{"id":205,"date":"2010-03-01T16:24:00","date_gmt":"2010-03-01T15:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2010\/03\/01\/greve-geral-paralisou-a-grecia\/"},"modified":"2010-03-01T16:24:00","modified_gmt":"2010-03-01T15:24:00","slug":"greve-geral-paralisou-a-grecia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2010\/03\/01\/greve-geral-paralisou-a-grecia\/","title":{"rendered":"Greve geral paralisou a Gr\u00e9cia"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-204\" style=\"float: left; margin: 10px;\" height=\"300\" width=\"233\" alt=\"arton319\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/arton319.jpg?resize=233%2C300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/arton319.jpg?w=262 262w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/arton319.jpg?resize=233%2C300 233w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/>No dia 24 de Fevereiro, na semana passada, o pa\u00eds europeu mais afectado pela crise econ\u00f3mica praticamente parou, no segundo dia de greve geral s\u00f3 naquele m\u00eas. A Gr\u00e9cia j\u00e1 havia parado no \u00faltimo dia 10, quando funcion\u00e1rios p\u00fablicos e privados cruzaram os bra\u00e7os contra a pol\u00edtica de cortes, aumento de impostos e redu\u00e7\u00e3o salarial do governo. Desta vez, mais de dois milh\u00f5es de trabalhadores pararam, registando uma escalada nas mobiliza\u00e7\u00f5es contra o governo do \u201csocialista\u201d George Papandreou.<br \/>  <!--more-->  <br \/>Segundo a ag\u00eancia de not\u00edcias Reuters, as classes profissionais mobilizadas representam metade da for\u00e7a de trabalho do pa\u00eds, ou 2,5 milh\u00f5es de trabalhadores. Al\u00e9m dos servi\u00e7os p\u00fablicos, pararam bancos, col\u00e9gios e hospitais, e at\u00e9 mesmo jornalistas e t\u00e9cnicos de TV participaram da paralisa\u00e7\u00e3o. Os servi\u00e7os de transportes tamb\u00e9m pararam, provocando um \u201capag\u00e3o\u201d a\u00e9reo, com o cancelamento de 400 voos previstos para o dia. O servi\u00e7o de transporte que faz a liga\u00e7\u00e3o entre as ilhas do pa\u00eds tamb\u00e9m parou, al\u00e9m das esta\u00e7\u00f5es de comboio. Os pontos tur\u00edsticos permaneceram fechados durante todo o dia. Apenas uma quantidade m\u00ednima de autocarros circulou nas grandes cidades, justamente para ajudar a transportar os manifestantes que realizaram grandes marchas em diversos pontos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em Atenas, milhares de trabalhadores e estudantes marcharam contra a pol\u00edtica de cortes do governo. Os n\u00fameros da imprensa variam de 50 a 200 mil pessoas. Com faixas com <em>slogans<\/em> como \u201cn\u00e3o vou pagar\u201d, \u201cque os ricos paguem pela crise\u201d e \u201co povo \u00e9 mais importante que os mercados\u201d, os manifestantes percorreram o centro da capital grega at\u00e9 o pr\u00e9dio do parlamento. Ao final do ato, enfrentaram a repress\u00e3o da pol\u00edcia, que atacou a mobiliza\u00e7\u00e3o com g\u00e1s lacrimog\u00e9neo e cassetes. As centrais que convocaram a greve geral prometem mais mobiliza\u00e7\u00f5es contra o plano de cortes ainda em Mar\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>A conta foi para os trabalhadores<\/strong><\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia \u00e9 o pa\u00eds da Europa mais afectado pela crise internacional. Com um d\u00e9fice superior a 12% do PIB, o pa\u00eds est\u00e1 \u00e0 beira da bancarrota. Com o aprofundamento da crise, foram reveladas as fraudes contabil\u00edsticas realizadas pelos governos anteriores para esconder o buraco e n\u00e3o prejudicar a entrada do pa\u00eds na Uni\u00e3o Europeia. O enorme rombo foi provocado por anos de neoliberalismo, com a desonera\u00e7\u00e3o fiscal das grandes empresas e o incentivo \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o. J\u00e1 durante a crise, o pa\u00eds destinou bili\u00f5es para salvar os bancos.