{"id":201,"date":"2010-03-05T16:20:08","date_gmt":"2010-03-05T15:20:08","guid":{"rendered":"http:\/\/alternativa.mas.org.pt\/index.php\/2010\/03\/05\/8-de-marco-1910-2010-cem-anos-de-luta-contra-a-exploracao-o-machismo-e-pelo-socialismo\/"},"modified":"2010-03-05T16:20:08","modified_gmt":"2010-03-05T15:20:08","slug":"8-de-marco-1910-2010-cem-anos-de-luta-contra-a-exploracao-o-machismo-e-pelo-socialismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/2010\/03\/05\/8-de-marco-1910-2010-cem-anos-de-luta-contra-a-exploracao-o-machismo-e-pelo-socialismo\/","title":{"rendered":"8 de Mar\u00e7o: 1910 \u2013 2010, cem anos de luta contra a explora\u00e7\u00e3o, o machismo e pelo socialismo"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-200\" style=\"float: left; margin: 10px;\" height=\"225\" width=\"300\" alt=\"arton321\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/alternativa.mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/arton321.jpg?resize=300%2C225\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/arton321.jpg?w=619 619w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/arton321.jpg?resize=300%2C225 300w, https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/arton321.jpg?resize=480%2C360 480w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>No ano em que se comemoram os 100 anos do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, a Liga Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (LIT-QI) conclama a que a crise seja paga pelos capitalistas e apela ao total apoio \u00e0s mulheres trabalhadoras e pobres do Haiti (foto).<br \/>  <!--more-->  <br \/>Em 1910, a Confer\u00eancia de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhaga, aceitou a proposta de Clara Zetkin, dirigente da II Internacional, de declarar o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em 8 de Mar\u00e7o, quando, em 1857, 129 oper\u00e1rias da empresa t\u00eaxtil Cotton, de Nova Iorque, morreram queimadas num inc\u00eandio provocado pela patronal como resposta \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es de suas trabalhadoras.<\/p>\n<p>Assim nasceu o dia 8 de Mar\u00e7o, como dia de luta da mulher trabalhadora e de homenagem a nossas m\u00e1rtires. Mas ao longo dos anos esta data foi sendo desfigurada pela burguesia, pelas institui\u00e7\u00f5es do imperialismo e pelo reformismo, que lhe foram tirando seu car\u00e1cter de classe, convertendo-o num dia dedicado a realizar a \u201cirmandade das mulheres\u201d. Assim, a cada 8 de Mar\u00e7o, desde a ONU, governos, meios de comunica\u00e7\u00e3o e as grandes empresas, fazem-se hip\u00f3critas homenagens \u00e0 mulher e querem-nos fazer crer que a opress\u00e3o \u00e9 coisa do passado, porque hoje as mulheres s\u00e3o ministras, secret\u00e1rias de Estado, ju\u00edzas, presidentas.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 falso. \u00c9 certo que existem as Hillary Clinton, Cristina Kirchner, Michelle Bachelet, Laura Chinchilla\u2026 Mas essas mulheres n\u00e3o t\u00eam nada a ver connosco. S\u00e3o nossas inimigas de classe. Os governos que elas encabe\u00e7am n\u00e3o se diferenciam dos dirigidos por homens. Todos eles garantem que, como h\u00e1 100 anos, os capitalistas utilizem a opress\u00e3o \u00e0 mulher para melhor explodir o conjunto da classe oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>A verdadeira situa\u00e7\u00e3o da mulher trabalhadora e pobre, \u00e9 dada pelas cifras das pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es imperialistas (ONU, OIT, UNICEF, Banco Mundial). As mulheres somam 70% dos 1,3 bili\u00f5es de pobres absolutos do mundo. Isso \u00e9 assim mesmo que, segundo dados da ONU, o trabalho da mulher tenha um papel de primeira ordem, j\u00e1 que entre 50% a 80% da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos est\u00e3o em suas m\u00e3os.