{"id":2189,"date":"2016-09-21T18:26:30","date_gmt":"2016-09-21T17:26:30","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2016\/09\/21\/eua-e-russia-assinam-acordo-para-dividir-a-siria-e-derrotar-a-revolucao\/"},"modified":"2016-09-21T18:26:30","modified_gmt":"2016-09-21T17:26:30","slug":"eua-e-russia-assinam-acordo-para-dividir-a-siria-e-derrotar-a-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2016\/09\/21\/eua-e-russia-assinam-acordo-para-dividir-a-siria-e-derrotar-a-revolucao\/","title":{"rendered":"EUA e R\u00fassia assinam acordo para dividir a S\u00edria e derrotar a revolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<p>O governo russo e estado-unidense anunciaram este S\u00e1bado (10\/09) um acordo para a S\u00edria que implica, a partir de segunda-feira (12\/09) um cessar-fogo entre o regime de Bashar al-Assad e as v\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es de grupos rebeldes.<\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p>O cumprimento do acordo n\u00e3o est\u00e1 de todo assegurado. A for\u00e7a a\u00e9rea S\u00edria bombardeou v\u00e1rias zonas de Alepo nessa mesma segunda-feira, antes da hora de in\u00edcio do cessar-fogo, matando dezenas de civis nessa localidade. Em teoria, o acordo inclui todos os grupos implicados no conflito com excep\u00e7\u00e3o: do autoproclamado Estado Isl\u00e2mico da S\u00edria e do Leste (ISIL), tamb\u00e9m conhecido como Daesh (acr\u00f3nimo em \u00e1rabe), e o grupo Jabhat Fateh al-Sham (Frente da conquista do Leste) \u2013 antes conhecido como frente al-Nusra, a organiza\u00e7\u00e3o oficial da Al-Qaeda no pa\u00eds \u2013 considerados grupos terroristas pelos dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Aparte do cessar-fogo, prev\u00ea-se a cria\u00e7\u00e3o de um centro de informa\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00f5es conjunto das duas pot\u00eancias com o objectivo de trocar informa\u00e7\u00e3o e coordenar ataques a zonas supostamente controladas pelo Estado Isl\u00e2mico e a Jabhat Fateh al-Sham.<\/p>\n<p>O acordo d\u00e1-se no marco de uma importante vit\u00f3ria do regime, que conseguiu a evacua\u00e7\u00e3o de Daraya (cidade na periferia de Damasco considerada um dos mais importantes basti\u00f5es dos rebeldes), bem como a retoma de zonas cruciais em Damasco e Alepo. Numa visita recente a Daraya, acompanhado pelos seus ministros, Assad afirmou que n\u00e3o pensava na demiss\u00e3o e que \u201creunificaria\u201d o pa\u00eds sob o seu comando destruindo todos os \u201cterroristas\u201d (termo usado pelo ditador para referir-se a toda a oposi\u00e7\u00e3o, seja militar ou civil).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s pronunciar estas palavras desafiadoras e macabras, ordenou o bombardeamento de v\u00e1rias zonas do pa\u00eds e proibiu, durante as primeiras horas da \u201ctr\u00e9gua\u201d, a entrada de ajuda humanit\u00e1ria em zonas ocupadas de Alepo (calcula-se que vivam mais de 250.000 civil nas zonas ocupadas da cidade).<\/p>\n<p>Recentemente, os rebeldes tinham recuperado partes de Alepo e reaberto as linhas de abastecimento \u00e0s zonas libertadas ao regime, mas o ex\u00e9rcito s\u00edrio, com o apoio da for\u00e7a a\u00e9rea russa, voltou a control\u00e1-las.<\/p>\n<p>S\u00f3 durante o m\u00eas de Agosto o regime matou mais de 500 civis e utilizou cerca de 2000 barris explosivos em bairros de Alepo e na regi\u00e3o do Rif, tendo atacado 5 escolas, 8 hospitais e 3 centros operativos dos capacetes brancos, grupo de defesa civil que desencarcera v\u00edtimas dos escombros ap\u00f3s os bombardeamentos e, assim, salva vidas.