<\/p>\n<p>Com o aprofundamento da crise, a Uni\u00e3o Europeia e o FMI pressionam o governo de Papandreou, eleito em 2009 atrav\u00e9s de uma coaliz\u00e3o de \u201ccentro-esquerda\u201d, para aplicar um brutal plano de cortes de gastos. O governo grego j\u00e1 anunciou um corte de 10% nos sal\u00e1rios dos servidores p\u00fablicos (no caso dos professores universit\u00e1rios chegaria a 40%), cortes no gasto p\u00fablico e o aumento nos impostos sobre o combust\u00edvel e em outros sectores. Quer aplicar ainda uma profunda reforma da Previd\u00eancia, com o corte de benef\u00edcios e a eleva\u00e7\u00e3o no tempo m\u00ednimo de aposentadoria.<\/p>\n<p>Os trabalhadores gregos, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e3o dispostos a pagar por essa crise causada pelos banqueiros e est\u00e3o indo \u00e0 luta. Na Europa, as mobiliza\u00e7\u00f5es no pa\u00eds j\u00e1 est\u00e3o sendo comparadas \u00e0 greve dos mineiros durante o governo de Margaret Thatcher, na Inglaterra. Em 1984, o governo de Tatcher lan\u00e7ou um profundo ataque para derrotar uma greve de mineiros no pa\u00eds. A derrota da greve marcou o in\u00edcio da hegemonia neoliberal no planeta. Agora, o desfecho da luta dos trabalhadores gregos est\u00e1 sendo visto como um indicador sobre os rumos da crise econ\u00f3mica na Europa.<\/p>\n<p>Pa\u00edses como Espanha, Portugal, It\u00e1lia e Irlanda tamb\u00e9m enfrentam gigantescos d\u00e9fices e preparam ataques aos trabalhadores a fim de resolver a crise. Desta vez, por\u00e9m, a hist\u00f3ria pode ser diferente.<\/p>\n<p><em>Redac\u00e7\u00e3o do Opini\u00e3o Socialista, jornal do PSTU (Brasil)<\/em><\/p>\n<p><strong>A hora da factura<\/strong><br \/>&nbsp;<br \/>A Gr\u00e9cia \u00e9 o primeiro pa\u00eds a iniciar uma nova etapa da crise internacional: o pa\u00eds est\u00e1 falido, e o governo de frente popular ataca o funcionalismo p\u00fablico para conter a d\u00edvida, mas a resposta das ruas s\u00e3o as maiores lutas sociais desde o fim da ditadura militar, h\u00e1 35 anos. Portugal e Espanha tamb\u00e9m correm o risco de quebrar.<\/p>\n<p><strong>A metamorfose<\/strong><\/p>\n<p>A crise econ\u00f3mica internacional, iniciada h\u00e1 dois anos, est\u00e1 se transformando em crise da d\u00edvida. A Gr\u00e9cia \u00e9 o pa\u00eds que melhor representa esta mudan\u00e7a. Com o in\u00edcio da crise econ\u00f3mica, em 2008, os governos do mundo todo aumentaram os seus endividamentos e entregaram cerca de US$ 13 mil bili\u00f5es para os grandes investidores.<\/p>\n<p>No entanto, as facturas vencem, e a periferia da Europa parece n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de pagar as suas d\u00edvidas sem recorrer a novos empr\u00e9stimos. Os pa\u00edses mais endividados, chamados pejorativamente pela imprensa de PIIGS (porcos, em ingl\u00eas) s\u00e3o Portugal, It\u00e1lia, Irlanda, Gr\u00e9cia e Espanha.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia, o caso mais cr\u00edtico, teve em 2009 um d\u00e9fice or\u00e7ament\u00e1rio de mais de 12% do PIB, com sua d\u00edvida p\u00fablica superando os 300 mil milh\u00f5es de euros (cerca de R$ 750 mil milh\u00f5es). Isso representa mais de 110% do PIB do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>O velho neoliberalismo<\/strong><\/p>\n<p>Os pa\u00edses centrais da zona euro (Alemanha e Fran\u00e7a) receiam que a crise da d\u00edvida ultrapasse as fronteiras, aumente a recess\u00e3o em curso no continente e desestabilize o euro. Com isso, t\u00eam pressionado os governos endividados a adoptarem as t\u00e3o famosas pol\u00edticas de austeridade fiscal, o velho neoliberalismo.<\/p>\n<p>O discurso criado n\u00e3o \u00e9 nada original: s\u00e3o apontados como respons\u00e1veis pela crise da d\u00edvida os efeitos provocados por um suposto Estado de Bem-Estar social grego: privil\u00e9gios do funcionalismo p\u00fablico, altos sal\u00e1rios, rombos da previd\u00eancia, inefici\u00eancia do Estado na gest\u00e3o da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o etc., que estrangularia os cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p><strong>As raz\u00f5es da d\u00edvida<\/strong><\/p>\n<p>Os motivos reais do endividamento do pa\u00eds, no entanto, s\u00e3o outros. A Gr\u00e9cia n\u00e3o escapou das pol\u00edticas neoliberais que assolaram a Europa a partir da d\u00e9cada de 1990, criando um para\u00edso para o capital financeiro e tornado os servi\u00e7os p\u00fablicos cada vez mais prec\u00e1rios.