es as mulheres que desejam planear uma gravidez, mas n\u00e3o conseguem porque n\u00e3o utilizam um m\u00e9todo contraceptivo eficaz. Na origem desta situa\u00e7\u00e3o, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), estariam as dificuldades de acesso aos anti-concepcionais, a m\u00e1 qualidade dos servi\u00e7os para a orienta\u00e7\u00e3o e o acompanhamento das mulheres, e barreiras culturais e pol\u00edticas. A cada ano no mundo, 300 mil mulheres morrem devido a complica\u00e7\u00f5es relacionadas com a gravidez e ao parto, ou seja, aproximadamente 830 por dia. Por\u00e9m, esses n\u00fameros s\u00e3o apenas estimativas, porque, tal como assinala a OMS, na realidade cerca de 60% dos pa\u00edses n\u00e3o possuem um sistema de estat\u00edsticas e detec\u00e7\u00e3o adequados destas mortes. A maioria dos casos poderia ter sido evitada com uma assist\u00eancia e com um pr\u00e9-natal de qualidade. S\u00e3o 26 milh\u00f5es de mulheres no mundo em idade reprodutiva que vivem em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia e precisam dos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>A viol\u00eancia machista \u00e9 o ass\u00e9dio sexual no local de trabalho ou de estudo, \u00e9 a publicidade e a propaganda que transforma as mulheres em objecto sexual.<\/strong> \u00c9 o tr\u00e1fico de seres humanos com fins sexuais, dos quais 80% s\u00e3o mulheres: estima-se que, anualmente, cerca de 800 mil mulheres s\u00e3o expatriadas para serem vendidas com este fim.<\/p>\n<p><strong>A viol\u00eancia machista \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o do corpo feminino como um trof\u00e9u de guerra<\/strong>, manipulado como um s\u00edmbolo do poder dos conquistadores e da submiss\u00e3o dos povos e das na\u00e7\u00f5es vencidas. As ag\u00eancias das Na\u00e7\u00f5es Unidas estimam que mais de 60 mil mulheres foram violadas durante a guerra civil na Serra Leoa (1991-2002), mais de 40 mil na Lib\u00e9ria (1989-2003), at\u00e9 60 mil na ex-Jugosl\u00e1via (1992-1995), e pelo menos 200 mil na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo durante os 12 anos de guerra. E actualmente na S\u00edria, das quais ningu\u00e9m fala, ou no Darfur, regi\u00e3o do Sud\u00e3o na \u00c1frica Central.<\/p>\n<p><strong>A viol\u00eancia machista \u00e9 negar o asilo \u00e0s fam\u00edlias e \u00e0s mulheres com os seus filhos depois de viagens exaustivas e perigosas, produto da emigra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada pelas guerras.<\/strong> Quando chegam \u00e0s fronteiras dos pa\u00edses europeus e s\u00e3o recompensadas com mais viol\u00eancia e repress\u00e3o pelos aparatos de pol\u00edcia, como se v\u00ea pelas imagens que percorreram o mundo na crise recente. Segundo as estimativas da OMS, nos pa\u00edses afectados por conflitos ou por crises migrat\u00f3rias aumentam os casos de viol\u00eancia sexual e de viol\u00eancia por parte de companheiros contra as mulheres. Dentro destes contextos, pr\u00e1ticas tradicionais nocivas para a sa\u00fade, como a mutila\u00e7\u00e3o genital feminina ou os casamentos for\u00e7ados e de menores, podem agravar-se ainda mais. As pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es nas quais meninas e mulheres se movem tornam-nas especialmente vulner\u00e1veis: muitas viajam sem documentos, fazem trabalhos de sal\u00e1rios baixos ou n\u00e3o regulamentados. Pela falta de prote\u00e7\u00e3o, encontram-se em condi\u00e7\u00f5es de especial depend\u00eancia e frequentemente s\u00e3o v\u00edtimas de viola\u00e7\u00f5es, viol\u00eancia e tr\u00e1fico de pessoas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Derrotar o machismo \u00e9 parte da luta para derrotar o capitalismo<\/strong><\/p>\n<p>O aumento da viol\u00eancia contra as mulheres \u00e9 um grave sintoma da expans\u00e3o da ideologia machista, da cren\u00e7a de que os homens s\u00e3o mais fortes e mais capazes que as mulheres e que, por isso, devem governar o mundo. Esta ideologia nefasta afirma que, independentemente da cor da pele, da idade, da nacionalidade, do n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o, da religi\u00e3o, as mulheres nascem para ser donas de casa, ter filhos e responsabilizar-se pelo cuidado da fam\u00edlia, e que n\u00e3o s\u00e3o aptas para a produ\u00e7\u00e3o social e a