<\/p>\n<p>Estima-se que o trabalho n\u00e3o remunerado da mulher no lar represente um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica mundial (ONU). Das mulheres em idade de trabalhar (fora do lar), apenas o fazem 54% contra 80% dos homens (OIT). As mulheres desempenham a maior parte dos trabalhos mal pagos e menos protegidos (OIT). As mulheres ganham entre 20% e 30% menos que os homens (OIT). Aumentou notavelmente o n\u00famero de mulheres que emigram para diferentes pa\u00edses da Europa e EUA, tanto legal como ilegalmente, em busca de emprego. Estas mulheres imigrantes s\u00e3o as que mais sofrem a superexplora\u00e7\u00e3o e todo tipo de abusos.<\/p>\n<p>No aspecto da educa\u00e7\u00e3o, 2\/3 dos 876 milh\u00f5es de analfabetos do mundo s\u00e3o mulheres. Ao cumprir os 18 anos, as mulheres t\u00eam em m\u00e9dia 4,4 anos menos de educa\u00e7\u00e3o que os homens da mesma idade. Das 121 milh\u00f5es de crian\u00e7as n\u00e3o escolarizados no mundo 65 milh\u00f5es s\u00e3o meninas. (ONU, Unicef).<\/p>\n<p>No aspecto da sa\u00fade, a cada ano morrem no mundo mais de meio milh\u00e3o de mulheres em consequ\u00eancia da gravidez e do parto, o que est\u00e1 directamente relacionado ao n\u00edvel de pobreza. Nos pa\u00edses coloniais e semicoloniais (antigamente chamados pa\u00edses do Terceiro Mundo e agora conhecidos como pa\u00edses em via de desenvolvimento), a taxa de mortalidade materna \u00e9 de um a cada 48 partos. Em pa\u00edses europeus, como a Espanha, morrem 3,9 mulheres a cada 100 mil. Na Espanha 98% das mulheres recebem assist\u00eancia durante a gravidez e o parto. Nos pa\u00edses coloniais e semicoloniais, 35% das mulheres n\u00e3o recebem aten\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal; quase 50% d\u00e1 \u00e0 luz sem assist\u00eancia especializada. As \u00faltimas estat\u00edsticas indicam que h\u00e1 mais mulheres que homens com SIDA.<\/p>\n<p>As piores condi\u00e7\u00f5es de vida empurrar\u00e3o cada vez mais a mulheres trabalhadoras e pobres aos abortos clandestinos ou aos brutais m\u00e9todos dos abortos caseiros. Mulheres trabalhadoras e pobres continuar\u00e3o morrendo, enquanto as cl\u00ednicas clandestinas ganham fortunas gra\u00e7as \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o repressiva que impede que o aborto seja realizado nos hospitais de forma gratuita e nas melhores condi\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia m\u00e9dica. Grande quantidade de jovens continuar\u00e1 condenada a dar \u00e0 luz filhos n\u00e3o desejados, que mais tarde ser\u00e3o abandonados ou maltratados, destruindo as suas vidas e as de suas m\u00e3es. <\/p>\n<p>De tudo isto \u00e9 especialmente culpada a igreja cat\u00f3lica e a sua hip\u00f3crita pol\u00edtica de \u201cdefender a vida\u201d. S\u00e3o igualmente respons\u00e1veis os governos e parlamentares que destroem as condi\u00e7\u00f5es de vida da mulher trabalhadora e depois, capitulando \u00e0s press\u00f5es da igreja e aos interesses de propriet\u00e1rios das cl\u00ednicas clandestinas, recusam descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto.<\/p>\n<p>E esta deplor\u00e1vel situa\u00e7\u00e3o chega \u00e0 sua m\u00e1xima express\u00e3o quando vemos os dados sobre a viol\u00eancia contra a mulher. A cada ano, pelo menos 2 milh\u00f5es de meninas entre 5 e 10 anos s\u00e3o vendidas e compradas no mundo como escravas sexuais. A cada duas horas, uma mulher \u00e9 apunhalada, apedrejada, estrangulada ou queimada viva para \u201csalvar\u201d a honra da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Durante os conflitos armados, o ataque aos direitos humanos da mulher (assassinato, viola\u00e7\u00e3o, escravid\u00e3o sexual e gravidez for\u00e7ada) \u00e9 utilizado como arma de guerra. No mundo, 135 milh\u00f5es de meninas e mulheres sofreram mutila\u00e7\u00e3o genital. A cifra aumenta em dois milh\u00f5es por ano. Segundo dados do Banco Mundial, pelo menos 20 % das mulheres do mundo sofreram maus-tratos f\u00edsicos ou agress\u00f5es sexuais.