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a Gr\u00e9cia \u00e9 um dos pa\u00edses da zona do Euro que cobra menos impostos das empresas e, al\u00e9m disso, \u00e9 conhecida por possuir uma enorme sonega\u00e7\u00e3o fiscal por parte de bancos e corpora\u00e7\u00f5es. Inversamente, o sistema fiscal \u00e9 penoso com os trabalhadores, sendo os impostos sobre os sal\u00e1rios uns dos maiores da Europa, de modo que o or\u00e7amento p\u00fablico depende quase exclusivamente da taxa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores assalariados e da classe m\u00e9dia-baixa.<\/p>\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, as empresas, e at\u00e9 mesmo o governo, simplesmente pararam de contribuir para a previd\u00eancia social, criando um rombo anual de 10 mil milh\u00f5es de euros. A gota d\u2019\u00e1gua veio com a crise econ\u00f3mica internacional, quando os sectores chaves da economia \u2013 constru\u00e7\u00e3o civil, turismo e ind\u00fastria naval \u2013 entraram em recess\u00e3o.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia da situa\u00e7\u00e3o, basta uma conta simples. O governo rec\u00e9m-eleito quer cortar do or\u00e7amento 25 mil milh\u00f5es de euros durante os pr\u00f3ximos tr\u00eas anos para reduzir o d\u00e9fice or\u00e7ament\u00e1rio. No entanto, o governo anterior, do partido da Nova Democracia (direita), em apenas uma noite em fins de 2008, concedeu aos bancos gregos 28 mil milh\u00f5es de euros para salv\u00e1-los da crise.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, o governo quer que os trabalhadores que sustentam o Estado paguem mais uma vez pela crise: ap\u00f3s o desvio de dinheiro p\u00fablico para salvar o grande capital, agora pretende cortar o or\u00e7amento estatal e direitos sociais.<\/p>\n<p><strong>Os ataques do governo<\/strong><\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia tem um governo de colabora\u00e7\u00e3o de classes (Frente Popular) desde Outubro de 2009, quando o partido Pasok ganhou as elei\u00e7\u00f5es prometendo opor-se \u00e0 proposta de congelamento dos sal\u00e1rios apresentada pelo ent\u00e3o governo da Nova Democracia. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m prometeu aumento da tributa\u00e7\u00e3o do grande capital e acabar com as evas\u00f5es fiscais. No entanto, n\u00e3o foram necess\u00e1rios 100 dias para demonstrar o car\u00e1cter do novo governo.<\/p>\n<p>Ainda em 2009, o rec\u00e9m-empossado primeiro-ministro George Papandreou anunciou as medidas que teria como objectivo conter a crise e retomar a credibilidade do mercado financeiro: congelamento dos sal\u00e1rios do funcionalismo p\u00fablico (abrindo a possibilidade de que isso aconte\u00e7a no sector privado), amplia\u00e7\u00e3o dos trabalhos tempor\u00e1rios e contrata\u00e7\u00e3o de apenas um trabalhador para cada cinco que se aposentarem.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Previd\u00eancia, o governo procura realizar um corte de 10% no valor das reformas, aumentar a idade m\u00ednima da aposentadoria para 63 anos (actualmente os homens se aposentam com 60 e as mulheres com 55) e substituir o sistema de Previd\u00eancia Social para fundos de pens\u00e3o privados e semiprivados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o governo tamb\u00e9m planeia uma redu\u00e7\u00e3o de 10% dos gastos p\u00fablicos, principalmente nas \u00e1reas sociais, deteriorando ainda mais a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o gregas, consideradas umas das piores da zona do Euro. Por fim, planeia-se a privatiza\u00e7\u00e3o dos portos e dos servi\u00e7os de \u00e1gua e energia.