<\/p>\n<p>As zonas preferidas dos helic\u00f3pteros mort\u00edferos de Assad s\u00e3o as zonas comerciais e residenciais, bem como terrenos agr\u00edcolas. Para al\u00e9m disto, utilizou cerca de 300 bombas de f\u00f3sforo em v\u00e1rios pontos do pa\u00eds. O venenoso g\u00e1s de cloro tamb\u00e9m foi usado duas vezes no \u00faltimo m\u00eas. Toda esta informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente num relat\u00f3rio do Instituto S\u00edrio para a Justi\u00e7a.<a href=\"http:\/\/www.corrienteroja.net\/el-acuerdo-entre-eeuu-y-rusia-viene-para-dividir-siria-y-derrotar-la-revolucion\/#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n<p>Numa entrevista \u00e0 BBC, Faysal Mekdad, ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros s\u00edrio, declarou que o uso de barris explosivos por parte do regime, amplamente documentado por diversas fontes, \u00e9 uma mentira difundida pelas \u201cfor\u00e7as ocidentais e pelos pa\u00edses do golfo\u201d para desestabilizar o pa\u00eds. \u201cOs barris explosivos n\u00e3o existem\u201d, assegurou o ministro.<a href=\"http:\/\/www.corrienteroja.net\/el-acuerdo-entre-eeuu-y-rusia-viene-para-dividir-siria-y-derrotar-la-revolucion\/#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n<p>O acordo entre EUA e R\u00fassia n\u00e3o tem em vista pacificar a S\u00edria nem tampouco atenuar o drama das centenas de milhares de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza e em risco de vida, sen\u00e3o pelo contr\u00e1rio, tenta fortalecer e consolidar as posi\u00e7\u00f5es conquistadas recentemente pelo regime s\u00edrio (apoiado pela R\u00fassia, Ir\u00e3o e Hezbollah) e derrotar a revolu\u00e7\u00e3o que resiste, ainda que com debilidades e contradi\u00e7\u00f5es, a mais de cinco anos de total isolamento. Cada vez mais se vislumbra a hip\u00f3tese da divis\u00e3o do pa\u00eds com a cria\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias zonas sob a influ\u00eancia de diferentes pa\u00edses.<\/p>\n<p> <strong>N\u00e3o \u00e0 interven\u00e7\u00e3o militar turca na S\u00edria<\/strong> <\/p>\n<p>A Turquia participa indirectamente no conflito s\u00edrio desde o seu in\u00edcio. Mais de um milh\u00e3o de s\u00edrios e s\u00edrias cruzaram a fronteira entre os dois pa\u00edses em busca de refugio. A Turquia passou aliada de Assad a defender a sua sa\u00edda \u00e0 medida que os protestos pac\u00edficos iniciados em 2011 se converteram num conflito armado e a situa\u00e7\u00e3o se complicou com o surgimento de novos grupos e combatentes extremistas no pa\u00eds, alimentados em grande medida pelo pr\u00f3prio regime de Assad para semear o terror e derrotar o \u00edmpeto transformador e revolucion\u00e1rio dos protestos.<\/p>\n<p>Erdogan viu no conflito uma oportunidade para fortalecer as suas posi\u00e7\u00f5es religiosas e alargar a sua esfera de influ\u00eancia. Desta feita, a lira turca j\u00e1 \u00e9 utilizada em zonas do norte da S\u00edria como moeda principal. A Turquia deixou de colaborar com a ditadura S\u00edria para se aproximar da oposi\u00e7\u00e3o, tendo inclusive permitido que os comandantes do Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria dirigisse as suas opera\u00e7\u00f5es a partir da Turquia.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, o \u201capoio\u201d \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria sempre foi bastante formal, sobretudo a in\u00edcio, e nunca se traduziu na entrega de armas ou medicamentos \u00e0s brigadas independentes e laicas que lutavam contra o ex\u00e9cito s\u00edrio. A Turquia forma parte do grupo \u201cAmigos da S\u00edria\u201d, impulsionado pela Fran\u00e7a, que foi, na altura, uma tentativa de parte das grandes pot\u00eancias mundiais de controlar e dirigir a transi\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, j\u00e1 que o derrube de Assad parecia, na altura, iminente.