pol\u00edtica. Trata as mulheres como \u201cseres inferiores\u201d, destinadas a serem escravas da casa, a ganharem menos que os homens e a ocuparem os piores postos de trabalho, a assumirem as tarefas dom\u00e9sticas e a serem propriedade privada dos seus maridos e companheiros, transformando-se na desculpa perfeita para justificar todo tipo de viol\u00eancia dom\u00e9stica, que chegam inclusive ao homic\u00eddio das mulheres por parte dos seus companheiros. Esta ideologia \u00e9 transmitida socialmente atrav\u00e9s da fam\u00edlia, da escola, da religi\u00e3o, da cultura e das tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A ONU \u00e9 totalmente consciente da situa\u00e7\u00e3o, porque os dados que utilizamos aqui s\u00e3o difundidos pela sua ag\u00eancia da sa\u00fade (OMS), por\u00e9m, limita-se a promover uma jornada comemorativa para a elimina\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra as mulheres. Como \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o dos governos capitalistas e do imperialismo mundial, ao promover esta jornada, de acordo com um h\u00e1bito que j\u00e1 utiliza para outras quest\u00f5es como os direitos humanos, os direitos das crian\u00e7as, o direito a uma licen\u00e7a maternidade etc., tenta \u201clegitimar\u201d o sistema capitalista, demonstrar que h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o para a opress\u00e3o e o machismo dentro do sistema, canalizando a aten\u00e7\u00e3o sobre um problema cada vez maior num s\u00f3 dia. Cortina de fumo para as massas oprimidas e exploradas, uma tentativa insignificante de reduzir a quest\u00e3o e de descarregar sobre as pr\u00f3prias v\u00edtimas o peso da solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A raiz da viol\u00eancia contra as mulheres encontra-se no apodrecido sistema capitalista, que utiliza a ideologia machista para explorar, oprimir e discriminar em geral os mais fr\u00e1geis da sociedade, neste caso as mulheres. O capitalismo alimenta-se da diferen\u00e7a inata entre homens e mulheres e a utiliza para dividir a classe trabalhadora e para obter mais lucros. Este sistema n\u00e3o pode e n\u00e3o quer resolver a quest\u00e3o de g\u00e9nero porque o controle social de uma classe sobre a outra baseia-se sobre essas diferen\u00e7as. <\/strong>A onda de viol\u00eancia que atinge a popula\u00e7\u00e3o feminina mundial n\u00e3o \u00e9 resultado de uma emerg\u00eancia, mas a consequ\u00eancia de decis\u00f5es espec\u00edficas, operadas por um sistema, o capitalista, que se tenta autoconservar. Portanto, \u00e9 hip\u00f3crita pensar que o Estado capitalista, que contribui para fomentar esta situa\u00e7\u00e3o de isolamento dom\u00e9stico das mulheres, esta falta de autonomia econ\u00f3mica e de autodetermina\u00e7\u00e3o, possa tutelar os seus direitos. As condi\u00e7\u00f5es de mis\u00e9ria e pobreza s\u00e3o o terreno ideal para que as viol\u00eancias e os maus-tratos contra as mulheres se exacerbem.<\/p>\n<p>Como mulheres prolet\u00e1rias, oprimidas e exploradas, somos chamadas a participar das mobiliza\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o organizadas sobre este tema, porque lutaremos at\u00e9 a morte para derrotar a viol\u00eancia machista contra a mulher e todos os oprimidos. Por\u00e9m, ao mesmo tempo temos que denunciar esta pol\u00edtica enganosa t\u00e3o propagandeada pela ONU.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 necess\u00e1rio transformar este dia numa jornada de luta contra as causas concretas da viol\u00eancia, que seja parte de uma luta mais geral contra o sistema capitalista que impulsiona guerras, genoc\u00eddios e explora\u00e7\u00e3o contra os povos, tornando o mundo cada vez mais perigoso para as mulheres, principalmente para as mais pobres, as negras, as imigrantes e as trabalhadoras de todo o planeta. <\/strong>Contra os governos que enganam as mulheres com as suas pol\u00edticas de empoderamento e de bem-estar, fazendo-as acreditar que esta \u00e9 a maneira de resolver o problema da opress\u00e3o e da viol\u00eancia, enquanto descarregam sobre as costas dos trabalhadores e dos pobres os seus planos de mis\u00e9ria e explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 preciso lutar para dizer basta \u00e0 viol\u00eancia e \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida das mulheres, que est\u00e3o a reagir a estes ataques dirigidos a limitar a sua liberdade.