<\/p>\n<p><strong>\u201cAos bancos, eles d\u00e3o dinheiro; aos jovens, eles oferecem&#8230; balas\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o foram necess\u00e1rios mais de 100 dias para come\u00e7arem os choques com o novo governo: desde fins de 2009, os trabalhadores do servi\u00e7o p\u00fablico t\u00eam feito manifesta\u00e7\u00f5es de rua e paralisa\u00e7\u00f5es. Apesar das trai\u00e7\u00f5es das lideran\u00e7as sindicais do Pasok, os actos contr\u00e1rios ao pacote de estabiliza\u00e7\u00e3o t\u00eam se intensificado e conseguido uma ades\u00e3o de massas.<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas semanas que trabalhadores do servi\u00e7o p\u00fablico est\u00e3o acampados em frente ao parlamento. No \u00faltimo dia 10, realizaram uma gigantesca greve geral, com a ades\u00e3o de amplos sectores, como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transporte a\u00e9reo, seguran\u00e7a entre outros.<\/p>\n<p>O sector privado tamb\u00e9m marcou uma greve geral para o dia 24 de Fevereiro, que dever\u00e1 ser incorporada, mais uma vez, pelo sector p\u00fablico. Pequenos agricultores rurais tamb\u00e9m t\u00eam se enfrentado com o governo. Em meados de Fevereiro, completou um m\u00eas que bloqueiam mais de 30 das principais estradas do pa\u00eds, exigindo subs\u00eddios para a produ\u00e7\u00e3o. A resposta do Pasok tem sido reprimir todas as manifesta\u00e7\u00f5es com muita viol\u00eancia, tornando a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ainda mais inst\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil para os trabalhadores gregos derrotar um governo de Frente Popular rec\u00e9m-eleito. Por outro lado, a Gr\u00e9cia sempre foi um pa\u00eds de intensa mobiliza\u00e7\u00e3o social e, actualmente, passa por um per\u00edodo de retomadas das lutas e de fortes enfrentamentos de rua.<\/p>\n<p>O medo da burguesia \u00e9 que se tenha um \u201cDezembro dos trabalhadores\u201d. A express\u00e3o faz refer\u00eancia a Dezembro de 2008, quando milhares de jovens protagonizaram as maiores manifesta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds desde o fim da ditadura militar. Ap\u00f3s a morte pela pol\u00edcia de um jovem de 16 anos, as manifesta\u00e7\u00f5es se tornaram de massas, e a pol\u00edcia n\u00e3o tinha mais condi\u00e7\u00f5es de cont\u00ea-las. A cidade passou a ter actos di\u00e1rios, com regi\u00f5es da cidade tomadas pelos manifestantes e protegidas por barricadas.<\/p>\n<p>Com a agudiza\u00e7\u00e3o da crise, todos esperam uma retomada dos grandes embates. A greve geral do dia 10 j\u00e1 deu o seu recado: \u201cN\u00f3s n\u00e3o pagaremos pela crise!\u201d, diziam os cartazes na manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Daniel Romero, do Opini\u00e3o Socialista<\/em><\/p>\n<p><em>18 de Fevereiro de 2010<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 24 de Fevereiro, na semana passada, o pa\u00eds europeu mais afectado pela crise econ\u00f3mica praticamente parou, no segundo dia de greve geral s\u00f3 naquele m\u00eas. A Gr\u00e9cia j\u00e1 havia parado no \u00faltimo dia 10, quando funcion\u00e1rios p\u00fablicos e privados cruzaram os bra\u00e7os contra a pol\u00edtica de cortes, aumento de impostos e redu\u00e7\u00e3o salarial do governo. Desta vez, mais de dois milh\u00f5es de trabalhadores pararam, registando uma escalada nas mobiliza\u00e7\u00f5es contra o governo do \u201csocialista\u201d George Papandreou.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":204,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-205","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-europa"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/arton319.jpg?fit=262%2C337","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=205"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/205\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/204"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}