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 fortes ind\u00edcios que a Turquia permitiu, atrav\u00e9s do relaxe do controle de fronteiras, a entrada de combatentes mu\u00e7ulmanos que viriam a engrossar as fileiras do Daesh, aparte de ter comprado petr\u00f3leo ao grupo terrorista a pre\u00e7os muito inferiores aos de mercado. O Daesh cumpria uma fun\u00e7\u00e3o vital para a Turquia ao actuar como barreira ao avan\u00e7o das for\u00e7as curdas lideradas pelo PYD, partido irm\u00e3o do PKK turco.<\/p>\n<p>Esta atitude de \u201cparticipa\u00e7\u00e3o indirecta\u201d no conflito mudou recentemente com a entrada do ex\u00e9rcito turco na S\u00edria a 24 de Agosto com o objectivo de tomar a cidade de Jarabl\u00fas, na fronteira entre os dois pa\u00edses, ao ISIL. Na interven\u00e7\u00e3o recorreu-se a tanques avi\u00f5es e for\u00e7as especiais do ex\u00e9rcito, al\u00e9m do apoio, inclusive financeiro e de armamento, a grupos militares s\u00edrios. Tomaram v\u00e1rias cidades na fronteira, atancando n\u00e3o s\u00f3 o grupo terrorista, mas tamb\u00e9m as for\u00e7as curdas do PYD.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o directa da Turquia no conflito cria um problema para os EUA, j\u00e1 que o PYD \u00e9 um dos seus principais aliados na regi\u00e3o, mas a Turquia forma parte da NATO e cumpre um papel determinante neste momento na conten\u00e7\u00e3o do fluxo de refugiados s\u00edrios a caminho da Europa. A tr\u00e9gua acordada entre os EUA e a R\u00fassia tem seguramente tamb\u00e9m a ver com mais este factor somado ao conflito.<\/p>\n<p>A interfer\u00eancia de qualquer pot\u00eancia militar na revolu\u00e7\u00e3o s\u00edria deve se rejeitada. A S\u00edriatransformou-se num enorme tabuleiro onde diversos pa\u00edses disputam entre si a influ\u00eancia no M\u00e9dio Oriente. EUA, R\u00fassia, Ir\u00e3o, Ar\u00e1bia Saudita, Turquia, Qatar, entre outros, financiam grupos e enviam armas e soldados para a S\u00edria. \u00c9 um verdadeiro genoc\u00eddio de conhecimento p\u00fablico. Nenhum destes pa\u00edses, n\u00e3o obstante, actua realmente para atenuar o sofrimento do povo. Todos pensam unicamente nos seus interesses econ\u00f3micos nacionais. A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel e vi\u00e1vel \u00e9 a derrota militar do regime s\u00edrio e para tal \u00e9 necess\u00e1rio armar os grupos rebeldes que lutam contra Bashar al-Assad e o Daesh, as duas principais for\u00e7as contra-revolucion\u00e1rias activas neste conflito.<\/p>\n<p> <strong>O plano de transi\u00e7\u00e3o apresentado pela oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria<\/strong> <\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria reunida no HNC (Alto Comit\u00e9 de Negocia\u00e7\u00e3o, sigla inglesa) apresentou um plano de transi\u00e7\u00e3o na S\u00edria que prev\u00ea seis meses de negocia\u00e7\u00f5es com o regime, um ano e meio de per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, elei\u00e7\u00f5es com supervis\u00e3o da ONU e a aprova\u00e7\u00e3o de uma nova constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aparentemente, trata-se de um plano feito com a melhor das inten\u00e7\u00f5es, mas infelizmente n\u00e3o \u00e9 assim. Primeiro, porque \u00e9 um plano completamente invi\u00e1vel, dado que Damasco j\u00e1 reiterou in\u00fameras vezes que n\u00e3o negociar\u00e1 com os \u201cterroristas\u201d. Segundo porque o HNC tem nenhuma ou pouca influ\u00eancia sobre os grupos que actuam no terreno na S\u00edria e s\u00e3o uma esp\u00e9cie de marioneta nas m\u00e3os de EUA, Reino Unido e Ar\u00e1bia Saudita. Por \u00faltimo o plano n\u00e3o reconhece o direito de autodetermina\u00e7\u00e3o aos curdos, e insiste em falar de uma S\u00edria \u00fanica e unida, o mesmo discurso do regime S\u00edrio sobre o tema.