<\/p>\n<p><strong>A crise capitalista mundial multiplica a pen\u00faria das mulheres trabalhadoras e pobres<\/strong><\/p>\n<p>Como mostra est\u00e3o as 2 milh\u00f5es, segundo dados oficiais, de mulheres desempregadas na Espanha. N\u00famero que aumenta muito entre as mulheres da \u201ceconomia informal\u201d (que n\u00e3o aparece nas estat\u00edsticas), na sua maioria imigrantes. A isto se soma a \u201creforma\u201d em marcha \u201cpara enfrentar a crise\u201d, com o aumento da idade da reforma, redu\u00e7\u00e3o da despesa p\u00fablica e contratos de tempo parcial, que condenam milhares de mulheres \u00e0 precariedade. Contra ataques similares, as trabalhadoras e trabalhadores gregos realizaram uma greve geral. E o ataque \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica nos EUA est\u00e1 provocando a reac\u00e7\u00e3o de trabalhadoras e estudantes da Universidade da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n<p>Por outro lado, nos pa\u00edses coloniais e semicoloniais, as mulheres trabalhadoras e pobres devem sofrer, al\u00e9m disso, a ofensiva colonizadora dos pa\u00edses imperialistas, que se intensifica como produto da crise mundial. Esta ofensiva se expressa no saque dos recursos naturais, na perda da fertilidade da terra pelo avan\u00e7o das planta\u00e7\u00f5es de soja, na destrui\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas, na perda de soberania de seus pa\u00edses.<\/p>\n<p>Assim vemos em todo o continente latino-americano, quando se aproxima o bicenten\u00e1rio das her\u00f3icas guerras da independ\u00eancia, como as m\u00e3es de fam\u00edlia da classe oper\u00e1ria se v\u00eaem obrigadas a lutar, junto \u00e0s trabalhadoras\/es do sector, em defesa da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablicas. Como as trabalhadoras\/es enfrentam a criminaliza\u00e7\u00e3o de suas lutas e a repress\u00e3o, em alguns casos ordenada pela embaixada norte-americana, como a que sofreram trabalhadoras da alimenta\u00e7\u00e3o na Argentina. Como as mulheres ind\u00edgenas, no Peru, no Equador, junto a suas comunidades, devem enfrentar a voracidade imperialista para defender a \u00e1gua e seu meio ambiente. Como no M\u00e9xico, na Am\u00e9rica Central e no Caribe, as mulheres s\u00e3o a principal m\u00e3o-de-obra das &#8220;maquiladoras&#8221;, associadas \u00e0 precariedade, a abusos, ao ass\u00e9dio e \u00e0 viol\u00eancia sexual, falta de liberdade sindical, sal\u00e1rios de fome, longas e esgotantes jornadas de trabalho e tamb\u00e9m \u00e0 morte, como em Ciudad Ju\u00e1rez.<\/p>\n<p><strong>Haiti, m\u00e1ximo exemplo da ofensiva colonizadora<\/strong><\/p>\n<p>Assim como o Haiti ocupado pelas tropas da Minustah e agora tamb\u00e9m pelas dos EUA \u00e9 o m\u00e1ximo exemplo da ofensiva colonizadora, a mulher trabalhadora e pobre desse pa\u00eds \u00e9 o exemplo de sofrimento e luta que queremos resgatar neste 8 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Em crioulo, a l\u00edngua haitiana, usa-se as palavras \u201cpoto mitan\u201d (pilar central) para referir-se \u00e0s mulheres. No Haiti, muitas mulheres s\u00e3o chefes de fam\u00edlia, respons\u00e1veis por manter a economia familiar, quando os homens est\u00e3o desempregados ou devem emigrar \u00e0 procura de trabalho.<\/p>\n<p>Segundo uma pesquisa realizada pela ONG haitiana Kay Fanm, entre mulheres e meninas haitianas pouco antes do terramoto, 72% tinham sido violadas e mais de 40% eram v\u00edtimas da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>A mulher haitiana vem lutando pela liberdade desde antes da revolu\u00e7\u00e3o que, em 1804, conquistou a independ\u00eancia. Depois de mais de dois s\u00e9culos da her\u00f3ica revolu\u00e7\u00e3o dos escravos, ela continua lutando pelos seus direitos e pela vida, trabalhando na ind\u00fastria agr\u00edcola, nas &#8220;maquiladoras&#8221; e formando a base do com\u00e9rcio e mercados locais. E hoje enfrentam a nova ocupa\u00e7\u00e3o por parte de 15 mil soldados norte-americanos, a corrup\u00e7\u00e3o que desvia a ajuda humanit\u00e1ria e o tr\u00e1fico de crian\u00e7as, com o qual os capitalistas pretendem lucrar aproveitando a trag\u00e9dia provocada pelo terramoto.