<\/strong> Elas foram e s\u00e3o a vanguarda da classe trabalhadora que se levanta em muitos pa\u00edses contra os regimes (Egito, Tun\u00edsia, S\u00edria), contra o ataque aos direitos na Europa (Espanha e Pol\u00f3nia), contra as viola\u00e7\u00f5es (\u00cdndia), contra as reformas econ\u00f3micas (Brasil), contra a viol\u00eancia e os feminic\u00eddios (Argentina).<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio iniciar um caminho de luta capaz de estender-se a todos os setores da classe trabalhadora, ao qual todos somos chamados a participar, expressando solidariedade \u00e0 condi\u00e7\u00e3o da mulher, incluindo os homens, porque n\u00e3o h\u00e1 liberta\u00e7\u00e3o da humanidade sem a liberta\u00e7\u00e3o da mulher. A luta pela igualdade das mulheres trabalhadoras n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 das mulheres, \u00e9 tamb\u00e9m uma obriga\u00e7\u00e3o dos homens da classe trabalhadora, j\u00e1 que o machismo, al\u00e9m de ser odioso, divide a classe. E as mulheres s\u00e3o metade da classe. \u00c9 por meio da unidade da classe trabalhadora, sobre a base de uma posi\u00e7\u00e3o comum de classe, independentemente do g\u00e9nero, da ra\u00e7a ou da orienta\u00e7\u00e3o sexual, e com a luta pelo objectivo comum do socialismo que se derrota, at\u00e9 o fim, os preconceitos contra os quais n\u00f3s, socialistas, devemos lutar diariamente. A luta pelo socialismo baseia-se no poder da classe trabalhadora \u2013 de todos os trabalhadores, sejam homens, mulheres, imigrantes, LGBTS, negros e negras. Nesta luta, cada trabalhador e trabalhadora tem um papel fundamental: a vit\u00f3ria da classe trabalhadora s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se, junto aos homens trabalhadores, houver uma luta igual por parte das mulheres trabalhadoras. \u00c9 por isso que o trabalhador consciente que quer mudar o mundo deve combater o machismo, inclusive no interior da classe trabalhadora, e defender a mulher trabalhadora como sua igual na luta da nossa classe contra a burguesia e o sistema capitalista-imperialista.<\/p>\n<p><strong>Basta de machismo e explora\u00e7\u00e3o! Basta de viol\u00eancia contra as mulheres! O sistema econ\u00f3mico socialista eliminar\u00e1 as bases materiais da opress\u00e3o de g\u00e9nero, e a luta pela sua instaura\u00e7\u00e3o derrubar\u00e1 os preconceitos sexistas, demostrando na pr\u00e1tica a igualdade entre homens e mulheres.<\/strong> \u00c9 necess\u00e1rio seguir o exemplo das mulheres argentinas e da sua vanguarda, as trabalhadoras, que come\u00e7am a organizar paralisa\u00e7\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o, juntamente com os trabalhadores, contra a viol\u00eancia e pelos direitos das mulheres.<\/p>\n<p>O capitalismo mata! Morte ao capitalismo!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt;\"><strong><em>Secretaria Internacional de Mulheres \u2013 LIT-QI<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 25 de Novembro \u00e9 celebrado o Dia Mundial pela Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra a Mulher, estabelecido pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas em 1999. Este dia transformou-se, lamentavelmente, apenas numa ocasi\u00e3o para fazer um balan\u00e7o mais sangrento a cada ano. A viol\u00eancia contra as mulheres continua a ser um problema muito s\u00e9rio desta sociedade capitalista: superando todas as fronteiras, n\u00e3o h\u00e1 lugar no mundo onde a viol\u00eancia contra as mulheres tenha sido eliminada, n\u00e3o h\u00e1 lugar no mundo que se possa dizer que \u00e9 seguro para as mulheres. \u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2236,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[42],"tags":[996],"class_list":["post-2237","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo","tag-mulher-lit-qi-luta-mundo-violencia-domestica-violacao-estupro-precariedade-mas"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/declaraolitmulher2016.jpg?fit=770%2C470","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2237"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2237\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2236"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}