<\/p>\n<p>Por outro lado, e para complicar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o, existem problemas muito graves com o principal partido curdo, o PYD, apoiado pelos EUA e pela UE. \u00c9 ineg\u00e1vel que jogam um papel importante na liberta\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios curdos, mas fazem-no de forma autorit\u00e1ria, sem permitir qualquer tipo de contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 sua lideran\u00e7a e aliando-se, se lhes conv\u00e9m, com quem for, para alcan\u00e7ar os seus objectivos imediatos.<\/p>\n<p>Aliam-se a Assad num momento, recebem apoio dos EUA e da UE, juntam-se a brigadas do Ex\u00e9rcito Livre da S\u00edria quando lhes interessa, mas levam a cabo limpezas \u00e9tnicas quando conquistam uma cidades, expulsando os \u00e1rabes, e reprimem os grupos que chocam com as suas pol\u00edticas.<\/p>\n<p> <strong>A derrota de Assad \u00e9 condi\u00e7\u00e3o essencial para pacificar o pa\u00eds<\/strong> <\/p>\n<p>Reafirmamos que o principal respons\u00e1vel pela barb\u00e1rie em que se transformou a S\u00edria \u00e9 o regime sangrento de Bashar al-Assad. Enquanto este genocida continuar no poder, n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda pol\u00edtica poss\u00edvel. J\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o mais de cinco anos de barris explosivos, armas qu\u00edmicas, ass\u00e9dios a popula\u00e7\u00f5es inteiras, deten\u00e7\u00f5es em massa, viola\u00e7\u00f5es, torturas e manipula\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica.<\/p>\n<p>Isto tem que acabar j\u00e1 e para isso \u00e9 necess\u00e1rio defender o derrube imediato de Assad e a entrega de armas, n\u00e3o apenas de armamento ligeiro como acontece, mas de equipamento antimisseis e outro armamento pesado para que os grupos rebeldes se possam defender dos helic\u00f3pteros s\u00edrios e dos avi\u00f5es russos.<\/p>\n<p>Por outro lado, repudiamos as interven\u00e7\u00f5es militares de EUA, R\u00fassia, Fran\u00e7a Turquia, Ir\u00e3o e demais pa\u00edses envolvidos no conflito s\u00edrio. Todos eles s\u00e3o c\u00famplices do regime de Assad e do Estado Isl\u00e2mico. Est\u00e3o todos juntos para derrotar a revolu\u00e7\u00e3o do povo por justi\u00e7a, democracia e dignidade.<\/p>\n<p>Devemos exigir tamb\u00e9m a entrada de ajuda humanit\u00e1ria em todos os cantos do pa\u00eds que vivem este ass\u00e9dio permanente h\u00e1 mais de cinco anos.<\/p>\n<p>[1] <a href=\"http:\/\/syrianjustice.org\/en\/\">http:\/\/syrianjustice.org\/en\/<\/a><\/p>\n<p>[2] <a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/news\/world-middle-east-37294532\">http:\/\/www.bbc.com\/news\/world-middle-east-37294532<\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 10pt;\"><em>Por Gabriel Huland e Fabio Bosco<\/em><\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo russo e estado-unidense anunciaram este S\u00e1bado (10\/09) um acordo para a S\u00edria que implica, a partir de segunda-feira (12\/09) um cessar-fogo entre o regime de Bashar al-Assad e as v\u00e1rias fac\u00e7\u00f5es de grupos rebeldes.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2188,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[37],"tags":[449,944,269,114,145,2,698,271],"class_list":["post-2189","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eua","tag-acordo","tag-dividir","tag-eua","tag-mas","tag-movimento-alternativa-socialista","tag-revolucao","tag-russia","tag-siria"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/obamaputin.jpg?fit=660%2C371","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2189"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2189\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2188"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}