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o que a mulher trabalhadora haitiana deve enfrentar: falta de alimentos, de \u00e1gua, de moradia, o roubo de seus filhos e o ass\u00e9dio das tropas de ocupa\u00e7\u00e3o. Por isso, no centen\u00e1rio de 8 de Mar\u00e7o como Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, chamamos \u00e0s trabalhadoras e trabalhadores do mundo a ajudar os nossos irm\u00e3os de classe haitianos e a enviar essa ajuda \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias, para que verdadeiramente chegue aos que mais a necessitam.<\/p>\n<p>Todo o apoio \u00e0 mulher trabalhadora e pobre do Haiti!<\/p>\n<p>Fora as tropas de ocupa\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Que os capitalistas paguem a crise e n\u00e3o os homens e as mulheres trabalhadores!<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o do trabalho! Por trabalho e sal\u00e1rios dignos e iguais para homens e mulheres!<\/p>\n<p>Basta de viol\u00eancia contra a mulher! Casas abrigo em todos os bairros para as mulheres agredidas! N\u00e3o ao tr\u00e1fico sexual de pessoas!<\/p>\n<p>A mulher n\u00e3o \u00e9 uma escrava: lavandarias, refeit\u00f3rios e creches p\u00fablicos e de qualidade!<\/p>\n<p>Programa de sa\u00fade para a mulher: amplo acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o sexual e contraceptivos! <\/p>\n<p>Aborto legal, seguro e gratuito!<\/p>\n<p>Contra todas as formas de discrimina\u00e7\u00e3o por ra\u00e7a, etnia, sexo, orienta\u00e7\u00e3o sexual e idade!<\/p>\n<p>O corpo da mulher n\u00e3o \u00e9 uma mercadoria. Contra toda a propaganda que vende a mulher como se fosse um produto de consumo!<\/p>\n<p>Ampla campanha de sindicaliza\u00e7\u00e3o das mulheres! Combate a toda forma de machismo nos sindicatos e organismos da classe!<\/p>\n<p>Para a mulher trabalhadora n\u00e3o h\u00e1 sa\u00edda dentro do capitalismo. N\u00e3o h\u00e1 liberta\u00e7\u00e3o da mulher sem o triunfo da revolu\u00e7\u00e3o socialista e n\u00e3o haver\u00e1 revolu\u00e7\u00e3o socialista sem a incorpora\u00e7\u00e3o da mulher trabalhadora \u00e0 luta. Chamamos a todas as mulheres trabalhadoras e pobres da cidade e do campo a lutar, junto \u00e0 nossa classe, por nossa libera\u00e7\u00e3o e pela sociedade na qual homens e mulheres possamos viver livres e felizes, sem nenhum tipo de opress\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e desigualdade, a sociedade socialista.<\/p>\n<p><strong>Liga Internacional dos Trabalhadores &#8211; Quarta Internacional (LIT-QI)<\/strong><\/p>\n<p><strong>Secretaria Internacional da Mulher<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano em que se comemoram os 100 anos do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, a Liga Internacional dos Trabalhadores \u2013 Quarta Internacional (LIT-QI) conclama a que a crise seja paga pelos capitalistas e apela ao total apoio \u00e0s mulheres trabalhadoras e pobres do Haiti (foto).<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":200,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"nf_dc_page":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[42],"tags":[],"class_list":["post-201","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/mas.org.pt\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/arton321.jpg?fit=619%2C464","_links":{"self":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/201\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/200"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/mas.org.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}